Nota Oficial: Para a Fiesp, censura à bandeira brasileira é absurda

Agência Indusnet Fiesp 

A Fiesp considera absurda a censura imposta pela prefeitura ao maior símbolo do Brasil, que é a bandeira nacional, em decisão tomada no dia 9 de julho, que proíbe projetá-la na fachada do prédio em qualquer circunstância. A indústria, por meio do Sesi-SP, dá à população de São Paulo e de todo o Brasil a oportunidade de ter contato com exposições nacionais e internacionais gratuitamente.

A Galeria de Arte Digital Sesi-SP, a primeira a céu aberto da América Latina, desde 2012 democratiza a arte e a cultura, levando-as para a avenida Paulista, um dos endereços mais conhecidos do Brasil. Milhões de pessoas já viram as obras da galeria digital, que se tornou referência na cidade. Não faz sentido impedir um espaço público e democrático de exibir uma das imagens que mais trazem orgulho aos brasileiros, a nossa bandeira.

 

 

FILE abre 16ª edição com mais de 330 trabalhos

Thatiana Mendes, Agência Indusnet Fiesp

A 16ª edição do FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, o mais importante encontro de arte digital da América Latina, realizado há 11 anos pelo Sesi São Paulo –, foi aberta na Galeria de Arte do Sesi-SP na noite desta segunda-feira (15/6) para um público de 1.220 pessoas no Centro Cultural Fiesp, com a presença de artistas e convidados.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP, destaca a importância do FILE, “o principal encontro da América Latina sobre arte digital”. “São iniciativas como essa que queremos desenvolver cada vez mais”, afirma Skaf, pela capacidade que elas têm de surpreender o público, que é ao mesmo tempo desafiado e estimulado a refletir.

Neste ano, a programação gratuita contará com mais de 330 trabalhos em diferentes categorias que expressam novas poéticas da arte e tecnologia por meio de instalações, obras interativas, animações, jogos, performances e a recente imersão estética que utiliza óculos 3D.

Segundo Ricardo Barreto, organizador do FILE ao lado de Paula Perissinotto, o festival teve mais de 800 trabalhos inscritos. “Fizemos uma seleção das principais tendências para este ano no mundo da arte e tecnologia, que podem ser conferidas agora em São Paulo no Sesi-SP, grande incentivador do festival há mais de dez anos”, destacou Barreto durante a festa de abertura.

O festival ocupa os 1.000 metros quadrados da área expositiva da Galeria de Arte do Sesi-SP e outros espaços abertos, como a Galeria de Arte Digital Sesi-SP (na fachada do edifício-sede Sesi-SP/Fiesp), a calçada do outro lado da avenida Paulista em frente ao prédio e os acessos às estações Trianon-Masp e Consolação do Metrô.

Obra do FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Artistas brasileiros, como Rejane Cantoni e Raquel Kogan, e de países como Holanda, Espanha, Alemanha, França e Áustria exibem na mostra 19 instalações. Entre os destaques na Galeria de Arte está a obra interativa Swing, das artistas alemãs Christin Marczinzik e Thi Binh Minh Nguyen, que traz uma balança na qual, com a utilização de um óculos 3D, o espectador é transportado para uma realidade virtual com o movimento embalado pelas imagens desenhadas em aquarela.

Outro ponto alto é a instalação Vídeo Pistoletto, do artista norte-americano Oli Sorenson, que impressionou o público com uma performance ao vivo para a criação de sua obra – perfurando três grandes telas de LCD. Com as rachaduras nos vidros das telas, o cristal líquido se dispersa pelos fragmentos, passando a ideia de formas orgânicas presas sob caixas de luz.

FILE LED Show

Outro destaque da noite foi a abertura do FILE LED Show, que apresenta trabalhos selecionados especialmente para projeções na Galeria de Arte Digital Sesi-SP, na fachada do edifício. Na performance multimídia Monomito, dos brasileiros Paloma Oliveira e Mateus Knelsen, o artista cruza o espaço público vestindo um aparato que reconhece padrões visuais de rostos humanos, projetando-os na máscara do performer, assim como em outros lugares do espaço por onde ele passa. Para a apresentação no FILE, o painel de LED da Galeria de Arte Digital exibe em tempo real as faces capturadas.

Segundo Paloma Oliveira, é desafiadora a utilização da fachada do edifício como plataforma expositiva. Mateus Knelsen, seu parceiro na criação de Monomito, completa: “É uma honra participar de uma mostra icônica de arte e tecnologia como o FILE.”

Sobre o FILE

Realizado pelo Sesi-SP desde 2004 com uma série de atividades gratuitas, o FILE reúne trabalhos de artistas de diversos países no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. Com uma parceria de 11 anos, o Sesi-SP e o FILE têm como objetivo oferecer uma plataforma interdisciplinar internacional para o fomento e difusão de projetos inovadores e criativos nas áreas de arte e tecnologia, inserindo o Brasil no contexto mundial dessas novas tendências. No festival, o público tem a oportunidade de conhecer obras que estimulam a reflexão e a participação de todos, indo além da contemplação artística.

