Um ano para virar o jogo

Um ano para virar o jogo

Paulo Skaf

Em junho próximo, o Brasil sediará a Copa das Confederações, a ser disputada em alguns dos novos estádios construídos para o Mundial da FIFA em 2014. Mais do que um teste importante para a seleção de “Felipão”, o torneio colocará à prova o desempenho de nossos aeroportos, estradas, transportes urbanos e tudo o que está sendo construído para abrigar os grandes eventos esportivos do ano que vem e ainda a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

Realizações como a Rio+20 em 2012 e as mais importantes competições esportivas do calendário internacional colocam o Brasil em evidência, abrindo novas perspectivas de investimentos nacionais e estrangeiros. Contudo, precisamos responder ao mundo também no plano da economia. Em 2012, infelizmente, crescemos muito pouco.

Uma das causas para isso é a perda de competitividade de nossa indústria, que paga impostos e juros entre os mais altos do mundo, sofre com um câmbio sobrevalorizado e tem enfrentado a concorrência de países nos quais o trabalhador é muito mal pago. Assim fica difícil…

Estamos lutando contra essa situação. Já temos a grande conquista da queda de 20% em média nas contas de luz, possível graças à campanha “Energia a Preço Justo” que a Fiesp promoveu no país em benefício não apenas da indústria, mas de todos os brasileiros.
Temos de avançar em outras frentes. Nossa prioridade tem que ser recuperar a competitividade do Brasil. Para isso, é muito importante o fortalecimento da nossa indústria. Nela estão os melhores empregos e os melhores salários. Com a indústria, conseguimos levar desenvolvimento a diversas regiões do país, distribuindo melhor os efeitos positivos que ele traz. País forte tem indústria forte e garante oportunidades iguais a todos de melhorar de vida. É para isso que vamos continuar trabalhando: para virar o jogo do crescimento a partir de 2013!

Chega de ‘mais do mesmo’!

Chega de ‘mais do mesmo’! 

Paulo Skaf

Um dos maiores gênios da humanidade, o físico alemão Albert Einstein definiu como tolice o ato de fazer a mesma coisa esperando que ela produza resultados diferentes. É o popular “mais do mesmo”. Na semana passada, assim que foram divulgados os dados relativos ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2011 e da Produção Industrial Mensal (PIM) de janeiro, o governo voltou a falar em medidas urgentes – mas, de novo, paliativas, incompletas, tardias e ineficazes para resolver o gravíssimo problema que está por trás da anemia dos números. O Brasil vive um dramático processo de desindustrialização e de “mais do mesmo”.

O crescimento (sic) da indústria de transformação foi de 0,1% no ano passado. Em janeiro de 2012, segundo os dados da PIM, a atividade recuou 2,1%. O resultado líquido da criação de postos de trabalho em 2011 foi zero. Ou seja, as fábricas – onde estão bons empregos e salários, interessantes oportunidades e muito do nosso futuro – não foram capazes de absorver os milhares de jovens que entraram no mercado de trabalho.