‘O pequeno empresário quer saber mais’, afirma Milton Bogus

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Com o auditório do Hotel Renaissance lotado, o diretor titular do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi), Milton Bogus, fez o encerramento do Congresso da Micro e Pequena Empresa (MPI 2014). O evento aconteceu ao longo desta segunda-feira (26/05), com o tema “Produzir Mais e Melhor”.

“O tema do MPI desse ano deixou claro que temos que levar mais informação para vocês. O pequeno empresário quer saber mais, quer saber como ele se posiciona, o que ele deve fazer e quais são as melhorias que ele pode ter”, afirmou Bogus, que ressaltou a presença maciça do público, o que garantiu o sucesso do evento.

Bogus: posicionamento e melhorias. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Bogus: posicionamento e melhorias para os pequenos e médios empresários. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Para terminar o congresso, o diretor chamou ao palco os diretores e funcionários que participaram da produção do MPI 2014 e convidou o público para um coquetel em comemoração ao dia da indústria.

Com investimento de R$ 13 milhões, Sesi-SP de Araras ganha novos espaços

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Araras

Com instalações modernizadas e ampliadas, o Centro de Atividades (CAT) e a escola da unidade do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) de Araras foram oficialmente reinaugurados nesta sexta-feira (23/05), em cerimônia que contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf.

O investimento foi de R$ 13 milhões em obras e equipamentos, preparando a unidade para ter ensino fundamental em tempo integral e  ensino médio.  Além de abrir 11 novas salas, o Sesi-SP promoveu uma reforma das oito já existentes, construiu um segundo laboratório de informática, ampliou a biblioteca e reformou a cozinha e o refeitório, além de fazer uma cobertura do espaço do recreio.

No CAT Laerte Michielin foi construída uma quadra poliesportiva coberta, um campo de futebol society com grama sintética, uma sala de ginástica e dança, além do sistema de aquecimento das piscinas. O CAT ganhou ainda uma cozinha didática, uma sala de múltiplo uso e um espaço para exposições de arte.

Na solenidade, Paulo Skaf declarou que Araras pode se orgulhar por ter a melhor escola de educação básica do mundo e, em breve, a mais moderna escola profissionalizante do mundo, referindo-se às obras da nova unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

“Não existe nada mais importante para um país, um estado ou uma cidade que a educação de qualidade. Porque não adianta ter escola que a criança frequenta e não aprenda. Não é uma questão de quantidade, mas de qualidade.”

Skaf em Araras: foco na educação de qualidade. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf (à esquerda) na escola do Sesi-SP em Araras: foco na educação de qualidade. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Um pouco antes, o superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, ressaltou a revolução na educação promovida pela indústria paulista. “O foco da atual gestão da Fiesp está no desenvolvimento do ser humano. E isso oferece para nós, educadores, uma nova missão, um papel inovador.”

“Hoje, muito se fala e se escreve sobre educação, mas pouco se faz concretamente, como a Fiesp tem feito. Nós fizemos, nessa gestão, uma revolução, quebramos paradigmas.”

Em seu discurso, o prefeito de Araras, Nelson Dimas Brambilla agradeceu à Fiesp pelo que a indústria tem feito na educação da cidade, lembrando que, em breve, será inaugurado uma unidade do Senai-SP de Araras. “O grande nó para que o Brasil se torne uma nação ainda mais forte está na educação. Se não fizermos transformações profundas na educação, não vamos sair do lugar”, afirmou.

“Quando a gente vê o movimento que a Fiesp faz pela educação, nos anima muito. Parabenizo pelo arrojo pelo empenho”, completou Brambilla.

Rugby e triatlo

Para mostrar um exemplo de formação integral, que inclui alimentação adequada, atividades culturais e prática de esportes, Skaf chamou no palco atletas de rugby do Sesi-SP que participaram de atividades do esporte em Londres e ficaram em segundo lugar no campeonato realizado entre 10 países. Além delas, também foram convidadas para falar os atletas de triatlo de São Carlos.

O técnico do triatlo, Eduardo Braz, agradeceu a oportunidade de poder treinar a modalidade em alto rendimento. “Fico feliz por fazer parte desse contexto educacional. O esporte era visto como algo separado da escola. No Sesi-SP, a gente consegue trabalhar integrado e servir de exemplo para as crianças. Além dos resultados, podemos trabalhar na formação das crianças, fazendo parte dessa fábrica de bons cidadãos.”

Durante a cerimônia, o presidente do Sesi-SP assinou também a parceria com as prefeituras de Araras e Leme para o Programa Atleta do Futuro (PAF). Em Araras, o convênio vai atender 160 crianças e jovens nas modalidades basquete e futebol. No município de Leme, o número é de mil estudantes que vão praticar futebol, futsal, ciclismo, vôlei e rúgby.

“Aproveitamos o conhecimento, o potencial e a experiência do Sesi-SP no esporte e, além da prática de esporte dos nossos alunos, nas nossas escolas, podemos transferir nossa metodologia para os municípios. Hoje, são 241 cidades em que temos o convênio com o PAF, com aproximadamente 100 mil alunos.”

Na mesma cerimônia, Paulo Skaf inaugurou mais uma escola móvel do Senai-SP: a de manutenção de tratores.

Sesi-SP firma convênios com Águas de Lindoia e mais 4 cidades para ‘Atleta do Futuro’

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Bragança Paulista

Cumprindo agenda em Bragança Paulista, município a aproximadamente 80 quilômetros da capital, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Paulo Skaf, assinou o convênio do Programa Atleta do Futuro com cinco cidades da região: Águas de Lindoia (300 alunos), Amparo (340), Piracaia (150), Socorro (300) e Nazaré Paulista (200).

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Programa Atleta do Futuro vai atender 1.190 crianças e jovens nas cinco cidades. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Ao todo, serão 1.190 crianças e jovens praticando as modalidades atletismo, ginástica rítmica, futebol, futsal, tênis, voleibol e basquete.

“O Programa Atleta do Futuro leva a metodologia do Sesi-SP, fornece o uniforme e treina os professor na estrutura que existe na cidade”, explicou Skaf, lembrando que o PAF está perto de atender 100 mil alunos.

“Faz com que a moçada de 6 a 17 anos pratique esporte e ocupem seu tempo com uma atividade saudável.”

>>  Em Bragança Paulista, Senai-SP abre terceira escola móvel de manutenção mecânica

Em Bragança Paulista, Senai-SP abre terceira escola móvel de manutenção mecânica

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Bragança Paulista

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) inaugurou nesta quarta-feira (21/05), em Bragança Paulista, sua terceira Escola Móvel de Manutenção Mecânica. O lançamento foi realizado na unidade local do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

A escola móvel reúne equipamentos e recursos tecnológicos para promover qualificação, aperfeiçoamento e especialização de profissionais para manutenção de máquinas e equipamentos industriais.  A estrutura volante será utilizada para cursos em todo o estado, com programas de formação profissional que atendem às demandas das indústrias.

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Paulo Skaf: “Essas escolas são importantes porque temos 645 municípios no Estado e não conseguimos construir um Senai-SP em cada um deles. Por meio dessas unidades é possível atender demandas específicas desses lugares. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


O diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Terra, falou sobre o trabalho conjunto da entidade com a indústria paulista. “A indústria se transformou muito. Hoje, nossa indústria é muito competitiva. Em alguns segmentos, o Brasil está na fronteira do mundo, como em biocosméticos, biofármacos e outros setores da manufatura”, afirmou.

