Chega de ‘mais do mesmo’!

Chega de ‘mais do mesmo’! 

Paulo Skaf

Um dos maiores gênios da humanidade, o físico alemão Albert Einstein definiu como tolice o ato de fazer a mesma coisa esperando que ela produza resultados diferentes. É o popular “mais do mesmo”. Na semana passada, assim que foram divulgados os dados relativos ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2011 e da Produção Industrial Mensal (PIM) de janeiro, o governo voltou a falar em medidas urgentes – mas, de novo, paliativas, incompletas, tardias e ineficazes para resolver o gravíssimo problema que está por trás da anemia dos números. O Brasil vive um dramático processo de desindustrialização e de “mais do mesmo”.

O crescimento (sic) da indústria de transformação foi de 0,1% no ano passado. Em janeiro de 2012, segundo os dados da PIM, a atividade recuou 2,1%. O resultado líquido da criação de postos de trabalho em 2011 foi zero. Ou seja, as fábricas – onde estão bons empregos e salários, interessantes oportunidades e muito do nosso futuro – não foram capazes de absorver os milhares de jovens que entraram no mercado de trabalho.