Fiesp anuncia vencedores da 5ª edição do Hackathon

Agência Indusnet Fiesp

“Cada dia mais o que faz diferença é o que se inova”, disse o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, pouco antes do anúncio, nesta segunda-feira (17/10) dos vencedores da 5º edição do Hackathon. Skaf destacou também a contribuição que os participantes podem dar para a sociedade.

Além de um tablet para cada integrante das quatro equipes vencedoras, o prêmio inclui a aceleração dos projetos pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF). Para os outros 26 finalistas, Skaf sugeriu apoio na divulgação.

Esta edição teve como tema Hackathon Maker: Internet das Coisas, Protótipos e Indústria 4.0. No evento, que começou no sábado (15) e virou a madrugada de domingo (16), os competidores tiveram que desenvolver sistemas com soluções na área de Mashups (como combinar diversos dispositivos em um para estimular a conectividade e a praticidade no dia a dia das pessoas?), Equipamentos urbanos (no futuro as cidades serão inteligentes. Como os equipamentos urbanos podem se comunicar com seus usuários?) e Wearables (as mudanças no setor vestuário: novas tecnologias e usabilidades para roupas e acessórios).

Em Mashups, a equipe vencedora foi a Greenbox, fomada por Wilder Roberto Ramos Pereira, Daniel Garcia de Oliveira, Kesia Ventura, Jean Pierre Ferreira da Silva e Julio Cesar dos Santos. O projeto é o de uma plataforma para educar e ajudar a criar um jeito seguro e interativo de usar tecnologia a favor da educação, trazendo para o mundo real elementos de jogos virtuais.

Em Equipamentos Urbanos, venceu a Smart Health, integrada por  João Paulo Varandas, Alison Pedro, Guilherme Ribeiro, Rogério Lima e Dabbie Olivieri. Eles criaram aplicativo para agilizar o atendimento em hospitais, auxiliar na classificação correta de atendimentos emergenciais em pronto socorro, reduzir risco por contaminação na sala de espera e melhorar gradativamente a qualidade do atendimento por meio de inteligência cognitiva.

Na categoria Wearables, a Spider Sense, de Thiago Juca, André Luiz Marcolino, Hugo Tanaka, Luiz Junqueira e Jefferson Silva Luciano, desenvolveu uma solução para deficientes visuais, com um produto intuitivo e tecnológico que auxilia em sua mobilidade e busca lhes dar mais segurança, autonomia e autogestão.

A Menção Honrosa (Escolha dos Investidores) foi para a equipe Eleven, com um aplicativo que transforma em doações para instituições de caridade o deslocamento – como as corridas – de seus usuários, desenvolvido com inspiração num problema de saúde de um dos desenvolvedores. A equipe foi formada por Eduardo Vogel, Hiago Lopes, Vitor Amado, Eduardo Araujo e Fernando Setti.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540088981

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, durante a premiação do 5º Hackathon. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Fiesp prorroga inscrições para a 5ª edição de seu Hackathon

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê Acelera Fiesp (CAF) estendeu para 10 de outubro o período de inscrição para a 5ª edição do Hackathon, maratona hacker que será realizada nos dias 15, 16 e 17 de outubro. O desafio é criar um aplicativo para dispositivos móveis com código aberto com a temática Hackathon Maker: Internet das Coisas, Protótipos e Indústria 4.0. Os competidores deverão desenvolver um sistema que solucionará problemas na área de Mashupscomo combinar diversos dispositivos em um para estimular a conectividade e a praticidade no dia a dia das pessoas? –, Equipamentos urbanos – no futuro as cidades serão inteligentes, como os equipamentos urbanos podem se comunicar com seus usuários? -, e Wearablesas mudanças no setor vestuário: novas tecnologias e usabilidades para roupas e acessórios.

Ao todo serão três dias de programação e podem participar programadores, designers, hackers e cientistas da computação. “O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor dos participantes”, diz o diretor titular do CAF, Sylvio Gomide.

Os grupos poderão ter 5 membros, sendo 2 programadores ou desenvolvedores, 1 designer, 1 profissional de comunicação e 1 visionário, de acordo com o site oficial. Os participantes que apresentarem a melhor solução móvel poderão participar da 9ª edição do Concurso Acelera Startup da Fiesp (mais detalhes da premiação no regulamento).

O Hackathon tem finalidade exclusivamente cultural, visando a reconhecer e divulgar as soluções tecnológicas desenvolvidas que tenham potencial inovador, estimulando a difusão do tema no meio empresarial, sem caráter comercial.

O evento acontecerá no edifício-sede da Fiesp, na Avenida Paulista, 1313, em frente à estação Trianon-Masp. O credenciamento começa às 8h da manhã do sábado, 15, e a maratona vai até domingo, 16, às 18h. Na segunda-feira, 17, haverá apresentações dos projetos a partir das 17h, e os ganhadores serão anunciados às 21h.

Se tiver interesse, as inscrições foram prorrogadas até o dia 10 de outubro e vale a pena correr para o site e registrar. Para mais informações sobre o regulamento, não deixe de conferir o site oficial http://hotsite.fiesp.com.br/hackathon.


SERVIÇO

Hackathon

Data: 15, 16 e 17 de outubro

Horário: das 8h do dia 15/10 às 18h do dia 16/10 e dia 17/10 das 17h às 21h.

Local: Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp

Anatel defende OTTs e propõe desregulamentação nas operadoras

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou, nesta quinta-feira (24/3), que não consegue imaginar uma regulamentação para as OTTs (Over-The-Top) – promovedoras de conteúdo digital e aplicativos, como Netflix e Whatsapp, por exemplo. “Não há uma fundamentação técnica para isso. Faz mais sentido promover uma desregulamentação das operadoras, sem haver um retrocesso adquirido pelo consumidor”, disse Carlos Baigorri, superintendente de competição da Anatel. A declaração foi dada durante o workshop “O novo comportamento dos usuários frente aos serviços inovadores da internet”, do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra).

As OTTs tornaram-se essenciais, conquistando diariamente milhares de usuários e exigindo acessos de banda larga com velocidade cada vez maior, gerando, assim, um aumento significativo de tráfego de dados na rede. Diante disso, as operadoras de telecomunicações têm questionado a competição desigual das provedoras de aplicativos. Segundo Baigorri, há pedidos por parte das operadoras de criar um ambiente justo, já que há competição nele.

