Skaf destaca impacto do comércio ilegal no Estado em artigo na Folha de S.Paulo

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, destacou os números alarmantes do comércio ilegal em São Paulo em artigo no jornal Folha de S.Paulo publicado nesta sexta-feira (02/03). Segundo ele, trata-se de um mercado que movimentou R$ 15 bilhões no ano passado. O número faz parte do Anuário 2017 de Mercados Ilícitos Transnacionais em São Paulo, elaborado pelo Departamento de Segurança (Deseg) da federação.

“Tal situação corrói a saúde financeira de empresas, uma vez que causa prejuízos ao impor uma concorrência desleal. Assim, impede-se a criação de novos empregos, a arrecadação dos governos despenca e a insegurança do cidadão aumenta”, escreveu Skaf no artigo Um rombo de R$ 15 bilhões.

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Artigo: Trabalhando em prol do Desenvolvimento Sustentável

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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Por Tânia Cosentino*

Eficiência energética e baixa emissão de carbono. Estão aí duas questões urgentes que precisam ser endereçadas tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada. Sustentabilidade, mais do que nunca, deve fazer parte da estratégia de negócios. E nós, da Schneider Electric, temos orgulho de ajudar nossos clientes a repensar e reinventar seus processos, num movimento que impacta a sociedade e assegura o futuro das próximas gerações.

Ao longo de toda nossa trajetória – em 2017, completamos 70 anos no Brasil -, desenvolvemos produtos e serviços que, em suma, possibilitam às companhias produzir mais com menos. É desse modo que nossos parceiros reforçam sua atuação sustentável e fortalecem seus negócios. E nossa plataforma EcoStruxure simboliza bem tal propósito. Essa tecnologia promove automação e conectividade entre as máquinas e os dispositivos móveis, possibilitando o acesso remoto, otimizando o desempenho e melhorando a eficiência da operação, a gestão de processos e a agilidade na tomada de decisões. Só no Brasil, nossas soluções permitiram que, em 2016, nossos clientes economizassem 3TWh de energia, o equivalente a 11 dias de geração de energia da Itaipu Binacional (fonte: Itaipu Binacional) ou então ao abastecimento mensal de energia da região Norte do país (fonte: EPE).

Impactos ambiental e social sempre estiveram na agenda da Schneider Electric. Outra prova disso é que, desde 2002, trabalhamos mundialmente com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e, sem sobressaltos ou solavancos, incorporamos suas iniciativas em nossos negócios, envolvendo, inclusive, nossa cadeia de suprimentos. Não foi diferente quando a entidade lançou, em 2015, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas a serem alcançadas até 2030.

Fizemos, assim, uma avaliação profunda de nossas ações e nossos projetos, relacionando-os com os tais objetivos. Concluímos que impactamos diretamente 12 dos 17 ODS estabelecidos: erradicação da pobreza (ODS 1); educação de qualidade (ODS 4); igualdade de gênero (ODS 5); água potável e saneamento (ODS 6); energia limpa e acessível (ODS 7); emprego digno e crescimento econômico (ODS 8); indústria, inovação e infraestrutura (ODS 9); cidades e comunidades sustentáveis (ODS 11); consumo e produção responsáveis (ODS 12); combate às alterações climáticas (ODS 13); paz, justiça e instituições eficazes (ODS 16); e, por fim, parcerias e meios de implementação (ODS 17).

Na América do Sul, endereçamos fortemente o ODS 5 e, claro, o ODS 7, que, afinal, é nosso core business. Mas, desta vez, aproveito a oportunidade para falar de forma mais profunda sobre o ODS 17. São as parcerias firmadas com instituições sérias que nos garantem dar passos cada vez mais largos e transversais em direção ao cumprimento das metas traçadas.

Trabalhamos junto a ONGs como World Wide Fund for Nature (WWF) e Instituto Socioambiental (ISA), experientes em ações e relacionamento com comunidades isoladas que possuem baixo ou nenhum acesso à energia renovável. Nesses casos, geramos eletricidade em espaços de convivência (escolas e unidades de saúde) e aqueles destinados a atividades produtivas – pimenta, mel, castanha –, e ainda promovemos treinamentos para que os próprios moradores possam cuidar da manutenção elétrica. Agora com energia a um custo justo, essas pessoas podem, finalmente, melhorar seus processos produtivos (refrigeração, por exemplo), com impacto direto na geração de renda.

As mulheres ganham atenção especial. Junto ao ISA e ao Instituto Consulado da Mulher, valorizamos o empreendedorismo feminino, oferecendo treinamento e apoio às trabalhadoras envolvidas com a cadeia de produção de pimenta. E mais: em parceria com o ISA, levamos soluções e treinamentos para cerca de 30 aldeias do Parque Indígena do Xingu.

Ainda dentro do programa de acesso à energia, pudemos, em conjunto com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), eletrificar comunidades remotas da região, como Tumbira e Rio Negro. Além disso, lado a lado com a FAS e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), apoiamos a iniciativa Star Energy, incentivando a pesquisa científica sobre sistemas de energia sustentáveis, renováveis, replicáveis e autônomos para a Amazônia.

Também atuamos em parceria com organizações educacionais em diferentes localidades do Brasil e até de outros países, como Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Centro Universitário de Lins (Unilins) e Instituto Dom Bosco. Doamos soluções de iluminação e eletrificação solar, além de material didático, para que tais entidades possam estruturar e ofertar treinamentos de elétrica básica e energia fotovoltaica. O objetivo é beneficiar pessoas de baixa renda, ajudando-as a entrar no mercado de trabalho ou a avançar no empreendedorismo e, portanto, a sair da condição de vulnerabilidade social a que estão submetidas. Na América do Sul, em cinco anos, foram treinadas 30 mil pessoas, incluindo mulheres, elevando a renda média da comunidade piloto em 52%.

Há outros tantos parceiros fundamentais quando o objetivo é trabalhar em prol do desenvolvimento social e econômico: a ONU e seu Pacto Global, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Câmara Americana de Comércio (Amcham), a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds – cujo principal intuito é influenciar políticas públicas nas esferas municipal, estadual e federal), a Plataforma Liderança Sustentável (organizada pelo consultor Ricardo Voltolini), etc.

As associações criam guias de boas práticas, fomentando e orientando ações por parte da iniciativa privada. Por meio da ONU Mulheres, por exemplo, nós firmamos compromisso com o HeForShe e com o Women Empowerment Principles (WEP) – iniciativas que visam, em linhas gerais, à eliminação das disparidades entre homens e mulheres na sociedade e ao empoderamento feminino no ambiente corporativo.

Estamos atravessando um momento bastante difícil em nosso país e no mundo. Precisamos mudar e com urgência. O planeta nem a sociedade podem esperar. E o setor privado pode e deve ajudar! Para tanto, os ODS são cruciais, porque norteiam as ações empresariais. Faço o que acredito e fico feliz de trabalhar numa empresa que me dá espaço para executar esses projetos e de ter um time apaixonado que também abraça causas tão importantes. Sou uma ativista pela inovação para a sustentabilidade. Essa é minha contribuição como executiva e como indivíduo.

*Tania Cosentino é presidente da Schneider Electric para América do Sul, foi reconhecida pela ONU como um dos 10 Pioneiros nos ODS – indivíduos de todo o mundo que estão de fato defendendo a sustentabilidade em suas companhias e mobilizando toda a comunidade de negócios para o cumprimento dos tais objetivos.

ARTIGO: COMO AS PEQUENAS E MÉDIAS INDÚSTRIAS PODEM COLABORAR NA REDUÇÃO DA POBREZA E DAS DESIGUALDADES?

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* Por Edson Sadao

A pobreza e as desigualdades (social, de gênero, cultural etc.) são ruins para todos. Elas afetam a eficiência e eficácia das empresas, pois trabalhadores muito pobres e em situação de desigualdade são menos produtivos, recebem baixos salários, consomem pouco e geram um ciclo negativo e vicioso em nossa sociedade. É possível reverter tal situação?

Uma das capacidades que nos distinguem de outros animais é a imaginação, ou seja, vislumbrar algo que ainda não existe. Quem diria, no início do século XVIII, que um objeto mais pesado que o ar poderia voar? Quais brasileiros acreditavam, antes de 1900, que as mulheres iriam votar e serem votadas em nosso país? Quantos enxergavam, na década de 1950, que o homem iria à Lua? Imaginar um Brasil sem pobreza e desigualdade pode gerar sentimentos de descrença e apatia, mas, como podemos mudar sem, ao menos, imaginarmos que isso seja algo possível e desejável?

Para refletirmos sobre como as pequenas e médias indústrias podem contribuir na redução da pobreza e das desigualdades, gostaria de relembrar os ensinamentos de Milton Friedman e Paul Samuelson, prêmios Nobel em economia, sobre o papel das empresas na sociedade. Friedman acreditava que a empresa deveria se concentrar em suas atividades centrais, ou seja, geração de empregos, pagamento de impostos, oferecimento de bons produtos. Aos governos, e apenas ele, caberiam as políticas sociais. Por outro lado, Samuelson defendeu uma visão sistêmica das empresas, ou seja, deveriam contribuir para o entorno. O raciocínio deste economista é a de que a empresa precisa de bons insumos, de mão-de-obra qualificada, de consumidores com emprego e renda, ou seja, o bom desempenho da empresa depende do meio em que se encontra.