 

Serviço

FILE SP 2015 – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

Data: de 16 de junho a 16 de agosto de 2015

Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (avenida Paulista, 1.313)

Informações: (11) 3528-2000

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Entrada gratuita

Agendamento de grupos: de segunda a sexta, das 10 às 20 horas, pelos telefones (11) 3146-7439/7396

 

Exposição, na Galeria de Arte do Sesi-SP

Datas e horários: de 16 de junho a 16 de agosto (todos os dias, das 10 às 20 horas, com entrada permitida até as 19h40)

 

FILE LED Show, na Galeria de Arte Digital Sesi-SP (fachada do edifício Sesi-SP/Fiesp)

Datas e horários: de 16 de junho a 19 de julho (todos os dias, com interação do público das 20 às 22 horas e exibição de obras visuais das 22 às 6 horas)

 

Obra Futuro do Pretérito (Raquel Kogan & Lea van Steen), na avenida Paulista, próximo à estação Trianon-Masp

Datas e horários: de 16 a 21 de junho (todos os dias, das 10 às 20 horas)

 

FILE Metrô, nas estações Trianon-Masp e Consolação

Datas e horários: de 16 de junho a 19 de julho (todos os dias, das 10 às 20 horas)

 

Exibição do filme Shirley – Visions of Reality (Gustav Deutsch), no Teatro do Sesi-SP

Data e horário: 16 de junho, às 20 horas

 

Mais informações em  www.file.org.br

Terceira edição do SP_Urban Digital Festival começa nesta sexta-feira (07/11)

Agência Indusnet Fiesp

A cada nova tecnologia que surge a arte digital se reinventa. Para captar esse ritmo, a 3ª edição do SP_Urban Digital Festival, que começa nesta sexta-feira (07/11), na Galeria Digital do Sesi-SP e na Alameda das Flores, abordará o tema Digital Afterimage, ou, em português, o pós imagem. Sabe aquele efeito da imagem recém-vista que fica na retina quando fechamos os olhos? Pois é justamente esse instante de ilusão de ótica que a expressão afterimage, ou pós imagem, representa.

A curadoria do SP_Urban, assinada por Marília Pasculli (Verve Cultural – São Paulo) e Tanya Toft ( Verve Cultural – Copenhagen/ Nova York), com consultoria de Mike Sttubs (FACT – Foundation for Art and Creative Technology – Liverpool) partiu dessa metáfora para tentar saber o que vai ecoar no futuro da produção de arte digital atual.

“O que vai ficar? Qual vai ser o afterimage da produção artística digital de hoje”? Estas questões foram o briefing passado aos oito artistas da nova mostra, nomes fundamentais da arte digital mundial, que irão preencher a fachada do edifício da Fiesp e do Sesi-SP e a Alameda das Flores – travessa de pedestres que fica em frente ao prédio, ligando a av. Paulista à rua São Carlos do Pinhal – com suas obras tecnológicas e interativas.

O SP_Urban 3ª edição vai especular o futuro, um exercício lúdico sobre a efemeridade das tecnologias de ponta, como a câmera com sensor de movimento Kinect, que há cinco anos nem existia e hoje já é considerada ultrapassada.

Daqui a alguns anos, a prática da arte digital de hoje irá ressoar para uma nova geração de artistas, como afterimages do agora. E vem mais uma pergunta: o que influenciará mais, a criatividade ou a tecnologia? Os artistas tentarão responder.

Sobre o SP_Urban

O SP_Urban Digital Festival visa expandir o conceito de arte ao estabelecer um canal de comunicação como parte integrante da cidade fundindo arquitetura, arte e tecnologia. O festival de arte digital, que em 2014 entra em sua terceira edição, se forma como um organismo vivo em meio ao cenário urbano paulistano, no qual artistas nacionais e internacionais propõem reflexões intrínsecas da metrópole com seus habitantes e as novas tecnologias interativas.

Em sua primeira edição, em 2012, o SP_Urban inaugurou a galeria de Arte Digital SESI-SP e colocou a cidade de São Paulo na mira dos grandes centros urbanos que se utilizam da media facade para exibir os trabalhos dos novos artistas digitais de todo o mundo.

Em 2013, a segunda edição do festival cresceu ainda mais e passou a ocupar também a Alameda das Flores – travessa de pedestres que fica em frente ao prédio, ligando a Av. Paulista à Rua São Carlos do Pinhal. O tema abordado foi “Cidadão Digital”.
Serviço

SP_Urban Digital Festival – 3a edição

De 7 de novembro a 7 de dezembro

Locais:

Galeria de Arte Digital Sesi-SP (fachada do prédio da Fiesp/Sesi-SP – Av. Paulista, 1313)

Alameda das Flores – travessa de pedestres entre Av. Paulista e Rua São Carlos do Pinhal

Programação gratuita

Horário de exibição das obras: das 20h às 6h

Obras interativas: das 20h às 23h

Todas as obras em vídeo: das 23h às 06h

Mais informações sobre a mostra: www.spurban.com.br

 

Confira os destaques da 15ª edição do FILE

Agência Indusnet Fiesp

Aberto para o público a partir desta terça-feira (26/08), o FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica é principal encontro da América Latina sobre arte digital. Com entrada gratuita, a mostra reúne diversas formas de expressão artística: instalações, animações, games, vídeos e performances.

A programação vai ocupar a Galeria de Arte do Sesi-SP, reaberta depois de uma reforma de cinco meses, e mais quatro áreas: o Espaço Fiesp, a Galeria de Arte Digital Sesi-SP (fachada do prédio), o Espaço Mezanino e a calçada das estações Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro, que recebe performances interativas.

Veja quais são os destaques desta edição do FILE:

Galeria de arte do Sesi-SP
Espaço principal de exposições do Centro Cultural Fiesp 

Rio Amazonas interativo (clique aqui para ver mais)
The Mamori Expedition, da belga Els Viaene, é uma instalação de madeira que replica o caminho que a artista seguiu durante uma expedição pela floresta Amazônica brasileira, em 2009. Ela levou consigo um dispositivo para gravar sons e um GPS para registrar sua jornada. Uma vez que o visitante interage com a obra por meio da vareta chamada “hidrofone”, ele escutará os sons da floresta na mesma posição que a artista se encontrava no rio.

