Fiesp e ABRH-SP estudam elaboração de curso preparatório de gestores de RH

Almiro dos Reis Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP) e presidente eleito para a próxima gestão.

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP) estudam uma parceria para a organização de um curso preparatório de gestores na área de atuação. A iniciativa foi mencionada pelo presidente da federação, Paulo Skaf, durante a abertura do Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, que aconteceu na manhã desta terça-feira (02/10).

“A gente tem de dar oportunidade de aprimoramento para os gestores de capital humano. Assim como estamos fazendo MBAs para gestores de escolas públicas, nós pretendemos oferecer cursos para o gestor de RH”, afirmou Skaf a jornalistas após abertura do encontro que discute este ano as ferramentas para o desenvolvimento e competitividade.

“No século XXI o gestor de capital humano não é mais o chefe do departamento pessoal. Tem de ser alguém que identifique talentos,  estimule as pessoas, que gere oportunidade a essas pessoas, alguém que tenha coragem de levar reivindicações para a diretoria”, acrescentou o presidente da Fiesp.

De acordo com Almiro dos Reis Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP) e presidente eleito para a próxima gestão, o curso está em formatação. A previsão é de lançamento em 2013 com abrangência em cinco regionais.

Educação

Skaf avalia que o processo de competitividade de um país tem início na educação básica. “A gente faz a nossa parte, temos um milhão de alunos por ano, mas não adianta isso não resolve o problema do Brasil. Eu espero que um dia aquilo que a gente faz em São Paulo por meio do Sesi e do Senai não seja um privilégio apenas dos nossos alunos.”

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Daudt Brizola Neto, também participou da abertura do Fórum Capital Humano e afirmou que se houver falha na educação fundamental “fica mais difícil de superar os gargalos da educação profissional.”

Brizola Neto acredita que há no momento convergência entre os interesses do setor privado, do trabalho e do Estado no que diz respeito a qualificação de mão de obra para resgatar a competitividade.