PAF: Sesi-SP vai treinar 200 crianças e jovens de Praia Grande em futebol

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp, de Praia Grande

Cidade da Criança é um bairro em uma afastada região de Praia Grande, litoral sul de São Paulo.  E na manhã desta quinta-feira (10/04), a região, com pouco mais de 10 mil habitantes, comemorou a chegada do Programa Atleta do Futuro (PAF), iniciativa de formação esportiva do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Por intermédio do PAF, ao menos 200 crianças poderão se matricular para praticar a modalidade futebol, com metodologia de ensino esportivo do Sesi-SP na capacitação dos professores e na aplicação do conteúdo. A ação conta com a parceria da Associação Assistencial Cidade da Criança.

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Paulo Skaf, presidente do Sesi-SP, após assinatura do PAF em Praia Grande.Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Assinaram o convênio do PAF o presidente do Sesi-SP, Paulo Skaf, e o presidente da Associação Assistencial Cidade da Criança, Élio Rodrigues da Silva. Atualmente, a associação atende a 200 crianças com aulas de taekwondo e outras modalidades.

“Temos a árdua tarefa de resgatar essa geração. E, para ajudar nos nossos objetivos, necessitamos de planejamento e parcerias. Esse é um momento histórico, vai fazer parte da nossa biografia”, disse o presidente da associação.

O diretor da Divisão de Esportes e Qualidade de Vida, Alexandre Pflug, também participou da assinatura. Segundo ele,  até o momento ao menos 170 empresas participam do PAF como patrocinadoras do programa.

O Programa Atleta do Futuro atende mais de 91 mil alunos em mais de 210 municípios.

Ora sonho, ora qualidade de vida

Antes da cerimônia de assinatura do PAF, crianças atendidas pela Associação já agitavam a ampla área da instituição, que armou barracas com jogos e brincadeiras. Entre os alunos, a jovem Ariele Vanessa dos Santos, 15 anos, passeava vestida com o uniforme do PAF, com os cabelos amarrados e um celular na mão.

Ao conversar com a reportagem, revelou um sonho: ser jogadora de futebol.

“Ganhei [o uniforme] hoje. Tenho vontade de participar do projeto. Quero jogar futebol. Às vezes treino aqui e é uma coisa que eu gosto”, explicou.

Quando questionada sobre algum ídolo no esporte, Ariele não esperou a pergunta terminar e afirmou: “a Marta, né?”.

Marcos Vinícius Fernandes Santos, 13 anos, também é uma dos jovens atendidos pela associação. Mesmo sem pretensões de seguir carreira no esporte, ele acredita que praticar alguma modalidade esportiva o ajuda a fazer novos amigos e a melhorar sua qualidade de vida.

“Não é meu sonho ser atleta, mas venho praticar futebol porque faz bem para a saúde e aqui estou com os meus amigos. É melhor estar aqui do que em outro lugar por aí”, reconheceu.

Um dos colegas de Marcos Vinícius, o estudante Gustavo Vitor Santana Tavares, 11 anos, disse ter vontade de fazer carreira como atleta, mas, ao contrário de Ariele, ele ainda não escolheu uma modalidade. “Tenho que decidir ainda. Mas só mais para a frente.”

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