O superintendente explicou que quando as OTTs surgem, a tecnologia por trás delas elimina as barreiras de entrada no setor e acaba com a justificativa para a regulamentação. Ele destacou que a inovação delas não vem do processo produtivo, mas dos modelos de negócios. “O Uber não inventou o carro e nem o motorista, inventou um novo modelo de negócios. Precisamos estar atentos para garantir a conquistas dos consumidores e entender que tem indústria por trás, onde todos estão atuando com foco no resultado econômico”, falou.

Presente no evento, Gilberto Sotto Mayor, diretor de regulação da NET Serviços de Comunicação, defendeu normas para ambos os lados. “Serviços similares têm que ter regras similares”, disse. O diretor deu um panorama da atuação da Claro e Net no Brasil e alertou sobre a pouca atividade que as OTTs têm no país. “Não tenho nada contra, mas eles não investem, não empregam. Nós pagamos R$ 12 bilhões de impostos, em 2015. Geramos mais de 45 mil empregos diretos e 82 mil indiretos”, destacou.

Sotto explicou também que as teles investem bilhões na construção da rede de banda larga no país, ao contrário das provedoras. “As OTTs trafegam em cima dessa rede que construímos. Por um lado é bom porque faz o setor girar, por outro lado é ruim, pois se essa rede entupir e arrebentar, quem paga a conta?”, questionou. Na visão dele, para o setor avançar é preciso desregulamentar o setor de telecomunicações, analisar essas assimetrias dentro da estrutura regulatória da Anatel PGMC (Plano Geral de Competição) incluindo serviços OTT na análise competitiva e mudar a estrutura legal e regulatória para que os mesmos serviços (teles e OTTs) tenham as mesmas regras e a mesma carga tributária. “Todo o peso regulatório recai sobre as prestadoras de telecom, que são hoje sobrerreguladas”, completou.

João Moura, presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), também participou do encontro e também defende a desregulamentação das operadoras. “Entendo que a solução para este cenário não é regulamentar ou impor impostos as OTTs, mas sim diminuir a regulamentação e as taxas sobre os serviços de telecom, atraindo o consumidor a voltar a utilizá-los.” O mercado, disse, vai se ajustar de acordo com a preferência do cliente.

Moura também acredita que é preciso haver união entre operadoras e provedoras. “As teles não podem discriminar nem escolher que serviços podem usar sua rede, portanto precisam conviver harmonicamente com seus hóspedes”, disse. Segundo ele a gratuidade também é um fator perturbador. “Quando o serviço não é cobrado do usuário, toda a percepção de valor dele se altera, inclusive de qualidade. Se fizermos uma ligação e não completar, reclamaremos, mas se a mensagem no Whatsapp não chegar, a tendência é sermos condescendentes e compreensivos com aquele elemento”, explicou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540088981

Mesa do workshop “O novo comportamento dos usuários frente aos serviços inovadores da internet”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ao analisar suspensão do WhatsApp, diretor da Fiesp vê risco à economia digital

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Para Paulo Vainzof, diretor do Departamento de Segurança da Fiesp (Deseg), a decisão de suspender os serviços do WhatsApp no Brasil, tomada no dia 17 de dezembro, foi desproporcional, trazendo riscos à economia digital diante da insegurança jurídica gerada. “Os serviços de aplicações são extremamente importantes para a vida pessoal e profissional da população brasileira, mas é bom lembrar que se o WhatsApp presta serviços aos brasileiros, explorando o nosso mercado, deve respeitar a legislação e as ordens judiciais daqui”, diz.

Para Vainzof, apesar de o Facebook alegar não ter representação do WhatsApp no Brasil, sendo suas operações separadas na prática e legalmente, outros casos semelhantes são exemplos de que o argumento pode ser derrubado.

O diretor explica que no passado Google Brasil (sobre Orkut e YouTube), Microsoft Brasil (sobre a Microsoft) e Facebook Brasil (sobre o Facebook) alegavam não ter legitimidade para receber e cumprir determinações judiciais brasileiras sobre esses “braços” digitais, mas atualmente seguem essas leis, em parceria com os servidores internacionais Google Inc., Microsoft Inc., e Facebook Inc. “O WhatsApp, por mais que alegue ser empresa autônoma, faz parte de um grupo econômico que tem sede no nosso país, portanto, deve o Facebook Brasil, sim, receber e cumprir as determinações judiciais brasileiras, direcionadas à rede de mensagens.”

De acordo com Vainzof, para os serviços de aplicações que não têm sede no Brasil, diante da morosidade e burocracia do Mutual Legal Assistance Treaty (MLAT) –  tratado de assistência jurídica mútua entre dois ou mais países – é preciso buscar novos acordos internacionais. “Temos de criar ferramentas eficazes, multilaterais, que possibilitem a troca rápida de informações visando à prevenção e investigação de ilícitos cibernéticos, não apenas na esfera criminal, mas também na cível”, conclui Rony Vainzof.

Seminário na Fiesp aborda segurança tecnológica e jurídica de serviços digitais

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp promove no dia 24 de agosto, das 8h às 13h, o seminário “Riscos à Economia Digital, Mobilidade Urbana e Segurança Cibernética”. Realizado pelo Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp, em parceria com o Comitê Acelera Fiesp (CAF), o evento reunirá especialistas para discutir a livre concorrência, a defesa do consumidor e a segurança na utilização de serviços digitais inovadores e práticos. Um exemplo está nos aplicativos de celulares, que facilitam ações do dia a dia, como chamar um táxi, mas que se geram polêmica devido a questões legais.

Para o diretor do Deseg Rony Vainzof, “é impossível não se render às facilidades, mas é preciso que, junto com a inovação venham as seguranças jurídica e tecnológica necessárias para mitigar riscos aos usuários”.

No painel “Economia compartilhada, mobilidade urbana e meios de transporte”, participam o promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios Frederico Meinberg Ceroy e o procurador-chefe do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Victor Santos Rufino.

Além disso, está confirmada a presença do vereador José Police Neto (PSD) – único voto contrário ao projeto que proíbe o uso de aplicativos como o Uber –, que apresentou na Câmara Municipal de São Paulo o Projeto de Lei 421/2015, que trata do compartilhamento de automóveis.

