Ministro da Produção da Argentina, Dante Sica, apresenta oportunidades em serviços de conhecimento na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Para falar de oportunidades de negócios no chamado setor de Serviços Intensivos em Conhecimento (SIC), o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp recebeu nesta sexta-feria (17/8) a visita do ministro da Produção da Argentina, Dante Sica, acompanhado de delegação empresarial, em São Paulo.

Durante a abertura do encontro, o presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz, frisou a importância da integração entre Brasil e Argentina, principalmente em setores que envolvem tecnologia, cada vez mais presente no dia a dia e nos projetos dos empresários. Também participaram da mesa, o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, o embaixador e presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, Rubens Barbosa, e o cônsul-geral da Argentina em São Paulo, Luis Castillo.

Na avaliação do ministro argentino, que deu um panorama econômico e empresarial de seu país aos empresários brasileiros, o desenvolvimento de setores com foco em novos softwares, fintechs, games e audiovisual, conhecidos como SIC, tem tido cada vez mais participação na economia daquele país.

“Há um forte trabalho na Argentina na formação de políticas públicas de integração com o setor privado, nos temas de capacitação profissional e incentivos significativos para novas empresas, muitas delas com forte potencial exportador”, detalhou Sica. Segundo ele, ainda há muito potencial entre companhias e importações entre as duas economias.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540337355Zanotto, Sica, Roriz, Barbosa e Castillo Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Ainda discutiram oferta produtiva no setor de SIC, o presidente da Câmara da Indústria Argentina do Software (Cessi), Anibal Carmona, o presidente da Argencon, Luis Galeazzi, e o coordenador do polo audiovisual de Córdoba, Jorge Álvarez, com moderação do secretário do Ministério da Micro e Pequena Indústria da Argentina, Mariano Mayer.

Para detalhar atores, interesses e particularidades deste setor falaram com os empresários especialistas como o analista da secretaria de Comércio e Serviços do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Gabriel Marques, o diretor de Novos Negócios da Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes), Carlos Sacco, e a gerente-executiva da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames). O presidente da Câmara Argentino-Brasileira de São Paulo e sócio da PWC, Frederico Servideo, moderou o debate.

Certificado de origem digital facilita exportações para Argentina e Uruguai

Agência Indusnet Fiesp

Para apresentar detalhes do documento de comércio exterior que está facilitando negócios e poupando recursos das empresas brasileiras, argentinas e uruguaias – o chamado certificado de origem digital (COD) – o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp realizou seu segundo seminário sobre o tema na última terça-feira (20 de junho), em São Paulo. Para o diretor titular adjunto do Derex e mediador do encontro, Vladimir Guilhamat, o certificado de origem digital é um facilitador importante, principalmente no que diz respeito a tempo, para as empresas exportadoras.

Na visão do coordenador-geral de Regimes de Origem do Departamento de Negociações Internacionais do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Rodrigo Serran, o COD figura como ferramenta essencial de facilitação de comércio, dispensando a necessidade de utilização de certificados de origem em papel e aumentando a segurança das transações entre os países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi).

“O COD dispensa o trâmite em papel, o arquivo é criptografado e enviado digitalmente ao importador. Funcionários habilitados na Aladi assinarão digitalmente estes arquivos”, explicou. Segundo ele, o governo brasileiro tem trabalhado intensamente para levar às empresas os benefícios do COD. “Brasil e Argentina têm a meta de, a partir do ano que vem, permitir apenas CODs em suas relações comerciais, eliminando os certificados de origem em papel”, completou.

A coordenadora de Facilitação de Comércio da Fiesp, Patricia Vilarouca de Azevedo, apresentou o passo a passo do processo de emissão do COD no sistema Fiesp e Ciesp. “A agenda de facilitação de comércio tem sido prioritária para nós [Fiesp e Ciesp], e para quem já emite certificado de origem impresso, emitir COD é ainda mais fácil”, finalizou.

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Certificado de Origem Digital foi tema de evento na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Diálogo regulatório Brasil-Argentina reúne especialistas e empresários na Fiesp

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

Uma integração comercial mais intensa entre Brasil e Argentina foi foco do seminário “Diálogo regulatório Brasil-Argentina”, realizado conjuntamente por Fiesp, Ciesp e Centro de Estudos do Comércio Global e Investimento (CCGI) da FGV nesta segunda-feira (11 de junho). Para além das atuais condições do Mercosul, especialistas e agentes de governo debateram estratégias de expansão e promoção das economias da região no exterior.

Na avaliação do diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, o governo argentino tem mostrado uma grande coerência em suas ações envolvendo o Mercosul, na busca por investimentos e parcerias. “A ideia é que juntos e mais fortes possamos fabricar e vender também produtos de maior valor agregado. Se não conseguimos fazer a convergência regulatória do século 20, como faremos a do século 21?”, questionou.

Zanotto apontou que, para a Fiesp, esse assunto tem sido prioridade desde 2012. Recentemente, a federação publicou uma cartilha técnica com propostas de aprimoramento de regulamentos na América Latina, na tentativa de eliminar obstáculos ao comércio regional. “Temos que caminhar mais rápido, passar por cima da burocracia, encontrando denominador comum”, defendeu.

O embaixador da Argentina no Brasil, Carlos Magariños, por sua vez, detalhou algumas dificuldades enfrentadas pelo seu país por conta de questões de convergência regulatória e os esforços feitos nos últimos anos por ambos os países. Já o subsecretário de Comércio Exterior do Ministério da Produção da Argentina, Shunko Rojas, contou como os argentinos estão trabalhando uma agenda ambiciosa de negócios para o Mercosul, considerando concessões, posições na Organização Mundial do Comércio (OMC) e acordos com a União Europeia (UE).

Para Mario Marconini, diretor de Política Comercial do Derex, o debate sobre cooperação regulatória é prioritário para a agenda de inserção internacional do país, sobretudo em um contexto marcado pela perda de protagonismo exercido pelas tarifas. Nesse sentido, Brasil e Argentina podem exercer um papel central na agilização da discussão regulatória dentro do Mercosul.

Na análise do secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Abrão Miguel Árabe Neto, há um universo extenso de outros temas que impactam o comércio exterior além das tarifas. Dentre eles, está presente a discussão sobre barreiras não tarifárias, incluindo as questões regulatórias. “A discussão sobre cooperação regulatória foi definida nos níveis mais altos de governo como uma prioridade para a aproximação comercial entre Brasil e Argentina”.

O encontro contou ainda com a apresentação de projetos sobre regulação, incluindo as pesquisas da coordenadora do Centro do Comércio Global e Investimento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Vera Thorstensen, além de estudos sobre perspectivas para o aprofundamento do comércio bilateral, elaboração de propostas políticas e diálogos setoriais: automotivo, industriais, agricultura e alimentos.