Acredito que os economistas se complementam em suas teses. De fato, fazer o básico bem feito nem sempre é simples. Por que cumprir as Leis contribui com a redução da pobreza e das desigualdades? Basta retomar o raciocínio de Milton Friedman. Fazer o que se espera classicamente de uma empresa, muitas vezes, é o suficiente (e o que é possível) na redução da pobreza e desigualdades.

Mas as empresas podem fazer mais e melhor, basta nos inspirarmos em Paul Samuelson. Nesse sentido, vislumbro três opções:

1-As indústrias podem oferecer bolsas (parcial ou integral) de estudos aos funcionários, pois esse tipo de apoio tende a melhorar a produtividade e também contribui na retenção dos melhores talentos. Mas é preciso tomar cuidado, pois o mercado está recheado de opções “baratas”, mas que não atendem aos padrões mínimos de formação. Sugere-se oferecer aos funcionários informações sobre as oportunidades educacionais, as bolsas oferecidas pelo governo ou mesmo firmar convênios com instituições de ensino sérias e com qualidade de ensino. Ou seja, a educação dos funcionários é um investimento com retorno direto para as empresas e também funciona como um mecanismo de redução de pobreza e desigualdade.

2-Além disso, recomendo o apoio, na medida do possível, a ONGs que atuam a favor das pessoas mais pobres e fragilizadas da sociedade. Com know how, com voluntariado, apoiando eventos, ajudando na captação de recursos. Há muitas organizações sérias e que merecem a colaboração das indústrias. Assim como no caso da educação, sugiro contar com o apoio de especialistas para selecionar as melhores ONGs.

3-Em tempos recentes e em função da escassez de recursos provenientes de doações, diversas ONGs têm buscado atividades produtivas e geradoras de recursos, as quais são chamadas de negócios sociais. Aqui, talvez, exista uma via de mão dupla de aprendizados: ao invés das doações clássicas de recursos financeiros, apoiar tecnicamente um negócio social é uma alternativa simples e acessível à maior parte das pequenas e médias indústrias brasileiras e, ao mesmo tempo, pode ser um caminho para aprender maneiras diferentes e inovadoras de se fazer negócios.

Um exemplo de pequena indústria que se configura como negócio social é a Goóc. Trata-se de uma fábrica de mochilas, sandálias e chinelos feitos de material reciclável (lonas e pneus). Por decisão do empresário Thái Quang Nghia, um imigrante Vietnamita, a Goóc tem contratado ex-presidiários e pessoas com mais de 60 anos de idade em sua linha de produção.

Por que a Goóc contribui com a redução da pobreza e desigualdade? Além de pagarem impostos, gerarem emprego e renda e oferecerem um bom produto ao mercado, esta empresa incentiva as atividades de reciclagem as quais tendem a beneficiar pessoas mais pobres que atuam em sua cadeia; ao contratar pessoas que estão, em geral, à margem da sociedade, contribui com a redução de pobreza e desigualdade social. Nem sempre outras indústrias podem adotar algo semelhante à Goóc, mas por que não se inspirar nesta empresa na construção de uma sociedade brasileira mais justa, humana e menos desigual?

Faço um convite a que todos os que querem contribuir para um Brasil economicamente forte, socialmente justo e ambientalmente correto possam aperfeiçoar suas atividades e incorporarem ações e atividades simples ao seu alcance para o bem de todos nós.

* Edson Sadao Iizuka é Graduado (1996), Mestre (2003) e Doutor (2008) em Administração Pública e Governo pela EAESP-FGV. Especialista em Liderança para o Terceiro Setor (1999) e foi trainee GIFE (programa apoiado pela Fundação Kellogg). É docente dos cursos de Graduação em Administração do Centro Universitário da FEI (desde 2013) pertence ao corpo docente permanente dos programas de Mestrado e Doutorado em Administração do Centro Universitário da FEI (desde 2013); . Tem como principais temáticas de pesquisa: Gestão Social; Inovação na Gestão Pública Local; Processo Decisório, Negócios Sociais e Empreendedorismo (ênfase no Empreendedorismo Social).

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Folha de S. Paulo: Skaf defende conteúdo local em artigo

Agência Indusnet Fiesp

“Não compartilhamos dos ideais ultraprotecionistas, reaparecidos recentemente. No entanto, a defesa da indústria brasileira, independentemente de sua origem de capital, é fundamental para o crescimento e desenvolvimento do país.” Com essas e outras palavras, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defendeu em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (06/02), o uso de conteúdo local nos investimentos feitos no Brasil.

Em seu texto, Skaf destaca que “é um equívoco afirmar que a política de conteúdo local impôs prejuízo significativo ao governo e ao setor de óleo e gás. Não há dúvidas de que a medida precisa ser aperfeiçoada, mas os resultados obtidos são expressivos”. E cita informações como o fato de que “de 2004 a 2014, um determinado conjunto de setores industriais fornecedores para esse mercado gerou mais de R$ 19 bilhões em investimento, 65 mil novos postos de trabalho, R$ 3,4 bilhões em salários adicionais e R$ 5 bilhões de contribuição ao crescimento do PIB”, numa referência ao setor de petróleo e gás.

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Paulo Skaf: para retomar o crescimento econômico

Agência Indusnet Fiesp 

O desafio é retomar o crescimento. E isso a partir do equilíbrio das finanças públicas e da reestruturação da economia. Foi dessa forma que o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, apresentou em artigo na edição 36 da revista Interesse Nacional algumas de suas ideias a respeito do futuro do Brasil.

Segundo Skaf, “são muitas as frentes de trabalho, mas o país está num momento único para conseguir promover as reformas e criar as oportunidades para construção de um Brasil ainda melhor”.

Outro ponto em debate foi o não aumento de impostos. Ou: “o ajuste fiscal é absolutamente necessário, mas a sociedade brasileira não admite que seja realizado, de novo, pelo aumento de impostos. Se não for corrigida a trajetória das despesas públicas, dificilmente poderemos pensar em crescimento econômico nos próximos anos, já que a incerteza sobre a viabilidade fiscal do Estado brasileiro continuará afastando investimentos”.

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Segundo vice-presidente da Fiesp destaca Acordo de Paris em artigo no UOL

Agência Indusnet Fiesp

O segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, publicou, nesta sexta-feira (04/11), artigo na seção de opinião do portal UOL, artigo sobre a entrada em vigor do Acordo de Paris, um tratado das Nações Unidas sobre as mudanças do clima, com medidas de redução da emissão de dióxido de carbono a partir de 2020. O acordo foi negociado em Paris, na França, e aprovado em 2015.

Em seu texto, Ometto destaca o fato de que a indústria sustentável será vital para a economia daqui por diante:

“Há tempos a Fiesp, que representa quase 50% do PIB industrial brasileiro, vem atuando nos debates mundiais sobre o aquecimento global, culminando com a criação do seu Comitê de Mudança do Clima, em 2009. Nesse contexto, a contribuição decisiva da indústria para a redução das emissões de gases de efeito estufa ganha escala a partir da entrada em vigor do novo acordo, com a necessária contrapartida de transferência de tecnologia entre países desenvolvidos e em desenvolvimento”.

Além disso, a Fiesp publicou anúncio sobre o acordo em jornais como a Folha de S. Paulo. Vale a pena conferir ainda o site Clima em Debate, da federação, que a acompanha as novidades sobre o tema.

Para ler o artigo de Ometto no UOL, só clicar aqui.

Artigo: Voluntariado Agrega Valor

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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*Por Marcos Paulo dos Reis

Essa frase “agrega valor” por um tempo foi banalizada, por estar associada a futilidades da vida noturna, de jovens de classe média e alta que preferiam estar em áreas “vips” de “baladas” paulistanas por “agregar valor” a “balada”.

Voluntariado não tem nada que ver com glamour, com “balada”, com noitadas, mas tem tudo a ver com “agregar valor”.

“Agregar valor”, no jargão comercial, está relacionado a acrescentar inovações, valores, é diferenciar aquilo que é colocado no mercado, de modo a satisfazer o cliente. O Dicionário da língua portuguesa afirma que agregar é um verbo transitivo que significa juntar com o outro, reunir a algo já existente.  Por exemplo: agrupar pessoas, incorporar novas ideias, novas técnicas, inserir novos elementos, novas informações e novos conceitos etc.

Há muito tempo, as empresas criam programas que buscam reter seus talentos e atrair pessoas para seus quadros de funcionários ou colaboradores, onde vão desempenhar por muito tempo funções diversas nas mais variadas áreas. É oferecido para esses novos contratados um cardápio de opções que são consideradas benefícios, às vezes incorporadas a salários, para que essas pessoas não somente tenham desejo de trabalhar ali, mas também dar o melhor de si para aquela companhia. Pessoas de alta performance, ou seja, que tenham uma alta produtividade e que seu trabalho tenha qualidade.