“É nesse cenário que, na atual gestão, iniciamos um forte investimento no Senai-SP. Nunca houve no Senai-SP um plano tão audacioso de investimento e atendimento à indústria, que inclui escolas fixas e móveis, como a que estamos inaugurando hoje.”

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Senai-SP, Paulo Skaf, lembrou de outros investimentos da indústria na região. “É interessante voltar a Bragança, onde estive no ano passado inaugurando essa escola do Sesi-SP. E também ver, ao lado, a escola do Senai-SP, que deve ficar pronta no mês que vem, mais que dobrando a oferta de vagas”, recordou. “É muito bom não fazer promessas, mas ver que algo é necessário, realizar e depois encontrar pronto.”

“Além de rever a escola, inauguramos hoje mais uma escola móvel. Chegamos agora a 76 em funcionamento e 14 sendo fabricadas. Essas escolas são importantes porque temos 645 municípios no Estado e não conseguimos construir um Senai-SP em cada um deles. Por meio dessas unidades é possível atender demandas específicas desses lugares”, concluiu Skaf.

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Nova unidade do Senai-SP em construção tem investimento de cerca de R$ 30 milhões em infraestrutura e equipamentos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Depois da inauguração, Skaf visitou as obras da escola do Senai-SP. Com investimento de cerca de R$ 30 milhões em infraestrutura e equipamentos, a nova unidade vai substituir o centro de treinamento da entidade, que deve oferecer 12 mil matrículas por ano. Serão oferecidos cursos nas áreas de eletroeletrônica, metalomecânica e ferramentaria para o setor de plásticos. Ela deve começar a funcionar no início de 2015.

>> Sesi-SP firma convênios com Águas de Lindoia e mais quatro cidades para implantar ‘Atleta do Futuro’ 

Especialistas debatem usos múltiplos dos reservatórios das hidroelétricas

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

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Jorge Miguel Samek, diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Os usos múltiplos dos reservatórios das hidroelétricas foi tema de um dos painéis da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.), na manhã desta terça-feira (20/05). O moderador do debate foi Décio Michellis, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional, Jorge Miguel Samek, falou sobre a experiência da conexão entre energia, alimento e desenvolvimento regional sustentável.

“Trabalhamos fortemente essa conexão. Porque a nossa matéria-prima é água, que coincidentemente é a mesma matéria-prima de toda a economia regional que vive da agricultura. E Foz do Iguaçu, onde está inserida Itaipu, tem toda sua economia baseada no turismo, advindo da água”, explicou. “Para produzir energia, a hidroelétrica precisa apenas da gravidade, mas não podemos ter um olhar mesquinho e não usar esse insumo principal da melhor forma possível.”

Samek afirmou que é possível compatibilizar o desenvolvimento econômico, a geração de emprego e renda com a proteção ao meio ambiente. Também defendeu a construção da usina de Belo Monte, mesmo com os protestos de ambientalistas. “Vamos ter que dobrar nossa capacidade energética nos próximos 15 anos. O Brasil tem todas as matrizes energéticas possíveis, mas umas são caras, outras são poluentes, outras difíceis”, comentou. “A natureza nos privilegiou. Se não usarmos isso é um crime de lesa pátria. Ainda bem que os investimentos estão vindo, mas é preciso ter esse novo olhar, da múltipla utilização.”

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Fábio de Gennaro Castro, vice-presidente do Comitê de Barragens. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Com foco na lei 9433, que instituiu a política nacional de recursos hídricos, Fábio de Gennaro Castro, vice-presidente do Comitê de Barragens, afirmou que ela deve permear todas as decisões relativas ao uso da água. “Entre os itens da lei, ela diz que, em situações de escassez, o uso prioritário é o consumo humano e a dessedentação de animais. E a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo da água.”

Ele apresentou uma carta, enviada no fim de 2013 pelo Comitê de Barragens e por outras entidades para ao governo federal, listando ações para que a hidroeletricidade seja um fator de desenvolvimento do país. “Pedimos que sejam reestudados os inventários dos rios brasileiros, para que nada aconteça por decreto, mas seja objeto de um planejamento nacional, com discussão com os interessados”, afirmou.

“Se entrarmos na questão ambiental mais a fundo, é fundamental que, onde existam comitês de bacia, que eles opinem. Mas que isso seja visto de princípio. Não como foi feito em Belo Monte, em que foi feito um leilão, é iniciado o processo e só durante o período inicial surgem solicitações que não estavam previstas anteriormente, desandando o equilíbrio econômico.”

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Geraldo Lúcio Filho, do Centro Nacional de Referências em Pequenas Centrais Hidroelétricas (CERPCH). Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Geraldo Lúcio Filho,do Centro Nacional de Referências em Pequenas Centrais Hidroelétricas (CERPCH) trouxe a visão acadêmica sobre a questão. Um dos pontos que ele destacou foi a necessidade das hidrovias.

“A questão mais crítica dos grandes reservatórios com relação aos usos múltiplos é o transporte hidroviário”, disse ele, destacando a questão econômica. “O custo de uma eclusa é muito grande, tanto de construção quanto operacional. Em alguns projetos, caso de Santo Antônio do Giral, há justificativa de construção de hidroelétrica, informando que serão instaladas eclusas e que vai permitir a navegabilidade. E depois, isso é tirado do projeto, o que traz um impacto negativo para os reservatórios.”

Lucio Filho concluiu apresentando duas propostas. “Proponho a implantação de reservatório com a implantação de parques eólicos, on-shore ou off-shore e também a produção de biogás usando as macrófitas como material dos biodigestores.”

Último palestrante, Jerson Kelman, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), comentou que o uso múltiplo de reservatórios é algo ainda pouco percebido no país, mencionando o controle de cheias. Ele também destacou a questão do sistema elétrico interligado brasileiro, citando as questões específicas da Bacia de São Francisco e de Tapajós.

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Jerson Kelman, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“Nós somos um país predominantemente hidroelétrico. As decisões que se tomam com relação aos reservatórios não têm consequência apenas local. Temos um sistema interligado nacionalmente e é preciso ver as consequências das decisões tomadas localmente na escala do país e não apenas na bacia hidrográfica.”

Kelman também falou da necessidade de investimento no transporte hidrográfico. “Na questão do uso múltiplo, é preciso que ao menos um rio que saia do Planalto Central que tenha uma hidrovia, um trecho de rio que você torne navegável”, diz. “Não é razoável que haja centenas de milhares de caminhões, transitando por nossas estradas, levando grãos. Precisamos escolher um rio que faça sentido e fazer uma hidrovia de verdade.”

L.E.T.S.

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico. O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

Sesi-SP inaugura novas instalações da escola e do Centro de Atividades em Itu

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Itu 

Esta sexta-feira (09/05) foi um dia de muitas comemorações na cidade de Itu. Ampliados e modernizados, o Centro de Atividades (CAT) e a escola do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) foram inaugurados com novos espaços pedagógicos e instalações esportivas remodeladas, em um investimento de R$ 17,3 milhões.

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Alunos do CAT de Itu: instalações reformadas e ampliadas. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf, comentou que essa é a quarta escola que tem o privilégio de inaugurar na semana. “Mais uma em que a indústria de São Paulo investiu por meio do Sesi-SP e do Senai-SP [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo]”, disse.

“Posso afirmar que as nossas escolas são melhores do mundo, tanto a de Itu quanto as outras que inauguramos por todo o Estado. Não só por essa infraestrutura magnífica, mas pelos nossos educadores, que se realizam quando sentem que os alunos estão realmente aprendendo.”

