Simplificar para crescer

Simplificar para crescer

Paulo Skaf 

Nos últimos oito anos, 47 milhões de pessoas foram alçadas à classe média. Políticas como aumento do salário mínimo, bolsa família, expansão de crédito, entre outras ações, foram importantes para nos trazer até aqui, mas serão de pouco efeito se não abrirmos novas frentes para que o país possa continuar crescendo e proporcionando aos brasileiros a chance de melhorar de vida.

A vontade de ter seu próprio negócio é a alternativa que muitos veem para ter um futuro próspero. Mas tornar-se um empreendedor bem-sucedido requer grande dose de paciência e determinação, pois é necessário vencer as barreiras impostas pelo excesso de burocracia, pela alta taxa de tributos a serem pagos, pela dificuldade de conseguir crédito, pela inexistência de apoio e orientação dos órgãos públicos.

Apesar de todos esses entraves, atualmente cerca de 50% dos empregos são gerados por micros e pequenas empresas, e sua contribuição na arrecadação de impostos é de extrema importância para a movimentação da economia do país.

A indústria acredita que o desenvolvimento econômico está no desenvolvimento das pessoas, por isso tem investido em cursos profissionalizantes, em tecnologia, em fomento à inovação e aos novos negócios.

O sucesso do Festival do Empreendedorismo realizado pela Fiesp em parceria com o Senai na semana passada, mostrou que somos um país formado por pessoas interessadas em empreender, em inovar, em produzir e transformar.

Vontade, interesse, envolvimento e profissionais com disposição para arregaçar as mangas e contribuir para um futuro melhor nós temos de sobra!  Tornar a jornada de cada empreendedor menos árdua e incentivar para que projetos saiam do papel é dever do estado. Precisamos simplificar as coisas no Brasil, desburocratizar, fazer com que as pessoas consigam investir seus talentos a favor do desenvolvimento do país.