Existem muitas formas de reter e de atrair pessoas para uma empresa, como bons salários, as vezes acima do mercado, ótimos planos de saúde, seguro de vida, excelentes cestas de benefícios que variam de valores financeiros, a passeios com a família, atividades radicais esportivas, viagens de navios, experiências gastronômicas, etc.

Hoje já existem empresas que tem visto no voluntariado, uma excelente forma de benefício, para reter e atrair essa pessoa para sua companhia. O voluntariado já pode ser considerado uma excelente forma de “agregar valor” e tem atraído jovens para companhias com olhares humanos e modernos dentro da sociedade. Informar ao candidato que a empresa possui um programa de voluntariado e que se esse candidato se decidir por essa ou aquela vaga, ele terá a oportunidade de se desenvolver socialmente, de ter experiências em comunidades que raramente uma pessoa se dispõe a ir por sua própria vontade e organização, a ter contato com grupo de pessoas que estão mudando o mundo para melhor – essa pessoa é convidada a não somente a crescer financeiramente, e a ter uma carreira profissional brilhante e de sucesso, mas a escrever uma história de participação social e cidadã.

O outro lado muito interessante da mesma moeda é o “agregar valor” a Empresa a qual esse empregado está. Uma empresa que possui em seu quadro pessoas que tem as características de um voluntário tem muito a ganhar, tanto do ponto de vista da reputação quanto da humanização. Já é sabido que um voluntário é uma pessoa mais aberta à novidades, ela por estar em contato com ações humanizadoras e de auxílio a quem mais precisa, se torna uma pessoa mais atenciosa, escuta melhor, e tem mais facilidade para se colocar no lugar do outro. O Voluntário, por estar em contato com muita escassez, aprende como ninguém a viver na adversidade, a trabalhar com menos e se torna também resiliente, sem falar no espírito empreendedor que todo voluntário pratica por natureza da própria atividade, que sempre busca fazer mais com menos, atuar com e na adversidade, lidar com emergências e em situações extremas, buscar alternativas, entre outras ações.

Toda empresa busca formar ou atrair bons líderes, que saibam gerir equipes, que sejam bons ouvintes, e, sobretudo inspiradores. No voluntariado, as pessoas têm muitas oportunidades para desenvolver suas capacidades e habilidades de liderança, pois participa de equipes auto gerenciáveis, ou ajudam a gerir equipes de voluntários, que não realizam as atividades por obrigação, mas fazem de forma natural, geralmente coordenada, e sempre voluntária. Essa disposição para fazer algo que se quer e de forma livre, às vezes é uma característica desafiadora para quem lidera, pois não tem sob sua responsabilidade pessoas submissas, mas iguais, que precisam de ser lideradas muito mais pela inspiração e pelo exemplo e serem lideradas muito mais pelo convencimento e pela paixão.

Na atual crise em que estamos vivendo, muitas empresas estão colocando muita expectativa em seus grupos de voluntariado, pois são eles que em uma crise, erguem a cabeça, e sabem que podem sair daquela situação – essas equipes têm convivido com exemplos vivos de pessoas que vivem e passam muito tempo em crise, e que precisam ser resilientes para sobressair  em situações adversas. O Voluntário em uma empresa, geralmente é aquele que sorri, cumprimenta todo mundo, se importa com os colegas, tem um índice de produção muito acima da média, pois sua consciência para com o outro faz dele um profissional melhor, que não se escora, que busca o interesse do outro e se preocupa com o bem estar de todos.

A empresa que deseja ter mais que funcionários e empregados, mas que buscam verdadeiros fãs, também tem o beneficio do voluntariado, como uma excelente forma não somente de reter o seu colaborador, mas também como forma de desenvolver essa pessoa, para sua empresa, para sua comunidade e para a sociedade em que está inserida. Esse colaborador será com certeza um cidadão melhor, que vota melhor, que se importa com os problemas da cidade, que não culpa o outro, mas que se coloca no centro das causas e como ator das mudanças, e não como vítimas. Em uma crise como nós estamos vivendo, o voluntariado é a boa notícia que tanto a empresa busca, é a história de vida, que tantos querem contar, é o legado que muitos gostariam de deixar para os que estão vindo e para os que ainda virão.

“Agregar valor” na empresa por meio do voluntariado, é de fato trazer um novo elemento, é inserir uma nova ideia que pode revolucionar a prática da gestão das pessoas, é ver as pessoas em sua completude, não somente como um “bom profissional”, “competente” e um “excelente técnico”, mas é saber que a pessoa humana, em seu todo, formada de muitas partes, também precisa viver experiências sociais, que o voluntariado propicia. A busca por essa humanização nas administrações empresariais não é uma moda, ela é uma nova prática que precisa ser entendida e adotada, se as empresas querem construir uma história de êxito no seu trato com as pessoas que de fato constroem uma empresa, que se dedicam a gerar valor para essa empresa, que vendem os produtos dessa empresa, que se relaciona com seus clientes, que produzem, que fabricam que comercializam seus produtos e seus serviços.

O Voluntario, é a boa notícia que está faltando para que a empresa agregue ainda mais valor a sua história, uma história que merece ser vivida e compartilhada.

A sua atitude diante da possibilidade de ter e desenvolver ações de voluntariado em sua empresa precisa estar fortemente alinhado a crença de que:

  • O voluntariado é uma excelente ferramenta de atração e retenção de talentos;
  • O Voluntariado é uma grande oportunidade de desenvolver e capacitar seus colaboradores;
  • Colaboradores e funcionários serão muito mais humanos e cidadãos quando praticam voluntariado;

O melhor caminho para começar já essa revolução, e “agregar valor” ao seu negócio:

  • Divulgue e publique sua intenção quanto a realizar um programa de voluntariado em sua empresa;
  • Convide seus colaboradores para que o ajude a desenhar as ações de voluntariado e a escolher as atividades que eles mais gostarem;
  • Dê apoio para que as ações sejam realizadas;
  • Reconheça os voluntários e dê visibilidade as suas ações;
  • Invista tempo, talento e dinheiro em voluntariado;
  • Faça gestão de todas essas ações de voluntariado;

*Marcos Paulo dos Reis é consultor em Gestão no Terceiro Setor, formado em Gestão de Recursos Humanos com MBA em Gestão e Empreendedorismo Social pelo CEATS/FIA. Atuou como coordenador de Voluntariado do Grupo Telefônica/Vivo no Brasil. Possui consolidada vivência em planejamento estratégico e na gestão de equipes presenciais e à distância.

Artigo: A Indústria e a Licença Social para Operar

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* Por Fabrizio Rigout

Houve um tempo em que grandes indústrias se instalavam em um local e construíam toda a infraestrutura necessária para sua operação, incluindo vilas de funcionários com casas para as famílias, clubes, ruas e parques. Nessas comunidades o sentimento de identificação entre funcionários e empresa era muito grande, pois ela não só provia seus salários, mas oferecia benefícios de todo tipo para seu bem-estar.

Os tempos mudaram. As operações de setores com grande impacto socioambiental, como a mineração e a indústria de transformação, não têm mais uma relação de amparo com as comunidades onde atuam. Graças à mobilidade possibilitada pelo avanço das redes de transportes e comunicação, serviços, mercadorias e profissionais são contratados fora, e a riqueza circula muito mais do que antes.

Como fica a comunidade local nessa estória?

Certamente os governos municipais têm um papel importante na distribuição dos recursos gerados pelas empresas, por meio do investimento inteligente dos impostos em bens públicos que vão tornar esse desenvolvimento sustentável, como escolas, rede de saúde, saneamento, etc. A política é decisiva para a estabilidade das comunidades hoje, muito mais do que antes; e política democrática se faz com laços de confiança entre pessoas e instituições. Isso vale para os agentes econômicos também.

Indústrias hoje precisam se esforçar para manter o respeito da comunidade em que estão estabelecidas. Já há muito que não são mais os provedores dos principais bens públicos e tampouco podem oferecer a enorme quantidade de empregos de meio século atrás, quando a tecnologia era incipiente e a mão-de-obra menos qualificada. Elas hoje compartilham o acesso a recursos escassos com outros atores econômicos locais, além de gerar impactos ambientais aos quais uma sociedade educada está cada vez mais sensível. Consequentemente, devem mostrar que as demandas que têm sobre a comunidade são legítimas.

Quando falamos em Licença Social para Operar (LSO), estamos nos referindo a um modo de pensar o impacto social de uma operação baseado no reforço dos laços de confiança entre empresa e comunidade. É uma visão de relacionamento que tem por base as relações de longo prazo, portanto institucionais. Difere da perspectiva de Responsabilidade Social Empresarial convencional ao colocar em primeiro plano a política. A LSO reconhece as relações de poder existentes entre os grupos sociais, procura entender seus projetos de longo prazo e não apenas seus interesses momentâneos, valorizando cidadania corporativa, transparência e compliance. É uma abordagem sobretudo realista quanto aos ganhos e perdas que uma indústria impõe à sociedade. Pode ser usada pela empresa para reduzir as perdas e negociar soluções de soma positiva com as partes interessadas.