Sobre o investimento feito nas ampliações e reformas, o presidente do Sesi-SP ressaltou a importância de investir nas pessoas. “Não tem dinheiro que pague a educação de qualidade, a formação profissional. O melhor investimento que podemos fazer é nas pessoas.”

Skaf em Itu: reconhecimento do trabalho dos educadores. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Skaf em Itu: reconhecimento do trabalho dos educadores. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O prefeito de Itu, Antonio Luiz Carvalho Gomes, parabenizou o trabalho do Sesi-SP na cidade e em todo o Estado. “O trabalho do Sesi-SP e do Senai-SP é extremamente importante para o Estado de São Paulo. Os alunos entram aos seis anos e saem prontos para o mercado de trabalho e já empregados. Agradeço por poder ter a estrutura do Sesi-SP e do Senai-SP na nossa cidade.”

O diretor da Divisão de Educação e Cultura do Sesi-SP, Fernando Carvalho, falou sobre a meta de oferecer educação de excelência na rede Sesi-SP. “A indústria prioriza a qualidade na educação, tendo como objetivo principal o desenvolvimento integral dos nossos alunos. Todos nós, educadores, estamos motivados e comprometidos com esse ideal, de transformar a nossa rede, atualmente com 175 unidades, em escolas de excelência. E somos gratos por essa oportunidade.”

Na escola Sesi-SP de Itu foram reformadas e ampliadas 16 salas de aula, os laboratórios de informática, química, física e biologia e o de ciência e tecnologia, além da sala de múltiplo uso. Também foram construídos mais uma sala de aula e o segundo laboratório de informática. A biblioteca foi ampliada e a cozinha e o refeitório foram reestruturados.

Atualmente, a escola atende 1.109 estudantes, sendo 576 no ensino fundamental em tempo integral, 192 no ensino médio e 341 na educação de jovens e adultos (EJA).

O CAT ganhou novos espaços esportivos, como o campo de grama sintética e a quadra de vôlei de praia. A sala de dança, a academia e os quiosques foram reformados e a quadra poliesportiva ganhou uma cobertura.

Patrono

Na mesma cerimônia, mais dois motivos para comemorar. O primeiro foi a nomeação do ex-jogador de futebol Osvaldo Giroldo Junior, o Juninho Paulista, como patrono da quadra poliesportiva.

Juninho nasceu em São Paulo, mas começou sua carreira no Ituano, onde se profissionalizou e para onde voltou em 2010, para encerrar a carreira de jogador. Passou por grandes clubes como o São Paulo, o Middlesbrough (Inglaterra), o Atletico de Madri (Espanha) e o Vasco da Gama, além de ter sido convocado para a seleção brasileira várias vezes e ter feito parte do time campeão da Copa de 2002.

Hoje, Juninho é dirigente do Ituano, clube que foi campeão paulista este ano.

“As homenagens nos deixam emocionados e concretizam um sonho de criança. Quando a gente está em atividade, jogando, não sabe a importância do nosso papel. Quando para de jogar, é lembrado e recebe uma homenagem como essa, percebe o quanto foi importante a nossa dedicação ao longo dos anos, independente das dificuldades”, declarou o atleta.

“Com toda essa estrutura que o Sesi-SP oferece aos alunos, eles têm condições de concretizarem o sonho deles. Fico lisonjeado por fazer parte, um pouquinho, desse centro esportivo maravilhoso”, declarou o atleta.

PAF

As assinaturas do convênio do Programa Atleta do Futuro (PAF) com as cidades de Boituva, Cabreúva e Porto Feliz também foram celebradas durante o evento. Ao todo, serão atendidos 1.148 alunos dos três municípios. Os prefeitos das três cidades estiveram presentes na solenidade para assinarem o convênio com o presidente do Sesi-SP.

Na cidade de Porto Feliz, serão atendidos 688 crianças e jovens, nas modalidades basquete, capoeira, dama, futebol, futsal, ginástica artística e rítmica, handebol, judô, natação, tênis de mesa, vôlei e xadrez. Em Boituva, serão 300 alunos, que praticarão futebol, futsal e ginástica artística. Para Cabreúva, serão mais 160 praticantes, nas modalidades handebol e vôlei.

Em obras, nova unidade do Senai-SP em Sorocaba começa a funcionar em 2015

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Sorocaba

Com previsão de entrega da obra em outubro deste ano, a nova unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial  de São Paulo (Senai-SP) de Sorocaba – município a aproximadamente 90 quilômetros da capital – vai oferecer cursos em oito áreas tecnológicas: Automobilística, Construção Civil, Logística, Manutenção Mecânica, Metalurgia, Plástico e Tecnologia da Informação. O investimento é de R$ 41,9 milhões.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Senai-SP visitou as obras da escola na manhã desta sexta-feira (09/05). Além de caminhar pelos prédios em construção, ele também examinou, em detalhes, a planta e a maquete eletrônica da escola e tirou fotos com os funcionários da obra.

Skaf acompanha as obras em Sorocaba: entrega prevista para outubro de 2014. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Skaf acompanha as obras em Sorocaba: entrega prevista para outubro de 2014. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“É muito importante olharmos para frente. Já temos nosso Senai-SP em Sorocaba, que é moderníssimo, bem equipado e oferece cerca de 13 mil matrículas. Mas, se pensarmos no futuro, isso passa a ser pouco. Por isso, estamos fazendo esse investimento em uma nova escola do Senai-SP”, disse Skaf. “Com essa unidade, que deve começar a funcionar no começo do próximo ano letivo, pretendemos dobrar o número de matrículas oferecidas em Sorocaba.”

A nova unidade terá 10.645 m² de área construída, sendo que a área total da escola será de 27.335 m². A escola será equipada com modernas oficinas e laboratórios com tecnologia de ponta, com a expectativa de receber 6 mil matrículas por ano.

“A credibilidade, o conteúdo e o respeito fazem um bom falante”, afirma Mara Behlau

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Para mostrar a importância da voz no nosso dia a dia, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), promove, nos dias 25 e 26 de abril, uma campanha educativa em comemoração ao Dia Mundial da Voz. A iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância da voz, orientando sobre a identificação de sintomas, o diagnóstico precoce e o tratamento de alterações vocais.

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A diretora do Centro de Estudos da Voz, Mara Behlau, coordenou mesa-redonda no evento de abertura da Campanha da Voz do Sesi-SP. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Na manhã desta quinta-feira (25/04), foi realizada uma mesa-redonda com o tema “A voz e o esporte”, coordenada por  Mara Behlau, diretora do Centro de Estudos da Voz (CEV).

A fonoaudióloga destacou os aspectos fundamentais da boa voz. “A credibilidade de quem fala, o conteúdo que eu tenho a oferecer e o respeito por quem me ouve que faz de alguém um bom falante”.

A voz dos ídolos do esporte

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José Montanaro Junior destaca a importância da voz para os atletas. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

José Montanaro Júnior, gestor do vôlei do Sesi-SP, foi um dos participantes do debate e contou sua experiência no uso da voz como atleta. “No nosso trabalho, a preparação física é fundamental e os hábitos de vida saudável são praticados diariamente. Nós, atletas, falamos com o corpo e transmitimos nossas emoções, nossas competências, por meio da expressão corporal.”

Montanaro destacou a importante da voz na vida de um atleta. “Para se comunicar com os companheiros de equipe, se for capitão do time é ainda mais importante, para lidar com o patrocinador, com a imprensa, com a torcida. Para tudo isso, precisamos usar a voz de forma objetiva, para que todos entendam exatamente o que você quer dizer”, exemplificou.

