Na Fiesp, Armando Monteiro discute retomada do setor da construção

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, se reuniu nesta terça-feira (14/4) com representantes da cadeia da construção na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O principal tema do encontro foi a retomada do desenvolvimento do setor e da economia brasileira.

Após se reunir com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e outros empresários, Monteiro foi recebido pelo presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) e vice-presidente da federação, José Carlos de Oliveira Lima.

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Armando Monteiro em reunião com diretores de Construção da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Durante a reunião com o ministro, o diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), Carlos Auricchio, alertou para o atraso no pagamento de obras com recursos públicos, considerado um grande entrave para o setor, afetando o fluxo de caixa das construtoras e também de fornecedores de materiais e prestadores de serviços.

Segundo Auricchio, o atraso médio do repasse para as construtoras do programa Minha Casa, Minha Vida, pode chegar a até 45 dias. Já o pagamento das obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) pode atrasar até 90 dias.

O diretor do Deconcic ressaltou ser importante a intervenção junto ao Ministério da Fazenda, e demais pastas do governo, para garantir a regularidade dos pagamentos e maior previsibilidade para o setor.

O ministro Monteiro afirmou que irá alinhar a questão com os ministérios relacionados.

Também participaram da reunião os diretores do Departamento de Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, Carlos Auricchio, Renato Giusti, Walter Cover, Roberto Petrini e Pedro Rinaldi.

Foi entregue ao ministro pelos diretores uma pauta de trabalho com as principais ações que devem estimular a retomada do setor e da atividade econômica brasileira. Monteiro disponibilizou o MDIC para dar andamento “imediato” às ações propostas.

“Exportar neste momento é algo irrecusável”, afirma ministro Armando Monteiro na Fiesp

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Armando Monteiro, informou nesta terça-feira (14/4) que o governo está trabalhando “incessantemente” no Plano de Exportação Nacional para garantir o nível de atividade de diversos setores da indústria brasileira.

“A exportação é uma forma de garantir, na pior das hipóteses, a manutenção de muitos setores que podem ser afetados com a retração do mercado doméstico”, disse Monteiro. “Exportar neste momento é algo irrecusável. O Brasil tem de fazer isso”, completou.

Ele participou da reunião conjunta dos Conselhos Superiores de Economia (Cosec), Inovação e Competitividade (Conic) e de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Ministro Armando Monteiro após reunião na sede da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Após a reunião, o ministro afirmou que o próximo resultado da Balança Comercial brasileira deve ser positivo em consequência das taxas atuais do câmbio, que estimulam a exportação e inibem, em alguns casos, a importação.

“É claro que eu gostaria que o resultado [positivo] se desse pela ampliação da corrente de comércio. Mas, isso não será possível dado o contexto da conjuntura interna e, em certo grau, externa também”, comentou. “No entanto, não teremos déficit e geraremos um pequeno superávit.”

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Para Skaf, efeito do câmbio nas exportações leva de "60 a 90 dias para acontecer". Foto:Ayrton Vignola/Fiesp


Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, apesar de ajudar a melhorar a competitividade da indústria brasileira, a nova relação cambial – com o dólar operando acima de R$3 – não causa um efeito imediato no aumento das exportações. Tal movimento levaria de “60 a 90 dias para acontecer”.

“Quando o dólar sobe, imediatamente há uma reação negativa às importações, uma vez que o consumidor prefere comprar produtos fabricados aqui. Só que o mesmo não acontece com as exportações”, afirmou. “Não adianta só acertar o dólar e esperar que no mês seguinte haja uma reação expressiva no volume de produtos vendidos para fora do país. Isso leva mais tempo.”

Skaf defendeu ainda a ampliação do acesso a mercados internacionais como o norte-americano. “Temos que aproveitar a reação da economia dos Estados Unidos para incrementarmos ainda mais nossas exportações para lá, que já o principal destino das nossas manufaturas”, disse. “Precisamos reforçar essa tendência, buscando com que o aumento de exportações para outros países gere empregos aqui no Brasil.”

Armando Monteiro discute plano nacional de exportação na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Ministro Armando Monteiro e Paulo Skaf durante encontro na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, se reuniu na tarde desta segunda-feira (02/02) com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, para discutir um plano nacional de incentivo às exportações que deve ser lançado pelo governo em março deste ano.

O encontro contou com a participação de mais de 200 convidados.

“Conversamos sobre os temas de interesse da indústria, temas ligadas a competitividade e ao plano nacional de exportação que estamos trabalhando e a Fiesp, evidentemente tem uma participação fundamental nisso”, afirmou Monteiro, acompanhado de Skaf.

Segundo o ministro, os diretores da Fiesp e empresários reiteraram suas preocupações com questões conjunturais. “Há também uma agenda mais estruturante para o futuro. Falamos de temas que são recorrentes como infraestrutura, tributação, custo de capital”, disse.

Monteiro também afirmou que considerar o câmbio como um instrumento de combate à inflação é a uma “situação que deve ser evitada”. Ele defendeu ainda que, apesar de não ser o único elemento da competitividade, o seu longo período de apreciação no Brasil produziu, “sem dúvida nenhuma, impactos muito negativos na indústria brasileira”.

“O que nós desejamos, sem artificialismos, é que o câmbio possa estar colocado de forma a preservar esse patrimônio do país que é a indústria”, afirmou Monteiro.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que não havia intenção por parte do governo de manter um câmbio artificialmente valorizado. Na ocasião, Levy afirmou que o empresário não deveria “ficar esperando uma mágica” com relação a medidas do governo sobre a divisa.

Fotos: presidente da Fiesp cumprimenta ministros da Fazenda e do MDIC

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Paulo Skaf, participou na segunda-feira (05/01), em Brasília (DF), da cerimônia de posse do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

No dia seguinte (06/01), também na capital federal, o presidente da Fiesp e do Ciesp foi recebido pelo ministro Arthur Chioro, mantido no Ministério da Saúde.

Na quarta-feira (07/01), Skaf assistiu à posse do novo titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, e cumprimentou o ministro ao final da solenidade, realizada no auditório do Banco Central, em Brasília.

Veja as imagens:

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Joaquim Levy e Paulo Skaf. Foto: Arquivo pessoal

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Armando Monteiro e Paulo Skaf. Foto: José Paulo Lacerda/CNI

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Paulo Skaf e ministro da Saúde, Arthur Chioro. Foto: Erasmo Salmão/MS