Para as apresentações durante o painel “Proibições de aplicações de Internet no Brasil e o Marco Civil” estão confirmados o diretor do Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio de Janeiro (RJ), Carlos Affonso Souza, o coordenador do Grupo de Trabalho em Direito e Inovação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Alexandre Pacheco da Silva, e o mestre em Direito e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Caio César Lima,

O tema “Privacidade e Segurança Cibernética” também tem espaço reservado no evento e será discutido por Melissa Blagitz, procuradora da República de São Paulo, responsável pelo grupo de combate aos crimes cibernéticos, Danilo Doneda, consultor do Ministério da Justiça, e Renato Opice Blum, professor de Direito Digital do Insper.

Clique aqui para ver a programação completa e fazer sua inscrição.

Fiesp realiza quarta edição da maratona de desenvolvimento de aplicativos Hackathon

Você abriria a porta da sua casa para um estranho? Deixaria essa pessoa que você nunca viu dormir na sua cama? Depois disso tudo, entregar o carro não é problema, né? Pode até parecer estranho, mas tem muita gente ganhando dinheiro assim. Uma prática comercial mais consciente que possibilita o acesso a bens e serviços sem que haja necessariamente aquisição de um produto ou troca monetária entre as partes envolvidas neste processo.

Compartilhar, emprestar, alugar e trocar substituem o verbo comprar no consumo colaborativo. Uma tendência, que segundo economistas, vai movimentar uma fortuna correspondente a quase R$ 1 trilhão nos próximos anos.

Pensando na importância do tema para a sociedade, o Comitê Acelera Fiesp (CAF) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promove a 4ª edição do Hackathon, uma maratona hacker, nos dias 22, 23 e 24 de agosto. O desafio é desenvolver uma solução tecnológica relacionada à Economia Compartilhada/Colaborativa, em uma das três categorias: consumidor final, cadeia produtiva e social.

Ao todo serão três dias de programação. Podem participar da disputa programadores, designers, hackers e cientistas da computação. “O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor dos participantes”, diz o diretor-titular do CAF Sylvio Gomide.

Os grupos poderão ter cinco membros, sendo dois programadores ou desenvolvedores, um designer, um profissional de comunicação e um visionário, de acordo com o site oficial. Os participantes que apresentarem a melhor solução móvel poderão participar da 7ª edição Concurso Acelera Startup da Fiesp, que ocorrerá em novembro de 2015.

O Hackathon tem finalidade exclusivamente cultural, visando reconhecer e divulgar as soluções tecnológicas desenvolvidas que tenham potencial inovador, estimulando a difusão do tema no meio empresarial, sem caráter comercial.

O evento acontecerá no edifício-sede da Fiesp, na Avenida Paulista, 1313, em frente à estação Trianon-Masp. O credenciamento começa às 8h da manhã do sábado, 22, e a maratona vai até domingo, 23. Na segunda-feira, 24, haverá espaço para mentorias, articulação com investidores e palestras sobre inovação, tecnologia e empreendedorismo. As apresentações dos finalistas começam às 19h, e os ganhadores serão anunciados às 20h30.

Para mais informações sobre o regulamento, não deixe de conferir o site oficial http://hotsite.fiesp.com.br/hackathon .

Programação:

22 de agosto – Sábado

8h – Credenciamento

10h – Boas-vindas – Abertura

Sylvio Gomide – Diretor-Titular do CAF / FIESP

Cristiano Miano – Membro do CAF / FIESP

10h20 – Palestra / Painel “Economia Compartilhada e Colaborativa”

11h30 – Separação das equipes

12h – Brainstorming

13h – Almoço

14h – Wrap-up – Início da programação

21h30 – Jantar

23h – Utilização das barracas / Acampamento


23 de agosto – Domingo

7h – Café da manhã

8h – Wrap-up – Continuação da programação

13h – Almoço

14h – Início da análise de validação das soluções tecnológicas desenvolvidas

16h – Finalização da validação das soluções tecnológicas desenvolvidas

16h30 – Apresentação dos pitches aos jurados

18h – Encerramento das atividades do final de semana. Retorno dos participantes no dia 24 de Agosto, 2ª feira


24 de agosto – 2ª feira

14h – Relacionamento com investidores e mentores

16h30 – Acampamento criativo – Um bate-papo com inovadores do setor tecnológico

18h30 – Abertura da cerimônia de premiação e apresentação dos pitches dos finalistas

19h45 – Entrega da premiação

20h – Palestra do Gabriel O Pensador

21h30 – Encerramento

Sylvio Gomide – Diretor-Titular do CAF / FIESP

Cristiano Miano – Membro do CAF / FIESP

22h Coquetel de encerramento


SERVIÇO

4º Hackathon

Data: 22, 23 e 24 de agosto

Horário: das 8h do dia 22/08 às 18h do dia 23/08 e dia 24/08 das 14h às 22h

Local: Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp

Maratona de desenvolvimento de aplicativos Hackathon aceita inscrições até esta terça-feira

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Termina nesta terça-feira (18/8) o prazo para inscrição na 4ª edição do Hackathon, maratona hacker promovida pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF) da Fiesp. O desafio é desenvolver em dois dias uma solução tecnológica relacionada à Economia Compartilhada/Colaborativa, em uma das três categorias: consumidor final, cadeia produtiva e social.

Ao todo serão três dias de programação. Podem participar programadores, designers, hackers e cientistas da computação. “O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor dos participantes”, diz o diretor-titular do CAF Sylvio Gomide.

Os grupos poderão ter cinco membros, sendo dois programadores ou desenvolvedores, um designer, um profissional de comunicação e um visionário, de acordo com o site oficial. Os participantes que apresentarem a melhor solução móvel poderão participar da 7ª edição do Concurso Acelera Startup da Fiesp, em novembro de 2015.

O Hackathon tem finalidade exclusivamente cultural, visando reconhecer e divulgar as soluções tecnológicas desenvolvidas que tenham potencial inovador, estimulando a difusão do tema no meio empresarial, sem caráter comercial.

O evento acontecerá no edifício-sede da Fiesp, na Avenida Paulista, 1313, em frente à estação Trianon-Masp. O credenciamento começa às 8h de sábado, 22 de agosto, e a maratona vai até domingo, 23. Na segunda-feira, 24, haverá espaço para mentorias, articulação com investidores e palestra sobre inovação, tecnologia e empreendedorismo. As apresentações dos finalistas começam às 19h, e os ganhadores serão anunciados às 20h30.

