Empresários brasileiros têm pouco conhecimento de fornecedores argentinos, aponta Fiesp

 Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Antes da Rodada de Negócios Brasil/Argentina, realizada nesta terça-feira (08/05), em São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo promoveu uma pesquisa com empresas brasileiras importadoras dos 38 produtos identificados pelo governo argentino como prioritários para aumento das vendas ao Brasil.

O estudo, detalhado em mais de 90 páginas, foi desenvolvido pelo Departamento de Relações Internacional e Comércio Exterior (Derex) da entidade com dois objetivos: avaliar a viabilidade de substituir importações de países de outras origens por produtos da Argentina e, ainda, dimensionar o potencial de substituição conforme o segmento em setores como alimentos, bebidas, autopeças, farmacêuticos, químicos e máquinas. Antes da Rodada de Negócios Brasil/Argentina, realizada nesta terça-feira (08/05), em São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo promoveu uma pesquisa com empresas brasileiras importadoras dos 38 produtos identificados pelo governo argentino como prioritários para aumento das vendas ao Brasil.

Foram entrevistadas 221 empresas, por telefone ou por e-mail. A pesquisa explorou, de forma detalhada, os motivos que levam as empresas a buscar insumos em outros países que não a Argentina, incluindo aspectos de preço, tecnologia e condições de mercado. Das empresas ouvidas, 29% já fazem importações da Argentina, 15% possuem unidade produtiva em território argentino e 7% têm plano de investimento no país vizinho.

O principal motivo apontado, em 24% das respostas, é o desconhecimento de fornecedores. Em segundo lugar, pesam as importações intercompany (18%). Em seguida, fatores como preço (17%), qualidade (15%), tecnologia (6%) e baixa capacidade produtiva (6%).

Resultados

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539920091Do volume de US$ 12.155.918.715 de importações brasileiras, apenas 16,90% é proveniente da Argentina (US$ 2.054.389.786).

Quatro por cento dos entrevistados justificaram não importar da Argentina por trabalharem somente com fornecedores homologados. Outros 4% afirmaram ter bom relacionamento com fornecedores atuais, enquanto 3% dizem trabalhar com fornecedores exclusivos.

Apenas 2% dos empresários responderam que os produtos argentinos têm pouca aceitação no mercado brasileiro. Outros 2% informaram que o tema está vinculado a uma decisão global da empresa.

No contexto atual, 21% dos empresários consideram viável a substituição da importação por fornecedores argentinos e 4%, “muito viável”. No médio prazo, de três a cinco anos, esse percentual de viabilidade sobe para 45% (35% viável e 10%, muito viável).

Pesquisa com Importadores Brasileiros

A pesquisa classificou ainda o potencial de substituição em três níveis: alto, médio e baixo. Entre os produtos com possibilidade elevada de vir a ser importada estão alimentos, como filés congelados de peixes, alhos frescos ou refrigerados, diversos tipos de arroz e azeite de oliva.

Produtos com melhor potencial

Entre os produtos de médio potencial estão itens automotivos, como pneus para veículos de passageiros e caixas de marchas; insumos como tereftalato de polietileno em forma primária e pasta química madeira de conífera, além de alimentos como leite integral em pó e diversos tipos de batata.