Esteira de ginástica que dá vida a figuras que representam a nossa sociedade (clique aqui para ver mais)
Esta instalação Down with Wrestlers with Systems and Mental Nonadapters!, dos russos Dmitry & Elena Kawarga, traz à tona a noção da fascinação pela máquina e pela tecnologia que tinha a sociedade antes da Primeira Guerra Mundial. Segundo os artistas, ao caminhar em uma esteira, o visitante sente-se como um Deus, pois o movimento do “mecanismo social” depende de seus passos, no entanto, a proposta é que ao final de experiência ele perceba que é apenas mais uma figura entre tantas outras.

Sons que se transformam em luz (clique aqui para ver mais)
Murmur é uma obra dos franceses Chevalvert, 2Roqs, Polygraphik & Splank, que permite a comunicação entre os visitantes e a parede na qual está ligada por uma fita de LED. A instalação simula o movimento de ondas sonoras, criando uma ponte luminosa entre os mundos físico e virtual. Há um efeito visual mágico no modo como as ondas sonoras se movem e se transformam em imagens projetadas.

Japan Media Arts (clique aqui para ver mais)
Uma das instalações do festival Japan Media Arts é a Falling Records, do artista Ei Wada – Toki Ori Ori Nasu. Nesta obra, a fita magnética se desenrola amontoando-se no recipiente enquanto a música toca e o tempo passa. Quando a fita para, ela é rebobinada em alta velocidade ao som de uma trilha sinfônica.
Performances interativas FILE Metrô
Calçada das estações Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro

Ver a partir do toque (clique aqui para ver mais)
Touchy, performance do artista de Hong Kong, Eric Siu, é uma câmera humana – um dispositivo que é vestido e que transforma um ser humano em uma câmera operante. O indivíduo que está usando o dispositivo é constantemente “cegado”, a menos que alguém toque sua pele. O toque faz com que os obturadores na frente das lentes se abram e restaurem a visão do usuário. Quando o contato físico é mantido por 10 segundos, a câmera tira uma “Touch-Snap” (uma foto é tirada pelo Touchy), que é exibida no LCD do dispositivo.

Rosto do público no corpo do artista japonês (clique aqui para ver mais)
O artista japonês Katsuki Nogami usa os rostos de pessoas nas ruas no lugar de sua própria face com um tablet na performance YamadaTaroProject. Você pode reconhecê-lo por um rosto exibido no tablet, como um nome ou ícone da internet. As pessoas nas redes sociais escolhem um rosto para si mesmas, um rosto de uma celebridade ou de um personagem de animação. Essa performance expressa a temporalidade e o anonimato da internet. O nome desse projeto, YamadaTaro, é um nome extremamente comum no Japão, como “João da Silva”.

Ver o mundo sob novos pontos de vista (clique aqui para ver mais)
A performance dos alemães The Constitute: Sebastian Piatza & Christian Zoellner, Eyesect, permite que os usuários vivenciem seu ambiente sob novos pontos de vista. Duas câmeras portáteis captam o entorno e transmitem os dados das imagens direto para os olhos. As percepções espaciais se formam dentro do sistema sensorial humano. Braços e dedos se tornam músculos oculares e criam perspectivas humano-biológicas.
FILE Anima+ (Espaço Fiesp)
Área reservada para as animações

Javier Polo / Turanga Films – Europe in 8 bits – Espanha
Europe in 8 bits é um documentário de 76 minutos que explora o mundo da chip music, um estilo musical que reaproveita aparelhos antigos de videogames e os transforma em instrumentos para criar novas sonoridades.

Rosana Urbes – Guida – Brasil
Na história, Guida, uma doce senhora que há 30 anos trabalha como arquivista em um fórum da cidade, tem sua rotina entediante modificada ao se deparar com um anúncio para aulas de modelo vivo em um centro cultural.

Wesley Rodrigues – Viagem na Chuva – Brasil
A ideia central deste curta-metragem é utilizar a simbologia da chuva como representação metafórica de passagem e trajetória da vida.


FILE Games (Espaço Fiesp)
Para os fãs dos jogos

Minority Media Inc. – Papo & Yo – Canadá (jogo de PS3)
Papo & Yo é a história do menino Quico e de seu melhor amigo, o Monstro. O Monstro é uma fera enorme com dentes afiados, mas isso não o impede de querer brincar com ele. O Monstro, porém, tem um problema muito perigoso: o vício em rãs venenosas. Basta ver uma rã pulando que ele se transforma em um ser violento, que põe todos em risco, inclusive Quico. Mesmo assim, Quico ama seu Monstro e quer salvá-lo.

Through Games – FRU – Holanda (mostra Interplay)
FRU é um jogo eletrônico de enigma inspirado em Kinect, que apresenta um uso inovador do aspecto periférico: o jogo usa a silhueta do jogador como uma “máscara” entre dois mundos diferentes. Os enigmas no jogo são desvendados quando uma pose é feita ou de acordo com a velocidade do movimento. O jogador dita o ritmo da experiência.

Jason Roberts – Gorogoa – Estados Unidos (mostra Game Comics)
Gorogoa é um mundo encantador ilustrado à mão e inserido em um enigma singular. Para desvendar o enigma, o jogador reorganiza alguns azulejos em uma grade simples e os coloca lado a lado ou empilhados. Mas cada azulejo também é uma janela para uma parte distinta do mundo nesse jogo, ou talvez para um mundo diferente – e cada janela tem seu próprio jogo. Todavia, a chave para avançar nunca está em um só azulejo, mas nas conexões entre todos os azulejos.