A LSO propõe uma comunicação clara de direitos e responsabilidades entre empresa e stakeholders, com o compromisso mútuo de se entregar os resultados prometidos. Em uma palavra, confiança. No setor de mineração, é a abordagem escolhida pelas principais corporações, e vêm gerando estabilidade em comunidades vulneráveis à flutuação no preço de commodities. A manutenção da Licença Social para Operar significa que as partes que têm realmente um projeto de longo prazo para a localidade, aumentando suas chances de se impor sobre ações oportunistas, sejam políticas ou econômicas.

No Peru, a mineradora de ouro Minera Yanacocha, do grupo Newmont Mining,  investiu na criação de um fórum comunitário com verba e poder de decisão sobre a destinação de parte dos recursos gerados por sua operação, com participação de governo, sociedade e de uma associação de empresários. Uma decisão de concessão de poder, que poderia aumentar riscos políticos e econômicos para a empresa, graças ao voto de confiança depositado na comunidade se transformou num fator de estabilidade, com o planejamento para o desenvolvimento sendo feito de forma colaborativa.

No Brasil já há casos de sucesso de Licença Social para Operar, como o de uma mineradora que envolveu a comunidade num projeto de agroecologia vinculado a compras locais que transformou 50 famílias em empreendedores de agricultura orgânica. Essas famílias juntas passaram a ser atores com poder de influência sobre a economia da cidade e com investimento pessoal na sustentabilidade desse arranjo.

A Austrália e o Canadá, cujas economias dependem muito da mineração, são os protagonistas no emprego dessa abordagem. Dada a magnitude da indústria extrativa no Brasil, o potencial para disseminação da Licença Social para Operar é ainda pouco explorado, dependendo ainda para isso de maior divulgação e mais oportunidades de capacitação para os profissionais de sustentabilidade.

*Fabrizio Rigout é sociólogo e atua na área de avaliação de projetos sociais da Consultoria Plan Políticas Públicas.

Artigo: O desafio da sustentabilidade na indústria têxtil

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Patrícia Sant'Anna

*Por Patricia Sant’Anna e Vivian Berto

Sustentabilidade não é uma questão que pode ser tratada de maneira simplista. Muito longe de apenas não usar peles de animais, desincentivar o consumo em fast fashion, termo utilizado por grandes magazines para produção rápida e contínua de novidades, ou utilizar fibras orgânicas, a rede produtiva têxtil e de vestuário é tão vasta e complexa que qualquer análise muito simples pode se tornar uma falsa questão.

Um produto, só de existir no mundo, já gera impacto, ambiental e social. É impossível anular esse impacto, mas, como atores da indústria da moda, nós podemos (e devemos) amenizá-lo.

Quando paramos para pensar todos os processos da indústria têxtil, fica mais claro ver em quais pode-se melhorar e suavizar o impacto. Por exemplo, na questão do começo da rede têxtil, quais são os impactos gerados? Pesticidas nas plantações? Plantas geneticamente modificadas? Na confecção de peças, as condições de trabalho nas fábricas? Uso e descarte de tecidos? No varejo, podemos pensar no consumo de energia ou no impacto das embalagens? No uso da peça pelo consumidor final, as ações químicas e uso de água e energia para lavagem das peças? E, no final, o descarte: para onde a roupa não usada mais vai?

Pensar no passo a passo e atuar com medidas em cada um deles é a maneira de tornar uma empresa mais sustentável, como veremos a seguir.

Nem tudo é o que parece

Insistimos que a sustentabilidade é um assunto complexo, afinal, não se resolve o problema com soluções simplistas. O uso de pele animal é cada vez mais condenado – mas será que o impacto ambiental de peles sintéticas não é maior? Existem muitas marcas que trabalham com cooperativas

 de bordadeiras, mas quantas delas realmente pagam o preço justo por este trabalho manual?

Por exemplo, atualmente, o algodão orgânico é supervalorizado pelo mercado, em especial na confecção de roupas infantis. Sem pesticidas, ele não atinge o meio ambiente ao seu redor. No entanto, o algodão orgânico pode estar aumentando casos de malária em regiões da África: sem pesticidas, o inseto consegue se reproduzir livremente nas plantações, atingindo as populações que moram por perto. Para que lado seguir então?

As soluções são complexas – e não perfeitas

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Vivian Berto

Já vimos que não é possível anular os impactos causados pela rede têxtil tanto social quanto ambientalmente. A solução é, então, neutralizá-los. Para isso, a primeira atitude a ser tomada pela empresa é a transparência. Ela mostra para o mercado e para seu consumidor qual é seu processo produtivo, os impactos que ela está anulando e quais ela não consegue anular.

Quanto menor a produção de uma marca, mais fácil controlar os processos. A designer brasileira Flávia Aranha já é conhecida no mercado pelo trabalho de peças com corantes naturais e pouca produção (slow fashion – tendência que defende a criação de peças atemporais, feitas à mão, com tecidos naturais e duráveis – como algodão, linho e seda- e cores suaves, além da produção em baixa escala), com preços mais caros e voltados para um público menor. Relacionado à moulage, há técnicas de modelar que têm zero de desperdício de tecido. Quando se trata de produção em massa, torna-se cada vez mais complicado e transparência (além de assumir as falhas) é a melhor solução.

Um exemplo desse processo é a marca australiana de streetwear Patagonia. Voltada para um público que se importa com questões ambientais, a marca se posiciona de forma transparente sobre seus impactos: é informado ao consumidor final todo o ciclo de produção de uma peça e quais os custos ambientais e sociais para que ela seja feita. Mostra também onde a marca tentou melhorar seus processos e onde ela ainda não consegue.

Outro exemplo é a marca brasileira de tênis Vert Shoes. Baseada em um produto tradicionalmente conhecido como de alto impacto social, ela tenta fazer um par de tênis de forma socialmente responsável. A borracha usada no solado é produzida na Amazônia com comércio justo, enquanto o algodão sai de projetos sociais de ONGs no Ceará, Pernambuco e Paraíba. A Vert Shoes também deixa claro quais são os limites que não consegue ultrapassar, mas que tenta aperfeiçoar: espuma e cadarços não são de algodão socialmente responsável, os metais dos ilhós não têm sua origem controlada e os corantes usados nos tênis são danosos ao meio ambiente.

Embora a Vert seja um exemplo do setor calçadista, essa transparência e cuidado também podem ser pensados para o setor têxtil-confeccionista brasileiro.

Outras soluções podem também ser usadas pela produção em massa. Uma delas é a reutilização de materiais. Na produção da calça jeans, por exemplo, consomem-se milhares de litros de água. Na lavanderia de jeans Racheltex, no interior de São Paulo, 80% da água usadas nas lavagens é reaproveitada para uma nova lavagem. O lodo produzido é descartado corretamente, via as autoridades responsáveis. A fábrica ainda recolhe e aproveita água da chuva. Soluções para grandes indústrias que fazem toda a diferença.

No lado social, é comum ver empresas consolidadas denunciadas por trabalho análogo à escravidão por conta de fornecedores que se utilizam dessa prática. A empresa que contratou também se torna responsável pelo crime. É preciso saber exatamente quais são seus fornecedores e se eles estão mantendo condições de trabalho dignas e condizentes com as leis trabalhistas nacionais. A ABVETEX tem um selo que certifica as empresas de confecção que são socialmente responsáveis: tente procurar por fornecedores certificados.

Sustentabilidade como questão urgente

Não dá para ignorar a questão da sustentabilidade. Se não podemos evitar o impacto dos produtos de moda, devemos, ao menos, reduzi-los, caso contrário não veremos futuro tão cedo. Uma empresa é uma organização social e, como tal, tem responsabilidade pelo ambiente em seu entorno – e deve estar consciente disso.

* Patricia Sant’Anna – doutora em História da Arte, mestre em Antropologia, bacharel em Ciências Sociais, pela Unicamp. Atua na área acadêmica e em pesquisa de moda há mais de 15 anos. Pesquisadora de tendências (criativas, de consumo e comportamento), fundadora e diretora da Tendere, além de coordenadora da pós-graduação em Negócios e Marketing de Moda da Faculdade Santa Marcelina (FASM).

* Vivian Berto – Pós-graduanda em Artes Visuais, Intermeios e Educação pela Unicamp e designer de moda pela Esamc. Atua na área de pesquisa de moda há 4 anos, estudiosa incansável de cultura digital, sobretudo, nas manifestações de arte, design e moda, também atua como digital coolhunting. É gerente de pesquisa e geração de conteúdo da Tendere, também leciona no curso livre de Coolhunting da Sant Marcelina.

Artigo: Sua liderança na gestão traz resultados positivos

Meus caros colegas empresários:  Fico feliz e realizado de escrever este artigo em comemoração aos dez anos do nosso Congresso da Micro e Pequena Industria – MPI. Este evento é a concretização da vontade do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, quando criou o Departamento da Micro, Pequena e Média Industria (Dempi) da federação já antevendo a necessidade de termos uma dedicação exclusiva para empresas deste segmento.

