Cerca de 40% consideram ‘ruim’ sua situação financeira no 1º semestre, aponta estudo Fiesp/Ciesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Ao comparar o primeiro semestre de 2012 com o mesmo período de 2011, os cerca de 1.000 entrevistados pela Federação das Indústrias do Estado e São Paulo (Fiesp) se mostraram mais pessimistas, principalmente com relação a renda, emprego e consumo.

A pesquisa Pulso Brasil Fiesp/Ciesp, realizada em âmbito nacional pelo Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) entidade, revelou que 42% dos entrevistados consideraram a situação de dinheiro ruim e muito ruim, nos primeiros seis meses de 2012. No ano passado, no entanto, 20% consideraram sua situação financeira ruim e muito ruim em relação ao mesmo período de 2010.

Comparando o primeiro semestre de 2012 com os seis primeiros meses de 2011, apenas 22% dos consultados julgaram sua situação de dinheiro melhor do que no ano anterior. Em contrapartida, em 2011, o número de satisfeitos chegava a 41% em relação a 2010.

Consequentemente, a percepção da população com relação ao consumo também piorou. O levantamento apurou que 18% dos entrevistados durante o primeiro semestre deste ano consideraram a situação para as compras mais favorável do que no mesmo período do ano anterior. Já em 2011, 47% avaliaram a situação de compras melhor do que nos primeiros seis meses de 2010.

Emprego

De acordo com a apuração do Depecon, 21% dos consultados no país analisaram positivamente o mercado de trabalho no primeiro semestre de 2012 ante igual período de 2012 – variação bem inferior, comparada aos dados do primeiro semestre de 2011, quando 48% dos entrevistados afirmaram que a situação de emprego estava boa e muito boa.

O quadro de emprego confirma a inversão de resultados da pesquisa. Em 2011, apenas 15% dos consultados consideraram o mercado de trabalho rui e muito ruim, enquanto que neste ano a cifra aumentou para 47%.

Política e Economia

A pesquisa Pulso Brasil também avaliou a perspectiva dos entrevistados para política e com o cenário econômico no segundo semestre de 2012.
Segundo o levantamento, 35% esperam que a política no segundo semestre do ano será ruim e muito ruim, enquanto 23% alimentam perspectivas boas e muito boas para os próximos meses do ano.

Em 2011, 18% mantinham expectativas ruins e muito ruins em relação à política no segundo semestre do ano passado, mas 43% tinham perspectivas boas e muito boas para o último semestre.

Com relação à economia do país, 15% estão otimistas com o segundo semestre. Na contramão, os pessimistas correspondem a 45% dos entrevistados. No ano passado, aconteceu o inverso: 44% estavam otimistas com o segundo semestre de 2011 e 14% mantinham perspectivas ruins e muitos ruins.

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