Serviço
FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso – Av. Paulista, 1.313 (Metrô Trianon-Masp)
Informações: (11) 3146-7405/ 7406
Classificação indicativa: L – Livre para todos os públicos

Entrada gratuita

Exposição (Galeria de Arte do Sesi-SP)
Datas e horários: De 26 de agosto a 5 de outubro de 2014 (diariamente, das 10h às 20h)

FILE Anima+, FILE Games e Vídeo Arte (Espaço Fiesp) L – Livre para todos os públicos
Datas e horários: de 26 de agosto a 7 de setembro de 2014 (diariamente, das 10h às 20h)

FILE LED SHOW (Galeria de Arte Digital Sesi-SP) L – Livre para todos os públicos
Datas e horários: de 26 de agosto a 7 de setembro de 2014 (todos os dias, das 20h às 22h – obras interativas, e das 22h às 6h – obras visuais)

FILE Metrô – Performances (calçada das estações de Metrô Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro) L – Livre para todos os públicos
Datas e horários: de 26 a 31 de agosto de 2014 (das 12h às 21h)

FILE Workshop (Espaço Mezanino) 16 – Não recomendado para menores de 16 anos
Datas e horários: de 26 a 29 de agosto de 2014, das 10h30 às 21h

Programação completa e inscrições gratuitas para workshops: www.file.org.br

Interatividade atrai o público no primeiro dia de File

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Começou nesta terça-feira (23/07), no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, a 14ª edição do Festival Internacional de Arte Digital, o File, principal exposição de arte e tecnologia do Brasil. Com instalações interativas, animações, games e outras obras, o File estará aberto ao público até o dia 1º de setembro, com entrada gratuita.

No local, depois de ver uma reportagem sobre a exposição na TV, as amigas Elisangela dos Santos Nunes, 37 anos, e Ana Fonseca, 42 anos, ficaram encantadas com as obras. “Gostei muito do sofá porque ele transpõe para a nossa vida a questão do que mantém o nosso equilíbrio”, comentou Ana sobre a obra “Balance from within”.

Para Elisangela, o destaque foi “Cloud Pink”. “Gostei muito do céu, em que a gente pode interagir e tirar as nuvens. Seria bom se a gente pudesse mexer assim nas nuvens de São Paulo.”

A obra "Cloud Pink", dos artistas Hyunwoo Bang e Yunsil Heo, da Coreia do Sul. Foto: Mauren Ercolani/Fiesp

A designer Andreia Pereira também destacou sua obra preferida. “Achei genial a instalação dos carrinhos. A interação vai desde a montagem do percurso até a movimentação dos carrinhos. Também gostei da parte de mídia e som”, afirmou ela, citando a obra “Interactive Chalk Cars. “Vou voltar com o meu sobrinho, que veio o ano passado e adorou. Vale muito a pena visitar o File!”

Graciete Carneiro foi pela primeira vez ao File, por convite do filho, Caio, de 10 anos. Por morar perto da Avenida Paulista, a mãe conta que, todos os anos, Caio espera, ansioso, pela abertura da exposição. “Depois que abre o File, ele vem quase todos os dias”, contou.

“Eu gosto da exposição e também dos jogos”, disse Caio, que também destacou a obra “Interactive Chalk Cars”. “Quero voltar outras vezes esse ano.”

O animador Theodoro Condeixa chegou tarde para visitar a exposição, que já estava fechada, mas aproveitou para interagir com o File Led Show, obra interativa exposta na Galeria Digital, a partir das 20h. “Achei o painel muito interessante, com possibilidades de interação bem inovadoras”.

Junto com Theodoro, a argentina Julieta Regazzoni também usou o microfone colocado na Paulista, em frente ao edifício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para interagir com os grafismos da Galeria Digital Sesi-SP. “A Paulista é meu lugar favorito de São Paulo. Amanhã, voltarei para visitar a exposição toda.”

Na fachada do prédio da Fiesp, mais uma obra interativa: o File Led Show. Foto: Mauren Ercolani

Serviço

Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File 2013)
Período: De 23 de julho a 1º de setembro
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1313)
Programação: http://www.sesisp.org.br/cultura/exposicao/file-14-edicao.html

Robótica, tecnologia e interatividade são os destaques da 14ª edição do File

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Incentivar a inovação e a criatividade na arte e tecnologia é a proposta do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, o File, aberto nesta segunda-feira (22/07) para convidados, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. É a 14ª edição do evento, o maior da arte digital do Brasil e um dos mais importantes do mundo. A abertura oficial para o público acontece nesta terça-feira (23/07).

O File reúne projetos de instalações, animações, games, aplicativos e música eletrônica, vindos de diversos países. Na abertura do evento, o grupo francês 1024 Arquitetura, apresentou a performance “Crise”, em que os dois integrantes usaram instrumentos musicais, luzes, música eletrônica e um cenário de papelão.

O grupo francês 1024 Arquitetura apresentou a performance "Crise" na abertura do File. Foto: Mauren Ercolani

Obras e artistas

Cerca de 400 obras estão expostas nos vários espaços do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, além da Galeria Digital e a estação do metrô Trianon-Masp. Como já aconteceu em outras edições, a interatividade é a característica mais marcante do File, que também traz, a cada ano, tecnologias de ponta como ferramenta para a expressão artística.

A obra “Heart Pillow”, de Bernardo Schorr, é um sensor que capta e reproduz os batimentos cardíacos por meio da leitura do dedo de uma pessoa e transmite para um travesseiro. “A obra surgiu da busca de formas de fazer interações afetivas e comunicar coisas que não podem ser ditas, tem que ser sentidas, como amor e amizade”, explicou o artista. “O sensor e o travesseiro estão na mesma sala, mas poderia estar um no Brasil e outro na China, ou qualquer outra distância.”