Mais informações sobre o regulamento no site oficial http://hotsite.fiesp.com.br/hackathon .

SERVIÇO

4º Hackathon

Data: 22, 23 e 24 de agosto

Horário: das 8h do dia 22/08 às 18h do dia 23/08 e dia 24/08 das 14h às 22h

Local: Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp

Esquenta do Hackathon tem orientações e dicas para desenvolvimento de soluções tecnológicas

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“Toda inovação só vem do improvável. A inovação nunca sai do provável”, disse Lala Deheinzelin, especialista em economia criativa e desenvolvimento, durante o 1º Esquenta do Hackathon, evento preparatório para a 4ª edição da maratona de desenvolvimento de aplicativos que acontece nos dias 22 e 23 de agosto, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na análise de Lala, o futuro chega cada vez mais rápido. “É fundamental trabalharmos a partir do tangível. Quem está fazendo o que realmente funciona é porque está trabalhando em escala exponencial. Isso funciona e dá resultado”, aconselhou.

Segundo a especialista, todo mundo está atrás desta combinação, como é o caso de todos que participam do Hackathon. “Uma das dificuldades é estudar os fluxos separados. Estamos tentando estudar os fluxos juntos. Se conseguirem criar um aplicativo com os fluxos juntos, vai dar certo.  Todas as coisas juntas precisam fazer sentido, como é o caso da economia criativa e compartilhada.”

Lua é brasileira

Fábio Mascarenhas, um dos mantenedores da linguagem de programação Lua – contribuição relevante do Brasil no campo da ciência de computação – apresentou o conceito do projeto Lua e sua paternidade. Orgulhoso, Mascarenhas disse que a Lua é inteiramente projetada, implementada e desenvolvida no Brasil, por uma equipe na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

“Embora Lua não seja uma linguagem puramente orientada a objetos, ela fornece metamecanismos para a implementação de classes e herança. Os metamecanismos de Lua trazem uma economia de conceitos e mantêm a linguagem pequena, ao mesmo tempo que permitem que a semântica seja estendida de maneiras não convencionais”, explicou.


Imagem relacionada a matéria - Id: 1540088981

1º Esquenta do Hackathon, maratona de criação de aplicativos. Foto: Everton Amaro/Fiesp.


Por se tratar de um software livre de código aberto, a Lua pode ser usada para qualquer propósito, incluindo comercial, sem custo.

Construindo startups globais

“Temos um problema muito complexo no índice de inovação, ocupando o 57º lugar no ranking. Só saímos da 123ª posição pelo tamanho do nosso mercado”, enfatizou a fundadora e CEO da Innoveur Consulting, Ana Carolina Merighe.

“O lado ruim do mercado grande é achar que conseguimos nos sustentar por isso. Mas com a globalização, se a gente não inovar não vai ganhar mercado”, afirmou. De acordo com Merighe, nos momentos de crise estão as melhores oportunidades. “É quando as pessoas ficam mais flexíveis a aceitar novas soluções, a ‘trocar o dinheiro de mão’. No entanto, primeiro temos que achar a solução a partir de uma demanda”, disse.

“Foi bem neste momento da crise de 2008 a 2010 que 78% dos ‘unicórnios’ foram estabelecidos e 35% foram fundados. Exatamente no momento de crise. Isso significa que o momento é também uma grande oportunidade.”

Ameaça no mundo mobile

Marcelo Lau, especialista em cibersegurança e crimes eletrônicos, falou sobre as ameaças ao instalar programas no celular. “As pessoas ainda não se deram conta que os dados de cartão de crédito são roubados das conversas no WhatsA app e mídias sociais.”

“O Brasil lidera o ranking no mundo de mais afetado por ataques virtuais. Além disso, também devem aumentar os índices de ameaçar cibernéticas no país. No primeiro trimestre surgiram mais de 150 mil programas maliciosos.”

Um exemplo são os aplicativos de mapas, com os quais as pessoas se comunicam e que revelam detalhes de um perfil. “Dentro do celular tem segredos de vida e de morte, tomem cuidado”, aconselhou.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, encerrou o evento reforçando a importância de investir no Brasil. “Mesmo com todos os problemas políticos e econômicos que estamos enfrentando, não podemos desistir do Brasil. Pode demorar, mas vamos conseguir. Este é um momento de crise, mas também de oportunidade para inovar”, concluiu.

Disputa de criação de aplicativos da Fiesp inclui necessidades da indústria automotiva

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540088981

Sylvio Gomide, do CJE, em abertura do terceiro Hackathon: "mais de 500 participantes dispensa comentários". Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Centenas de programadores, designers e empreendedores vão passar as próximas 24h criando aplicativos para melhorar o cotidiano das áreas da saúde, educação e segurança pública na terceira edição do Hackathon, torneio organizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A disputa, que se diferencia por montar equipes multidisciplinares (programador, designer e empreendedor), já rendeu frutos. Manoel Neto é um dos criadores do Heroes, aplicativo para tablets e smartphones que facilita a doação de sangue, e, além de ter recebido apoio da Cruz Vermelha e da Fundação Pró-Sangue, deve se reunir com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, na próxima semana para apresentar o projeto, que venceu a edição do primeiro semestre deste ano.

“O próximo passo agora é sentar com o ministro e transformar esse aplicativo num projeto nacional, ou seja, já impactou na indústria [de saúde]”, comentou o diretor do CJE, Sylvio Gomide, antes da abertura do terceiro Hackathon neste fim de semana.

Neto é presidente da ONG Instituto Colabore, criada em 2013 para atender demandas do terceiro setor. Foi a primeira vez que ele participou de uma disputa como o Hackathon.

“É fantástico. A Fiesp inovou com o modelo de equipe multidisciplinar porque a partir daí já pode sair uma startup, por exemplo”, contou o vencedor. “Vamos lançar esse aplicativo aqui na Fiesp com a presença do ministro da saúde”, completou ao acrescentar que a ONG tem “vários aplicativos desenhados”.

Neto participa dessa edição do Hackathon não mais como competidor, mas como organizador do evento.

Indústria automotiva

A novidade do Hackathon neste semestre é a inclusão da categoria de aplicativos para a indústria automotiva. Os competidores, separados em grupos de cinco, devem idealizar e desenvolver plataformas de conectividade do motorista com o seu carro.

