Personalidades da arte e do esporte dão exemplos de superação

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

Superar paradigmas é um dos desejos de muitas de pessoas que se depararam com situações que mudaram suas vidas como, por exemplo, sofrer um acidente ou ser portador de alguma deficiência física.

Uma história emocionante de superação é a do locutor esportivo Osmar Santos, que por causa de um grave acidente de automóvel ocorrido em dezembro de 1994, perdeu a mobilidade do lado direito do corpo e teve sua fala afetada. Ele é considerado um dos ícones do rádio e ficou conhecido por uma de suas expressões ao narrar jogos de futebol: “Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha”.

“E que gol. Boa tarde, tudo bem”, foram algumas das palavras pronunciadas pelo ex-radialista, muito aplaudido na tarde de terça-feira (22), ao participar do II Fórum Sou Capaz, realizado na 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental. Há seis meses, Osmar idealizou uma campanha para que a bola da Copa do Mundo de 2014 seja chamada de Gorduchinha. O vídeo cruzou fronteiras e alguns estrangeiros já começaram a pronunciar o slogan.

Marinalva de Almeida, recordista brasileira em salto a distância para amputados, mostrou que o esporte pode ser um dos caminhos para quebrar paradigmas. “Sofri um acidente aos 15 anos e perdi a perna. Recebi um convite de um amigo para praticar corrida de rua quando fazia um curso de ginástica laboral no Senai. Fui competir nos Estados Unidos, em uma prova para pessoas amputadas que corriam de muletas e completei os 10 quilômetros”, ela contou durante o Fórum.

Entre outros relatos de superação apresentados no evento teve o da atriz Tábata Contri, que se tornou cadeirante há 10 anos. Hoje, ela é consultora de inclusão de profissionais com deficiência no trabalho. Já a arquiteta Silvana Serafino Cambiaghi falou sobre acessibilidade. Vítima de paralisia infantil aos seis anos, Silvana atualmente trabalha como secretaria-executiva da comissão permanente de acessibilidade da cidade de São Paulo.