Como artista,  Schorr participa pela primeira vez do File, mas há 10 anos acompanha o evento como visitante. “Tinha 16 anos quando conheci o File. A exposição, os artistas, a curadoria, tudo é de altíssima qualidade. É muita sorte termos uma exposição como essa no Brasil e de graça”, diz o designer que atualmente mora em Nova York.

“Fala” é a instalação de Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti. Formada por 40 aparelhos celular que falam 20 idiomas diferentes, a obra tem um microfone que faz a interface entre o público e as máquinas, que criam uma conversa. “Nosso trabalho veio de uma pergunta: quando as máquinas começarem a falar, qual será a língua delas? Como trazer a linguagem das máquinas para a escala humana?”, contou Rejane.

"Martela", uma das obras do File 2013. Foto: Mauren Ercolani

 

Outra obra que chamou muita atenção dos visitantes é “Martela”, de Ricardo Barreto e Maria Hsu. Em formato de cama, é formada por 27 motores. Cada um deles é uma unidade tátil, que tocam o corpo de quem deita de várias formas e intensidades. “Queremos que a pessoa tenha uma fruição estética por meio do tato, na contra-mão da hegemonia da visão e da audição na arte”, disse Maria.

Essas e outras obras estarão em exposição até o dia 1º de setembro. Para ver a programação completa do File em todos os espaços, consulte o site do Sesi-SP Cultura.

Serviço
Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File 2013)

Período: De 23 de julho a 1º de setembro
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1313)
Programação: http://www.sesisp.org.br/cultura/exposicao/file-14-edicao.html

File 2013 começa no dia 23/07, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso

Agência Indusnet Fiesp

Falta pouco para a capital paulista sediar o principal evento de arte e tecnologia do Brasil. Entre os dias 23 de julho e 1º de setembro, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), realiza a 14ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File). A programação vai ocupar quatro espaços no prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na Avenida Paulista. Todos dentro do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso:  a Galeria de Arte, Galeria de Arte Digital Sesi-SP (que consiste na fachada do edifício), o Espaço Fiesp I e o Espaço Mezanino. Isso além da estação Trianon-Masp do metrô, localizada em frente ao prédio. E o que é melhor: toda a mostra terá entrada gratuita.

Uma das principais novidades desta edição do evento é o chamado File Led Show. Do que se trata? De uma obra interativa do grupo francês 1024 architecture a ser exibida na Galeria de Arte Digital Sesi-SP, ou seja, na fachada do prédio na Paulista. A ideia é que os visitantes usem a voz para alterar as imagens exibidas. E promete ser uma das atrações mais comentadas da mostra.

Haverá ainda instalações e obras diversas reunindo arte e mídias eletrônicas. Os trabalhos serão organizados em divisões como File Instalações Interativas, File Games, File Maquinema, File Anima+, File Tablet, File Media Art, File Metrô, File Hipersônica e o File Led Show. Haverá ainda simpósios e workshops sobre temas variados, como, por exemplo, dinâmicas de conservação da arte contemporânea e computação não convencional nas artes.

Instalação Cloud Pink: visitantes poderão tocar em nuvens num painel. Foto: Divulgação

Instalação Cloud Pink, do File 2013: visitantes poderão tocar em imagens de nuvens num tecido. Foto: Divulgação

Entre os destaques das obras interativas, têm tudo para fazer sucesso instalações como a Cloud Pink (nuvem rosa, numa tradução livre), dos artistas Hyunwoo Bang e Yunsil Heo, da Coreia do Sul, na qual os participantes podem tocar em nuvens cor de rosa projetadas num tecido suspenso no ar. Vale a pena prestar atenção também no Monkey Business (negócio/assunto de macaco, numa tradução livre), de Ralph Kistler e Jan M. Sieber, da Espanha, na qual um macaco de brinquedo reage aos movimentos dos visitantes.

No File Anima será exibido o Attraction (Atração), o primeiro anime interativo do mundo, uma produção da França, Japão e Brasil. Entre muitas outras opções.

Quem gosta de jogos não pode perder games como o 140, de Jeppe Carlsen, e Machinarium, do estúdio Amanita Design.

Caso venha para a Paulista de metrô, o visitante poderá ver ainda a instalação interativa Corpo Digitalizado, da brasileira Juliana Cerqueira. Com a obra, será possível digitalizar o próprio corpo em diferentes posições, podendo ver o resultado em monitores de TV.

Detalhe do anime Attraction, destaque do File Anima+, dentro do File. Foto: Divulgação

Detalhe do anime Attraction, destaque do File Anima+, produção do Brasil, França e Japão. Foto: Divulgação

 

Para saber mais sobre o File 2013, só conferir a programação no site do Sesi – SP. Ou na própria página do evento. Confira também imagens das principais atrações no nosso Flickr:

Serviço

Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File 2013)
Período: De 23 de julho a 1º de setembro
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1313)
Programação: http://www.sesisp.org.br/cultura/exposicao/file-14-edicao.html

Mostra digital ‘Play!’, dedicada ao mundo dos games, começa a ser exibida dia 25 de março

Agência Indusnet Fiesp 

Quem passar pela avenida Paulista, a partir desta segunda-feira (25/03) será convidado a relembrar os jogos clássicos das décadas de 1970 e 1980 e também a jogar em dupla em um videogame gigante (3 mil metros quadrados) instalado na fachada do prédio da Fiesp.

A mostra reúne seis trabalhos de consagrados criadores de videogames — Alberto Zanella, Andrei Thomaz, Suzete Venturelli e as equipes Midialab-UnB (Brasil), Les Liens Invisibles (Itália), Lummo (Espanha) e Mark Essen (Estados Unidos) —, obras inteiramente engajadas no contexto sociocultural das grandes metrópoles, sendo três delas interativas, jogos executáveis, e três configuradas em vídeo.

As grandes imagens que serão visualizadas na fachada do prédio são criadas  por 100 mil lâmpadas de LEDs,  uma cadeia elétrica que possibilita a transmissão de até 4,3 bilhões de combinações de cores.

A partir de Play!, a galeria passa a exibir não apenas obras digitais, mas abre espaço para a interação com o público.

O visitante encontra vários traços da história dos videogames, o jogo de corrida, a estética do atirador, a navegação do labirinto, a dicotomia do ganhar e perder e a visão com perspectiva em terceira pessoa.

A exposição interativa acontece de 25/03 a 07/04, das 20h às 22h, com monitores disponíveis das 19h30 às 22h30. Das 22h às 5h haverá exibição de obras e vídeos.

Clique aqui para conferir a programação completa da mostra.

Acompanhe e compartilhe a mostra Play! nas redes sociais utilizando a hashtag #SesiSPDigital.

Galeria de Arte Digital Sesi-SP

Em uma iniciativa pioneira do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP), o edifício da sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se tornou, desde o final de 2012, uma galeria de arte digital a céu aberto. Inaugurado em 1979 e localizado no epicentro cultural de São Paulo, o prédio com imponente fachada piramidal abriga a Galeria de Arte Digital Sesi-SP, um presente para a cidade de São Paulo

A fachada do prédio tornou-se a primeira galeria de arte digital nesse formato da América Latina. A plataforma eletrônica é formada pela instalação de 26 mil clufsters de LED (light emitting code), que juntas formam um pixel. Esta cadeia elétrica possibilitará a transmissão de

O projeto foi idealizado pela produtora Verve Cultural e adotado pelo Sesi-SP e a inauguração da galeria aconteceu com a mostra SP_Urban Digital Festival, em dezembro de 2012.

Retrospectiva 2012 – Na área cultural, Fiesp e Sesi-SP presenteiam público com projetos inéditos e obras consagradas

Agência Indusnet Fiesp

Homenagens, exposições, peças teatrais, galerias, tecnologia, cinema e muito mais. Ao longo de 2012, uma série de atividades culturais e artísticas foram promovidas no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso e nos teatros e unidades Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) por todo oEstado.

A própria fachada o edifício-sede das entidades – a emblemática  pirâmide na avenida Paulista – transformou-se em  Galeria de Arte Digital a céu aberto, a primeira da América Latina, e durante meses exibirá obras de arte de artistas contemporâneos em um gigantesco painel de luzes leds.

 

Veja os principais acontecimentos de 2012 na área cultural

Nelson Rodrigues 100 Anos

De maio a dezembro, o Sesi-SP realizou o projeto  Nelson Rodrigues 100 anos, sob curadoria do biógrafo do autor e dramaturgo, Ruy Castro, e direção artística de Marco Antônio Braz, especialista na obra de Nelson.

Rivelino, Francisco Horta, Neila Tavares, Ruy Castro e Carlos Heitor Cony. Foto: Talita Camargo

Além de uma exposição, a programação contou com espetáculos teatrais inéditos, debates, leituras dramáticas e oficinas sobre a vida e a obra de Nelson Rodrigues, realizados na capital paulista e nos 19 teatros da entidade localizados na Grande São Paulo e no interior do Estado. Todos com entrada franca.

O Teatro do Sesi-SP, localizado no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, por exemplo, foi palco de 13 mesas-redondas sobre temas importantes na trajetória do dramaturgo – a censura, a crítica, o futebol, a televisão, o cinema, a psicanálise e vários outros –, com a participação de personagens ilustres como Fernanda Montenegro, Daniel Filho, Christiane Torloni, Lucélia Santos, Alessandra Negrini, Vera Vianna, Carlos Heitor Cony, entre outros.

 

 

 

 

Também no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso foram realizadas leituras dramáticas de 15 das 17 peças do autor, além da encenação das outras duas (Boca de Ouro A Falecida), tendo como protagonistas os atores Marco Ricca, Maria Luísa Mendonça e Lucélia Santos, sob a direção de Marco Antônio Braz.

Parceria com TV Cultura

Paulo Skaf parceria TV Cultura. Foto: Junior Ruiz

Em outubro, o Sesi-SP e a TV Cultura anunciaram parceria para coprodução de uma obra audiovisual televisiva e multimídia dedicada ao público infantil.

A série, provisoriamente intitulada Crocs, foi concebida pelo premiado cineasta Cao Hamburger e será destinada ao público de três a 10 anos e será composta por 50 episódios, contando com a distribuição via internet e outras mídias digitais.

Exposição de arte

Ao longo de 2012, a Galeria de Arte do Sesi-SP recebeu diversas exposições. Abrindo a temporada do ano, a mostra Joias do Deserto apresentou uma seleção de adornos corporais pertencentes ao acervo etnográfico da historiadora Thereza Collor. O acervo reuniu 2.000 peças, entre brincos, colares, braceletes, vestes do século XIX e início do XX, além de fotos dos principais desertos do mundo.

Iniciativa do Sesi-SP em parceria com British Council, a mostra Observadores: fotógrafos da cena britânica desde 1930 até hoje mostrou a história e os costumes do povo da Grã Bretanha nos últimos 80 anos e recebeu a ilustre visita do Primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, durante sua visita ao Brasil.

A exposição foi  a vencedora do Prêmio APCA 2012, da Associação Paulista dos Críticos de Arte, na categoria Artes Visuais – Fotografia.

Já a exposição Meu Querido Inimigo trouxe pela primeira vez ao Brasil uma coleção de painéis ilustrados, com títulos de diferentes gêneros retratando a importância da paz e da tolerância.

Espetáculos no palco do Sesi

Coração na Bolsa

Com entrada franca, a peça Coração na Bolsa, do Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council, ficou em cartaz no mezanino do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, de 22 de março a 1º de julho. O espetáculo simbolizou a imersão num mundo de horrores sem abdicar do convite ao riso e ao prazer da fruição.

Em homenagem ao centenário de Jorge Amado, o espetáculo juvenil Amado, inspirado na vida e obra do escritor baiano de Jorge Amado e realizado em parceria com o Instituto Brincante, sob consultoria artística de Antonio Nóbrega, fez uma leitura sobre diversos protagonistas criados pelo escritor baiano.

Com inspiração livre da obra de Carlos Drummond de Andrade, a peça juvenil Menor que o mundo, da Cia. Cênica Nau de Ícaros, tirou proveito de elementos simbólicos do universo drummondiano, por meio do entrelaçamento do circo, da música, da dança e do teatro, para mostrar ao público um poema cênico de sete faces: sete personagens em cena que carregavam o engenho, a ironia e a melancolia do poeta mineiro.

Alexandre Borges no espetáculo Poema Bar. Foto: Mauren Ercolani

O ator Alexandre Borges trouxe a poesia de Fernando Pessoa e Vinicius de Moraes para o palco do Teatro do Sesi-SP.

O projeto Poema Bar, em celebração ao Ano Brasil-Portugal, realizou apresentações únicas na capital e em mais quatro cidades paulistas. Ao som do piano de João Vasco, músico português idealizador do espetáculo, Borges declamou poemas de Fernando Pessoa e Vinicius de Moraes e dividiu o palco com interpretações emocionadas das cantoras Sofia Vitória e Mariana de Moraes.

As relações humanas na era digital foram dramatizadas no espetáculo Máquina de Escrever Reticência, que ficou em cartaz no Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso e teve entrada  gratuita.

Dois espetáculos teatrais apresentados no primeiro semestre no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, no Teatro Sesi-SP, foram indicados para concorrer à 25ª edição do Prêmio Shell, considerado mais relevante reconhecimento do segmento no Brasil.

Entre as peças relacionadas em São Paulo estão duas montagens que passaram pelo L’illustre Molière e Mistero Buffo. A cerimônia que anunciará os vencedores acontece no início de 2013.

Arte Digital

Maior encontro do país sobre arte digital, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File) , mais uma vez atraiu milhares de fãs para o Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. Com entrada gratuita, a 13ª edição do festival ficou exposta na Galeria de Arte do Sesi e reuniu trabalhos que colaboram com a propagação de novas linguagens eletrônicas e digitais.
Desde o dia 03/12, o prédio da Fiesp, um dos principais cartões postais paulistanos, se transformou em um espaço inédito e permanente de arte digital para exibição de obras visuais a céu aberto. Segundo Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP, a Galeria Digital do Sesi-SP é um presente das entidades da Indústria para São Paulo. A inauguração marcou também o início da primeira edição do SP_Urban Digital Festival, com curadoria da brasileira Marília Pasculli e da alemã Susa Pop.

Festival Ars Brasilis

Milton Nascimento, o grande homenageado do Festival Ars Brasilis Sesi-SP 2012, emocionou as mais 6.500 pessoas que compareceram ao Centro de Atividade (CAT) de Itapetininga, no interior paulista, para conhecer os nove finalistas da 1ª edição do concurso. O show marcou o encerramento do Festival, que é voltado a arranjadores instrumentais de todo o país. Os três primeiros colocados ganharam, respectivamente, R$ 10 mil, R$ 7 mil e R$ 5 mil.

Sétima arte

No mês de maio, a VII edição do Prêmio Fiesp/Sesi-SP do Cinema Paulista teve como grande vencedor o filme Meu País, do diretor André Ristum e estrelado por Rodrigo Santoro, Cauã Reymond e Débora Falabella. A produção Estamos juntos, do diretor Toni Venturi, conquistou prêmios em três categorias.

Em sua 7ª edição, a Mostra Paulista de Cinema Nordestino exibiu, em sessões gratuitas, 20 filmes em 32 unidades do interior e da capital paulista. A seleção de 2012 reuniu 20 títulos de diversos períodos e Estados nordestinos, sendo 11 curtas, 5 médias e 4 longas-metragens. Um dos destaques foi o longa Capitães de Areia, exibido em homenagem ao centenário de nascimento do escritor Jorge Amado. Outros destaques foram o longa O Homem que Engarrafava Nuvens, o documentário Fábio Fabuloso e a animação Morte e Vida Severina.

Cultura itinerante

Em julho, o Sesi-SP anunciou uma parceria inédita com o Educativo Bienal, que levou, gratuitamente, a arte contemporânea e obras da 30ª Bienal de São Paulo a 53 unidades do Sesi em São Paulo. A iniciativa contou com encontros de formação e exibições de videoarte.

Conheça os artistas que participam do SP Urban Digital Festival

Agência Indusnet Fiesp

Até o final de dezembro, todas as noites das 20h às 6h, o edifício icônico da avenida Paulista será uma grande tela urbana de novas formas de expressão de arte digital.

Conheça os artistas  nacionais e internacionais que terão obras mostradas no Festival:

Vj Spetto – Brasil
Pioneiro na arte de videoremixar no Brasil, é considerado uma das maiores referências mundiais no assunto. Atua desde 1997 como VJ, vídeoperformer, programador, vídeodesigner. Desenvolve tecnologias para manipulação ao vivo de imagens utilizando softwares e hardwares resultantes de suas pesquisas. Desde 2002, ministra regularmente palestras e workshops em instituições renomadas de ensino do mundo todo.

