Programa da Fiesp e do Ciesp ajuda empresas a alavancar negócios no setor de petróleo e gás

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Em suas primeiras viagens a Macaé (RJ), um dos principais polos de produção de petróleo no Brasil, o empresário Antonio Luiz Schiliró costumava ficar “na última fileira do ônibus”. Agora, mais envolvido na área, ele diz que já ocupa um lugar “no meio” do veículo. E o que é melhor: “na janela”. Parte desse entrosamento com o setor vem de sua participação nas atividades do Núcleo de Apoio à Gestão e Inovação – Petróleo e Gás (Nagi PG), iniciativa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Foi nas reuniões e treinamentos do Nagi que Schiliró identificou boas oportunidades para a empresa que dirige, a AR – Ar Condicionado e Engenharia, de São Paulo. A empresa integra sistemas de tratamento de ar e procura estar em mercados “onde o tratamento de ar é fundamental”, como é o caso do setor de petróleo e gás.

Assim, desde a participação num evento na Fiesp, em 2011, Schiliró viu uma expansão do trabalho da AR na área. “Já tínhamos uma atuação no setor, que agora ficou mais intensa”, diz. “Foi no evento da Fiesp, com a participação de um gerente da Petrobras que detalhou os caminhos para prestar serviços para a empresa, que nós nos organizamos nesse sentido”, explica.

Schiliró: “Já tínhamos uma atuação no setor, que agora ficou mais intensa”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Schiliró: “Já tínhamos uma atuação no setor, que agora ficou mais intensa”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Nessa linha, a AR se preparou para conseguir o chamado Certificado de Registro de Cadastro Corporativo (CRCC), exigido pela Petrobras aos seus fornecedores. “Esse é um mercado exigente, que pede dos profissionais uma visão internacional e requisitos como falar inglês fluentemente. É preciso ter agilidade”, conta.

Lá na Noruega

Dentro desse envolvimento, o empresário conta que, durante uma missão empresarial à Finlândia e à Noruega organizada pela Fiesp em 2012, fechou uma parceria com a empresa MKK, fabricante de equipamentos para ar condicionado, para a distribuição dos produtos da marca na América do Sul. “O mercado de petróleo é amplo. Cada plataforma é uma mini cidade. Sem falar que muitos campos de exploração precisam ser reformados para se adequar às normas atuais”, afirma Schiliró. “Ou seja, há oportunidades para todos e o futuro é promissor. Basta ter persistência”.

Como resultado de todas essas ações, os negócios do petróleo e do gás respondem hoje por 40% do faturamento da AR.

Consórcio informal

Schiliró não está sozinho no time dos empreendedores que viram suas empresas avançarem depois de participar das atividades do Nagi. Diretora executiva da Termodin, fabricante de equipamentos para ar condicionado com sede em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, Juliana de Araújo Pereira conta que trabalha com plataformas e refinarias desde 2003. Mas que foi depois de começar a participar das reuniões do Nagi, em 2013, que a empresa conseguiu o seu terceiro cliente de maior porte na área.

E isso não é tudo: durante a realização de uma das tarefas dos cursos oferecidos pelo Núcleo, surgiu a ideia de criação de um “consórcio informal” com seis empresas para trabalhar em conjunto na área de petróleo e gás. “Formamos uma equipe para atender necessidades do setor em serviços que vão de projetos à instalação”, explica Juliana. “Assim, podemos participar de cotações de preços em conjunto”, diz.

Juliana:  ideia de criação de um “consórcio informal” com seis empresas para trabalhar em conjunto. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Juliana: ideia de criação de um “consórcio informal” para trabalhar em conjunto. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

De acordo com a executiva, fez toda a diferença ter participado do Nagi. “Isso ampliou o nosso portfólio de oportunidades”, explica. “É fundamental buscar fazer novos contatos, formar uma rede”, diz. “Éramos empresas que frequentavam os mesmos eventos e não se conheciam. O Nagi nos fez estreitar a relação”.

Hoje, o setor de petróleo e gás é responsável por 10% dos negócios da Termodin. “A nossa meta é aumentar esse percentual para 15% em cinco anos”.

E tem mais: foi depois de ganhar mais espaço no setor que a empresa viu seu crescimento médio anual decolar. “Vínhamos crescendo entre 3% e 5% ao ano”, afirma Juliana. “Depois dos investimentos em petróleo e gás, essa média passou a ser de 10%, com um pico de 70% em 2010”, conta.

Próximo evento 

Ficou com vontade de participar das atividades do Nagi? Então fique atento ao próximo evento do núcleo executado pelo Comitê da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás (Competro) da Fiesp para o setor.

Trata-se do seminário “As Oportunidades do Pré-Sal: Como Participar Deste Mercado?”, a ser realizado no dia 26 de novembro, das 8h às 12h, na Rua Padre Camargo Lacerda 37, Vila Andrade Neves, em Campinas.

Para mais informações, só clicar aqui.