Sociedade está preparada para discutir conceitos de inovação e empreendedorismo

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) desta sexta-feira (09/05), realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), contou com a participação de Carlos Eduardo Calmanovici, presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei). 

Criada em 1984, a instituição tem como missão estimular a inovação nas empresas e elevar essa atividade à condição de fator estratégico para a competitividade e produtividade das companhias e para a política econômica, industrial, científica e tecnológica do país.

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Carlos Eduardo Calmanovici. muitas conquistas na 14ª Conferência da Anpei. Foto:Tamna Waqued


No encontro, o dirigente abordou as conquistas da 14ª Conferência da Anpei, que aconteceu entre 28 e 29 de abril no ExpoCenter Norte, em São Paulo.

Segundo Calmanovici, em termos de conteúdo, a conferência deste ano foi “a melhor feira já realizada”.

O foco do evento, que reuniu 1.500 participantes, foi o de divulgar entre as empresas a importância de aumentar a competitividade por meio da inovação.

“A sociedade está mais preparada para discutir os conceitos de inovação e empreendedorismo”, avaliou Calmanovici. “50% dos participantes eram gestores e empresários, um público majoritariamente ligado a empresas”.

Segundo ele, um dos destaques da 14ª Conferencia Anpei foi o painel sobre propriedade intelectual, realizado por Hananel Kvatinsky, presidente da unidade israelense da Licensing Executives Society (LES). “A experiência em Israel transforma conhecimento em negócio. Tivemos uma discussão muito rica”, avaliou Calmanovici.

‘Carta São Paulo’

É tradição, ao fim de toda conferência, os organizadores escreverem uma carta na qual são listadas as “demandas” que os setores ligados à inovação acreditam ser necessárias para o crescimento dos setores produtivos brasileiros.

O documento, batizado de “Carta São Paulo”, por ter sido criada na capital paulista, pede prioridade para educação e fortalecimento da cultura empreendedora no Brasil, estímulos claros para a inovação nas cadeias produtivas, modernização dos instrumentos de apoio à inovação e agências de fomento, além de desenvolvimento da cultura de gestão de propriedade intelectual.

“A ‘Carta São Paulo’ é uma provocação, uma referência que pode resultar em desdobramentos interessantes”, explicou Calmanovici.