Medalhista olímpico em Los Angeles (1984), ele lembra que fez parte de um momento de transição do vôlei, representado por uma grande voz, o Luciano do Valle, que levou o vôlei para a televisão.  “Além de ter bons resultados na quadra, de representar bem o país, tínhamos a emoção que o Luciano do Valle transmitia com a voz. Isso transformou os jogadores em ídolos nacionais. E o ídolo precisa falar”.

O ex-atleta lembrou, ainda, as dificuldades que ele e outros colegas tinham por conta da timidez. “Alguns atletas ficavam tomando banho mais de uma hora para não ter que enfrentar uma entrevista. Quando a gente ganhava, era mais fácil, mas e quando perdia? O que a gente podia falar?”, recorda o gestor.

O treino da voz

Durante o evento, Glaucya Madazio, fonoaudióloga e professora do curso de especialização em voz do CEV, apresentou um media training, reunindo dicas para atletas e também profissionais de outras áreas lidarem com a imprensa.

“A comunicação é uma competência, portanto pode ser treinada”, afirmou a especialista, que usou como exemplo entrevistas do empresário Steve Jobs, no começo e no fim da sua carreira.

Segundo ela, a comunicação não é exatamente o que se fala, mas o que se entende. “A preocupação deve ser de quem fala, para ser o mais específico, mais direto e o mais objetivo possível”, orientou Glaucya.

A especialista destacou também que a credibilidade e a naturalidade na comunicação são formadas pelo conteúdo da mensagem, a forma como ela é passada e a emoção envolvida na transmissão. “Apenas 7% é transmitido via conteúdo, o resto é pela voz e pelo corpo. Ou seja, a forma é tão importante quando o conteúdo”, afirmou.

Dar respostas curtas, concisas e precisas; controlar a respiração e relaxar a voz; e ter cuidado ao usar o microfone porque ele amplia problemas da voz foram alguns dos conselhos passados pela fonoaudióloga. “As regras de ouro são oferecer o cenário que o repórter precisa, não mentir, ser você mesmo e não ter medo de dizer ‘eu não sei’.”

A voz do rádio e da tevê

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Reinaldo Gottino,apresentador de telejornal da TV Recorda. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

O apresentador de telejornal Reinaldo Gottino, que já cobriu grandes eventos esportivos, falou sobre a voz no jornalismo. Gottino mencionou a mudança no estilo dos apresentadores, que hoje não precisam mais ter a voz clássica, tão cultuada antigamente.

“Quem trabalha com comunicação hoje não precisa se importar com o seu tipo de voz, tem que se importar com a voz. Para mim, a voz é como o corpo: você consegue treinar, se adaptar e levar sua voz para onde você quer se tiver domínio sobre ela”, afirmou o jornalista, que citou o exemplo do narrador Osmar Santos.

“O Osmar Santos não tem aquele vozeirão, mas quando eu ouvia ele no rádio, ficava encantado com as narrações, cheias de jargões e com uma voz envolvente e carismática. E é por isso que ele entrou para a história do jornalismo esportivo.”

Gottino contou que a fonoaudiologia da Record, emissora em que trabalha hoje, é uma das especialidades mais requisitadas pelos funcionários. “É muito importante falar dos cuidados com a voz, porque a gente só corre atrás quando precisa. Vamos cuidar da voz como a gente cuida do nosso corpo.”

Um coral de esperança

Ao final do evento, o coral Sua Voz, do Hospital A. C. Camargo, fez uma apresentação.

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Coral de pacientes do Hospital A. C. Camargo. Foto: Helcio Nagamine/FIESP


O grupo é formado por pessoas que fizeram cirurgia de retirada da laringe, o que inclui as cordas vocais. Ela é feita normalmente por causa de câncer avançado de laringe, o que, em grande parte, é provocado pelo cigarro e pelo álcool.


‘Queremos aplicativos que tragam benefícios para a sociedade’, diz diretor-titular do CJE

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Neste sábado e domingo, 26 e 27 de abril, a Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) realizada a segunda edição da maratona dos hackers, evento conhecido no mundo todo pela expressão hackaton. Neste ano, o objetivo é envolver programadores, designers e empreendedores na criação de aplicativos nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

“O nome hacker costuma ser algo muito mal visto, mas, hoje em dia, existem hackers que estão se destacando, os programadores que estão fazendo aplicativos que realmente mudam o mundo”, afirma o diretor-titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, responsável pela realização do Hackaton.

“O Waze (aplicativo de trânsito, com participação dos usuários, para criar rotas alternativas), por exemplo, foi criado por três pesquisadores de Israel e mudou a vida das pessoas no mundo todo, além de ter ajudado a pensar o trânsito de um modo diferente”, conta Gomide. “Nossa ideia com o Hackaton é apresentar algo assim que traga benefício para toda sociedade a brasileira.”

Gomide: ações que ajudem a melhorar áreas como saúde, educação e segurança pública. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gomide: ações que ajudem a melhorar áreas como saúde, educação e segurança pública. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Para Gomide, São Paulo é uma cidade criativa, mas falta infraestrutura para chegar ao mesmo patamar das grandes capitais do mundo. “Temos problema em vários setores, o que, infelizmente, vai contra o empreendedor. São Paulo está à frente das outras cidade brasileiras, mas infelizmente está muito atrás do mundo inteiro”, diz. “Temos muita criatividade, muita ideia boa e tenho certeza que estaríamos muito melhor se pudéssemos contar com serviços públicos, tecnologia, telefonia, energia, infraestrutura básica.”

Educação, saúde e segurança

Neste ano, a programação começa no sábado, dia 26 de abril, às 10h, com quatro palestras: cenário da educação brasileira, saúde, segurança pública e desenvolvimento social. Cada grupo vai poder analisar essas três imersões, escolher o tema e criar o seu desafio.

“Os aplicativos têm que ser gratuitos, interativos, fáceis de baixar. Os que tiverem viabilidade vão ser disponibilizados pela Fiesp”, afirma Gomide.

Outra diferença é que haverá mentores – tanto pessoas que entendem dos temas propostos quanto profissionais de programação – passando pelos grupos e orientando se o grupo está no caminho certo e dando um norte para esse projeto. Os programadores vão receber conteúdo durante o dia. E vão virar a noite na Fiesp para cumprir a missão. O evento começa às 10h de sábado e a entrega do prêmio será às 10h de domingo.

“Esse é o modelo de reunião de trabalho do Facebook. Os projetos são feitos no mesmo dia, com começo, meio e fim, sem intervalos. Por isso, durante o Hackaton, teremos toda a estrutura de alimentação, descanso e higiene, além de intervenções culturais, unindo arte com negócio. Não existe criatividade com fome, com frio e tédio. Então teremos tudo para que esses talentos consigam focar na criação”, explica o diretor do CJE.

Equipe feminina comemora a vaga na final da Superliga

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Ao som da música “Tempo de Alegria”, de Ivete Sangalo, as jogadoras da equipe feminina de Vôlei do Sesi-SP comemoraram muito a vitória sobre o Osasco neste sábado (19/04) pela semifinal da Superliga e a conquista da vaga para mais uma final. É a quinta vez que a equipe chega a uma decisão em cinco campeonatos disputados na temporada (Copa São Paulo, Campeonato Paulista, Copa Brasil, Sul-americano e Superliga).