Antoine Schmitt – França
Artista com formação em engenharia de programação, é especialista em criar instalações que explorem as relações homem-computador e inteligência artificial. Suas obras são instalações interativas, traduzindo em movimentos ritmicos os códigos e dados de processamento específicos. Antoine já ganhou diversos prêmios internacionais, entre eles o Transmediale (Berlim) e o International Festival of Video-Dance, promovido pela Unesco. Participou de exposições em renomadas instituições como o Centre Georges Pompidou (Paris, França), Sonar (Barcelona, Espanha) e Ars Electronica (Linz, Áustria).

Esteban Gutierrez – Colômbia
É especialista em desenho multimídia. Gutierrez programa suas próprias ferramentas de arte eletrônica. Participou de várias exposições coletivas e individuais na América Latina e Europa, onde ganhou por dois anos consecutivos o Prémio Joven de Artes Plásticas (Espanha, 2009 e 2010). Ministra regularmente palestras e conferências tendo como tema central a arte digital.

BijaRi – Brasil
Coletivo de criações de artes visuais e multimídia formado em 1996 por arquitetos e artistas plásticos. Especializado em realização de projetos artísticos em diversos suportes e tecnologias, o grupo atua entre os meios analógicos e digitais propondo experimentações estéticas, sobretudo de caráter crítico. Intervenções urbanas, performances, vídeo, design e web design tornam-se meios para estabelecer possibilidades de vivências onde a realidade é questionada.

Goma Oficina – Brasil
A Goma Oficina é um grupo de jovens artistas e arquitetos especializados na criação de obras que experimentam as particularidades de intervenção urbana através de recursos multimídia e objetos cenográficos esculturais em espaços públicos. Participaram do festival Urbe – Mostra de Arte Pública (São Paulo, 2012) e assinam a autoria do projeto As paredes vão dançar, que explora sensações de mobilidade e ilusão de óptica em edifícios da cidade de São Paulo.

Mar Canet & Varvara Guljajeva – Espanha/ Estônia
Mar é um interdisciplinar com formação em Arte, Design, desenvolvimento de jogos e interfaces culturais. Trabalhou como engenheiro criativo na renomada instituição de arte eletrônica Ars Electronica Futurelab (Linz, Áustria). Co-fundador dos coletivos de arte digital Derivart e Lummo. Participou de diversas exposições internacionais, entre elas o Media Facades Festival Europe 2010. Desde 2011, participa de residências artísticas, juntamente com a artista Varvara Guljajeva, nas seguintes instituições culturais: Iamas (Japão), FACT Liverpool (Inglaterra), MU Gallery (Holanda), STPLN em Malmö (Suécia), Verbeken Foundation (Bélgica), Marginalia+lab (Belo Horizonte).

SP Urban Festival promove workshops e palestras sobre arte digital, arquitetura e movimentos urbanos

Agência Indusnet Fiesp

Entre os dias 4 e 6 de dezembro acontecerá, no Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, uma série de encontros com ícones da arte digital.

São palestras e workshops abertos ao público, mas com vagas limitadas, que acontecem paralelamente à exposição SP_Urban Digital Festivalque será exibida durante o mês de dezembro na fachada do edifício-sede  da Fiesp, na avenida Paulista.

Os temas abordados vão desde a relação entre arquitetura e arte digital  até  as experimentações no cenário urbano e as arquiteturas mutantes. Também serão discutidas a  interação do cidadão com a cidade e a criação de um canal de difusão de arte visual

Veja a programação:

  • Palestra: Fachadas multimídia: desafios e potencialidades
    04/12 (terça-feira), das 20h às 22h

Ministrada pela alemã Susa Pop, que é diretora e fundadora do Public Art Lab e responsável pela criação de renomados festivais de arte de novas mídias na Alemanha, como Media Facades Festival, Mobile Studios e Mobile Museums. Realiza conferências e workshops em todo o mundo na área de mídias urbanas. A palestra evidencia os desafios e benefícios das fachadas de arte multimídia para os centros urbanos, as possibilidades de integração de várias cidades através das novas tecnologias (projeto Connecting Cities) e o desenvolvimento de uma audiência consciente e ativa. Demonstração de ações inovadoras já implementadas e projetos em desenvolvimento pelo mundo.

  • Palestra: Arte nos espaços públicos
    05/12 (quarta-feira), das 20h às 21h30

Ministrada pelo VJ Spetto, a palestra visa mostrar os fatores na história da arte e da arquitetura que levaram a repercussão da arte nos espaços públicos e seu impacto e importância na sociedade atual. As fachadas das cidades como páginas em branco onde se pode comunicar e expressar ideias. Abordagem da prática do graffite como percussor da arte nos espaços públicos e a relação na tendência de incorporar recursos de iluminação e técnicas interativas como o vídeo mapping, possibilitando ao criador plena liberdade de atuação. Exemplificar os métodos de pintura digital que não alteram ou atacam fisicamente os edifícios, mas emitem luz sobre eles, tornando possível não só pintar, alterar a estética das cidades, como também difundir ideias e mensagens. Apresentação de projetos realizados pelo próprio artista no espaço público.

  • Workshop: Material digital na criação artística
    05/12 (quarta-feira), das 16h às 19h
    06/12 e 07/12, das 18h30 às 21h30

Workshop de produção de conteúdo digital ministrada pelo artista Esteban Gutierrez. Uma introdução à inovação na produção artística, na qual a sensorialidade e a emoção humana surgem como aspectos fundamentais do processo de criação dos artistas e vídeo makers. Abordagem do uso de tecnologias emergentes na criação de instalações artísticas. Descrição sobre a criação de ferramentas originais e softwares para fins artísticos específicos (Processing). Apresentação de casos de sucesso e discussão coletiva das diferentes proposições. Aula prática – criação de conteúdo digital a ser transmitido na plataforma.