No Diário de S. Paulo, artigo de Paulo Skaf fala sobre as manifestações em todo o País

Nesta segunda-feira (24/06), artigo “Do que o Brasil precisa”, do presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, veiculado no jornal Diário de S.Paulo e nos jornais da Rede Bom Dia, fala sobre as manifestações que estão ocorrendo em todo o País nas últimas semanas.

No texto, Skaf defende as manifestações pacíficas e alerta para que os governantes prestem atenção nas reivindicações.

“A participação pacífica e saudável da população em manifestações faz o País amadurecer. Mas é preciso que os governantes percebam que apenas diminuir a tarifa dos transportes já não basta. É preciso entender o que as ruas de São Paulo e de todo o País têm enviado como mensagem: o cidadão exige respeito. Os brasileiros estão exigindo soluções inovadoras para construir um Brasil melhor e um amanhã diferente. É um grito por renovação.”

Leia o artigo na íntegra ou acesso o site do jornal Diário de S. Paulo


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Do que o Brasil precisa

Do que o Brasil precisa

Paulo Skaf

Nas duas últimas semanas, as manifestações que tomaram as ruas do país revelaram que a causa dos protestos está muito longe de ser uma só. Não são os 20 centavos. Nos cartazes, nas mensagens das redes sociais, nas palavras de ordem há muito mais do que o aumento da passagem de ônibus: está toda a insatisfação que as pessoas vêm sentindo.

O que vemos é uma insatisfação generalizada. A falta de segurança, a precariedade do sistema de saúde, a má qualidade do ensino nas escolas públicas, a falta de perspectiva de melhoria são algumas das razões que fizeram a população se unir para reivindicar seus direitos de cidadão. Os brasileiros querem mais. O Brasil precisa de mais.

Transformar em ações as reivindicações econômicas e sociais da população é um dos desafios que os governantes têm. Utilizar com eficiência o dinheiro público, melhorar e ampliar o sistema de transporte coletivo, investir em saúde e em educação colocará o Brasil no caminho do crescimento e da competitividade. O resultado dessas medidas se traduzirá em mais empregos, melhores salários, melhor qualidade de vida, estímulo ao empreendedorismo, movimentação da economia e, mais importante do que isso, na confiança das pessoas em um futuro melhor.

A participação pacífica e saudável da população em manifestações faz o país amadurecer. Mas é preciso que os governantes percebam que apenas diminuir a tarifa dos transportes já não basta. É preciso entender o que as ruas de São Paulo e de todo o país têm enviado como mensagem: o cidadão exige respeito. Os brasileiros estão exigindo soluções inovadoras para construir um Brasil melhor e um amanhã diferente. É um grito por renovação.

Um ano para virar o jogo

Um ano para virar o jogo

Paulo Skaf

Em junho próximo, o Brasil sediará a Copa das Confederações, a ser disputada em alguns dos novos estádios construídos para o Mundial da FIFA em 2014. Mais do que um teste importante para a seleção de “Felipão”, o torneio colocará à prova o desempenho de nossos aeroportos, estradas, transportes urbanos e tudo o que está sendo construído para abrigar os grandes eventos esportivos do ano que vem e ainda a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

Realizações como a Rio+20 em 2012 e as mais importantes competições esportivas do calendário internacional colocam o Brasil em evidência, abrindo novas perspectivas de investimentos nacionais e estrangeiros. Contudo, precisamos responder ao mundo também no plano da economia. Em 2012, infelizmente, crescemos muito pouco.

Uma das causas para isso é a perda de competitividade de nossa indústria, que paga impostos e juros entre os mais altos do mundo, sofre com um câmbio sobrevalorizado e tem enfrentado a concorrência de países nos quais o trabalhador é muito mal pago. Assim fica difícil…

Estamos lutando contra essa situação. Já temos a grande conquista da queda de 20% em média nas contas de luz, possível graças à campanha “Energia a Preço Justo” que a Fiesp promoveu no país em benefício não apenas da indústria, mas de todos os brasileiros.
Temos de avançar em outras frentes. Nossa prioridade tem que ser recuperar a competitividade do Brasil. Para isso, é muito importante o fortalecimento da nossa indústria. Nela estão os melhores empregos e os melhores salários. Com a indústria, conseguimos levar desenvolvimento a diversas regiões do país, distribuindo melhor os efeitos positivos que ele traz. País forte tem indústria forte e garante oportunidades iguais a todos de melhorar de vida. É para isso que vamos continuar trabalhando: para virar o jogo do crescimento a partir de 2013!