“Durante 24h, os participantes podem criar um aplicativo para, por exemplo, alterar a segurança ou o tempo de trânsito e como isso vai conversar como carro”, explicou Gomide, do CJE.

Em uma breve apresentação sobre veículos conectados durante a abertura do Hackathon, Paulo Carvalho Diniz Júnior, engenheiro da Renault, afirmou que a próxima grande evolução do setor serão os carros com conectividade.

Uma das dicas que Júnior deixou para os competidores é a da flexibilidade, que segundo ele “é essencial porque não temos como conseguir uma coisa mais perene pensando só na tecnologia de hoje”. O engenheiro também é um dos mentores que vão auxiliar os criadores de aplicativos até este domingo.

Hackathon em números

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540088981

Competidores ouvem Avi Alkalay, da IBM, em terceira edição do Hackathon. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Questionado sobre a evolução da disputa que teve sua primeira edição em meados de 2013, Gomide preferiu mostrar a trajetória do Hackathon em números.

“A primeira [edição] foi no segundo semestre do ano passado e tivemos 35 inscritos. Na segunda foram 250 participantes e nessa edição, entre hoje e amanhã aqui na Fiesp, serão 500 participantes entre programadores, designers, promotores, criadores de aplicativos e também empreendedores que dão o seu pitaco”, calculou Gomide.

Ele destaca ainda a importância da participação de um empreendedor no processo de criação do aplicativo. “Não adianta ter um cara de programa, outro de desenho, se isso não tem venda, se não há alguém de empresa com visão de negócio”, completou.

Os participantes vão passar o fim de semana desenvolvendo suas ideias e as transformando em aplicativos. Barracas serão instaladas nas dependências da sede da Fiesp para abrigar os mais cansados.

Na manhã deste sábado os competidores receberam dicas em um bate-papo com profissionais como o engenheiro Paulo Carvalho Diniz Júnior, da Renault, Avi Alkalay, da IBM Brasil, e Luís Leão, do Google.

“Isso que estamos envolvidos aqui gera tecnologia e é um fator estratégico para qualquer empresa, lembrem sempre disso”, disse Alkalay, da IBM aos competidores.

Neste domingo (21/09) serão conhecidos os grupos vencedores. Os melhores aplicativos são escolhidos por uma mesa julgadora que avalia a funcionalidade, viabilidade de mercado e outros aspectos da plataforma.

Todo feedback é importante, diz executiva do Google em preparatório para o Hackathon

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

“Todo o feedback é importante, mesmo ser for frustrante”, opinou a executiva responsável pela área de design de experiências do usuário do Google, Laura Garcia, durante o “1º Esquenta dos Gurus”, evento preparatório para a 3ª edição do Hackathon, maratona de desenvolvimento de aplicativos que acontece nos dias 20 e 21 de setembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

O encontro prévio, realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da federação na noite desta terça-feira (26/08), reuniu profissionais de comunicação e tecnologia, que compartilharam orientações e dicas para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras.

Durante a sua participação, Laura também chamou a atenção dos presentes para a importância de saber exatamente aquilo que está sendo vendido aos possíveis investidores. “Aproveitem para testarem seus protótipos, é fundamental”.

Gomide (o segundo a partir da direita) e os "gurus" do Hackathon: lições de empreendedorismo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Gomide (o segundo a partir da direita) e os "gurus" do Hackathon: lições de empreendedorismo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Pense grande

Além disso, ela sublinhou que é importante que o futuro empreendedor, além de uma boa e inovadora ideia, saiba atender e priorizar os problemas de seus usuários. Para ela, quem quer criar uma startup de sucesso, ou um aplicativo, precisa “pensar grande”, além de investir em pesquisa, conhecer o mercado e entender seus concorrentes. “Seja memorável e não dê trabalho aos clientes e usuários”, aconselhou.

Na visão do diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, que conduziu o encontro, o Hackathon é uma “ótima experiência” para quem pretende empreender e criar soluções inovadoras. “Tivemos cerca de 200 participantes na segunda edição do evento. Alguns deles inclusive já receberam aporte financeiro de investidores”, disse, destacando a relevância da iniciativa. “A Fiesp consegue expor essas boas ideias criadas e faze-las ganharem as ruas”, completou.

Como funciona

O Hackathon é um desafio que propõe a criação, durante dois dias, de um aplicativo para dispositivos móveis com código aberto. Programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores deverão criar uma solução tecnológica para os problemas existentes em determinadas áreas, tanto na sociedade quanto na indústria. O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor daqueles que ousam ser desafiados.

Um dos participantes da última edição que já vê seu produto começar a dar certo é o empreendedor Manoel Neto, um dos criadores do Heroes, um aplicativo para tablets e smartphones que estimula a doação de sangue.  “Hoje a iniciativa conta com o apoio da Cruz Vermelha e da Fundação Pro-Sangue”, conta.

Além de Laura, Daniel Tártaro, da OgilvyOne, Theo Rocha F/Nazca Saatchi & Saatchi e Ubiratan Soares, referências em desenvolvimento de soluções para plataforma Android, participaram do encontro.

De um jeito relevante

“Espero ajuda-los a fomentar a inovação e a mudar os modelos atuais”. Foi assim que Daniel Tártaro, diretor-geral da agência publicitária OgilvyOne,  destacou para os futuros empreendedores a necessidade de entender o comportamento de seus potenciais clientes para poder entregar o que eles precisam de um jeito relevante.

Tártaro: para entender o comportamento dos clientes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Tártaro: para entender o comportamento dos clientes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“Hoje inova quem tem boas ideias, mas também capacidade de executá-las. É uma mudança de paradigma”, opinou. Para ele, o simples é sempre a melhor solução. Outra dica importante dada pelo publicitário é atentar para formas de “capturar” o cliente no momento de compra.

“Tudo se resume em como convencer uma pessoa a consumir seu produto. A saber transformar todos os dados que temos disponíveis para criar algo no melhor contexto, da melhor forma possível”, opinou.

É errando que se aprende

Em seguida, Theo Rocha, diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi, criticou a “cultura da punição do erro”. Atitude comum na maioria das corporações, em sua visão.  “Uma dica que dou é a de sempre incentivar, identificar e corrigir erros”.

Rocha acredita que o grande problema nas empresas é que há um “grande medo em errar”. “O perfeito não existe. A cultura das startups é que podemos começar com pouco, aprender errando. E lapidar as ideias e projetos durante a caminhada”, disse.

