Em artigo na Folha de S.Paulo, Arnaldo Niskier defende o Sistema S

Agência Indusnet Fiesp

Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras e presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) do Rio de Janeiro, chama de estapafúrdia a proposta do governo federal de “sequestrar os recursos financeiros do Sistema S” (que inclui Sesi e Senai) para “colocar nas contas baleadas do governo”.

Niskier elogia o Senai e argumenta que prova de sua competência é o fato de mais de 60% de seus alunos estarem empregados, apesar da crise. “Só mesmo um gênio do mal para mexer no setor”, escreve Niskier, citando a reação indignada do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, contra a ideia.

“A se confirmar a pretensão oficial, haverá uma série de perdas nos programas hoje vigentes de educação –sobretudo a construção de creches–, saúde, cultura e esporte.”

A defesa que Niskier faz do Sesi, do Senai e de outras entidades bancadas pelas empresas brasileiras está em artigo publicado neste domingo (5/10) na página 3 do jornal Folha de S.Paulo, com o título “Tiro no Sistema S”.

Clique aqui para ler o artigo (liberado para assinantes da Folha e do portal UOL).


Sesi-SP Editora recebe Arnaldo Niskier em palestra sobre sustentabilidade e educação

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Arnaldo Niskier, acadêmico e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), foi o convidado da palestra “Sustentabilidade e educação, na manhã deste sábado (18/08), no estande das editoras do Sesi-SP e Senai-SP, na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece até domingo (19/08), no Anhembi, na capital.

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Niskier: 'Quando a gente discute sustentabilidade, já é um passo adiante. Mas precisamos fazer muito mais, e a educação é um passo fundamental para isso'

Diante de uma plateia repleta de professores, Niskier ressaltou a importância da conscientização ecológica, desde os primeiros anos da infância, para a criação de líderes responsáveis.  “O projeto da Rio +20 foi vitorioso”, afirmou ao lembrar que o tema da palestra foi destaque durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, realizada em junho deste ano, e que reuniu líderes das principais economias do mundo.

Niskier falou sobre as condições subumanas que milhares de pessoas vivem no Brasil, por falta de estrutura de moradia em lugares nobres e seguros. “É preciso que os governos tomem consciência de que devem ser feitos esforços para dar a essas crianças e pessoas que moram em condições desumanas, melhores possibilidades de sobrevida em regiões nobres, com habitações populares ou unidades populacionais por exemplo”, enfatizou.

O autor lembrou ainda que o Brasil possui um déficit de residências populares, de 7 milhões. “Nosso déficit social é brutal no Brasil. Temos muito que melhorar ainda.” Para ele, as pessoas nessa situação não têm alternativas: ou moram nessas condições ou moram nas ruas, como tantas outras. “É preciso menos demagogia e mais presença do governo para evitar que as pessoas estejam nessa situação”, apontou.

O acadêmico abordou também questões como o uso das sacolas plásticas nos supermercados e o hábito de jogar lixo e bituca de cigarro nas ruas. “Quando a gente discute sustentabilidade, já é um passo adiante. Mas nós precisamos fazer muito mais, e a educação é um passo fundamental para isso”, afirmou.

Livro

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545199534O tema da palestra deu origem ao livro Sustentabilidade e educação, de autoria do próprio Niskier, publicado pela Sesi-SP Editora, e que foi lançado na sequência. “O livro foi um pretexto que o Sesi-SP encontrou para discutir de uma forma adequada esse conceito de sustentabilidade que está na moda”, explicou o autor.

Para ele, essa é uma “boa moda”, porque atinge, sobretudo, o processo educacional. “Agora mesmo, o Conselho Nacional de Educação determinou que se discuta a sustentabilidade em todas as séries de todos os graus de ensino. Isso é muito saudável. Nós precisamos ter essa consciência ecológica cada vez mais acentuada. E o livro que o Sesi-SP promoveu, que eu tive o prazer de escrever, visa exatamente a essa finalidade”, concluiu Niskier.