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Abertura do Diálogo Regulatório Brasil-Argentina, na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Diretor do Derex, da Fiesp, participa do Fórum de Investimentos na Argentina

Agência Indusnet Fiesp

Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) foi entrevistado nesta quinta-feira (15/9) pelo site argentino Infobae.

Zanotto esteve em Buenos Aires para participar do Fórum de Investimentos e Negócios da Argentina. Disse na entrevista que a crise brasileira é grave, mas já se chegou ao fundo do poço e começou a haver uma retomada da confiança.

Destacou que para o Brasil é notícia fantástica a mudança na Argentina, país que tem sinergia “também fantástica” com o nosso.

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Thomaz Zanotto durante entrevista ao Infobae. Foto: reprodução

Potencial de crescimento na América do Sul é destaque em evento sobre nozes e castanhas

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino-Americano de Nozes e Castanhas, realizado nesta nesta segunda-feira (29/8) na Fiesp, teve como primeiro painel “Potencial do Mercado Latino Americano”. Ricardo Engelmann, da Engelmann & Cia S.R.L, falou sobre a experiência da Argentina na produção de nozes e castanhas. Faltam dados confiáveis sobre a produção no país, esclareceu no início de sua apresentação. Produção anual de nozes com casca na Argentina, de 15.000 toneladas, representa forte crescimento em relação às 10.000 toneladas produzidas em 2008. São exportadas 3.000 toneladas por ano, total que praticamente dobrou nos últimos três anos. De amêndoas, são 1.000 a 1.500 toneladas (sem casca) por ano, e há a importação de perto de 2.500 toneladas.

No consumo, o primeiro item são as nozes, seguidas pelas amêndoas (juntas, respondem por 80% do consumo) e pela castanha de caju. São 10.000 toneladas de frutas secas sem casca por ano no país.

Importam principalmente do Brasil a castanha de caju. Ressaltou que o novo governo derrubou barreiras a sua importação.

Macadâmia, importada pela primeira vez em 2009, ainda não é muito conhecida nem por produtores. Pistache deve continuar crescendo, e já tem 1.000 hectares plantados.

Para a noz pecan, que considera de grande potencial, há 6.000 hectares plantados, dos quais 25% em produção, de cerca de 900 toneladas por ano.

Santiago Maldonado, da Biko, apresentou dados sobre o Equador. O país está em transição, explicou. A área plantada de macadâmia caiu de 250 para 150 hectares, com produção em queda de 20.000 toneladas em kernel para 19.000. Problemas com o prazo de investimento e com a concorrência do cacau levaram à diminuição. Ressaltou que houve ganhos de produtividade, que há novos produtores pequenos entrando no mercado e que a demanda é maior que a produção. E está em crescimento, graças ao maior conhecimento das pessoas a respeito de seus benefícios.

A tarifa de 45% para importação de frutas secas (válida até 2017) e a cobrança de 5% de imposto sobre saída de capital desestimulam o investimento.

Beatriz Camargo, responsável pelo mercado latino-americano da Green & Gold, que representa produtores de macadâmia, e diretora da Divisão de Nozes e Castanhas da Fiesp, mostrou dados da produção brasileira, liderada por castanha de caju (33.000 toneladas), seguida pela castanha-do-pará (3.465 toneladas), macadâmia (1.500 toneladas), pecan (1.400) e baru (100). Ressaltou que se espera a plantação adicional de 500 hectares por ano de macadâmia e de pecan, o que deve levar a mudanças no share nos próximos anos.

Em 2015 a exportação foi de US$ 153 milhões, contra importação de US$ 136 milhões.

Camargo falou sobre os mercados potenciais para os produtos, entre eles o dos mixes de castanhas, seguindo a tendência dos EUA. Crescimento de lojas especializadas, com produtos visando à saúde, incentivam o consumo de nozes. Problema provocado pela crise é a redução da renda da classe média, explicou.

Além do consumo pela indústria, produtos com nozes atraem consumidores em busca de saúde. Potencial também em cosméticos. Para exemplificar, exibiu uma diversidade de produtos com nozes e castanhas lançados em 2015, de leite de castanhas a panetones.

José Agustín Ribera, da Cadexnor, explicou que a Bolívia é um dos países que têm a presença natural da castanha-do-brasil. Norte do país tem mais de 100.000 km² de terras propícias à castanha, disse. Substituiu o látex e ganhou importância socioeconômica na Bolívia, que é o maior exportador do produto no mundo. Ela representa 75% da atividade econômica do Norte do país. Ressaltou também a importância da produção para a população indígena e camponesa da Bolívia. E destacou a importância para o ambiente da produção, porque as árvores são protegidas.

A Inglaterra (32% das vendas) e os Estados Unidos (31%) lideram entre os importadores do produto boliviano. Nos últimos cinco anos (2011 a 2015) houve salto de US$ 148 milhões para US$ 192 milhões no valor exportado.

Ribera disse que a Bolívia procura parceiros para a venda fracionada, de modo a aumentar o valor do produto vendido (de US$ 0,0009 por grama para US$ 0,0027). A diferença de valor seria de US$ 308 milhões por ano. Defende a união de produtores para lançar itens como barras enriquecidas com castanhas e mixes de castanhas, para maior valor agregado. Ribera também revelou que o país terá em 2017 evento para comemorar o ano internacional da castanha.

Patrício Queiroz, diretor da Promoex, conduziu o painel e destacou que o mercado é pulsante, crescente e estimulante, à espera de um impulso.

Siegfred Von Gehr, diretor e embaixador do INC para o Chile, disse que é claro que em seu país, tendo há muitos anos economia estável e previsível, possibilitou o investimento agrícola, necessariamente de longo prazo. A entrada da China no mercado internacional, com o grande aumento do poder aquisitivo de sua classe média, também provocou aumento da demanda. O país é visado por quem planta no Chile. Outro fator importante é o grande número de acordos comerciais firmados pelo Chile, que exporta para países que representam 84% do PIB mundial.

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“Potencial do Mercado Latino-Americano” foi tema de painel no encontro de nozes e castanhas na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Foto: Skaf recebe cônsul geral da Argentina

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, recebeu nesta terça-feira (23/2) em almoço na sede das entidades da indústria paulista o cônsul geral da Argentina em São Paulo, Agustín Molina. Participaram do evento Benjamin Steinbruch, 1º vice-presidente da Fiesp, e o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da entidade. Também presentes os diretores titulares Thomaz Zanotto (Relações Internacionais e Comércio Exterior), Carlos Cavalcanti (Infraestrutura) e Ricardo Lerner (Segurança).