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Capitã Fabiana: “Entramos na história”. Foto: Caio Lopes/Fiesp


As jogadoras destacaram a união e a alegria do time como características fundamentais para a campanha positiva. “Fico feliz por ter jogado bem hoje, mas fico muito mais feliz pelo grupo. É muito bom jogar nessa equipe! Queria jogar mais 10 anos aqui. Se a gente conseguir manter essa alegria e essa união, quem sabe a gente não ganha a final?”, disse a ponteira Suelle, um dos destaques da equipe na reta final da Superliga.

“O Sesi-SP é muito merecedor, porque a gente começou com dificuldade na Superliga, ficamos em uma situação desfavorável, e desde a metade da competição, conseguiu virar. E agora estamos na final”, finalizou Suelle.

A oposta Ivna agradeceu a Deus pela vitória e citou um trecho bíblico, que fala sobre força e coragem. “O time foi forte e corajoso e estamos em uma final inédita! Agora é pensar no Unilever para buscar esse título”, comemorou a maior pontuadora da Superliga. “Estou em uma boa fase porque o Talmo me dá confiança e o time também. Estou muito feliz!”

“Entramos na história”, declarou a central e capitã do time, Fabiana Claudino. “Sei da minha responsabilidade e do que posso fazer e estou feliz por estar conseguindo a ajudar o grupo. A equipe vem trabalhando duro e é muito unida. Sabíamos das nossas dificuldades e limitações, mas uma acreditou na outra, deu força para a outra. Só o que a gente sabe o que passou para chegar até aqui.”

Fabiana contou que pediu para que a equipe jogasse com o coração. “O que eu falei para as meninas antes do jogo de hoje foi ‘ vamos nos divertir, vamos nos ajudar e jogar com o coração’, porque era isso que ia valer para o jogo de hoje. E mesmo nos momentos mais difíceis, a gente teve a tranquilidade para seguir buscando o tempo inteiro.” 

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A levantadora Dani Lins, eleita a melhor em quadra na partida, acredita que união e versatilidade são as principais características da equipe. Foto: Caio Lopes/Fiesp

A levantadora Dani Lins, eleita a melhor em quadra na semifinal, também destacou a união do time. “Não tem o egoísmo de pedir ‘põe pra mim’. Pelo contrário! Se uma jogadora não está bem na partida, a gente combina de pôr para ela, exatamente para puxá-la para o jogo. Somos uma equipe, não é um jogo de pingue-pongue”, falou Dani, que destacou ainda a versatilidade da equipe. 

“As meninas do banco entraram, ajudaram a virar o jogo.  Usamos tudo hoje. A nossa equipe tem jogadoras que fazem tudo, é o famoso Severino. A ponteira faz meio, faz oposta, faz levantadora e chega na hora do jogo, graças a Deus, dá certo”, contou.

“Quando acabou o jogo, eu saí correndo, nem sei para onde. Não sei nem explicar como é bom estar em uma final”, concluiu Dani Lins.

>>> Equipe feminina do Sesi-SP vence, elimina o Osasco e vai para a final da Superliga de Vôlei

Técnico

O técnico Talmo de Oliveira foi muito questionado sobre a quebra da invencibilidade do Osasco, que há 12 anos não ficava fora de uma final. Mas o comandante da equipe diz que sempre teve certeza que o Sesi-SP tinha chance de vencer. “Nossa festa não é por ter quebrado a invencibilidade do Osasco, mas sim porque nós queríamos estar nessa final. Não tiramos ninguém da final, porque a disputa estava aberta, o Osasco ainda não estava lá. A gente não trabalha desmotivado nunca aqui. Mesmo que set esteja 19 a 1, que vamos lutar até o fim pela próxima bola, porque o jogo não acabou. Era ponto pacífico na equipe que a gente lutaria até o final”, afirmou o técnico.

“Em alguns momentos, elas sentiram muita dificuldade e minha orientação foi: ‘não pensa no final do jogo, pensa no próximo ponto’. ´Mesmo saindo atrás no tie-break, passamos a frente, depois eles passaram três pontos e tivemos capacidade e competência para minar uma das principais jogadas deles, que é a primeira bola, para virar e fechar o jogo”, explicou.  

Talmo destacou a importância do apoio oferecido pelo Sesi-SP. “Estou muito feliz no Sesi-SP porque a instituição entende o que é o processo do voleibol. Começamos há três anos, viemos melhorando e agora tivemos uma temporada muito vitoriosa. Chegamos na final de todos os campeonatos que disputamos, o que foi muito bom para a maturidade das jogadoras e para a força da equipe. A gente tem um grupo que trabalha muito forte e eu sabia que a gente ia colher o fruto de tanto esforço. É uma alegria ver um projeto tão sólido, como é o do Sesi-SP, onde as atletas entendem que elas têm responsabilidade não só dentro de quadra, mas também são exemplo para as crianças, para os trabalhadores, para a família.”

Na luta contra o câncer de mama, Sesi-SP faz parceria com Instituto Se Toque

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Em um ciclo de quatro palestras, alunos de 8º e 9º ano das escolas do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) estão recebendo informações e tirando dúvidas sobre o funcionamento do corpo, sexo, gravidez e prevenção de doenças, em especial, o câncer. Por meio do programa Colar da Vida, parceria com o Instituto Se Toque, os jovens se transformam em grandes disseminadores de conhecimento, alertando pais, familiares e amigos para a importância dos cuidados com a saúde.

As ações serão desenvolvidas em 13 escolas da cidade de São Paulo, alcançando 1,5 mil alunos durante todo o ano letivo.

“Saúde e qualidade de vida fazem parte da educação. É um conteúdo dado em sala de aula mas expandido para outros setores da vida da criança e do adolescente”, diz Anne Lise Dias Brasil, supervisora de serviços médicos, da área de saúde e inclusão escolar do Sesi-SP.

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Colar mostra as etapas de crescimento do tumor de mama e suas chances de cura. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Os alunos assistem a palestras sobre gravidez não-planejada, doenças sexualmente transmissíveis, câncer de próstata, pulmão e colo do útero e, para finalizar, uma apresentação específica sobre câncer de mama. É quando eles recebem o colar da vida, para entregarem para as mães, avós ou outras familiares na idade-alvo de realizar os exames preventivos para o câncer de mama.

Feito de pérolas em diversos tamanhos, o colar mostra as etapas de crescimento do tumor de mama e suas chances de cura. Tumores de até 1 cm, tamanho da menor pérola do colar, tem 95% de chance de cura. Com mais de 3 cm, maior pérola, as chances caem para 30%. O objetivo do colar é que ele seja um lembrete sobre a importância de fazer a mamografia.

“No Brasil, cerca de 50% das mulheres na faixa-etária alvo, acima dos 50 anos nunca fizeram mamografia. Não sabem que precisam ou que tem direito”, alertou a coordenadora científica do Se Toque, Michelle Miya. “Sabendo da necessidade do exame, as crianças vão informar as mães e as familiares, porque são grandes disseminadoras de conhecimento e influenciadoras dentro de casa.”

Anne Lise defende o importante papel da criança na difusão das informações. “Quando a criança incorpora um conceito, ela leva para a família e para a comunidade em que vive e passa a ser um multiplicador do conhecimento”, diz.

“Ela aprende que fumar faz mal, então cobra o pai cada vez que ele acende um cigarro. Aprendeu que não pode desperdiçar água, então fica atenta para fechar as torneiras. Com as informações de saúde farão o mesmo, para muitas mulheres que não têm acesso a isso.”


Alunos

Atentos e curiosos, a turma que assistiu às palestras na unidade do Sesi-SP do Tatuapé, zona leste de São Paulo, na segunda-feira (07/04), aproveitou as palestras para tirar dúvidas e descobrir mais sobre o corpo e os riscos à saúde.

Os meninos foram os mais participativos durante a palestra. “Foi interessante, porque aprendemos sobre um monte de coisas que a gente não sabia”, disse Matheus Henrique, 12 anos.

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Palestras: informação para ajudar na prevenção. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


“A palestra foi bem legal e acho importante saber que preciso me prevenir, quando eu for maior, e tiver minha primeira relação”, comentou Yuri Ferreira, 13 anos. Para João Vitor, também de 13 anos, foi bom ver um novo conteúdo. “Vimos assuntos que não aprendemos nas outras aulas, nem vimos no nosso dia a dia.”

As meninas sabiam da necessidade de tomar a vacina do HPV, mas não sabiam ao certo as consequências da doença. “Não é sempre que podemos ter informações como essa. Muitas coisas que foram faladas eu não sabia e agora me sinto mais informada”, disse Jamile Helder, de 12 anos.

“Tem muito adolescente que precisava de uma palestra dessa, porque os pais não podem ensinar ou eles desistiram da escola. Que bom que a gente pode ter um conhecimento maior”, comentou Julia Chinen, de 12 anos. Já Nicole Assis, também de 12 anos, se surpreendeu. “Não esperava que fosse ser uma palestra legal. Achei muito interessante aprender tudo isso.”

Curadora da Play!: objetivo da mostra é transformar público em protagonista

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp 

Em exibição até o dia 4 de maio, a segunda edição da mostra interativa Play! tem como destaque a participação cada vez mais próxima do público, de acordo com a curadora da mostra, Marília Pasculli.

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Marília: “Queremos que o público seja o grande protagonista." Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“Nessa edição, destaco a área interativa montada na Alameda das Flores, em que os participantes ficam numa espécie de mirante, com vista privilegiada da fachada e acesso às interfaces interativas”, diz Marília sobre a exposição aberta na noite de segunda-feira (07/04) na Galeria Digital do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), na Avenida Paulista.

“Queremos que o público seja o grande protagonista, com o uso de smartphones e tecnologia móvel cada vez mais incorporados. É ele quem controla a mostra, estabelece as ações e o dinamismo dos jogos, uma espécie de co-criador das obras.”

Segundo Marilia, além de estimular as relações sociais em um espaço público e ressaltar o valor cultural dos games, a segunda edição da Play! se concentra no aspecto humano do jogo, no usuário.

“Se o jogo futuro estava na mão do usuário e não a indústria do jogo, então qual seria o potencial desses jogos como instrumento de transformação cultural?”, propõe a curadora.

Sobre a relação dos videogames com a arte, Marília diz que os jogos eletrônicos surgiram com recursos mais exigentes e a busca pela evolução dos computadores resultou em novas relações entre o homem e a máquina.

“Desde a época de pico dos jogos de arcade (fliperama), na década de 1970 e início dos anos 80, conhecida como a “idade de ouro” dos videogames, a popularidade, a inovação tecnológica e ainda a estética desses jogos nos trouxeram narrativas escapistas, mundos sedutores decorados com cores fluorescentes e os célebres símbolos pop do nosso tempo. Esses elementos contribuíram para revolucionar padrões visuais de criatividade e design.”

Conheça as obras da mostra Play!

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

A segunda edição da mostra Play!, em exibição entre os dias 7 de abril e 4 de maio, diariamente das 20h às 6h, na Galeria Digital Galeria Digital do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), na Avenida Paulista, reúne trabalhos de artistas nacionais e internacionais, incluindo três obras interativas, duas visuais e um show audiovisual.

Saiba mais sobre os trabalhos.

As obras interativas

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“Play Goal” – Na criação dos alemães Pfadfinderei, o participante deve chutar uma bola real, que logo se transforma numa bola virtual na fachada de LED, com o intuito de fazer um gol.

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“Car Crush SP” – Inspirada no sucesso do jogo Candy Crush, a obra de Paulo Muggler convida o público a controlar os carros coloridos na fachada por meio de um iPad.

“Street Crosser” – O trabalho de Noobware & Nutone realça a importância do uso da faixa de pedestres num jogo que passa na Avenida Paulista e os personagens devem atravessá-la atento trânsito para evitar atropelamentos.

As obras visuais

“Indie Pixel Life” – Se você tivesse superpoderes, o que faria por São Paulo? A pergunta do Duo2 é o ponto de partida para narrar diferentes desejos dos paulistanos para melhoria da cidade.

“SP-O-Matic” – Com a assinatura dos brasileiros do Vapor234, este trabalho simula tatear um smartphone, misturando pedaços de rostos de pessoas, levando à reflexão sobre a diversidade da população no Brasil.

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A 2ª edição da mostra Play! fica em exposição de 07 de abril a 04 de maio, na Galeria Digital do Sesi-SP. Foto: Divulgação

Performance audiovisual

“Push the Button” – Vem da Espanha, do Dollsquimia, esse trabalho que combina música 8 bits, a estética de competição dos games, estética do erro, remix, instrumentos adaptados, vozes sintéticas e o uso de código-arte como audiovisual.

Reprise e vinhetas

Além de material novo, a Play! reprisa trabalhos marcantes de 2013: os elementos de games clássicos como Pac-man, Tetris, Another World, Pong, entre outros, e as vinhetas criadas  pelo VJ Spetto.

Novas vinhetas serão criadas, seguindo a proposta estética porém com as seguintes informações adicionais: “Segunda Edição” e “De 07 de Abril a 04 de Maio”.

Sesi-SP abre 2ª edição da Play!; mostra interativa prossegue até 04/05

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

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Público pode interagir a partir de instalação na rua das Flores, de frente para o prédio da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Sucesso de público no ano passado, a mostra Play! volta para uma nova edição em 2014. E a exibição começou na noite desta segunda-feira (07/04) na Galeria Digital do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), na Avenida Paulista.

A mostra interativa, que traz a influência dos videogames na formação da cultura contemporânea, fica em cartaz até o dia 4 de maio, diariamente das 20h às 6h, reunindo três obras interativas, duas visuais e uma performance audiovisual. Todas apresentam temas sociais e de políticas públicas e buscam novas formas de jogos que possam ser colocados nas mãos dos participantes.

As atividades incluem um workshop “Games of life: simulação e mecânicas semiautônomas em jogos digitais”, entre os dias 28 e 30 de abril, sob a coordenação do artista Paulo Muggler. A oficina é voltada para desenvolvedores de jogos, programadores, designers, artistas e curiosos em geral.

Com criatividade, interatividade e design, a Play! pretende elevar o valor cultural do vídeo e dos jogos interativos para uma forma de arte, propondo que a noção de “jogar” se torne uma ferramenta para intensificar a experiência cidadã e, ainda, estimular o uso qualificado do espaço público.

>> Conheça as obras da mostra Play!

Serviço

Mostra Play!
Período:  de 7 de abril a 4 de maio
Horário: das 20 às 6h
Local: Avenida Paulista, 1313 – São Paulo
Interação do público é gratuita e por ordem de chegada.
Mais informações no site da Galeria Digital do Sesi-SP.

Fiesp realiza workshop sobre cadeias globais de valor e comércio por valor agregado

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Para debater a realidade brasileira e os avanços internacionais na questão das cadeias globais de valor e o comércio por valor agregado, a Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou nesta quinta-feira (03/04) um workshop sobre o tema.

