Novo Centro Cultural Fiesp é um oásis, diz arquiteta que projetou a reforma

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Ela veio para fazer a diferença num marco da Avenida Paulista que leva a assinatura de dois gigantes da arquitetura brasileira: Rino Levi e Paulo Mendes da Rocha. E, com o seu talento, ajudou a indústria paulista a entregar à cidade o novo Centro Cultural Fiesp. Um projeto que começou a ser pensado em 2012, quando, convidada a fazer uma outra intervenção no prédio, a arquiteta Moema Wertheimer apresentou uma proposta diferenciada para a área. O resultado? Mais de 5 mil metros quadrados de espaços de exposições, galeria de fotos, teatro e um café com vista para um jardim que leva a marca de Burle Marx. Prova de que na sede da manufatura do maior estado brasileiro as mulheres são respeitadas, ela diz que nunca se sentiu intimidada por assumir uma obra grande, como antes apenas profissionais do sexo masculino assumiram. “Sempre fui muito bem recebida aqui”, diz.

A relação da arquiteta com a Fiesp começou bem antes da inauguração do novo Centro Cultural, no último dia 19 de fevereiro, quando 19.047 pessoas passaram pelo espaço. Em 2008, Moema renovou o restaurante localizado no 16º andar do prédio. “Havia uma demanda grande por eventos e pouco aproveitamento da luz natural”, conta. “Melhoramos a cozinha e a acessibilidade ao local, tornando a área flexível”. Assim, foi criado um “cardápio de uso” com mais de dez formas de utilização da área.

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Moema com o jardim de Burle Marx ao fundo: para usufruto de quem passa pela Paulista. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Não menos importante, o Salão Nobre, que recebe eventos, palestras e debates no 15º andar, também foi reformado por ela. “Criamos uma cozinha de apoio e assim conseguimos triplicar o uso da área”, diz. “Fico orgulhosa de saber que assim pode haver mais sinergia, contatos e negócios entre os empresários.”

Ferramenta de transformação

Orgulho foi algo que também não faltou na história de Moema com o novo Centro Cultural Fiesp. Até porque o projeto que criou a estrutura, nos anos 1990, foi feito por Paulo Mendes da Rocha, o mais renomado arquiteto brasileiro em atividade e orientador dela em seu projeto de conclusão de curso na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. “Fiquei muito honrada quando me deparei com a chance de trabalhar com algo feito por ele”, lembra. “Com o Paulo Mendes da Rocha aprendi que a arquitetura pode ser uma ferramenta de transformação, um meio para melhorar a qualidade de vida das pessoas.”

Assim, convidada a melhorar o acesso do público ao prédio na recepção, ela fez questão de circular pelo piso e conhecer melhor a área destinada à cultura no número 1313 da Paulista. “Vi aquele jardim nos fundos da construção e na hora achei que tinha a cara do Burle Marx”, lembra. “Fui consultar os arquivos, confirmei a informação e pensei que aquele trecho merecia se transformar num espaço de contemplação.”

O passo seguinte foi apresentar um projeto de renovação da área. “Fiz por minha conta e risco”, diz. Valeu a pena. “Ouvi muito de companheiros de trabalho que ia dar em nada, mas não desisti”, lembra. “Hoje o resultado está aí”.

Está aí e lotou a sede da indústria de São Paulo em fevereiro, num domingo que começou com uma apresentação da Bachiana Filarmônica do Sesi-SP e terminou com a apresentação da peça Tróilo e Créssida no teatro da casa, à noite. Com visitantes circulando e aproveitando as exposições oferecidas ao longo de todo o dia. “Estamos falando de um espaço importante de usufruto do público da Paulista”, diz Moema. “O novo Centro Cultural da Fiesp é um oásis.”

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A inauguração do novo Centro Cultural Fiesp: 19.047 visitantes num único domingo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Aula de marcenaria

Paulistana, 54 anos e filha de uma suíça e de um brasileiro, sendo o avô paterno um austríaco, a arquiteta acredita que chegou até aqui em grande parte devido à formação que teve. “Na Escola Suíço-Brasileira de São Paulo, onde estudei, tinha aulas de arte, teatro, idiomas, marcenaria”, diz. “Esse contato com conhecimentos variados hoje me estimula a ir fundo na cultura das empresas antes de fazer um projeto, a conhecer bem os clientes, entender o que eles fazem e do que precisam.”