Antes de tomar posse, em dezembro de 2015, o atual presidente da Argentina, Mauricio Macri, visitou a Fiesp.

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O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, com o cônsul geral da Argentina em São Paulo, Agustín Molina. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Panorama Brasil – Argentina

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O Panorama Brasil-Argentina é um boletim periódico contendo as principais novidades econômicas e políticas na Argentina e dados sobre o comércio bilateral do país com o Brasil.

Elaborado pela área de Defesa Comercial  e Facilitação do Comércio do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da FIESP, o documento também apresenta informações sobre:

i) As exigências aplicáveis às importações argentinas; ii) panorama da defesa comercial na Argentina, incluindo as medidas aplicadas e investigações em curso; iii) alterações tarifárias no âmbito do Mercosul; dentre outras.

Para visualizar ou baixar o Panorama Brasil-Argentina, acesse o menu ao lado.

Mauricio Macri mostra visão afinada com a da Fiesp, afirma Skaf

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A recuperação da confiança e da credibilidade do país, tema caro ao presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, é preocupação também de Mauricio Macri, presidente eleito da Argentina. Em almoço nesta sexta-feira (4) com mais de 150 empresários na sede da Fiesp, Macri disse que quer implantar em seu Governo regras claras e que permitam a competitividade e a participação com igualdade de condições. “Temos claro que para construir o elemento central de uma sociedade, que é a confiança”, afirmou Macri, é preciso haver previsibilidade. Skaf disse que a visão do presidente eleito da Argentina é de uma economia mais liberal e de um governo mais leve, sem um tamanho que atrapalhe a vida das pessoas e da sociedade. “É uma visão muito semelhante à nossa, de modernidade, de agilidade de seriedade, de boa gestão, de governança.”

Skaf lembrou o trabalho de Macri na modernização, informatização e desburocratização de Buenos Aires, quando foi prefeito da capital argentina. Considera a eleição de Macri um sinal para a América Latina, “de menos Governo que pese nas costas da população”. Milhões de pessoas, disse, enxergam a eleição de Macri como início de um novo ciclo na região.

Skaf, assim como Macri, comentou o potencial de incremento do comércio entre Brasil e Argentina, a necessidade de reforço ao Mercosul e a possibilidade de mais acordos internacionais. Assim como Skaf, Macri destaca a importância da educação. Ambos frisaram a necessidade de criação de empregos de qualidade. Outro ponto comum é ver o Estado como apoio à iniciativa de quem produz, e não seu substituto.

>> Ouça Macri e Skaf em boletim de rádio

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Paulo Skaf com o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri (centro), durante almoço na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Ordem do Mérito Industrial

Macri foi agraciado com a Ordem do Mérito Industrial São Paulo, concedida pela Fiesp a personalidades e instituições dignas do reconhecimento ou da admiração da indústria.

A viagem ao Brasil foi a primeira de Macri depois de eleito presidente. Ao sair da Fiesp, embarcou para o Chile.

Brasil e Argentina precisam definir assuntos em que são parceiros, diz Sergio Massa

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Sergio Massa: “É fundamental que o Mercosul tenha vida”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para melhorar a relação comercial bilateral, Brasil e Argentina precisam definir quais são os temas de interesse comum, afirmou nesta quarta-feira (16/04) o deputado pela Província de Buenos Aires Sergio Tomás Massa em entrevista coletiva na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“É preciso que haja transparência em que assuntos vamos trabalhar juntos e em que temas somos competidores. A melhor forma de ter uma relação saudável é ter uma relação franca“, disse o fundador do partido Frente Renovador (2013) e apontado pela imprensa de seu país como pré-candidato à sucessão da presidente Cristina Kirchner.

Depois de ser recebido no gabinete pelo presidente da entidade, Paulo Skaf, o ex-chefe do gabinete de Cristina Kirchner (2008-2009) almoçou com empresários brasileiros.

Segundo análise de Massa, as rusgas surgidas nos últimos anos – e que também foram tema da conversa na Fiesp – têm a ver com a burocracia.

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Massa foi recebido pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O deputado argentino disse considerar fundamental que, antes de negociar com a União Europeia, os países consolidem o Mercosul. “Para negociar como bloco, com maior potência, com maior valor. É fundamental que o Mercosul tenha vida. Que o Mercosul seja definitivamente um projeto em que Brasil e Argentina evoluam juntos”, afirmou.

Para isso, ponderou Massa, é preciso olhar estrategicamente o Mercosul, encarando-o como um bloco econômico, principalmente para a negociação com outros blocos. “Falta consolidá-lo. Falta, digamos, dar a ele forma em termos de acordo e conteúdo em termos de política”, disse, assinalando que os problemas não estão em um detalhe ou outro.

Antes da entrevista, o parlamentar foi acompanhado pelo 1º vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, e pelo diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomas Zanotto.

Leia mais trechos da entrevista:

Encontro com empresários brasileiros

“Foi um encontro com um setor que claramente tem muita atividade na Argentina, que é o setor de indústria de bebidas, setores vinculados ao agronegócio, alimentício, passando pelo setor automotriz. Tem muitas empresas que estão no Brasil e Argentina para falar sobre os temas que têm a ver com convergência, com futuro da região, e as possibilidades de desenvolvimento e os problemas que temos no presente. É uma questão de encontrar articulação e mecanismos de trabalho em comum. (…) Na verdade, o encontro é parte de um trabalho que tem sido feito pela União Industrial Argentina (UIA) e a Fiesp há muito tempo. Por isso tivemos reunidos primeiramente com Paulo [Skaf]. Tem uma relação com o Vasco de Mendiguren [deputado nacional e ex-presidente de Unión Industrial Argentina] que foi coordenador desse trabalho comum entre as entidades. É por iniciativa deles.”

Questão automotiva

Primeiro desafio é entender que somos complementares, que temos sinergias entre nossas economias e nossos recursos que podem nos permitir crescer juntos e negociar juntos. É preciso entender que Brasil e Argentina, juntos, são determinantes. E, além do mais, podem ser determinantes quanto a uma posição comum nos blocos. ”

Memorando de entendimento Brasil-Argentina

“É um passo importante [o memorando de entendimento foi assinado em 29/03/14 pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Mauro Borges, e o titular da pasta de Economia da Argentina, Axel Kicillof, em que os dois países se comprometem a buscar ferramentas que gerem financiamento para o comércio bilateral]. O mais importante é que tenhamos a capacidade de sustentar um projeto de complementaridade que, em termos industriais e econômicos, nos permita crescer e planejar no longo prazo.”

Importância do Brasil

“Sim, claro, em termos do que significam as relações comuns, se você vê o setor automotriz, o setor alimentício, o setor agropecuário, se olha a balança comercial da Argentina, vê que nas duas mãos o Brasil é um país estratégico, fundamental.”