Neste intervalo de tempo alcançamos juntos grandes conquistas, que reverteram em um ambiente mais favorecido para as MPES. Mas como todo empresário de pequena empresa, mata um leão por dia, agora buscamos melhorias focadas na desburocratização da abertura e fechamento de empresas, e, principalmente, no escalonamento do limite do SuperSimples, favorecendo o crescimento sem surpresas das pequenas empresas.

O Dempi sempre teve como foco a melhoria do ambiente empresarial das pequenas e médias empresas, por meio de sua atuação em instâncias legislativas e executivas, na melhoria da capacitação em gestão de negócios, por meio do nosso Programa de Relacionamento com as Instituições de Ensino e Pesquisa, visando aproximar o empresário do mundo acadêmico e vice-versa, da promoção empresarial levando empresários em missões e feiras, e no acesso às melhores alternativas de financiamentos em nosso Programa “Sala de Crédito” composto pelas  Instituições financeiras parceiras.

Após esses dez anos, estamos vivendo novamente um momento de crise, com aumento da inflação e de impostos, com juros altos e crédito em baixa, mas gostaria de lembrar que momentos de crise sempre existiram e sempre vão existir. Ou seja, não faça grandes movimentos neste ano, pois o importante será comandar com sabedoria sua empresa para permanecer viva durante esta tempestade.

Qualquer que seja a empresa e seu segmento, é preciso ter uma estratégia de gestão, com saneamento constante dos seus custos administrativos, insumos e matérias primas, analisando seus fornecedores atuais, e principalmente, renegociar estes custos, inclusive buscando novos fornecedores em outros mercados e regiões, ou mesmo desenvolvendo novos materiais, e para isto o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) tem uma Unidade específica voltada a este desenvolvimento.

Se sua empresa é daquelas que não vive sem clientes, faça uma revisão periódica dos relatórios de suas vendas e resultados, e então, mantenha um diálogo constante com cada um deles buscando identificar quaisquer oportunidades de aumento de vendas, ou renegociação de preços, com sólidos argumentos econômico-financeiros. E claro, o estoque deverá estar sempre com o mínimo necessário, pois estoque parado é custo financeiro, enfim, cuide dos seus indicadores de gestão.

Veja, será um ano difícil para investimentos em inovação ou crescimento produtivo para as pequenas empresas. Evidentemente que as empresas não podem e não devem deixar de inovar, como por exemplo com inovação incremental para redução de custos, e nisto o Senai poderá ser muito útil para identificar oportunidades desta redução de custos, melhoria no planejamento de produção e na capacitação de sua mão de obra, alcançando assim o aumento da produtividade.

Mesmo em cenários de crise a pequena empresa tem a agilidade necessária para buscar alternativas e oportunidades em seu nicho de mercado ou mesmo em outros.  Por isto deve avaliar bem a tendência de seu mercado de atuação, buscando dados e informações setoriais junto ao seu Sindicato patronal filiado à Fiesp, para identificar se deve ser agressiva ou conservadora em suas metas de crescimento com uma visão de longo prazo onde menos é mais.

O ambiente de recessão que a indústria se encontra dificulta os projetos de investimento, pois, para a empresa investir ela precisa de financiamentos com juros baixos ou subsidiados, que estão longe do atual cenário bancário, por isto, deve-se buscar recursos bancários apenas em último caso, e avaliando muito bem quais as linhas que melhor atendam suas necessidades.

Em tempos de vacas magras, cada centavo conta, busque fazer, refazer e acompanhar seu fluxo de caixa, dia a dia, identificando onde estão os gargalos financeiros, onde há perda de receitas, onde seus custos estão crescendo, ou mesmo, onde poderá reduzí-los, sem perdas de produtividade e qualidade, afinal o que conta não é o seu faturamento bruto, e sim o quanto fica no seu caixa de lucro!

Como todos nós sabemos, os temas controle e produtividade são fundamentais para a sobrevivência, mas a ideia de ter atividades controladas pode gerar desconforto, porque transmite-se equivocadamente a impressão de que o negócio ficará ‘engessado’ e, consequentemente, oportunidades poderão ser perdidas, mas é fundamental checar se todas as atividades, desde as administrativas até as operacionais e seus processos, e principalmente os custos envolvidos e os resultados de vendas e de margem de contribuição de cada produto e de cada cliente, estão sendo mensurados, com metas claras, objetivas e acompanhadas de forma rotineira. Com estes controles implementados o empresário poderá corrigir os rumos das atividades internas assim que identificar os desvios nestes indicadores.

Mas todas estas ações não terão resultados positivos se não houver investimento constante de tempo e recursos na motivação e qualificação de sua equipe, principalmente com a redução do quadro de colaboradores que está acontecendo em todas as empresas, pois como já são empresas enxutas, cada colaborador é um elo essencial em seu processo produtivo, desde as compras de matérias primas e insumos até o atendimento pós-venda. Por isto, eles devem ter acesso a tecnologias atualizadas para o crescimento de sua produtividade e principalmente sendo inovadores no seu dia a dia, sendo os “donos” das tarefas as quais são responsáveis. E, claro, mantenha sempre a comunicação aberta e fluida entre você e sua equipe, explicando os motivos de suas decisões sob a ótica do panorama da realidade brasileira.

Para finalizar, convido a todos a estarem conosco no X Congresso da Micro e Pequena Indústria, confira a programação e venha compartilhar este dia de trabalho, interagindo e trocando experiências com o nosso time de palestrantes e demais participantes.

Milton A. Bogus é diretor titular do Dempi na Fiesp

 


Artigo: Emancipação e bem-estar em tempos de modernidade líquida

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor.

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Por João Paulo Bittencourt*

Quando pensamos no bem-estar humano, dentro e fora das organizações, é usual que a palavra ‘equilíbrio’ tenha destaque e seja incentivada sem contestações. É imprescindível, entretanto, considerarmos que alcançar equilíbrio é árduo e, por vezes, parece ser impossível. Zygmunt Bauman é um sociólogo polonês e professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia, que entende estarmos vivendo tempos líquidos, em que os espaços e barreiras (inclusive as territoriais) perdem relevância. São tempos em que tudo é transitório.

Nesta modernidade líquida a fluidez e a instabilidade trazem em seu bojo o desequilíbrio entre a segurança e a liberdade. Se, por um lado, emerge a racionalidade instrumental, o ganho e o prazer imediato, por outro aparecem os efeitos colaterais, como a ansiedade intensa, a falta de laços duradouros, a queda da confiança e o egoísmo exacerbado. Como a insegurança é contínua e vale o que se mostra, o consumismo emerge como um paliativo para o significado, um analgésico para o mal-estar recorrente.

A necessidade de liberdade, em um contexto fluido e inseguro, passa a enfatizar a individualidade, trazendo consigo uma competitividade agressiva, desconfiada dos outros e confiante em si, sufocando a capacidade de cooperação e de solidariedade. Os efeitos são possíveis de constatar em níveis individuais, grupais e organizacionais, uma vez que o estado de permanente insegurança e incerteza sobre o futuro leva à incapacidade de fazer planos e segui-los. Vale o hoje! ‘Viva intensamente’ e ‘ser feliz é o que importa’ são exemplos de frases que simbolizam a individualidade e imediatismo presentes.

Tais características são afetadas pelas tecnologias de informações e também influenciam seu uso. As relações propiciadas pelos meios de comunicação modernos demonstram a fragilidade de laços. Não são atraentes por sua facilidade de conectar, mas sim pela possibilidade constante de desconexão. O tempo corre, precisamos maximizar resultados. Dar ‘unfollow’ ou um ‘block’ na rede social é mais fácil e rápido do que dialogar e encontrar consensos. Em diversos sentidos, Bauman ressalta que é possível notar um esvaziamento e decadência da arte do diálogo e da negociação, e a substituição do engajamento e mútuo comprometimento pelas técnicas do desvio e evasão. O abandono do diálogo, o hedonismo – quem tem o prazer e a felicidade como bens supremos – e o foco na individualidade, entretanto, ao invés de proporcionar bem-estar às pessoas, tem aumentado a ansiedade e o mal-estar.

Entre as diversas razões para que isso ocorra, destacamos o desequilíbrio entre a liberdade e a segurança. A segurança emerge da comunidade, um ambiente que facilita o suprimento das diversas necessidades humanas e pode propiciar ao indivíduo meios para uma vida significativa. É importante para o indivíduo participar do meio e interagir com ele de forma genuína, ética e responsável.

Mas é preciso reconhecer: a vida em comunidade restringe sim a liberdade e a autonomia dos indivíduos. Fazer omeletes, entretanto, exige a quebra das cascas dos ovos. Então, como preservar a liberdade em comunidade?

Proponho que um dos principais elementos que auxilia na conciliação entre segurança e liberdade do ser humano é a emancipação do sujeito. A partir dela, vem o amadurecimento do indivíduo, ao considerar os anseios do meio em que está envolvido, os impactos de suas ações sobre a sua comunidade e a necessidade do fortalecimento de laços substantivos. A emancipação traz protagonismo com responsabilidade, alinhamento entre o presente e o futuro, assim como visão sistêmica a respeito de si e dos outros.