Assim, mergulhando em universos tão variados, Moema já atendeu empresas como os laboratórios Roche e Boehringer Ingelheim, Nokia e Google, entre muitas outras.  “Além dos projetos no Brasil, fizemos obras nas sedes da Nokia na Argentina, no Chile e no México”, diz. “Também cuidamos da sede da Roche em Istambul, na Turquia, e da loja conceito da marca Melissa no bairro do Soho, em Nova York, nos Estados Unidos.”

Mas não só os clientes estrelados que fazem os olhos da arquiteta brilharem. “Sou apaixonada pelo que faço e tenho um carinho especial por todas as obras: as menores e as maiores”.

Entre as maiores, o novo Centro Cultural Fiesp é uma prova de que, juntos, talento e arquitetura podem, sim, fazer toda a diferença.

Conheça o novo Centro Cultural Fiesp: www.centroculturalfiesp.com.br.


Boas lembranças do 1313 da Avenida Paulista

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Ela nunca esqueceu do impacto que sentiu ao entrar, pela primeira vez, no quinto andar. Ali, ao ver tanta gente trabalhando, se deu conta da grandiosidade da instituição para a qual começou a trabalhar no último mês de julho: a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Gerente do Departamento Sindical (Desin) da instituição, Daniele Azevedo de Souza é uma das 3 mil pessoas que circulam, em média, todos os dias pelo edifício de número 1313 da Avenida Paulista. E, admiradas, comemoram o fato de frequentar um marco da arquitetura da maior metrópole brasileira, uma construção que completa 37 anos neste sábado (27/08).

“O nosso prédio é especial”, diz Daniele. “O reflexo da importância da Fiesp e de tudo o que ela representa para São Paulo e para o Brasil”.

Seria um caso de pura e simples paixão momentânea pelo novo ambiente de trabalho? A julgar pelo que dizem os funcionários mais antigos da Fiesp, o relacionamento com a instituição e a sua sede é duradouro. “Não dá para esquecer esse prédio”, conta Laudelina Leal dos Santos, administradora do mesmo setor em que trabalha Daniele, o Desin. “Coisas muito boas acontecem aqui”.

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O prédio da Fiesp: 3 mil pessoas circulam todos os dias na sede da indústria paulista. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Laudelina é a colaboradora mais antiga da federação, tendo sido contratada há 38 anos. Assim, foi testemunha da mudança de sede do Palácio Mauá, onde hoje está o Fórum Hely Meirelles, no Centro, para a pirâmide da Paulista. “A avenida era muito sossegada”, lembra. “Tínhamos duas horas de almoço e dava tempo de sobra de comer e relaxar caminhando pela região e aproveitando as atividades oferecidas no prédio, como shows ao meio-dia às sextas-feiras”.

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Laudelina: no prédio da Fiesp desde os tempos em que a Paulista era "sossegada". Foto: Everton Amaro/Fiesp


Também um representante do time dos funcionários com mais tempo de casa, com 30 anos de carteira assinada, o gerente do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, Filemon Lima, é outro entusiasta da programação cultural permanente, com shows na calçada, exposições de arte no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso e peças e debates no Espaço Mezanino e no Teatro do Sesi-SP, atualmente em reforma e com inauguração prevista para setembro. “Digo a todos que aproveitem mais esse prédio”, conta.

Em suas melhores lembranças vividas na sede da indústria paulista, Lima conta que foi aqui que ele conheceu a sua primeira mulher, Solange, mãe de seus dois filhos e hoje a sua melhor amiga. “Trabalhávamos juntos e namoramos durante três anos”, diz. “Santo Antônio estava sempre por aqui”, brinca.

No balanço de tantas emoções, ficaram amizades de longa data, despedidas dolorosas e momentos que nunca serão esquecidos. “Tenho uma foto com o Zé Maria, lateral direito da seleção brasileira nos anos 1970 e ídolo do Corinthians, que tirei quando ele veio aqui”, diz. “Guardo até hoje, foi especial para mim”.