Brasil e Argentina não têm estrutura para receber turista de pesca esportiva

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Roberto Imai (centro) coordenador do Compesca e empresário Dario Loinaz (esquerda). Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O potencial do Brasil para o turismo da pesca esportiva é até 10 mil vezes maior que o da Argentina, mas faz muito pouco para promover sua potencialidade no exterior, avaliou nesta sexta-feira (21/3) o argentino Dario Loinaz, empresário que atua em promoção comercial da pesca esportiva.

Ele participou da reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura (Compesca) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), dirigira pelo coordenador titular da divisão, Roberto Imai.

Segundo Loinaz, nem o Brasil e, tampouco, a Argentina oferecem estrutura adequada aos turistas de pesca esportiva. Mas a nação vizinha do Brasil já começou esforços para reforçar a estrutura hoteleira para os pescadores esportivos que chegam às províncias do país.

“A Argentina está começando a fazer isso porque entende que é um recurso importante”, afirmou.

Segundo Loinaz, ações de marketing para atrair turistas da pesca ao país devem ser conjugadas com iniciativas do governo.

A fórmula também pode se aplicar ao Brasil, de acordo com o empresário. Com negócios no Brasil há mais de 20 anos, ele defendeu a criação de uma agência de turismo – formada pelo governo e por empresas do setor – voltada especificamente para atender a turistas de pesca esportiva.

“Somente no estado de São Paulo, 20 pequenas empresas provedoras de insumos ao pescador são as principais organizadoras de excursões para regiões de pesca e não agências especializadas”, disse.

“A viagem pode se tornar um transtorno para o turista. Por exemplo, ao chegar no destino, ele tem o barco à disposição, mas é informado naquele momento que a gasolina é por conta dele”, completou.

Na opinião de Loinaz, não falta demanda de turistas para a prática de pesca no Brasil, mas o país não é eficiente em incentivar esse tipo de turismo no exterior.

“Tem pacote para carnaval, para conhecer a Amazônia, mas não você não encontra nas agências europeias um pacote de turismo para fazer pesca esportiva no Brasil, quando, na verdade, são países em que há altíssima demanda. Acredito que teria até mais demanda turística se fosse criada essa alternativa.”

Ele citou como exemplo o potencial de mercado na Itália. “O italiano gosta muito da pesca, mas ele não tem condições, em termo de autorização, para fazer isso no seu país. Então, esse é um país de onde poderia haver uma grande migração turística”, encerrou.

Ministro do Planejamento argentino vem à Fiesp em busca de investimentos em infraestrutura

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O ministro do Planejamento e Investimento Público da Argentina, Julio De Vido, acompanhado do secretário de Obras Públicas daquele país, José Francisco López, se reuniu nesta quinta-feira (19/12) com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, para apresentar 15 obras de infraestrutura pretendidas pela Argentina e as oportunidades para empresas brasileiras investirem nesses projetos. Na ocasião, os representantes do país vizinho apresentaram as características de cada projeto da obra para um grupo de empresários brasileiros.

Segundo o diretor-titular-adjunto do Departamento e Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, a reunião com Skaf foi “foi bastante positiva”. “Foram discutidos esses novos projetos de infraestrutura, formas de financiamento, pagamentos e questões econômicas gerais”.

A reunião com os argentinos na manhã desta quinta-feira (19/12) na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Reunião com os argentinos na manhã desta quinta-feira (19/12) na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Segundo o ministro De Vido, a Argentina pretende alavancar 15 projetos de infraestrutura que devem facilitar a integração com a América do Sul, especialmente o Brasil.  Ele informou que as obras, que incluem 11 projetos de hidrelétricas, três obras hídricas e uma iniciativa voltada para o setor de comunicação, devem demandar investimentos totais de US$ 19,6 bilhões.

Para De Vido, é importante “entender que estamos em uma etapa de diálogo e fundamentalmente encarar os problemas que temos pendentes para acelerar o processo de expansão das nossas economias”.

De Vido:  ações para acelerar o processo de expansão das economias.Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

De Vido: ações para acelerar o processo de expansão das economias. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo Zanotto, “as grandes construtoras brasileiras estão todas aqui. Elas naturalmente têm interesse nessas obras, é um pacote impressionante para qualquer construtora”.

Do lado argentino, o ministro De Vido afirmou que pretende enviar pequenos grupos às empresas brasileiras interessadas em serem parceiras da Argentina para apresentar os projetos e esclarecer dúvidas.

Cooperação

O embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, colocou a federação à disposição para “ajudar nesse esforço, que é muito importante para a Argentina voltar a ser autossuficiente”.

Segundo o secretário de Obras Públicas da Argentina, José Francisco López, 66% da geração de energia na Argentina é proveniente de usinas térmicas, 2% é importada e 31% vem de hidrelétricas. “Nosso plano para o próximos 12 anos é conter o crescimento de térmicas e promover o crescimento da geração nuclear e hidrelétrica”.

Conselho Empresarial da América Latina discute panorama econômico da Argentina na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Empresários se reuniram na tarde desta terça-feira (13/08) para discutir oportunidades de negócios entre o Brasil e a Argentina. Participaram do encontro representantes do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal) e do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“A Argentina tem para nós um significado estratégico. Temos grande preocupação com o país”, afirmou Ingo Plögger, presidente do Ceal no Brasil.

Da esquerda para a direita: Lavagna, Zanotto e Plögger na reunião desta terça-feira (13/08)

A partir da esquerda: Lavagna, Zanotto e Plögger na reunião desta terça-feira (13/08). Foto: Julia Moraes/Fiesp


Uma preocupação do grupo é a falta de acordos de comércio do Brasil com países da América Latina, como a Aliança do Pacífico – bloco comercial que reúne México, Colômbia, Peru e Chile – e a trava que a falta desses entendimentos pode significar para os negócios do Brasil no exterior.

“Nós do Ceal ficamos de certa maneira surpresos com a dinâmica empresarial da Aliança do Pacifico, participamos de várias reuniões e os acordos que eles fizeram já estão sendo encaminhados”, explicou. “Quase 90% dos itens estão acordados”, afirmou Plöger. “A maior parte dos países tem acordo com os Estados Unidos e a União Europeia”, disse.  “Dentro dos próximos quatro anos isso vai favorecer essa parte da América Latina e nós estamos a ver navios”, alertou.

O ex-ministro da Economia e da Produção da Argentina Roberto Lavagna também participou do encontro na sede da Fiesp. Ele está lançando o livro O Desafio da Vontade. Treze meses cruciais na história argentina.

Os representantes do Ceal e o ex-ministro Lavagna foram recebidos pelo diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Antonio Fernando Bessa, e pelo diretor-titular-adjunto Thomaz Zanotto.