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Evento contou com diretores do Derex e representantes da OCDE. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Participaram do encontro representantes do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, economistas e membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), órgão internacional que congrega 34 países – o Brasil não está entre os países-membro, mas faz parte do grupo que recebe cooperação da OCDE, por meio de grupos de trabalho e programas.

O diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, fez a abertura do workshop, falando do atual momento da política externa no Brasil, dando como exemplo os encontros “Diálogos de política externa” promovido pelo ministério das Relações Exteriores.

“Um dos consensos que surgiram nesses diálogos é que a sociedade brasileira, hoje, está muito interessada nas questões de política externa e comércio exterior”, afirmou. “Outro consenso é que o comércio exterior brasileiro precisa de uma política estratégica integrada.”

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Thomaz Zanotto: “É preciso entender como as cadeias se aplicam na realidade do Brasil.” Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Segundo Zanotto, o tema das cadeias globais de valor aparece com cada vez mais frequência e intensidade. “É preciso entender como as cadeias se aplicam na realidade do Brasil, país que é forte em insumos e matérias-primas, mas que tem uma grande e diversificada base industrial instalada e um dos mercados internos mais dinâmicos e atrativos do mundo.”

Ainda na abertura, Ken Ash, diretor para comércio exterior e agricultura da OCDE, explicou o trabalho desenvolvido pela organização.

“Diariamente, conversamos com governos e pessoas preocupadas em melhorar o desempenho das políticas internacionais e, ao mesmo tempo, buscamos conversar com as empresas para verificar como as políticas são aplicadas na prática”, disse Ash.

“As economias mundiais estão mais conectadas do que imaginamos. Com a produção cada vez mais fragmentada pelo mundo, precisamos uns dos outros cada vez mais. E as maneiras de fazer essas conexões estão aumentando em número, mas também em complexidade e isso exige uma política moderna, dinâmica e flexível, para que todas as empresas possam obter vantagens nesse mercado global.”

Seminário apresenta ideias para a remedição do solo e gestão de águas subterrâneas

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Promovendo o intercâmbio entre Brasil e Holanda na área ambiental, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promove na tarde desta quarta-feira (02/04) um seminário de cooperação entre os dois países com o tema “Remediação do solo e diretrizes para gestão de água subterrâneas”.

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Seminário Brasil-Holanda debate remedição do solo e gestão de águas subterrâneas. Foto: Everton Amaro/FIESP

O evento contou com a presença de representantes do ministério do meio ambiente dos Países Baixos – entre elas, a ministra Wilma Mansveld–, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A abertura do seminário foi feita pelo diretor de Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp, Eduardo San Martin.

“Firmamos essa parceria com o governo da Holanda, que tem nos trazido informações fundamentais, em especial com relação à política nacional de resíduos sólidos. A partir do dia 2 de agosto começam a ser aplicadas as multas para os que não cumprirem o que diz a nova legislação”, lembrou San Martin. “A indústria está fazendo a sua parte e quer continuar fazendo.”

O diretor da Fiesp agradeceu a presença dos especialistas holandeses e reforçou o interesse em manter a cooperação entre os países. “O consulado da Holanda em São Paulo e o ministério do Meio Ambiente dos Países Baixos têm feito de tudo para nos ajudar a encarar o grande desafio que o Brasil e, principalmente, o Estado de São Paulo têm de reciclar seus resíduos. Temos projetos em andamento, que precisarão continuar contando com a boa vontade desses parceiros.”

Senai-SP anuncia projeto de nova unidade em Itapevi

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Itapevi

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Paulo Skaf, presidente do Senai-SP em assinatura de doação de terreno em Itapevi. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Nesta terça-feira (01/04), o município de Itapevi recebeu uma boa notícia: uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) será instalada na cidade da Região Metropolitana de São Paulo.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Senai-SP, Paulo Skaf, esteve na Prefeitura de Itapevi para assinar um protocolo de intenção de doação do terreno onde será construído o novo prédio.

De acordo com o diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Terra, já está em andamento um estudo técnico e a escola deve oferecer cursos na área de logística, manutenção elétrica e eletrônica, construção civil e vestuário. A escola deve oferecer, por ano, cerca de 1000 vagas e o objetivo é que ela esteja pronta até o início do ano letivo de 2016.

Skaf falou sobre o potencial de desenvolvimento da cidade. “Essa é uma região desenvolvimentista, com grande concentração populacional e pessoas que precisam ter sua oportunidade. E, também, muita concentração de empresas que buscam mão de obra qualificada”, explicou.

“Por isso, graças à vontade e a dedicação de pessoas que amam essa cidade, estamos assinando esse protocolo hoje e vamos viabilizar esse projeto”, destacou.

O prefeito de Itapevi, Jaci Tadeu, agradeceu ao presidente da Fiesp e do Senai-SP pela parceria. “Itapevi vem crescendo muito e, com isso, aumenta a quantidade de empregos. Precisamos agora começar a qualificar”, disse.

“Ter uma escola do Senai-SP é um sonho. E agradeço ao Senai-SP por acreditar na nossa cidade. Itapevi está assumindo o compromisso de não só doar o terreno, mas também desenvolver o projeto.”

Senai-SP de Barueri recebe visita do presidente da instituição

Agência Indusnet Fiesp, com reportagem de Ariett Gouveia, de Barueri

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Paulo Skaf, presidente do Senai-SP, visita instalações da insituição em Barueri. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Depois de passar por Osasco e por Carapicuíba, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Paulo Skaf, visitou a unidade do Senai-SP em Barueri, município da região metropolitana.

Skaf passou principalmente pela área gráfica da escola, recentemente equipada com novos equipamentos em acordo de comodato.

Ao conversar com alunos do curso de eletrônica, o presidente da Fiesp e do Senai-SP ouviu as demandas, jogou uma partida de tênis de mesa e elogiou a conservação e limpeza da escola, inaugurada em 2009. “Pela entrada de uma fábrica, já percebemos se ela faz um produto é primeira ou de segunda. Essa escola está de parabéns pela maneira como se apresenta. Parece que foi inaugurada hoje.”

Uma das estudantes que participaram da recepção ao presidente foi a jovem Bruna Moraes, de 16 anos. Ela termina o curso de auxiliar de produção gráfica no fim de 2014 e pretende fazer o técnico em 2015, ano em que pretende participar da chamada Olimpíada do Conhecimento.

“O Senai-SP foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida porque abriu novas portas para o meu futuro. Quero crescer na carreira, trabalhar em grandes empresas e mostrar o meu potencial tudo que aprendi no Senai-SP”, disse Bruna.

Departamento Jurídico promove debate sobre a Lei Anticorrupção

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp 

Nesta sexta-feira (28/03), o Grupo de Estudo de Direito Empresarial e Regulatório da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)  promoveu um debate sobre a Lei 12.846/2013 — a chamada Lei Anticorrupção — que tem como objetivo a responsabilização administrativa e civil das empresas (pessoas jurídicas).

O debate foi aberto pelo diretor jurídico da Fiesp, Oziel Estevão, e pelo coordenador da Comissão de Juristas do novo Código Comercial, Fábio Ulhoa.

Para falar sobre o tema, foram convidados a diretora jurídica e compliance para a América Latina da Invensys/Schneider Electric, Roberta Pêgas, e o professor de Direito Comercial e ex-promotor de Justiça, Alberto Camiña Moreira.

Roberta destacou a importância da aplicação dos mecanismos e ferramentas empresariais para se cumprir as regras, leis, disciplinas e regulamentos internos. Segundo ela, o compliance tem como objetivo identificar e prevenir eventuais infrações e, por este aspecto, ele é um dever de todos. “Não só do profissional de compliance, mas de cada um de nós dentro da empresa, que somos responsáveis pelo cumprimento da norma”. Ela destacou que, em caso de irregularidade, com a nova lei todos podem ser responsabilizados”.

