Violência Inaceitável

Violência Inaceitável

Paulo Skaf

Alguns dias atrás, chegando em casa à noite, vi na televisão um programa que mostrava situações absurdas de maus-tratos a cães, no Brasil e em outros países. As cenas de animais doentes, mutilados, famintos e vítimas de abusos por parte das pessoas que deveriam cuidar deles me deixaram indignado. Senti-me muito mal com aquilo, vi cachorros sendo chutados, abandonados sem comida e sem água, em condições degradantes.

Aquelas cenas me deixaram tão revoltado que, já na manhã seguinte, pedi à minha equipe uma cópia do programa e determinei que encontrássemos um modo de reagir. Pretendo entrar com ações na Justiça e denunciar, com todos os meios que estiverem ao meu alcance, toda e qualquer forma de violência contra animais. Não vou me calar, muito menos ficar parado diante de casos como esses. Quem maltrata animais tem em mim um inimigo declarado. Que estejam preparados, porque não vou descansar até conseguir punições exemplares aos responsáveis.

Os homens convivem com os cães há milhares de anos. São animais incríveis, que se afeiçoam aos humanos, demonstram carinho e fidelidade. Sei disso porque tenho cinco em casa. Gosto de todos os animais, mas, tenho um amor especial pelos cães. Por isso fico tão revoltado quando vejo cenas como essas. Ou como a da enfermeira de Goiás que espancou seu animal até a morte, só para citar um caso recente que ganhou notoriedade graças à internet, indo parar nas páginas de todos os jornais.

Não podemos aceitar esse ou qualquer outro tipo de violência. É nosso dever reagir e buscar na Justiça a punição desses criminosos. Que futuro poderemos construir se perdermos a capacidade de nos indignar com atos de crueldade? Não abro mão dessa convicção e me levantarei sempre que necessário. Como agora, diante desses absurdos contra animais dóceis e indefesos.

Profissionais capacitados, país desenvolvido!

Profissionais capacitados, país desenvolvido! 

Paulo Skaf

O mais importante patrimônio de um país é a formação de profissionais com elevada qualificação. Pessoas com melhores oportunidades de boas carreiras, com grande desempenho produtivo e, portanto, capazes de contribuir para a competitividade e o desenvolvimento do Brasil.

Exatamente por isso, uma de minhas prioridades ao assumir a presidência da Fiesp foi promover a modernização e ampliação do número de escolas do Senai-SP. Como se sabe, trata-se de uma das mais reconhecidas instituições de ensino profissionalizante do mundo. Estamos na fase final da meta de transformar todas as suas unidades em centros de inovação e tecnologia de excelência, com reconhecimento público, aqui e no exterior.

O investimento anual em obras e equipamentos passou de R$ 64,8 milhões, em 2004, para R$ 321 milhões, em 2011. De 2005 a 2011, o total foi de R$ 1 bilhão. O número de escolas saltou de 146 para 164, avançando 12%. Chegamos a 867.013 matrículas em 2011, com aumento, na comparação com 2004, de 46% nos cursos de aprendizagem industrial, 120% nos técnicos e 139% nos superiores.

Também ampliamos de quatro para 15 o número de cursos superiores, enquanto na educação à distância as matrículas passaram de 1.535 para 76 mil. Construímos, ainda, quatro modernos laboratórios, elevando para 35 o número dessas unidades nas escolas da rede.E não para por aí! Em dezembro, recebemos terreno da Prefeitura, ao lado do Estádio Itaquerão e do metrô, onde investiremos R$ 51,2 milhões para construir a oitava escola do Senai-SP na Zona Leste. O novo estabelecimento terá 20 mil matrículas por ano, em cursos nas áreas de metalmecânica, ferramentaria, automobilística, eletroeletrônica, panificação e confeitaria, corte e costura.

Estamos oferecendo boa formação profissional aos nossos jovens, para que tenham oportunidades concretas de transformar o Brasil numa grande potência!

Crescimento gera emprego e renda

Crescimento gera emprego e renda 

Paulo Skaf

É improcedente a avaliação de alguns analistas de que a queda da taxa Selic signifique não respeitar as metas da inflação. A rigor, as autoridades monetárias apenas estão ajustando os juros às projeções do impacto na economia brasileira da crise fiscal no Hemisfério Norte. Os indicadores mostram haver desaceleração, em especial na indústria.

A produção manufatureira diminuiu 2% na passagem de agosto para setembro. Encerrou o terceiro trimestre com recuo de 0,8% ante o segundo, quando registrou redução de 0,6% (a maior desde o primeiro trimestre de 2009). O comércio varejista, que vinha mostrando vigor, apresentou contração de 0,7% no terceiro trimestre em relação ao segundo. O decepcionante desempenho do Dia das Crianças já provocou uma revisão para baixo das expectativas para o fim do ano. Por fim, o mercado de trabalho e o crédito mostram arrefecimento.

A projeção do Copom é de que a atual deterioração do quadro internacional deve causar impacto doméstico equivalente a um quarto do observado na crise de 2008/2009. Além disso, supõe que a presente adversidade seja mais persistente do que a verificada em 2008/2009, porém menos aguda. Também é importante frisar que a redução da taxa de juros implicará economia adicional para os cofres da União. Cada ponto percentual da taxa Selic equivale a R$ 17 bilhões em gastos públicos adicionais. Por outro lado, o governo despenderá este ano mais de R$ 240 bilhões com juros, enquanto a saúde recebe apenas R$ 70 bilhões e a educação, menos de R$ 60 bilhões.

Ao reduzir a Selic, a autoridade monetária tenta diminuir o impacto do quadro internacional. No entanto, isso não significa abdicar da meta inflacionária de 4,5% em 2012. A bem-vinda ideia é estimular o crescimento!