Na Folha de S. Paulo, Benjamin Steinbruch destaca participação do Brasil no Mercosul

Agência Indusnet Fiesp

Nesta terça-feira (18/06), o primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, escreveu, em sua coluna quinzenal no jornal Folha de S. Paulo, sobre a participação do Brasil no Mercosul.

No texto “Falso Problema”, Steinbruch destaca que “esse bloco comercial enfrenta problemas”, mas que não está “em coma”. De acordo com o primeiro vice-presidente da Fiesp, nos últimos dez anos as vendas brasileiras para o Mercosul foram de US$ 169 bilhões, diante de importações de US$ 123 bilhões. Ou seja, “um superávit nada desprezível de US$ 46 bilhões”.

Segundo Steinbruch explicou no texto, “esse saldo é muito maior do que o obtido com os Estados Unidos, de apenas US$ 17,8 bilhões no período”.

Por fim, Steinbruch lembrou que, na semana passada, a Fiesp finalizou a chamada “Agenda para a Integração Externa”, documento que discute o assunto e sustenta que “a participação do Brasil nessa entidade regional não impede o país de realizar acordos preferenciais de comércio”. Nas palavras do vice-presidente da federação: “O documento da Fiesp não se restringe ao Mercosul. Propõe um novo caminho para promover a competitividade do Brasil por meio da integração econômica com o mundo. Tudo isso sem radicalismos, com aprofundamento das parcerias já existentes e construção de novas”.

Para ler o artigo de Steinbruch, só conferir abaixo ou clicar aqui.

Artigo Steinbruch na Folha de S. Paulo

Centro Cultural Fiesp recebe exposição ‘Evita: Paixão e Ação’

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

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Na abertura da exposição, da esquerda para a direita: Agustin Molina, cônsul-geral da Argentina em São Paulo; Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP; Cristina Álvarez Rodriguez, presidente do Museu Evita; e Luis Maria Kreckler, embaixador da Argentina no Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para lembrar os 60 anos da morte de Evita Perón, ícone político e social da Argentina, foi aberta ao público nesta sexta-feira (24/05) a exposição “Evita: Paixão e Ação”. No acervo, seis vestidos usados por ela, fotografias, acessórios, que mostram um pouco da história e da personalidade de Evita. A mostra fica em cartaz no Centro Cultural Fiesp  – Ruth Cardoso, de 24 de maio a 7 de junho, com entrada gratuita.

De acordo com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), receber essa exposição é motivo de grande satisfação. “Evita Perón é um mito na Argentina. E as relações entre Brasil e Argentina devem se dar não só pelos negócios, pelas exportações, pelas importações, pelos investimentos, mas temos que ter também agenda cultural, uma agenda social. ”

Segundo o curador Gabriel Miremont, a exposição foi montada especialmente para o público brasileiro. “Entre as peças está o vestido que ela usou quando veio ao Brasil, publicações da Fundação Eva Perón em português e um pin com o rosto de Evita e as bandeiras argentinas e brasileiras”, explicou.

Outro ponto importante, ainda na visão do curador, é mostrar a preocupação de Evita com a inclusão social. “Perón e Evita trabalharam pela América que vivemos hoje, em que há direitos para o trabalhador, em que as mulheres podem ser presidentes – como aconteceu com a Argentina e com o Brasil. Nosso objetivo não foi contar o começo nem o fim da vida de Evita, mas o momento da ação, em que trabalhou pelas pessoas.”

Autoridades brasileiras e argentinas participaram da cerimônia de abertura como Carlos Henrique Meyer, ministro de Turismo da Argentina; Luis Maria Kreckler, embaixador da Argentina no Brasil; Agustin Molina, cônsul-geral da Argentina em São Paulo; Walter Vicioni Gonçalves, superintendente do Sesi-SP; e o 2º diretor secretário da Fiesp, Mario Eugenio Frugiuele.

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Na abertura da exposição, da esquerda para a direita: Walter Vicioni Gonçalves, superintendente do Sesi-SP; Cristina Álvarez Rodriguez, presidente do Museu Evita; Carlos Henrique Meyer, ministro de Turismo da Argentina; Luis Maria Kreckler, embaixador da Argentina no Brasil; Agustin Molina, cônsul-geral da Argentina em São Paulo; Mario Eugenio Frugiuele, 2º diretor secretário da Fiesp e diretor titular adjuntos do Comitê da Ação Cultural da entidade. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para Meyer, o objetivo da exposição é aproximar as novas gerações do exemplo de Evita na luta por igualdade, justiça social e solidariedade. “Em cada objeto, é possível reconhecer a ideologia, a força e a ação da mulher argentina mais significativa da história. É uma honra para nós tornar possível a difusão dessa paixão e dessas ações.”

Sobrinha-neta de Evita e presidente do Museu Evita, Cristina Álvarez Rodriguez disse estar orgulhosa por trazer Evita para São Paulo, em especial, para a avenida Paulista. “Evita fomentou a educação e a cultura, por isso é uma honra estar aqui porque eu sei que a Fiesp  [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo] também incentiva a educação, por meio de suas escolas. Brasil e Argentina são irmãos muito unidos e vão ficar cada vez mais próximos se continuarmos apostando na educação e na cultura”, agradeceu.

Cristina espera que a exposição seja uma inspiração aos visitantes. “Mostramos uma Evita humana, de carne e osso. Uma mulher com muito valor e coragem, que com sua vida de apenas 33 anos transformou a realidade argentina e fez uma revolução social. Espero que as pessoas gravem no coração uma frase da Evita: ‘Onde há uma necessidade, nasce um direito’.”

Serviço

Exposição “Evita: Paixão e Ação”
Quando: de 24 de maio a 7 de junho
Local: Centro Cultural Fiesp  – Ruth Cardoso – Avenida Paulista, 1313, térreo inferior.
Horário: de segunda-feira, das 11 às 20 horas; terça a sábado, das 10 às 20 horas e, domingo, das 10 às 19 horas (no dia 24, das 14 às 20 horas).
Entrada gratuita

Retrospectiva 2012 – Na área internacional, Fiesp assume papel importante nas negociações entre Brasil e Argentina

Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf e Guillermo Moreno, secretário de Comércio Interior da Argentina. Foto: Junior Ruiz

Paulo Skaf e Guillermo Moreno, secretário de Comércio Interior da Argentina. Foto: Junior Ruiz

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) liderou em 2012 uma aproximação comercial entre Brasil e Argentina, especialmente depois que o país vizinho passou a adotar restrições comerciais a produtos importados, inclusive os brasileiro.

As ações incluíram desde missões empresariais, seminários e rodadas de negócios, realizadas na sede na entidade, até encontros do presidente Paulo Skaf com autoridades argentinas.