Para tanto, a especialista destaca como três fatores importantes o ato de prevenir, detectar e responder. “Quando falamos em prevenir, falamos em orientações, conduta e treinamento. Para detectar, precisamos ter instrumentos de controle e reports. E para responder, a empresa precisa tomar uma ação. E essa resposta tem que ser inequívoca”, afirmou.

A especialista também ressaltou a importância do programa vir da alta administração e contemplar itens como: instituir políticas e procedimentos (como um código de conduta); designar o ‘chief compliance officer’ (quem será responsável pela área); avaliar riscos; treinamento; criação de um canal de denúncias; due dilligence (análise de riscos) de terceiros; realização de investigações internas, revisão e monitoramento e ações disciplinares.

Lei Anticorrupção

O ex-promotor de Justiça, Alberto Camiña Moreira, iniciou sua palestra dizendo que, antes da Lei Anticorrupção, havia uma lacuna no  ordenamento jurídico. “E essa lei pretende preencher essa lacuna”, declarou o professor.

“Temos, desde 1940, o crime de corrupção no código penal, que envolve o funcionário público e o particular. Demoramos até 92, para implementar a lei da chamada improbidade administrativa. Tínhamos a responsabilidade penal e administrativa, com consequência de ordem civil. Não havia, entretanto, uma resposta ao ato de corrupção envolvendo a pessoa jurídica.”

O especialista destacou vários aspectos da lei anticorrupção, como seu caráter punitivo e sancionatório, a necessidade do conhecimento interdisciplinar para tratar do tema e a definição do bem jurídico protegido pela lei. “O bem jurídico protegido pela lei está em seu artigo 5º: patrimônio público nacional e estrangeiro, princípios da administração pública e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.”

O professor falou, ainda, sobre a responsabilidade dos administradores. “O artigo 3º da lei diz que a responsabilização da pessoa jurídica não exclui a responsabilidade individual de seus dirigentes, administradores ou de qualquer pessoa natural, partícipe do ato ilícito”, relatou. “Os administradores serão responsabilizados, mas não há previsão de responsabilidade civil objetiva do administrador, assim como não há previsão de solidariedade do administrador e da pessoa jurídica.”

‘Trabalhar no Sesi-SP é ter a responsabilidade de dar o exemplo’, diz Talmo de Oliveira

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Em 2011, o ex-levantador Talmo de Oliveira assumiu o comando da equipe de vôlei feminino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), com a missão de formar um time competitivo, mas também ter uma equipe que fosse um exemplo de dedicação, trabalho e superação. Neste domingo (09/02), com a conquista do Campeonato Sul-Americano, o técnico mostrou que esses objetivos estão sendo conquistados.

“Nossa responsabilidade é muito grande, somos exemplo para todos os alunos da rede do Sesi-SP e do Senai-SP”, diz. “Além de trabalhar para conquistar os títulos, trabalhamos para ser exemplo, não só com discurso, mas colocando valores em prática. E fazendo valer o lema da Fiesp: Crescem as pessoas, cresce o Brasil”, afirma Talmo.

Ele destaca o ambiente de trabalho como um diferencial de trabalhar no Sesi-SP. “Desde o meu primeiro dia no Sesi, sempre disse para as jogadoras que a quadra seria a extensão da nossa família e vice-versa. Com um ambiente assim, todos vêm trabalhar com mais amor e alegria.”

Talmo: quadra é extensão da família, em ambiente que estimula a busca por bons resultados. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Talmo: quadra é extensão da família, em ambiente que leva aos bons resultados. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Para o técnico, a conquista do sul-americano é resultado desse trabalho, que começou há três anos. “Esse time vem sendo construído desde o nosso primeiro dia. Tivemos dificuldades e aprendemos com todas as situações. Vitórias e derrotas sempre vão fazer parte da nossa história. Mas a maneira como se ganha ou perde é o grande diferencial.”

A vitória sobre o Molico/Nestlé na final do sul-americano é um bom exemplo do aprendizado com as derrotas. O Sesi-SP perdeu duas finais contra o time de Osasco, mas isso não fez com que as jogadoras entrassem em quadra sem vontade de vencer. Pelo contrário. “As derrotas fazem a gente aprender e, nas partidas com o Osasco, aprendemos a jogar contra uma equipe forte e estruturada. Sabíamos que precisávamos jogar bem”, conta. “Treinamos forte, estudamos muito e não tivemos medo de arriscar. Só pedia para que não perdermos para nós mesmos, para os nossos erros e medos.”

Mesmo com o histórico negativo, com os desfalques do time, o time se superou e não perdeu nenhum set. “Meu objetivo foi preparar as atletas tecnicamente, porque sabia que, se elas estivessem seguras, conseguiriam executar o que fosse preciso”, diz. “Com confiança, elas fizeram o melhor que podiam fazer”, conta o técnico.

Próximos desafios

Depois da dedicação ao campeonato, o time agora volta os treinamentos para a Superliga. “O título nos dá um corpo mais forte, consolida o Sesi-SP como uma força no voleibol e aumenta a nossa responsabilidade”, explica Talmo. “Vamos continuar trabalhando para que a equipe siga crescendo na Superliga, fique entre os melhores e consiga a classificação para os playoffs”.

E a preparação para o Mundial, em maio? “Vai ser um campeonato difícil, com equipes muito fortes do mundo inteiro. Mas a Superliga vai ser a melhor maneira de nos prepararmos. Só depois vou pensar no Mundial. Meu foco agora é no Barueri, nosso próximo adversário.”

Carreira

Como jogador e como técnico, Talmo foi um vitorioso. Entre as conquistas mais importantes, foi medalha de ouro com a seleção brasileira de vôlei na Olimpíada de 1992. Mas, em sua carreira, aprendeu a dar valor a cada acontecimento.

“Cada conquista tem um sabor especial, porque a história nunca se repete. Você pode até ganhar a mesma competição, mas a trajetória é diferente. Até as derrotas têm sua importância e servem como experiência”, afirma. “As vitórias não podem nos deixar tão eufóricos que nos impeçam de reconhecer as nossas limitações e as derrotas não podem nos desanimar a ponto de não valorizarmos as nossas virtudes.”

Com 44 anos, Talmo dedicou mais de duas décadas de sua vida ao voleibol. “Comecei a jogar aos 12 anos, na escola, mas nessa época cheguei a praticar outras modalidades. Só aos 14 passei a me dedicar exclusivamente ao voleibol. Logo mudei de cidade para jogar como profissional e rodei por vários clubes”, lembra o mineiro de Itabira.

“Enquanto era jogador, resolvi fazer faculdade de educação física e me preparar para ser técnico. Cheguei a começar um mestrado, mas parei por causa do trabalho como técnico”, conta.

Além das constantes viagens, Talmo tem treinos diários, em dois períodos. E ainda precisa acompanhar os jogos dos 13 times adversários na Superliga. “Eu e a comissão técnica trabalhamos o tempo inteiro, ligados 24 horas para melhorar cada detalhe e achar as melhores soluções táticas.”

Hoje ele se considera realizado. E garante que vive um dia de cada vez, sem criar grandes expectativas. “Nunca penso muito na frente. O meu sonho hoje é consolidar a situação do Sesi-SP, fazer muito bem feito o meu trabalho. O futuro, eu deixo nas mãos de Deus.”