Rocha falou também sobre arquitetura de conteúdo e a importância do designer de usabilidade na criação de um aplicativo. “O designer tem que fazer com que o usuário tenha uma experiência natural, intuitiva. Exercite também a maneira como você vai vender sua ideia”, disse.

O esquenta do Hackathon: maratona de desenvolvimento de aplicativos será realizada nos dias 20 e 21 de setembro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O esquenta do Hackathon: maratona de desenvolvimento de aplicativos será realizada nos dias 20 e 21 de setembro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


No encerramento, Ubiratan Soares, referência em desenvolvimento de softwares para aplicativos, destacou a profissão de desenvolvedor, que cada vez ganha mais espaço dentro da economia criativa. “Desenvolvedor tem que ter na cabeça que nós criamos softwares feitos para humanos lerem, não máquinas”.

Competidores do Hackathon abriram mão do sono para criar aplicativos

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O pouco tempo de sono não afetou os participantes da maratona de desenvolvimento de aplicativos para as áreas de saúde, educação e segurança promovida nos dias 26 e 27 de abril pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp. O que se via na manhã deste domingo (27/04) eram sinais de disposição e rostos animados. De repente, uma prova de que quem trabalha com vontade é mais feliz.

Na competição, aberta na manhã desta sábado (26/04) e finalizada às 13h30 deste domingo (27/04), programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores encararam o desafio de criar aplicativos com soluções para segurança, saúde e educação. Foi uma jornada que varou a madrugada, com direito a barracas para quem quisesse dormir na Fiesp, opção feita por 91 entre os 160 competidores. Detalhe: todos puderam levar os acessórios para casa depois.

Osvaldo, ao centro, de branco, e equipe: networking e muita animação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Osvaldo, ao centro, de branco, e equipe: networking e muita animação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Mesmo tendo dormido “umas três horas” numa dessas barracas ao longo das 28 horas de Hackathon, o economista Osvaldo Dalla Coleta, de 70 anos, não aparentava qualquer sinal de desespero por um pouco de sono na cerimônia de encerramento da competição. Na disputa, ele integrou a equipe Hockseg, de desenvolvimento de um aplicativo de segurança que aponta pontos de maior perigo nos bairros das grandes cidades. “Ninguém fez mais networking do que ele aqui”, disse Ricardo Damaceno, companheiro de grupo de Coleta. “Gostei de tudo, ótimo o ambiente do evento”, afirmou Coleta, por sinal o mais velho entre os competidores inscritos.

Gabriel, de azul, à direita: “Adorei as palestras também”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gabriel, de azul, à direita: “Adorei as palestras também”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O clima propício à troca de contatos também foi destacado por Gabriel Ribeiro, de 30 anos, integrante da equipe Guenki Saúde, que competiu com um aplicativo que indica onde há menos fila para o atendimento nos pronto-socorros. Ele era outro que não entregava o cansaço depois de uma noite em claro. “O Hackathon foi ótimo para conhecer pessoas, adorei as palestras também”, contou.

Fora de casa

Entre sorrisos, os estudantes de Ciências da Computação da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Henrique Guarnieri, de 20 anos, Lucas Pereira, de 23, e Rafael Kyoto, contaram que, na equipe Saúde em Dia, a deles, “ninguém dormiu”. Junto com outros dois participantes, eles criaram um app que ajuda os pais a controlar as vacinas dos filhos. “Foi um desafio”, disse Guarnieri. “Mas os mentores foram muito bons, ajudaram”.

“Recebemos todo o suporte”, completou Pereira. “Às 6h estava todo mundo acordado, no maior movimento. Fomos muito bem recebidos pela Fiesp, achei excelente o nível do Hackathon”, disse Kyoto. E isso não foi tudo: “Agora que tenho a minha barraca, já posso morar fora de casa”, brincou.

Guarnieri: barraca foi apenas ponto de apoio em noite de criação e trabalho. Foto: Luis Gustavo

Guarnieri: barraca foi apenas ponto de apoio em noite de criação e trabalho. Foto: Luis Gustavo

Hackathon premia apps que fazem a diferença nas áreas de segurança, saúde e educação

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Vinte e oito horas de trabalho e dedicação depois, veio a recompensa: foram anunciados, na tarde desta domingo (27/04), os vencedores do Hackathon, maratona de desenvolvimento de aplicativos para as áreas de saúde, educação e segurança promovida pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na competição, programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores encararam o desafio de criar apps com soluções para os três setores, ideias que fizessem a diferença no cotidiano das pessoas.

Detalhe: tudo aconteceu de forma ininterrupta: quem quis, pôde dormir na própria sede da federação, na Avenida Paulista, em barracas montadas e oferecidas pelo evento, realizado com toda a infraestrutura de alimentação e suporte geral para os participantes. Ao longo da jornada criativa (e produtiva) iniciada na manhã deste sábado (26/04), mentores e responsáveis pela organização permaneceram à disposição dos competidores, divididos em grupos com cinco membros cada, durante toda a madrugada.

Segundo o diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, foram 140 participantes inscritos nos grupos, com a participação de outras 60 pessoas envolvidas  na organização do evento, entre palestrantes, mentores, técnicos e organizadores. Ao todo, passaram a noite na Fiesp 91 inscritos no desafio. “Recebemos participantes da capital e do interior, de cidades como Campinas, Limeira e São Carlos, por exemplo”, disse. “Também tivemos representantes de outros estados, como Mato Grosso e Paraná. Mudamos totalmente a programação da Fiesp, que nunca ficou aberta 24 horas para um evento do tipo”.

Gomide, ao centro, de azul, acompanhado dos vencedores das três equipes campeãs do Hackaton: 200 participantes na maratona de desenvolvimento de aplicativos. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gomide, ao centro, acompanhado dos vencedores das três equipes campeãs do Hackathon: 200 participantes na maratona de desenvolvimento de aplicativos. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Hora de comemorar  

Assim, ao final da segunda edição do Hackathon (a primeira foi em setembro de 2013), os campeões foram: equipe Sky Hawk, na categoria Segurança; Heróis, em Saúde e VemBilu em Educação. Com a conquista, todos estão automaticamente inscritos no Acelera Startup, a ser realizado nos dias 07 e 08 de maio, na Fiesp. O concurso, também organizado pelo CJE, aproxima empreendedores de investidores.