Veja um resumo de algumas das principais ações e desdobramentos.

As reuniões tiveram início com o anúncio das barreiras comerciais impostas pela Argentina, em 1º de fevereiro, quando o país passou a exigir informações prévias sobre todas as importações de bens para consumo.

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Brasileiros e argentinos reúnem-se na Fiesp para discutir saídas para comércio bilateral

Preocupado com o impacto que o anúncio causaria na indústria nacional, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, convocou líderes empresariais e entidades representativas para discutir as novas barreiras impostas pela Argentina.

As novas medidas argentinas levaram Skaf a cumprir uma agenda em Buenos Aires, em fevereiro, com o objetivo de encontrar soluções para as dificuldades no comércio entre o Brasil e a Argentina – um levantamento da Fiesp apontou que cerca de 74% das exportações brasileiras para o país vizinho poderiam ser afetadas.

Skaf visita empresa de autopeças acompanhado pela ministra de Indústria da Argentina, Débora Giorgi

Skaf visita empresa de autopeças acompanhado pela ministra de Indústria da Argentina, Débora Giorgi. Foto: Junior Ruiz

A agenda incluiu um encontro com o ministro de Economia da Argentina, Hernan Lorenzino, e a ministra de Indústria, Débora Giorgi, além dos secretários de Comercio Exterior, Beatriz Pagliari, e de Comércio Interior, Guillermo Moreno. Durante a visita a Buenos Aires, Skaf propôs a aproximação entre setores automobilístico e de autopeças do Brasil e Argentina e anunciou a realização de evento com empresários brasileiros e argentinos para avaliar novas oportunidades de investimentos.

Um estudo feito pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, em fevereiro, mostrou que a corrente de comércio entre Brasil e Argentina bateu recorde de US$ 39,6 bi em 2011, sendo que o automóvel foi o produto brasileiro com maior participação no mercado argentino. O saldo foi positivo para o Brasil, que apresentou superávit de US$ 5,8 bilhões.

Paulo Skaf (à esq.) e o embaixador argentino Luis Maria Kreckler falam à imprensa após encontro na Fiesp. Foto: Junior Ruiz

Paulo Skaf (à esq.) e o embaixador argentino Luis Maria Kreckler. Foto: Junior Ruiz

Com o objetivo de equilibrar o comércio entre a Argentina e o Brasil, Paulo Skaf recebeu na Fiesp, em 13/02, o novo embaixador argentino no país, Luis Maria Kreckler, para planejar um encontro entre os países membros do Mercosul em abril, cujo assunto principal seria a expansão de investimentos comerciais entre as nações. A reunião serviu para reduzir a tensão comercial entre os dois países e reforçar o papel de Skaf na condução das negociações. O presidente da Fiesp deu “voto de confiança” ao país vizinho.

Na ocasião, órgãos de imprensa dos dois países destacaram a atuação de Skaf para encontrar uma solução amigável depois que o país vizinho passou a adotar restrições comerciais para produtos importados. O diário Clarín, um dos mais importantes da Argentina, informou que ficou claro que o governo de Cristina Kirchner “decidiu dar um papel de protagonista à entidade industrial paulista”.

Contudo, pesquisa inédita da Fiesp revelou, em março, que diversos setores industriais do Brasil foram prejudicados pelas barreiras impostas pela Argentina, causando queda nas exportações brasileiras ao país vizinho.

Em maio, o Derex da Fiesp divulgou uma pesquisa com empresas brasileiras importadoras dos 38 produtos identificados pelo governo argentino como prioritários para o aumento de vendas ao Brasil. A pesquisa mapeou a visão dos empresários sobre a possibilidade de ampliar importações do país vizinho e apontou os produtos com maior potencial de negócios, além de provar que muitos empresários brasileiros têm pouco conhecimento de fornecedores argentinos.

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Paulo Skaf recebe o secretário do Interior da Argentina, Guilhermo Moreno, e o embaixador da Argentina no Brasil, Luis Maria Kreckler. Foto: Junior Ruiz

A fim de estimular uma agenda positiva, a Fiesp promoveu, em seguida, uma Rodada de Negócios Brasil-Argentina, com representantes de 330 empresas argentinas e 270 indústrias brasileiras. No encerramento do evento, Paulo Skaf destacou que brasileiros e argentinos desejam maior proximidade.

Em setembro, a Fiesp recebeu pela segunda vez, em menos de quatro meses, o secretário de Estado do Comércio Interno argentino, Guillermo Moreno, que desembarcou em São Paulo com uma comitiva de 100 empresários argentinos do setor de autopeças e acessórios automotivos. Eles tiveram encontros com outros 100 empresários brasileiros. Após a rodada de negócios, Paulo Skaf afirmou, em entrevista coletiva, que o esforço da Fiesp visa aproximar empresas brasileiras e argentinas. Já Moreno disse que os negócios em moeda local seriam um avanço importante no comércio entre os dois países.

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Julio de Vido e Paulo Skaf. Foto: Junior Ruiz

Poucos dias depois, Skaf recebeu, na sede da Fiesp,  o ministro do Planejamento e Investimento Público da Argentina, Julio de Vido, que apontou  as oportunidades de investimentos brasileiros em seu país, particularmente, no setor energético.

Após nova rodada de negócios entre os dois países, promovida na Fiesp, em novembro, e dessa vez com foco no setor farmacêutico, Paulo Skaf reiterou a importância de Brasil e Argentina estabelecerem uma agenda positiva em comum.

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Paulo Skaf participa da 18ª Conferência Industrial Argentina. Foto: Junior Ruiz

Ainda em novembro, o presidente da Fiesp foi a Los Cardales, a 60 quilômetros de Buenos Aires, para acompanhar de perto a 18ª Conferência Industrial Argentina – evento que contou com a presença das presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner. E, no dia seguinte, participou do seminário Capitalismo nacional e integração regional, organizado pelo governo argentino na Grande Buenos Aires.

Paulo Skaf recebe o governador da Província de Buenos Aires, Daniel Scioli. Foto: Junior Ruiz

Skaf e Scioli conferem a iluminação especial da fachada do prédio da Fiesp: bandeira argentina. Foto: Junior Ruiz

Para encerrar o ano, Paulo Skaf recebeu, na sede da Fiesp, no início de dezembro, o governador da Província de Buenos Aires, Daniel Scioli. O visitante chegou com comitiva para reuniões com empresas brasileiras. Ao final da visita, Skaf convidou a todos para ver a Galeria de Arte Digital exposta na fachada do prédio da entidade, onde, em homenagem à comitiva, acenderam-se milhares de luzes reproduzindo a bandeira argentina.