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Lima: um amor, muitas amizades, algumas despedidas, emoções de sobra. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Ídolos do vôlei

Gerente de Recursos Humanos da Fiesp, Marco Aurélio Meneguesso também guarda com carinho fotos com ídolos com quem já cruzou pelos corredores da Fiesp, como os craques do vôlei Serginho e Marcelo Negrão. “Estando aqui, temos a chance de ter contato com pessoas que a gente admira na nossa profissão e em todas as outras”, conta.

Além disso, para ele é um privilégio dar expediente num prédio tão conhecido. “Todo mundo sabe onde eu trabalho”, diz. “Somos uma das construções mais conhecidas da Paulista”.

Em todo o edifício, trabalham cerca de 2.300 pessoas, dos quais 465 são funcionários da Fiesp. Os demais fazem parte dos quadros do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e de sindicatos variados ligados à indústria.

Ceia de Natal

Um batalhão de gente que garante movimento 24 horas. Com serviços de manutenção, limpeza e segurança que não param jamais.

Funcionário da equipe de segurança do prédio, Paulo Ismar Lourenço conta que, no final de 2015, se sentiu emocionado, durante uma ceia de final de ano com seus colegas, ao se dar conta de que, mesmo com tão pouca gente trabalhando, o número 1313 da Paulista continuava em movimento. “Foi um momento de união muito bonito”, lembra. “Para um segurança, trabalhar na Fiesp é dinâmico: se hoje atendemos uma autoridade internacional, amanhã acompanhamos a visita de um grupo de alunos das escolas do Sesi-SP”, diz.

Dos bastidores aos palcos, emoção é o que não falta. Estrela de dois musicais de muito sucesso no Teatro do Sesi-SP, A Madrinha Embriagada e O Homem de La Mancha, Sara Sarres frequentou a sede da Fiesp praticamente todas as semanas de agosto de 2013 até junho de 2015, quando terminaram as temporadas dos dois espetáculos.

“Tive a sorte de viver muitos momentos inesquecíveis no prédio da Fiesp, mas um dia transformador para mim foi o lançamento do Projeto Educacional de Teatro Musical, em maio de 2013”, lembra. “Ver que existia um laço atado entre a indústria, a educação e a cultura foi uma emoção indescritível, me encheu de esperanças de vivermos num Brasil melhor”, diz. “Por essas e outras, o prédio da Fiesp é um cartão postal no meu coração”.

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Sara durante o lançamento do projeto Teatro Musical, em maio de 2013: para não esquecer. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Como um abraço

Um cartão postal que, com seus 92 metros de altura, emociona até quem já está acostumado com o melhor em matéria de construção. Vencedor do prêmio Pritzker, considerado o Nobel de arquitetura, em 2006, Paulo Mendes da Rocha diz que a casa da indústria paulista é “um prédio exemplar dentro da obra belíssima do Rino Levi”, numa referência ao arquiteto responsável pelo projeto.

Em 1998, Mendes da Rocha reformou a parte mais baixa da construção, aproveitando os apoios de concreto para sediar o que hoje é o Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso. Assim, a laje do pavimento superior do passeio recebeu um corte, com o recuo da laje inferior. Com a mudança, o passeio público foi ampliado, integrando o edifício à avenida mais famosa de São Paulo e dando a sensação de abraçar quem passa pela frente.

“O prédio reflete as relações que a Fiesp estabelece com a cidade por meio do teatro e dos seus espaços de exposições”, afirma Mendes da Rocha. “Marca bem o fato de São Paulo ser o maior centro industrial da América Latina”.

Numa prova definitiva de que a pirâmide da Paulista brilha e faz brilhar, o arquiteto lembra de quando assinou a cenografia da peça Futebol, dirigida por Bia Lessa e encenada em 1994, no Teatro do Sesi-SP. “Foi muito bom estar ali dentro, na plateia, e ver o meu trabalho em cena”, diz. “O prédio da Fiesp é um marco da arquitetura de São Paulo”.

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O prédio ds Fiesp iluminado com projeções em sua fachada: casa da indústria e palco da cultura. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Paulo Mendes da Rocha, arquiteto de reforma do prédio da Fiesp, é premiado na Bienal de Veneza

Agência Indusnet Fiesp

O arquiteto Paulo Mendes da Rocha, autor do projeto de reforma do prédio da Fiesp que em 1998 acrescentou ao imóvel o mezanino em que funciona a Galeria do Sesi-SP, vai receber em 28 de maio, pelo conjunto de sua obra, o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza. Ele venceu também, em 2006, o prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura.

