Preparador físico do Sesi-SP ressalta importância do aquecimento antes dos jogos

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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A oposta Ivna durante processo de alongamento. Foto: Caio Lopes/Fiesp

Quem assiste a uma partida de vôlei e vê os atletas fazendo alongamento e aquecimento antes do início de uma partida pode não ter ideia da influência que essas atividades físicas têm na hora do jogo. Ou, talvez, desconhecer que existe um planejamento por trás daqueles movimentos ensaiados sob a supervisão de preparadores físicos.

De acordo com Sérgio Mançan, preparador físico da equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o aquecimento é fundamental para que o atleta possa entrar “no clima” do jogo.

O profissional explica que o aquecimento do time feminino do Sesi-SP é estruturado em fases. Tudo para deixar os jogadores no ponto certo para atingirem o melhor de suas habilidades técnicas na hora do jogo.

“45 minutos antes do início do jogo, a equipe entra em quadra para alongamentos individuais, acompanhado de perto por um fisioterapeuta e um preparador físico”, conta Mançan.

Após 12 minuto de exercícios específicos, os atletas começam a caminhar pela quadra e então vão aumentando a intensidade dos deslocamentos, com mudanças de direção e saltos. Os atletas então realizam saltos de bloqueio, preparando o corpo para os esforços que virão em seguida com a partida iniciada.

“Até esse momento do aquecimento, as movimentações acontecem sem contato com a bola de vôlei”, explica Mançan.
Com bola, os atletas praticam toque, manchetes, levantamentos, ataques e defesas. “São cerca de 10 minutos de prática direta com a bola”.

Após o sorteio que define qual equipe começa sacando e de qual lado da quadra a partida será iniciada, começa o aquecimento na rede. “O aquecimento na rede é breve, demora por volta de dez minutos. Sendo quatro deles para ataques na entrada da rede, quatro minutos de saída de rede e dois minutos para saque”.

Mançan destaca que os métodos utilizados pelas equipes do Sesi-SP são tradicionais. “Claro que um bom aquecimento ajuda, mas o que vai fazer a diferença será realmente o que foi treinado durante os dias que antecedem as partidas”, opina.

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Tricampeão da São Silvestre se aqueceu no Prédio da Fiesp

Emilse Bentson, Agência Indusnet Fiesp

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Marilson Gomes dos Santos se prepara para a largada no prédio da Fiesp, observado ao fundo pela mulher Juliana. Depois, comemora o título de tricampeão ao lado da queniana Alice Timbilili, vencedora da prova feminina

Pouco antes de largar para sua terceira vitória (44min04s) na corrida de São Silvestre no último dia 31 de dezembro de 2010 – ele venceu também em 2003 e 2005 –, o brasiliense Marilson dos Santos cumpriu um ritual que já dura quatro anos: fazer seu último aquecimento numa área reservada do prédio da Fiesp. “Eu dispenso o hotel oferecido pela organização para ficar aqui porque já estou acostumado e sei que dá certo”, disse.

Sereno e confiante, o maratonista não escondia a expectativa também com outro evento importantíssimo de sua vida, previsto para fevereiro: a chegada de Miguel, do primeiro filho dele com a mulher Juliana Paula Gomes dos Santos, recordista brasileira da prova de 1,5 km, realizada em 2010 no Ibero-Americano de San Fernando, na Espanha.

Grávida de oito meses, ela não pôde competir na São Silvestre deste ano, mas fez questão de dar apoio ao marido o tempo todo. No final, o tricampeão brasileiro dedicou seu título a “Miguelzinho”, como já começou a chamar o filho.