Retrospectiva 2012 – Sucesso de público, Humanidade 2012 foi palco de discussões sobre sustentabilidade em paralelo à Rio+20

Agência Indusnet Fiesp

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Instalações do Humanidade 2012 no Forte de Copacabana. Foto: Helcio Nagamine

Mais de 210 mil pessoas passaram pela mais visível iniciativa paralela à Rio+20, o Humanidade 2012, resultado de uma realização conjunta da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal.

Idealizado com o objetivo de realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável, o espaço – amplamente elogiado pela imprensa brasileira –reuniu autoridades, especialistas e sociedade civil entre os dias 11 e 22 de junho.

Ao todo foram 49 eventos realizados, com 105 painéis temáticos e grupos de trabalho. A principal atração foi o circuito expositivo no Forte de Copacabana, um dos principais cartões postais da cidade do Rio de Janeiro.

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Paulo Skaf durante o Humanidade 2012. Foto: Divulgação

Na avaliação do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o evento superou as expectativas. “Nós vamos nos esforçar muito para que perdure esse astral que houve aqui durante esses 11 dias de exposição aberta ao público”, afirmou o presidente da Fiesp em entrevista coletiva.

Skaf publicou o artigo ‘Humanidade 2012’, no jornal Diário de S. Paulo, em que resume a visão da entidade sobre os desafios da humanidade com relação ao desenvolvimento sustentável.

A desigualdade é insustentável

Durante o Humanidade 2012, a Fiesp e a Firjan divulgaram o documento ‘A desigualdade é insustentável, com a  visão da indústria sobre os principais temas que envolvem o desenvolvimento sustentável. O documento  foi entregue à delegação brasileira que participou da Rio+20. As entidades declararam forte engajamento para tornar realidade, por meio de ações viáveis e concretas, a valorização da diversidade humana, equidade de gênero e a preservação da biodiversidade do Planeta.

Para ler o documento na íntegra, clique aqui. Para facilitar o acesso das delegações estrangeiras ao documento, a indústria produziu versões em três outros idiomas: inglês, francês e espanhol.

Exposição

Uma das atrações do Humanidade 2012 foi o circuito expositivo, composto por 16 espaços – entre eles, a vista panorâmica do alto do Forte de Copacabana. A exposição, gratuita, continha diversas salas, com ventilação e iluminação naturais e foi idealizada pela diretora e cenógrafa Bia Lessa.




Visitas ilustres

Diversas autoridades e personalidades passaram pelo Humanidade 2012. Veja aqui uma seleção de imagens de algumas dessas visitas.

Homenagem

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Gouvêa Vieira homenageia Skaf em agradecimento à parceria entre Fiesp e Firjan. Foto: Helcio Nagamine

O presidente do Sistema Firjan,  Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, homenageou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, com uma placa em agradecimento pela parceria e o esforço na realização do Humanidade 2012.

Resíduos sustentáveis

Localizada no próprio Forte de Copacabana, a Central de Triagem de Resíduos do Humanidade 2012 funcionou a todo vapor durante os 12 dias de evento e recolheu mais de cinco toneladas de resíduos gerados no evento, sendo cerca de três toneladas de material reciclável. No final, todo esse material, bem como o usado na estrutura, foi destinado para reaproveitamento.

Discussões em pauta

Alguns departamentos da Fiesp participaram do evento, promovendo encontros e debates. Veja o resumo:
Departamento do Meio Ambiente (DMA) – Entre os diversos painéis, debates sobre temas como governança da água, saneamento básico, mudança de clima e biodiversidade. Para acessar os links de todas as notícias, clique aqui.

Departamento de Infraestrutura (Deinfra) – Infraestrutura e sustentabilidade, energias renováveis, biocombustíveis para aviação, entre outros temas foram o foco dos painéis realizados. Para acessar os links de todas as notícias, clique aqui.

Departamento de Agronegócio (Deagro) – Autoridades e especialistas reunidas nos diversos painéis discutiram temas como segurança alimentar, agricultura tropical, entre outros. Para acessar os links de todas as notícias, clique aqui.

Comitê de Responsabilidade Social (Cores) – O “Fórum Equidade de Gênero – pressuposto para o desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza” abordou a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres nas empresas, instituições e organizações. Paulo Skaf propôs campanha para garantir creches a todas as mães que trabalham.

Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) – José Junior, da ONG carioca AfroReggae participou de um talk show no evento, a fim de debater sustentabilidade e transformação social.

Educação

Durante evento A Voz do Professor, Skaf destacou a importância dos professores. Além disso, o presidente da Fiesp e do Sesi-SP encontrou-se com alunos do Sesi/Senai-SP de Cruzeiro. O evento foi palco também da premiação da categoria escolar do concurso Heróis do Futuro, tendo como vencedor o Sesi Igaraçu do Tietê.

Agradecimento

Ao final do evento, a Fiesp e o Sistema Firjan publicaram um anúncio em alguns dos principais veículos impressos do país, em agradecimento aos mais de 200 mil visitantes que passaram pelo Humanidade 2012.


Números do Humanidade 2012

Dias de evento: 12
Horas: 156
Minutos: 9.360
Segundos: 561.600
Eventos realizados: 49
Painéis temáticos e reuniões de trabalho: 105
Colaboradores que trabalharam no projeto: 300
Pessoas que atuaram na produção: 1.200
Alunos de escolas do Sesi e Senai de SP e do RJ e de escolas públicas do RJ que visitaram o
Humanidade 2012: + de 10 mil


Skaf participa de 18ª Conferência Industrial Argentina, evento com presença de Dilma e Cristina Kirchner

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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O presidente da UIA, Jose Ignacio de Mendiguren e as presidentes Dilma Rousseff (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina). Foto: Junior Ruiz

Responsáveis por cerca de 70% do PIB da América do Sul, Brasil e Argentina tiveram na quarta-feira (27/11), em Los Cardales, a 60 kms de Buenos Aires, mais um passo de aproximação durante a 18ª Conferência Anual da União Industrial Argentina (UIA) – principal entidade representativa do setor no país vizinho.

Skaf participou da programação da manhã e do almoço de encerramento do evento, que reuniu as presidentes Dilma Rousseff (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina), ministros brasileros como Fernando Pimentel (do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil) e Antonio Patriota (Relações Exteriores) e diversas autoridades de primeiro escalão da República Argentina, além de lideranças empresariais.

Ao final do evento, as chefes do Executivo expressaram confiança mútua em aumentar a integração bilateral.

“Decidimos que vamos estabelecer mecanismos mais rápidos, políticas mais ativas de consulta, não tão protocolares”, anunciou a governante argentina, de acordo com o portal Terra.

“É necessária a integração de nossas estruturas produtivas para competir no mundo”, destacou a mandatária brasileira.