Em entrevista ao Portal da Fiesp em 2013, Mendes da Rocha disse que o prédio da Fiesp está entre os “mais notáveis” de São Paulo.

O projeto do prédio é do escritório Rino Levi Associados. Na reforma projetada por Mendes da Rocha, a parte inferior foi alterada para permitir a criação da galeria de arte (onde hoje funciona o Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso), nova recepção e saguão dos elevadores na portaria principal, além de ampliar o passeio público, tornando o acesso à construção mais generoso e integrado à calçada da avenida Paulista.

O prédio é sede também do Ciesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, entidades da indústria que, como a Fiesp, são presididas por Paulo Skaf.

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Térreo do prédio da Fiesp, que teve projeto de reforma assinado por Paulo Mendes da Rocha. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A arquitetura da educação

Isabela Barros

O capacete de obras em cima da mesa não está ali à toa. Diretor de Obras do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Carlos Cabana lidera uma equipe de 76 pessoas dedicadas a oferecer, nas duas instituições, uma arquitetura que ajude na oferta de um ensino de qualidade. Desses, 13 são arquitetos como ele.

“O projeto arquitetônico das escolas do Sesi-SP é aliado da boa qualidade do ensino na rede”, afirma Cabanas. “Procuramos ajudar trabalhando na construção de espaços amplos, de circulação agradável, bonitos e confortáveis”, explica.

Por isso a identidade visual das unidades tem características semelhantes, pensadas para que crianças e jovens com idades entre 6 e 17 anos não se cansem de permanecer nesses locais o dia todo, pelo sistema de ensino em tempo integral. “São ambientes leves, cheios de curvas, não criamos eixos pesados, por exemplo”, afirma o diretor de Obras. “Procuramos criar a partir do olhar dos alunos e o grande mérito dos nossos projetos é favorecer o aprendizado”.

Outros cuidados importantes se referem à acessibilidade, ao reúso da água e à disposição das salas de modo a obter a chamada ventilação cruzada, evitando o uso do ar-condicionado. “O conforto térmico é sempre um desafio, principalmente em cidades com temperatura externa cima dos 35 graus”, diz Cabanas. “Não podemos deixar o sol castigar as paredes”.

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Escola do Sesi-SP em Franca: espaços abertos e integração. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Para arrematar, um certo jeitão de clube, com piscinas, quadras e muito verde, ajuda a reforçar a vontade de passar o dia na escola. “Os alunos têm que ter prazer em frequentar as nossas unidades”, explica.

Atento a esses detalhes, todas as semanas Cabanas viaja para acompanhar alguma obra ou pós-obra pelo estado. “A boa arquitetura facilita a manutenção, não podemos ter trincas nas paredes ou ver o solo afundar”, afirma.

Integração e visibilidade

Testemunha desse cuidado com as construções, o diretor da Escola Sesi-SP de Jundiaí, Jader Serni, destaca a visibilidade dentro das escolas como um ponto forte da arquitetura das unidades da rede. “Quem passa pelo corredor consegue ver tudo, não temos paredes, mas vidros nas salas”, diz. “A integração é total”.

O uso da luz natural é outra marca. “Assim evitamos aquele aspecto fechado e a escola fica mais alegre”, diz. “Os pais ficam deslumbrados”.

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A unidade do Sesi-SP em Jundiaí: uso da luz natural é um destaque. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Diretora do Centro de Atividades (CAT) A.E. Carvalho, na Zona Leste da capital paulista, Silvia Helena Marchi destaca o fato de que os processos de ensino e aprendizagem precisam de um ambiente estruturado para serem bem sucedidos. “Os nossos ambientes são abertos e bem iluminados, os alunos podem circular por todos os espaços”, diz.

A convivência com a natureza, para ela, também ajuda a aumentar o prazer de estudar. “As nossas crianças parecem abelha no mel de tanto que se sentem bem na escola”.


