Arbitragem deve ser vista como investimento pelas empresas, afirma especialista austríaco

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544884662

Dietmar Prager. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O impacto dos custos dos conflitos no âmbito empresarial e a importância de investimentos nas arbitragens corporativas foram os principais tópicos abordados por três especialistas: Dietmar Prager, Luciano Timm e Francisco Mussnich.

Eles participaram do painel “Visão econômica e empresarial da arbitragem”,  em evento promovido ao longo desta segunda-feira (27/05)  pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O especialista Eduardo Gonçalves presidiu o painel.

Prager afirmou que a arbitragem deve ser considerada pelas empresas como um investimento, apesar de dificuldades recentes que a prática passou a encarar nos últimos anos. “A arbitragem sempre foi um processo rápido, barato e eficaz. Mas nos últimos anos perdeu parte de suas características. Ainda assim é uma boa opção”, disse.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544884662

Luciano Timm. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo o advogado e professor Luciano Timm, a conveniência de recorrer à arbitragem não pode ser analisada apenas pelos custos. “A arbitragem está envolvida em contexto muito mais amplo, que envolve agilidade e facilidades interessantes aos envolvidos”, disse Timm.

Segundo o advogado, os custos da prática arbitral são baixos quando comparados aos arcados pelas empresas em longas batalhas jurídicas.

No fechamento do painel, outro advogado e professor, Francisco Mussnich fez uma breve exposição sobre a ingerência de julgadores em decisões administrativas.