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Paulo Skaf e os ministros Julio de Vido e Debora Giorgi. Foto: Junior Ruiz

De acordo com análise do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, logo após o encontro, a sintonia exibida pelas presidentes Dilma e Cristina Kirchner mostra que está no caminho correto o trabalho desenvolvido pela entidade ao longo de 2012 no sentido de incrementar as  relações comerciais entre os dois países – a Fiesp tomou a iniciativa de promover três rodadas de negócios no Brasil em parceria com o governo argentino.

Outros encontros

No evento, o presidente da Fiesp e do Ciesp teve encontros com o ministro do Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços da Argentina, Julio de Vido, e com Debora Giorgi (ministra de Indústria da Argentina).

Também conversou com o presidente da UIA, Jose Ignacio de Mendiguren; com o Governador da Província de Buenos Aires, Daniel Osvaldo Scioli; e com o ministro da Produção, Ciência e Tecnologia da Província de Buenos Aires, Cristian Breitenstein.

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Paulo Skaf com o o presidente da UIA, Jose Ignacio de Mendiguren; o Governador da Província de Buenos Aires, Daniel Osvaldo Scioli; e o ministro da Produção, Ciência e Tecnologia da Província de Buenos Aires, Cristian Breitenstein. Foto: Junior Ruiz

Agenda

Skaf cumpre agenda na Argentina até sexta-feira (30/11).

Nesta quinta (29/11), é um dos convidados de evento que celebra os 80 anos da Federação Argentina de Indústrias Têxteis. No dia seguinte, participa do seminário “O capitalismo nacional e integração regional”, evento que tem a realização da Secretaria de Comércio Interior e da Associação de Fábricas Argentinas de Autocomponentes.

Brasil e Argentina devem manter agenda ‘rica e de alto nível’ no comércio exterior, afirma Paulo Skaf

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Recém-chegado de missão oficial em Paris, na França, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, encerrou a terceira rodada de negócios Brasil-Argentina deste ano com um breve pronunciamento ao lado do secretário de Estado do Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno.

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Paulo Skaf cumprimenta secretário de Estado do Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno. Na foto, ao fundo, o primeiro vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch; a secretária de Comércio Exterior da Argentina, Beatriz Paglieri (encoberta); e o embaixador da Argentina no Brasil, Luis María Kreckler. Foto: Junior Ruiz.


No discurso, frente a uma delegação de empresários argentinos dos setores farmacêutico, médico-hospitalar, de cosméticos e de produtos de limpeza, Skaf reiterou a importância de Brasil e Argentina estabelecerem uma agenda positiva em comum.

“Se nós não estivermos muito unidos, todos nós vamos perder. Nossa visão não pode ser curta, pequena, egoísta, pontual. Nós podemos ter pequenas divergências”, disse Skaf, lembrando que desentendimentos acontecem até mesmo entre familiares e amigos.

“Não são as pequenas divergências que devem separar povos como o brasileiro e o argentino; países vizinhos, parceiros do Mercosul, países que têm grande possibilidade de sinergia. Juntos nós podemos nos complementar”, prosseguiu o presidente de Fiesp e do Ciesp.

Crise na Europa

De acordo com Skaf, nem Brasil ou Argentina são capazes de resolver a situação econômica difícil que afeta países da Europa ocidental, mas podem cuidar de seus próprios problemas.

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Skaf: Brasil e Argentina têm que ser bons vizinhos. Foto: Junior Ruiz

“Podemos comprar, podemos vender, podemos investir mais para terceiros países, podemos empregar mais na Argentina, empregar mais no Brasil. Então, temos que ter agenda realmente rica e de alto nível nos nossos países. Para esta agenda não ficar na teoria, ficar na prática, é que os senhores estão aqui”, completou Skaf, sugerindo que eventuais diferenças devem ser enfrentadas com equilíbrio e sempre observando o interesse maior entre os países.

“Temos que ser bons vizinhos e estar mais bem preparados para enfrentar qualquer dificuldade e para invadir os outros mercados. Porque se não estivermos, eles que vão invadir – aliás, já têm invadido”, concluiu o presidente das entidades.

Outras rodadas

A rodada de negócios bilateral é a terceira realizada na Fiesp em 2012 – além de uma missão no mês de maio, Fiesp e governo argentino promoveram, em setembro, mais um encontro dedicado ao setor de autopeças.

‘Do lado do governo argentino estamos satisfeitos’, diz secretário argentino sobre relação comercial com o Brasil

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Embaixador argentino, Luis Kreckler, Vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, e Secretário argentino, Guillermo Moreno. Foto: Everton Amaro

Empresários brasileiros e argentinos se reuniram durante a manhã desta quinta-feira (08/10), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para discutir oportunidades no setor farmacêutico. A rodada de negócios promovida pela Fiesp é a terceira somente em 2012 e integra um esforço de aproximação bilateral para melhorar as relações comerciais entre os dois países.

“As relações comerciais entre Argentina e Brasil se solidificaram ao longo do ano. Do lado do governo argentino estamos satisfeitos”, avaliou o secretário de Estado do Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno.

Em junho deste ano autoridades brasileiras e argentinas se comprometeram a acelerar a concessão de licenças de importação dos produtos mais afetados pelas barreiras comerciais bilaterais.

Do lado argentino, firmou-se um compromisso para acelerar importações de produtos brasileiros como máquinas agrícolas, calçados, têxteis e outras mercadorias. Em contrapartida, o Brasil se comprometeu a facilitar importações de carros e alimentos argentinos.

Rodada de negócios

Segundo o embaixador Luis María Kreckler, foram conduzidas ao menos 340 entrevistas entre empresários brasileiros e argentinos durante a rodada de negócios na Fiesp.

“Logicamente, quanto mais temos reuniões desse tipo, mais vamos ter sinergia entre as empresas argentinas e brasileiras. Na última vez, o presidente da Fiesp [Paulo Skaf] disse que faltava aos empresários brasileiros e argentinos se conhecer mais. E esta é a melhor maneira: estar presente todos os meses, setor por setor, conhecer mais e intensificar a relação”, afirmou Kreckler.

O vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, também participou das conversações e afirmou  que a rodada “está sendo bem-sucedida dentro daquilo que esperávamos”.

Em menos de um ano, o setor de perfumaria e preparações cosméticas do Brasil se destacou entre as importações de produtos argentinos. Entre janeiro e setembro de 2012, importou US$ 182,1 milhões, valor superior em 9,9% ao importado durante o mesmo período de 2011.

Já nas exportações, o destaque foram os fabricantes de produtos de conservação e limpeza, setor que exportou US$ 105,2 milhões entre janeiro e setembro de 2012, o equivalente a um aumento de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.