36 motivos para amar o prédio da Fiesp

Isabela Barros

De longe, de perto, da calçada, de uma de suas varandas. Não importa o ângulo: de onde quer que se olhe, o prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, é sempre uma referência. E isso não somente pelo formato, em forma de pirâmide, todo revestido de alumínio, mas, principalmente, por tudo o que acontece, todos os dias, em seus 25 andares.

Daqui, decisões que ajudam a melhorar a vida dos paulistas e dos brasileiros são tomadas. E muito é feito em nome da economia, educação, lazer, cultura e esporte.

Abaixo, 36 motivos para admirar o edifício, que completa 36 anos nesta quinta-feira (27/08):

1. É uma das construções mais originais da maior cidade do Brasil. Não à toa um cartão postal obrigatório nas filmagens feitas na Avenida Paulista.

2. Aqui há programação cultural gratuita da melhor qualidade no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, do qual faz parte o Teatro do Sesi-SP, o Espaço Mezanino e a área para exposições. Para conferir a programação, é só clicar aqui.

3. Projetado numa época marcada por grandes incêndios em São Paulo, como os do Andraus, em 1972, e o do Joelma, em 1974, a sede da Fiesp tem segurança reforçada em relação a esse tipo de ocorrência. De acordo com o gerente de Serviços de Manutenção da entidade, Alberto Batista Passos, a construção possui duas escadas de rota de fuga isoladas do chamado conjunto administrativo, onde ficam as salas.

4. Dizem os funcionários que o formato de pirâmide atrai boas energias.

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O prédio da Fiesp foi projetado pelo arquiteto Rino Levi. Foto: Everton Amaro/Fiesp

5. Super modernos, os elevadores usados no edifício operam com uma velocidade de quatro metros por segundo, levando apenas 17,5 segundos para percorrer todos os andares.

6. Com 92 metros de altura, o prédio foi projetado por Rino Levi.

7. Outro arquiteto estrelado deixou a sua marca na construção: Paulo Mendes da Rocha. Vencedor do prêmio Pritzker, um dos mais importantes da área em todo o mundo, Mendes da Rocha foi o autor do projeto que construiu o mezanino onde hoje funciona a Galeria do Sesi-SP. A obra foi feita em 1998.

8. Quer mais? Ninguém menos que Roberto Burle Marx, arquiteto e paisagista, assinou um mosaico de 515,68 metros quadrados que fica na parte de trás do prédio, sendo visto pela Alameda Santos. Falecido em 1994, Burle Marx fez o trabalho em parceria com o também arquiteto e paisagista Haruyoshi Ono.

9. Todos os dias, 3 mil pessoas, em média, circulam por aqui.

10. Além da Fiesp, o edifício é sede do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e de diversos sindicatos ligados à indústria.

11. É das salas do prédio da Fiesp que saem estudos que são referência para o setor manufatureiro, como o Índice de Nível de Atividade (INA) e o Nível de Emprego, divulgados todos os meses.

12. Aqui está o Centro de Processamento de Dados do Sesi-SP, que gerencia todas as escolas da rede no estado.

13. Em cada andar há uma varanda onde é possível ver a Paulista e espairecer um pouco.

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A sacada de um dos andares do edifício: respiro para ver a Paulista. Foto: Everton Amaro/Fiesp


14. O programa Meu Novo Mundo, de qualificação, treinamento e inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, foi idealizado aqui, numa parceria entre a Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP.

15.  Até junho de 2015, o Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso recebeu um público de 156.230 pessoas em suas exposições.

16. Para o segundo semestre, está programada e mostra Carne Valle – Imaginário Carnavalesco na Cultura Brasileira. 

17. A exposição Leonardo da Vinci: A Natureza da Invenção foi a campeã de público em 2015, com 210.282 visitantes.

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A exposição sobre Leonardo da Vinci: recorde de público na programação em 2015. Foto: Tamna Waqued/Fiesp


18. Também um sucesso, o musical A Madrinha Embriagada, exibido em 2013 e 2014 no Teatro do Sesi-SP, teve um público de 134.931 pessoas em suas 325 apresentações.

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Teatro do Sesi-SP lotado durante apresentação de "A Madrinha Embriagada". Foto: Julia Moraes/Fiesp


19. Outro campeão de bilheteria, O Homem de La Mancha teve 121.135 espectadores em 276 apresentações entre setembro de 2014 e junho de 2015.