“Criamos uma proposta de aplicativo para resolver a ajudar um problema sério de segurança”, explicou o programador Elton Sasaki, do grupo Sky Hawk. O que eles fizeram? Desenvolveram um sistema que, com um clique num botão, consegue acionar a polícia em caso de emergência. “A nossa sensação é de dever cumprido, mas acho que a ficha ainda não caiu”, disse Luiz Afram, outro integrante do time vencedor.

A preocupação com a utilidade social também guiou o trabalho da turma Heróis na área da Saúde. Dessa forma, o app Herói incentiva a doação de sangue nas cidades. “Vamos levar o projeto adiante, acompanhar o crescimento desse filho que é o aplicativo”, afirmou Adilson Barison, representante do grupo. “Pensamos em replicar a iniciativa para outros segmentos, como o de doação de medula óssea”.

Quem quer estudar acompanhado de pessoas com interesses comuns terá no VemBilu, desenvolvido pelos vitoriosos do setor de Educação do Hackathon, um aliado. O sistema aponta, por localidade e por disciplinas, quem pode colocar o conteúdo em dia com estudantes com os mesmos objetivos. “A gente apostou na ideia, trabalhou, não dormiu”, contou Jacqueline Alves, da equipe. “Agora vamos aproveitar o Acelera”, disse Fernando Alvez, também integrante do grupo.

As barracas à disposição dos competidores: 91 pessoas dormiram na Fiesp. Foto: Luis Gustavo

As barracas à disposição dos competidores: 91 pessoas dormiram na Fiesp. Foto: Luis Gustavo


Os prêmios

Além do reconhecimento e da inscrição automática no Acelera Startup, os vitoriosos levaram como prêmio vales para fazer cursos na Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap); bônus de R$ 1,5 mil do sistema MaxiPago para cada grupo que quiser desenvolver games cujos custos incluam pagamentos por meio digital; um curso à escolha no IMasters e uma inscrição de cortesia na próxima edição do evento Intercomp.

No segundo semestre tem mais

Depois de agradecer pelo empenho dos participantes e de todos os envolvidos na organização do Hackathon, Gomide destacou que a terceira edição do evento, prevista para o segundo semestre de 2014, será “ainda melhor do que a segunda”. “Trouxemos o Vale do Silício para São Paulo”, disse.

Gomide: “Trouxemos o Vale do Silício para São Paulo”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gomide: “Trouxemos o Vale do Silício para São Paulo”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O diretor titular do CJE registrou ainda a vista do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao evento, na tarde deste sábado (26/04). “Ele ficou muito impressionado e chamou a sua atenção a concentração dos grupos”, contou. “Todos os vencedores já estão convidados a tomar um café com ele na Fiesp em maio”, afirmou, destacando as possibilidades que estão diante dos empreendedores da tecnologia reconhecidos pela federação neste final de semana.

‘Queremos aplicativos que tragam benefícios para a sociedade’, diz diretor-titular do CJE

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Neste sábado e domingo, 26 e 27 de abril, a Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) realizada a segunda edição da maratona dos hackers, evento conhecido no mundo todo pela expressão hackaton. Neste ano, o objetivo é envolver programadores, designers e empreendedores na criação de aplicativos nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

“O nome hacker costuma ser algo muito mal visto, mas, hoje em dia, existem hackers que estão se destacando, os programadores que estão fazendo aplicativos que realmente mudam o mundo”, afirma o diretor-titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, responsável pela realização do Hackaton.

“O Waze (aplicativo de trânsito, com participação dos usuários, para criar rotas alternativas), por exemplo, foi criado por três pesquisadores de Israel e mudou a vida das pessoas no mundo todo, além de ter ajudado a pensar o trânsito de um modo diferente”, conta Gomide. “Nossa ideia com o Hackaton é apresentar algo assim que traga benefício para toda sociedade a brasileira.”

Gomide: ações que ajudem a melhorar áreas como saúde, educação e segurança pública. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gomide: ações que ajudem a melhorar áreas como saúde, educação e segurança pública. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Para Gomide, São Paulo é uma cidade criativa, mas falta infraestrutura para chegar ao mesmo patamar das grandes capitais do mundo. “Temos problema em vários setores, o que, infelizmente, vai contra o empreendedor. São Paulo está à frente das outras cidade brasileiras, mas infelizmente está muito atrás do mundo inteiro”, diz. “Temos muita criatividade, muita ideia boa e tenho certeza que estaríamos muito melhor se pudéssemos contar com serviços públicos, tecnologia, telefonia, energia, infraestrutura básica.”

Educação, saúde e segurança

Neste ano, a programação começa no sábado, dia 26 de abril, às 10h, com quatro palestras: cenário da educação brasileira, saúde, segurança pública e desenvolvimento social. Cada grupo vai poder analisar essas três imersões, escolher o tema e criar o seu desafio.

“Os aplicativos têm que ser gratuitos, interativos, fáceis de baixar. Os que tiverem viabilidade vão ser disponibilizados pela Fiesp”, afirma Gomide.

Outra diferença é que haverá mentores – tanto pessoas que entendem dos temas propostos quanto profissionais de programação – passando pelos grupos e orientando se o grupo está no caminho certo e dando um norte para esse projeto. Os programadores vão receber conteúdo durante o dia. E vão virar a noite na Fiesp para cumprir a missão. O evento começa às 10h de sábado e a entrega do prêmio será às 10h de domingo.

“Esse é o modelo de reunião de trabalho do Facebook. Os projetos são feitos no mesmo dia, com começo, meio e fim, sem intervalos. Por isso, durante o Hackaton, teremos toda a estrutura de alimentação, descanso e higiene, além de intervenções culturais, unindo arte com negócio. Não existe criatividade com fome, com frio e tédio. Então teremos tudo para que esses talentos consigam focar na criação”, explica o diretor do CJE.

Fiesp faz segundo bate-papo preparatório para Hackathon

Agência Indusnet Fiesp,

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza, nesta terça-feira (25/02), a palestra “Negócios Brasileiros de sucesso na Internet: do desenvolvimento de software mobile a comunicação – 2º bate papo preparatório para o Hackathon”, com Danilo Toledo, Sílvia Valadares, Guilherme Junqueira e Adriana Petterle. Durante o encontro, eles contarão sua trajetória de sucesso profissional.