Desenvolver emancipação requer esforço e dedicação. Enseja a preocupação com o todo e não apenas com o que nos interessa diretamente. Implica em participar ativamente das decisões que influenciam nossas vidas, em praticar a ética em nossas ações, mesmo quando não somos beneficiados diretamente com isso. Implica em olhar o outro e ser empático, em fortalecer laços e consolidar relações interpessoais, interorganizacionais e intersetoriais. Embora pareça árdua, a emancipação é um caminho para o alinhamento entre liberdade e segurança, aspectos fundamentais para o bem-estar humano na modernidade líquida.

Por fim, é preciso refletir se nossas políticas e práticas de gestão organizacional inibem ou instigam a emancipação. Como nossos líderes atuam? Como perpetuadores da individualidade e da imaturidade, por meio do imediatismo e da grande distância do poder, ou como emancipadores e desenvolvedores de pessoas? Como se dá nossa relação com os diferentes stakeholders, de forma confiável e transparente ou como um jogo em que o mais perspicaz vence? Nossos resultados são avaliados de forma consistente, considerando os anseios de curto, médio e longo prazo ou valorizamos o resultado sem notar o eventual ‘rastro de sangue’?

Criar um ambiente emancipatório e que promova o bem-estar das pessoas na modernidade líquida vai muito além de práticas que tratam dos sintomas. Programas que estimulam o bem-estar são necessários e devem ser valorizados. Mas não substituem a necessidade da busca pelo equilíbrio entre a segurança e a liberdade humana, que passam pela abertura à comunidade e a emancipação do sujeito. Embora pareça desafiador, vale lembrar o que alerta Zygmunt Bauman: “Segurança sem liberdade é escravidão, liberdade sem segurança é o caos”.

* João Paulo Bittencourt é Mestre Profissional em Gestão Estratégica das Organizações e doutorando em Administração pela FEA-USP, consultor em Desenvolvimento Humano e Organizacional e pesquisador em temas como Desenvolvimento Humano, Arquiteturas Pedagógicas Inovadoras e Parcerias Intersetoriais.

Artigo: Investimento Social Privado – a boa vontade que faz a diferença

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor.

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Por Rogério Ruschel*

Somos o país da Copa, das Olimpíadas, da diversidade cultural, da alegria – e das diferenças sociais. O Brasil é uma economia rica (o 7o PIB do planeta) mas tem um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) paupérrimo: estamos em 85º lugar no mundo, segundo os dados de 2013 do PNUD-ONU.

Ora, a força de uma corrente é medida pela resistência de seus elos e por isso nenhuma comunidade pode ser resiliente enquanto tiver pontos fracos. E mesmo as pessoas menos sensíveis em relação aos problemas sociais, culturais e econômicas que vemos todos os dias, cedo ou tarde vão ter que ser protagonistas em relação à solução destes problemas. E para aqueles que acham que pagar impostos é suficiente e que este é “um problema do governo”, uma má notícia: seus tetranetos vão conviver com o agravamento dos problemas, porque nenhum “governo” vai conseguir solucionar os problemas sem a colaboração da sociedade.

A tarefa de promover desenvolvimento econômico com resultados sociais e culturais definitivos – isto é, mais sustentável – precisa ser assumida por todos, pela sociedade. E é nesse contexto que o Investimento Social Privado (ISP) tem um importante papel a cumprir. O ISP é o repasse voluntário de recursos privados para projetos e causas de interesse público e pode ser feito por pessoas ou empresas na forma de doações, filantropia, Responsabilidade Social Empresarial (RSE), patrocínios, investimentos culturais com incentivo fiscal, marketing de causas (uma compra gera um benefício social) ou voluntariado, que é a doação de capital humano.

O objetivo final é termos uma sociedade sustentável em todas as suas dimensões e todo ISP é bem-vindo. Costuma dizer que Filantropia é dar um peixe a quem tem fome; RSE é ensinar a pescar e Sustentabilidade é preservar o rio para que sempre tenhamos peixes. Em 2012 o Brasil tinha 15,7 milhões de pessoas consideradas pobres, das quais 6,5 milhões vivem abaixo da linha da miséria; para esses grupos a Filantropia é necessária. Segundo o IBGE em 2012 45,6 milhões de brasileiros declararam ter alguma deficiência – dos quais 11,8 milhões com deficiência visual; nesse caso programas de RSE podem ser a alavanca necessária para melhorar a qualidade de vida.

 Se você não for dono de empresa como Pessoa Física também podem ajudar, mesmo com um pouquinho. Se você não puder ajudar financeiramente uma organização do seu bairro, pelo menos poderá direcionar parte do imposto de renda a pagar para ONGs qualificadas para recebê-los. É simples, mas menos de 20% de quem poderia fazer isso simplesmente não o faz por desconhecimento. Dizem que o brasileiro é generoso em causas sociais, mas isto não aparece em pesquisas: segundo a última edição do The World Giving Index disponível (pesquisa mundial sobre caridade), o Brasil caiu para o 85o. lugar em 2011: somente 26% da população brasileira havia doado algum dinheiro no mês anterior ao da pesquisa.

Se você não tem dinheiro “sobrando”, que tal doar um pouco do seu tempo e experiência como voluntário? Segundo a mesma pesquisa, somente 14% dos brasileiros doam algum tempo como voluntário! Nossa generosidade não condiz com a sétima economia do planeta, especialmente considerando que ser voluntário faz bem pessoal, está na moda e ajuda a conquistar empregos. A inércia explica: temos tempo para manter as redes sociais repletas de mensagens sobre injustiças sociais e meio ambiente puro, mas não temos tempo para agir e realizar essas coisas. Se você acha que não tem tempo para doar, talvez possa doar órgãos que salvam vidas, participando e apoiando a campanha “Doar é Legal” uma parceria da FIESP com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Como dirigente ou colaborador de uma empresa associada à FIESP, você pode acompanhar e participar das atividades do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) e ajudar sua empresa a entrar na corrente do bem para elevar nosso Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Segundo pesquisa do Instituto de Pes­quisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2008 (o mais recente disponível), 59% de 782.000 empresas pesquisadas realizavam algum tipo de ISP. E pelo menos as grandes empresas, associadas ao Gru­po de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), sabem que o investimento social vale a pena: pelo Censo 2010-2011, o ISP de 102 associados foi de R$ 2,3 bilhão em 2010, recursos que ajudaram 24 milhões de beneficiários. Isto é ótimo, mas segundo o próprio GIFE milhares de empresas de menor porte também poderiam contribuir.

Além disso, segundo o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), o Investimento Social Privado pode ser mais eficiente porque em grande parte os esforços são isolados, a distribuição é casuística, ainda persiste atitude paternalista dos doadores, a relação com o receptor termina na doação, falta prioridade, controle, avaliação e gestão profissional.

Este cenário precisa e tende a mudar com a divulgação dos princípios da Norma ISO 26.000 e com os esforços inevitáveis das empresas no caminho para a sustentabilidade, porque fazer o bem é bom para o marketing da empresa e das pessoas.

* Rogério Ruschel é diretor da Ruschel & Associados Negócios e Sustentabilidade, consultor em marketing e comunicação para a sustentabilidade, jornalista e autor de 5 livros e 23 estudos e pesquisas sobre meio ambiente, sustentabilidade e cidadania.

Para Benjamin Steinbruch, candidatos precisam apresentar propostas práticas

Nesta terça-feira (20/05), o primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, responde em artigo na Folha de S.Paulo ao seu próprio texto, publicado há duas semanas no mesmo jornal (Benjamin Steinbruch: quem tem a pretensão de governar o país precisa dizer quais são seus planos para o futuro).

Steinbruch havia questionado a falta de propostas dos candidatos à Presidência do Brasil e, agora, elabora algumas respostas àquelas indagações recorrentes de vários setores da sociedade.

Para ele, é inconcebível eleger um candidato que não explicite sua meta de crescimento econômico e criação de empregos durante seus quatro anos de governo. “O próximo presidente da República precisa considerar que o investimento no país, necessário para sustentar o crescimento, só será estimulado e atingirá níveis razoáveis se houver uma nova política de juros”, afirma Steinbruch.

Para ler o artigo na íntegra, acesse o site do jornal Folha de S.Paulo (com sistema paywall).

Artigo: Visão Estratégica para a Sustentabilidade

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor.

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Por Vitor Seravalli*

Há algum tempo, fui convidado para fazer a abertura de um evento sobre sustentabilidade empresarial, e minha missão seria desenvolver um posicionamento sobre o impacto das crises econômicas nos investimentos em iniciativas relacionadas com sustentabilidade.

Estávamos todos vivendo uma crise econômica global, que após diversos meses ainda fazia estragos. E a grande prioridade da maioria das empresas se resumia à sua própria sobrevivência.

Quando refleti sobre qual seria a abordagem, obviamente, o primeiro impulso foi contar o meu caso. Sim, minha empresa também sentia os reflexos da tal crise, e isso ficava latente quando eu contatava potenciais clientes sobre novas propostas de projetos.

As primeiras palavras eram sempre muito simpáticas, valorizando os aspectos e as propostas em si. Porém, o final da conversa não levava a nada de concreto. O projeto permaneceria na lista de ações futuras da empresa, mas o momento materializava uma crise, e embora o tema fosse sustentabilidade, havia outra sustentabilidade mais urgente naquele momento.

Iniciativas de sustentabilidade seriam sempre muito desejáveis e bem-vindas, mas a situação crítica daquela fase exigia foco no curto prazo, para o próprio bem do longo prazo.

Embora o exemplo fosse bem real, eu sabia que somente esta evidência seria insuficiente para ilustrar minha apresentação. Um posicionamento público necessitaria, logicamente, de mais dados.

E, após uma profunda pesquisa, foram localizadas algumas informações muito importantes, tanto no âmbito nacional como internacional.

Matérias publicadas pelas revistas Exame e The Economist, e estudos de organizações como Instituto IBM e Deloitte, esclareceram fatos que até então, apesar de bastante óbvios, nunca haviam sido tão evidenciados.

Os estudos possuíam formas específicas de abordagem, com muito mais detalhes do que eu buscava compreender, porém uma informação compunha um posicionamento comum. E isso contribuiu para o esclarecimento de algo que, talvez ainda hoje, não seja compreendido adequadamente por um número considerável de empresários.

Sumariamente, os estudos mostravam que, para um grupo importante de empresas, mesmo em tempos de crise, os investimentos em iniciativas que abordam algum tema relacionado com o que conhecemos por sustentabilidade, não diminuem.

Evidentemente, refiro-me às empresas que incluem formalmente a sustentabilidade em suas estratégias de negócios.

Aliás, estas são as empresas que, atualmente, se diferenciam em seus mercados de atuação e que, em boa parte dos casos, os lideram.

E mais surpreendente ainda é perceber que justamente durante as crises, essas organizações investem mais do que o habitual em sustentabilidade.

E por que elas agem assim?

Querem se diferenciar de seus concorrentes, querem ingressar em mercados novos que exigem rígidos requisitos de sustentabilidade, querem buscar soluções que reduzam seus custos, querem mostrar a seus acionistas uma perspectiva de perenidade, e que estarão presentes no futuro, mesmo que este se mostre incerto para a maioria das organizações. Enfim, estas empresas já entenderam que sua sustentabilidade depende de uma competência valiosa e essencial.

O tempo passou, e as crises persistem.

Mas, cada vez mais, torna-se um diferencial competitivo a incorporação desta competência que integra: visão sistêmica, forte comportamento inovador, resiliência, além de alta capacidade de adaptação às mudanças, a uma genuína preocupação com a sociedade e à preservação do planeta.

Uma competência que já é identificada como a visão estratégica para a sustentabilidade.

* Vitor Seravalli é consultor especializado em suporte na implementação de estratégias de sustentabilidade empresarial; no desenvolvimento de capacitação em Sustentabilidade para empresas, lideranças, jovens empreendedores e estudantes; Coach certificado pelo ICI – Integrated Coaching Institute, e é palestrante em temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e desenvolvimento humano.

Benjamin Steinbruch questiona: “Recessão, pra quê?”

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544843312Apesar das inúmeras ameaças conjunturais e crises, o Brasil é um dos países que continua a gerar empregos. Porém, segundo o 1º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, tal realidade pode ser terrivelmente alterada se o país decidir por manter uma linha econômica mais conservadora.

Em artigo no jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (25/02), Steinbruch classifica como “algo muito grave” a ideia de que o Brasil precisa adotar austeridade fiscal e arrocho monetário. Para ele, é preciso, sim, continuar a implementar medidas para incentivar o crescimento econômico.

Steinbruch ratifica a imporância de se frear os gastos públicos. Contudo, se o arrocho for feito de forma indiscriminada poderá ser desastroso e refletir negativamente nas áreas sociais, nos investimentos produtivos e no emprego.

O empresário relembra que, a despeito de todas turbulências vividas, o Brasil tem conseguido gerar empregos e acredita que esse foco deve ser mantido para se garantir a saúde econômica e paz social. E conclui o artigo com um alerta:

“O Brasil atravessou até agora toda a crise global, que já dura seis anos, sem que essa desventura atingisse os brasileiros. Mas, se prevalecer o pensamento conservador, infelizmente, caminharemos para isso. As manifestações públicas que temos visto ultimamente nas ruas nem de longe se assemelham às que provavelmente virão no dia em que o país passar a viver um cenário de desemprego.”

Para ler o artigo na íntegra, acesse o site do jornal Folha de S.Paulo (sob sistema paywall)

Vice-presidente da Fiesp aponta necessidade de ver o Brasil com mais otimismo

Agência Indusnet Fiesp

O  vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, destacou  a necessidade de ver o “copo cheio” em seu artigo desta terça-feira (11/02)  no jornal Folha de S. Paulo.

No texto “O Copo”, Steinbruch lembra a recente “aula de bom senso” da empresária Luiza Trajano que, “acusada em programa de televisão de ser otimista demais em relação ao Brasil” afirmou que “nós, brasileiros temos o hábito de olhar sempre a parte vazia do copo e nunca a cheia”.

Segundo o vice-presidente da Fiesp, não há como negar os fatos, “mas eles não obrigam o brasileiro a se engajar no coro catastrofista espalhado pelos mercados financeiros”.

Ou ainda: “Ao olhar com cuidado a outra parte do copo, a cheia, verá que o país teve uma taxa média de desemprego bastante baixa em 2013, de 5,4% da população economicamente ativa -na zona do euro, a taxa foi 12%. Em dezembro, esse indicador estava em 4,6%, um dos mais baixos do mundo. Ou seja, apesar do lento crescimento, o país está longe de uma crise de emprego como a verificada na Europa”.

Nessa linha, Steinbruch conclui que “o tumulto no mercado internacional vai continuar e não dá para saber até quando”. E faz um convite aos cidadãos: “O que não se pode admitir é que os próprios brasileiros ajudem a propagandear só o retrato da parte vazia do copo. Bons brasileiros devem retratar e divulgar também a parte cheia”.

Para ler o artigo na íntegra, só clicar aqui (sujeito a paywall).

Não ao aumento do IPTU

Não ao aumento do IPTU

Paulo Skaf 

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Fiesp e Ciesp,  junto com sindicatos ligados à Fecomercio  e à Associação Comercial de São Paulo, entraram com liminar na justiça para suspender o aumento abusivo do IPTU na cidade de São Paulo.

Na sexta-feira passada, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, negou recurso da prefeitura, que tentava reverter a suspensão do aumento que foi determinada por votação do Tribunal de Justiça de São Paulo, com dezenove votos a favor e três que pediram mais informações.  Assim, a prefeitura de São Paulo agora só poderá corrigir o IPTU pela inflação do ano.

Aumentar o IPTU em média 55% nas residências e 88% no comércio em 2014, como era o objetivo inicial da prefeitura, é fazer o cidadão pagar além da sua capacidade contributiva, porque em média a renda dos trabalhadores da cidade de São Paulo cresceu apenas 10% de 2009 a 2013.

O que nos causa estranheza é que a prefeitura, com um orçamento de 50,5 bilhões reais para 2014 e com 9 bilhões de reais em recursos aplicados no sistema financeiro, ainda queira penalizar o cidadão com um aumento abusivo do IPTU.  Isso tudo sem falar que, no ano de 2013, a prefeitura conseguiu executar pouco mais do que um terço dos recursos previstos para investimento.

A prefeitura tem recursos suficientes para fazer frente às suas obrigações. A população, por sua vez, está cansada de pagar altos impostos e quer eficiência e transparência na aplicação dos recursos.

Até o momento os moradores de São Paulo se livraram do aumento abusivo do IPTU. A decisão final está com a justiça, que deverá sair em fevereiro. Até lá a prefeitura está autorizada a emitir os carnês de IPTU apenas com o reajuste inflacionário do ano de 2013. É uma vitória para os cidadãos.  Estaremos atentos e prontos a agir na defesa da competitividade e dos direitos do cidadão.

Suspensão do aumento do IPTU é uma vitória para os cidadãos, afirma presidente da Fiesp e do Ciesp em artigo

Agência Indusnet Fiesp

A população está cansada de pagar altos impostos e quer eficiência e transparência na aplicação dos recursos, afirma o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, na coluna deste domingo (22/12) no Diário de S.Paulo e nos jornais da Rede Bom Dia

No artigo, Skaf observa que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, negou recurso da prefeitura de São Paulo, que tentava reverter a suspensão do aumento que foi determinada por votação do Tribunal de Justiça de São Paulo.

De acordo com o presidente da Fiesp e do Ciesp, aumentar o IPTU em média 55% nas residências e 88% no comércio em 2014 – objetivo inicial da prefeitura  – é fazer o cidadão pagar além da sua capacidade contributiva, “porque em média a renda dos trabalhadores da cidade de São Paulo cresceu apenas 10% de 2009 a 2013.”

“O que nos causa estranheza é que a prefeitura, com um orçamento de 50,5 bilhões reais para 2014 e com 9 bilhões de reais em recursos aplicados no sistema financeiro, ainda queira penalizar o cidadão com um aumento abusivo do IPTU”, assinala Skaf, afirmando, na sequência, que a prefeitura tem recursos suficientes para fazer frente às suas obrigações.

>> Leia “O aumento do IPTU” na íntegra


O aumento abusivo e inconstitucional do IPTU

Paulo Skaf

No final de outubro a Câmara aprovou a proposta da prefeitura que traz um aumento do IPTU de 35% acima da inflação em 2014 e se estende pelos demais três anos, atingindo, em alguns casos, mais do que o dobro.

Todos os anos o IPTU sobe o índice de inflação. Em 2009 a prefeitura fez a última atualização dos valores, que trouxe reajustes semelhantes ao proposto no modelo atual.

A real valorização dos imóveis só é conhecida no momento da venda, mas a prefeitura usou um conceito abstrato e que impõe tratamento igual no reajuste do IPTU para bairros inteiros, quando a realidade é muito diferente ao longo de cada bairro.

Existe um princípio constitucional, chamado de “capacidade contributiva!”, segundo o qual o cidadão não pode arcar com impostos maiores que a sua capacidade de pagamento. De 2009 a 2013, segundo o IBGE, a renda do trabalhador paulistano subiu menos de 10%, mas a prefeitura quer reajustar o IPTU na média de 80%, com picos acima de 100%. Isso, sem dúvida nenhuma trata-se de um confisco.

Todos vão sofrer as consequências desse aumento – proprietários, inquilinos, comerciantes, indústria, prestadores de serviço.  Muitos pequenos negócios, familiares, terão dificuldade de honrar os novos valores e serão obrigados a encerrar suas atividades. Até mesmo os proprietários que são isentos do imposto pagarão a conta, pois o reajuste do IPTU será repassado para os bens de serviço por eles consumidos.

Apesar de pagar um IPTU alto, em São Paulo temos ruas e calçadas esburacadas, ônibus superlotados, falta de segurança, precariedade nos serviços municipais de saúde e educação, entre outros tantos problemas que a população enfrenta todos os dias, além das enchentes durante todo o verão.

Por considerar a medida injusta com o contribuinte e redutora da competitividade das empresas, que na última quinta-feira, a Fiesp e o Ciesp, junto com os sindicatos ligados à Fecomércio e à Associação Comercial de São Paulo, entraram com uma ação na justiça para barrar o aumento do IPTU, pois nós temos a convicção de que se trata de um aumento abusivo e inconstitucional.

Artigo: Romper barreiras rumo à inclusão profissional das pessoas com deficiência

Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor.

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Por Grácia Fragalá*


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Muito se tem dito a respeito das cotas para pessoas com deficiência nas empresas. Muitos consideram difícil ou até impossível o cumprimento da legislação em vigor, alegando falta de formação e qualificação para o trabalho ou impossibilidade de inclusão em empresas cujas atividades oferecem “riscos” ao trabalhador com deficiência.  Outros alegam que as pessoas não aceitam as propostas de trabalho por receio de perder o BPC – Beneficio de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS [1].

As pessoas que atuam na defesa da inclusão afirmam que as oportunidades oferecidas são para atividades de baixa complexidade, operacionais, pouco atrativas e que as pessoas mais qualificadas não têm oportunidades compatíveis com suas potencialidades. Além disso, alegam que as vagas são destinadas a pessoas com deficiências leves, para evitar investimento em acessibilidade ou tecnologias assistivas. Há razão ou verdade nessas afirmações?

Pode-se dizer que são “argumentos-armadilha” –  senão vejamos: quem tem o poder de contratar parte da premissa que as pessoas com deficiência não são qualificadas, desta forma, oferecem vagas de baixa complexidade e pouco atrativas, isso implica que pessoas com mais qualificação não se sentem atraídas para essas oportunidades. Essa prática faz com que os contratantes conheçam apenas o universo das pessoas com menor qualificação que se apresentam buscando as oportunidades oferecidas e não o universo total das pessoas com deficiência, reforçando o preconceito de que são despreparadas. Por sua vez, os mais qualificados ampliam sua convicção de que não há oportunidades para eles nesse mercado voltado para o cumprimento das cotas.

Como conduzir a situação para ter melhor desfecho?  De modo geral, o sistema de cotas é visto como medida afirmativa necessária para dar visibilidade à causa da inclusão e, em sua maioria, empregadores demonstram disponibilidade para contratar pessoas com deficiência em suas empresas. O que falta fazer, então, para que a inclusão se torne uma realidade?

Barreiras

Como afirma o presidente Paulo Skaf na cartilha Inclusão Social e Profissional – Valorização da Capacidade de pessoas com deficiência no mercado de trabalho lançada pela FIESP no evento que comemorou os 22 anos da Lei de cotas, “as barreiras presentes no cotidiano, sejam elas físicas ou comportamentais, desafiam a imaginação e apontam para a urgência de atitudes focadas na integração”. Colocar foco na questão das barreiras é tocar num ponto nevrálgico da questão. É sabido que a simples remoção das barreiras arquitetônicas nos locais de trabalho permitiria a integração social e profissional de muitas pessoas com deficiência, cuja limitação encontra-se na locomoção.

Há também que se ressaltar a falta de transporte acessível, a falta de acesso à escola de qualidade e aos equipamentos de habilitação e reabilitação em saúde, bem como a dificuldade para obtenção de ajudas técnicas. Esses fatores aprofundam a exclusão e afastam ainda mais as pessoas com deficiência das oportunidades de trabalho digno.

No entanto, há que se enfrentar a barreira comportamental, a que impede a aceitação e o convívio com a diferença. Encontra-se aí o fator que dificulta a remoção das outras barreiras pela negação, a priori, “da possibilidade de”, “da capacidade para”. Em sendo assim, não há inclusão possível, tudo será difícil, nada pode ser feito…

O último balanço do Sistema Nacional de Emprego (Sine) constatou que, “entre maio de 2012 e abril de 2013, quase 47 mil vagas foram oferecidas pelas empresas para pessoas com deficiência”. De acordo com os números registrados, mais de 119 mil vagas aceitavam a participação de todas as pessoas, inclusive as com deficiência. “Assim, 166.525 vagas foram captadas no total. Foram encaminhados para entrevista 78.526 trabalhadores com deficiência, dos quais 8.763 estão incluídos no mercado de trabalho.” Esses números mostram o tamanho do desafio!

Ações existem e merecem ser destacadas:

  • O projeto de Lei (nº 7.699/2006) que cria um Estatuto para a pessoa com deficiência, sob a relatoria da deputada Mara Gabrilli esteve em consulta pública até o dia 25/11 para receber a contribuição da sociedade e avançar na conquista de direitos. Saiba mais: www.maragabrilli.com.br/estatuto.
  • A criação da Câmara Paulista para a Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado Formal de Trabalho, pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP) para buscar maior participação de instituições da sociedade civil na luta pela inclusão e que tem por objetivo “estimular os estudos, promover o debate e a mobilização para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, bem como apoiar ações voltadas para a implementação e o aperfeiçoamento da Legislação relacionada ao tema”.
  • É necessário mencionar a relevante atuação da Indústria que, segundo dados da RAIS/2011, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) proporcionou 42.063 postos de emprego formal, 38% do total dos 110.605 empregos formais para pessoas com deficiência e reabilitados no Estado de São Paulo, e vai além, desenvolvendo ações de educação e conscientização dos atores do setor; proporcionando formação e desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência; implantando o Programa Sou Capaz; oferecendo curso para profissionais de RH das indústrias, com objetivo de oferecer condições para a implantação de programas de Inclusão estruturados e sustentáveis; o projeto cão-guia; as ações do SESI e SENAI, enfim uma gama de serviços para promover inclusão com ênfase na pessoa e seu desenvolvimento integral.

Seria possível elencar inúmeras outras boas práticas, que demonstram o muito que se tem realizado, porém sem perder de vista que há um longo caminho a percorrer na direção de uma sociedade mais justa, inclusiva e solidária que respeite as diferenças individuais e valorize as potencialidades da pessoa humana, independente de uma ou outra limitação.


[1] BPC – Beneficio de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS,  é um benefício da assistência social, integrante do Sistema Único da Assistência Social – SUAS, pago pelo Governo Federal, cuja a operacionalização do reconhecimento do direito é do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e assegurado por lei, que permite o acesso de idosos e pessoas com deficiência às condições mínimas de uma vida digna.


* Grácia Elisabeth Fragalá é membro do Comitê de Responsabilidade Social (CORES) da FIESP e trabalha há mais de 20 anos na área de saúde e segurança do trabalho, gestão de saúde suplementar e ocupacional. Atualmente, é gerente da Divisão de Segurança no trabalho da empresa Telefônica/Vivo em São Paulo.