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Cena de "O Homem de La Mancha": 121.135 espectadores em 276 apresentações. Foto: Beto Moussali/Fiesp


20. Maior tela da cidade, a Galeria de Arte Digital do Sesi-SP consiste na fachada do prédio.

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A Galeria de Arte Digital do Sesi-SP: a maior tela da cidade. Foto: Everton Amaro/Fiesp


21. O espaço para projeções digitais já recebeu duas mostras e receberá mais uma em 2015.

22. Numa delas, a Natureza Urbana – Riscos e Traços, o artista Toni D’Agostinho fez caricaturas dos passantes, que viram os seus desenhos projetados na construção.

23. O Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso recebeu, no Teatro do Sesi-SP e demais espaços cênicos, 13 peças que, juntas, tiveram 656 apresentações e um público de 207.285 pessoas. Isso em 2014 e até junho de 2015.

24. Em 2015, até o mês de junho, 27. 136 alunos e participantes de grupos das escolas do Sesi-SP visitaram o Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso.

25. A programação cultural da casa vai ferver no segundo semestre de 2015, com novas temporadas dos maiores sucessos exibidos no Teatro do Sesi-SP.

26. Entre elas, estão produções premiadas como Lampião e Lancelote e Mistero Buffo. Para saber mais, é só clicar aqui.

27. O projeto Quartas Musicais, com shows às quartas-feiras, às 20h, no Teatro do Sesi-SP, também está de volta no segundo semestre de 2015. E terá atrações como Pedro Mariano e Jaques Morelenbaum em setembro.

28. Relaxar na calçada do prédio vendo o movimento da Paulista é sempre um bom programa.

29. Da calçada da construção, aliás, a sensação é a de estar dentro do prédio, que “abraça” a avenida mais famosa de São Paulo.

30. Trabalham no edifício mais de 2 mil pessoas que se dedicam às causas e realizações da indústria de São Paulo.

31. Nove tanques armazenam água da chuva para a limpeza das áreas comuns. A capacidade de armazenamento é de 75 mil litros.

32. E por falar em água, campanhas internas com funcionários resultaram numa economia mensal de 30% no consumo.

33. Os empresários têm acesso a serviços diversos no primeiro subsolo do edifício, como um posto de atendimento da Receita Federal e outro da Junta Comercial do Estado de São Paulo.

34. O uso de bicicletas entre os funcionários é estimulado com 20 vagas para estacionamento. Com o aumento no número de ciclovias em São Paulo, a quantidade de vagas será ampliada.

35. Em média, 26% do lixo produzido no prédio é reciclado.

36. Ter metrô literalmente na porta, no caso a estação Trianon-Masp, da Linha 2 Verde, é um luxo.


‘Prêmio master melhores empreendimentos imobiliários de 2012’: entrega acontece dia 12/09

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540281702No próximo dia 12 de setembro, serão conhecidos os vencedores do 18º Prêmio Master Imobiliário, uma promoção do capítulo brasileiro da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci-Brasil) e do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

A iniciativa tem como foco reconhecer e valorizar o que existe de melhor no mercado imobiliário brasileiro, contemplando empreendimentos que se destacam por serem inovadores, anteciparem tendências e por estarem entre os mais criativos e de maior alcance social, resultando em melhor atendimento às necessidades imobiliárias da sociedade.

Para a festa de premiação dos melhores de 2012 – que acontecerá no próximo dia 12 de setembro, no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo –, são aguardadas mais de 1.500 pessoas, entre autoridades governamentais, vencedores e seus convidados, patrocinadores e apoiadores, empresários do setor imobiliário de todo o Brasil e do exterior, além de líderes de entidades nacionais e internacionais.

Os vencedores receberão o troféu do Master, uma criação do arquiteto Gil Carvalho, que traduz como símbolo da excelência do setor.

Ao todo, a comissão julgadora escolherá 16 cases nas categorias ‘Empreendimentos’ e ‘Profissionais’ que se destacam pela efetividade de seus resultados, competência técnica e qualidade construtiva, bem como por seguirem princípios globais de preservação do meio ambiente, entre outros quesitos, escolhidos que foram dentre mais de 70 cases inscritos de todas as regiões do Brasil.

Para saber mais sobre o Prêmio Master Imobiliário, clique aqui.