A ideia da palestra é mostrar cases de sucessos de aplicativos, bem como preparar futuros participantes da prova Hackathon, que acontecerá na Fiesp, nos dias 15 e 16 de março. Trata-se de um desafio que propõe a criação, durante três dias, de um aplicativo gratuito para dispositivos móveis. Programadores, designers, hackers e cientistas da computação deverão criar um sistema que solucionará problemas na área de segurança pública. O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e estimular o espírito empreendedor daqueles que ousam ser desafiados.

Danilo Toledo é sócio-fundador da Taqtile, empresa brasileira de criação de aplicativos móveis para grandes empresas no Brasil e Estados Unidos, entre eles o aplicativo da posse do Presidente Barack Obama. Sílvia Valadares é jornalista, e gerente de desenvolvimento de economia local de software na Microsoft Brasil. Já Andiara Petterle é diretora executiva de Estratégia e Portfólio, Diretora de Estratégia Digital e Desenvolvimento de Negócios da e.Bricks Digital. E Guilherme Junqueira é diretor executivo da Associação Brasileira de Startups e sócio na Jera, que desenvolve aplicativos mobile. Eleito como um dos 10 empreendedores que mais contribuíram com o ecossistema de startups em 2013.

“Acho muito importante trazermos convidados que possam mostrar oportunidades de empreendedorismo para nossa mesa de discussões e, principalmente, que possam dar dicas de como executar um bom projeto durante a nossa 2ª edição do Hackathon. Certamente teremos um excelente encontro com os palestrantes”, enfatiza o diretor do CJE”, Sylvio Gomide.

Oportunidades oferecidas pelos aplicativos são debatidas em reunião do CJE na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A noite desta terça-feira (04/02) foi de debate das possibilidades oferecidas pelos aplicativos na reunião do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento, realizado na sede da entidade, em São Paulo, teve como tema “Como ter sucesso com aplicativos mobile & bate-papo preparatório do 2º Hackathon”, reunindo experts na área como Bruno Yoshimura, Alexandre Tarifa e Marina Miranda.

A segunda edição da prova Hackathon será realizada na Fiesp entre os dias 14 e 16 de março. Do que se trata? De um desafio que propõe a criação, durante três dias, de um aplicativo gratuito para dispositivos móveis. Na ocasião, programadores, designers, hackers e cientistas da computação deverão criar um sistema que solucionará problemas na área de segurança pública.

Abrindo o debate, o sócio e diretor do site Minha Vida, Alexandre Tarifa, destacou a trajetória de sucesso de sua empresa.  O Minha Vida tem hoje duas unidades, a Dieta e Saúde e a própria Minha Vida. “Em dez anos de empresa, 1 milhão de pessoas já emagreceram conosco”, disse Tarifa.

Para o empreendedor, “faz muito sentido a mobilidade para quem está fazendo dieta”. “Ninguém faz dieta na frente do computador, mas na festa, na hora em que está num aniversário, decidindo o que comer, por exemplo”.

Daí a necessidade de pensar no aplicativo como uma ferramenta  “humana e tecnológica, divertida e responsável”. “Não é só uma telinha no celular, tem muita coisa por trás”, destacou.

Tarifa: “Não é só uma telinha no celular, tem muita coisa por trás”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Tarifa: “Não é só uma telinha no celular, tem muita coisa por trás”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Assim, o serviço do site voltado para emagrecimento pelo celular já tem mais de 3 milhões de downloads, com 400 mil usuários únicos mensais. “Em Janeiro de 2013, ficamos em quinto lugar geral nos aplicativos mais baixados na Apple Store”, contou.

Aos empreendedores que, como ele, querem avançar na área, uma dica importante: “Não tenha preconceitos contra plataformas. As pessoas têm todos os tipos de celulares. As tecnologias são lançadas e as pessoas estão desesperadas por conteúdo, precisamos estar em todos os lugares”.

E tem mais: “Em mobile você tem que estar preparado para atender uma demanda enorme. Hoje tem muito mais gente usando o Dieta e Saúde no celular do que no computador”, orientou Tarifa.

Tempo de mudança

Segundo a criadora da Conferência de Crowdsourcing e de Crowderfounding no Brasil e especialista em tendências econômico-técnico-mercadológicas, Marina Miranda, é preciso levar em conta que o mercado “mudou completamente”. “No caso dos aplicativos, existem mais possibilidades de criar espaços para comentários e discussões”.

Por isso é tão importante ficar de olho no público alvo do seu negócio. “É preciso estar atento às informações que as pessoas estão gerando”.

Marina: “É preciso estar atento às informações que as pessoas estão gerando”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Marina: “É preciso estar atento às informações que as pessoas estão gerando”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Sobre a expansão dos sites colaborativos e de financiamentos, Marina destacou que os internautas “se sentem mais à vontade para contribuir com projetos sociais e culturais”.

Segundo ela, no Brasil, o Catarse, principal site de financiamento coletivo, já arrecadou R$ 10 milhões. “Parece pouco, mas essa é uma área em crescimento”, disse. “No mundo, foram US$ 5,1 bilhões movimentados dessa forma em 2013”.

Aprenda com os bons

Fundador do Kekanto, rede social ao melhor estilo “boca a boca on-line”, com a troca de opiniões sobre lugares e serviços, Bruno Yoshimura contou que a iniciativa surgiu da própria necessidade, dele e dos seus dois sócios, de encontrarem bons profissionais na área de construção civil.

“A ideia surgiu de uma necessidade, achamos que podíamos fazer algo muito maior”. E fizeram: “Temos 1 milhão de usuários cadastrados e 1 milhão de aplicativos instalados”, contou Yoshimura.

Como orientação para os empresários da área, ele diz que é preciso desenvolver sistemas que sejam intuitivos, fáceis de usar. “E não peça muitas permissões, isso assusta os usuários, que ficam com medo, celular é algo muito pessoal”, explicou.

A reunião do CJE: muitas possibilidades à disposição dos empreendedores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A reunião do CJE: muitas possibilidades à disposição dos empreendedores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Além disso, é preciso ter “muito cuidado” com a primeira experiência de uso. “Seu aplicativo é apenas mais um, precisa fazer a diferença”, afirmou. “Você compete diariamente com novos aplicativos, é preciso ser o melhor entre aqueles que o usuário pensa em instalar”.

A reunião foi mediada por  Robert William Velasquez Salvador, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp.