Fiesp, Ciesp e Apex-Brasil promovem seminário preparatório para missão à China

Cristina Carvalho, Isabela Barros e Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

Em mais uma etapa preparatória para as missões empresariais que a Fiesp, o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) farão à China International Import Expo, em novembro, um seminário reuniu especialistas e empresários nesta segunda-feira (15 de outubro), na sede da federação e do centro, em São Paulo.

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e do Ciesp, Thomaz Zanotto, abriu os trabalhos do dia com boas-vindas às empresas que se preparam para participar de um dos maiores eventos de comércio exterior do mundo, muitas delas em sua primeira experiência com o gigante chinês. “A China entrou em uma nova fase que supera os milhões trabalhadores que saíram da área rural para o mercado de trabalho; os chineses contam agora com milhões de novos consumidores”, assinalou Zanotto, acompanhado pelo diretor do Derex Harry Chiang. A delegação da Fiesp que vai à Shanghai é formada por 120 empresários de 70 empresas.

O evento contou com a participação do futuro embaixador do Brasil na China e atual subsecretário-geral para América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, Paulo Estivallet. Para ele, a CIIE 2018 marca um importante ponto de inflexão da China e representa uma oportunidade única para a indústria brasileira. “A China é um parceiro de primeira grandeza para o Brasil, e o setor privado tem um papel insubstituível na composição de uma política comercial entre os países”, defendeu.

Durante a abertura do encontro, o embaixador e presidente da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, frisou que só no ano passado os chineses importaram US$ 1,84 trilhão, e no primeiro semestre deste ano, mais de US$ 1 trilhão. “Esse ritmo prevê um crescimento de quase 20% de importação em um momento em que quase todas as economias do G20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, diminuíram suas importações por razões diversas, inclusive medidas protecionistas”, detalhou.

Da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Pedro Pereira, falou sobre como acessar o mercado chinês, enquanto o chefe da divisão de Defesa Agropecuária no Estado de São Paulo do Ministério da Agricultura, Esequiel Liuson, tratou dos temas sanitários e fitossanitários exigidos pela China. Já o representante da Tozzini Freire Advogados, Reinaldo Ma, detalhou aspectos legais de propriedade intelectual na entrada do mercado chinês.

Os participantes acompanharam também apresentações da 24×7 Digital, sobre o comércio eletrônico na China, da Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), da Apex-Brasil, do Centro Brasileiro de Design, da Blue Focus Internacional e da KPMG.

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Chiang, Jaguaribe, Zanotto, Estivallet e Márcia Nejaim durante o evento Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Serviços para empresários brasileiros na China

Existem serviços específicos que podem ajudar as empresas brasileiras a ganhar espaço lá fora. No início da tarde, foi organizado um painel sobre o tema. Um debate que teve a participação, entre outras personalidades, do representante da superintendência do Banco do Brasil, Cristiano Costa. A instituição tem uma unidade específica para ajudar os clientes com o comércio no exterior.

No Brasil, o banco tem 65 mil pontos de atendimento e a maior rede de agências, com 21,9% do mercado. Ao todo, conforme Costa, são mais de 66 milhões de clientes e 97 mil funcionários. “Estamos presentes em 17 países espalhados pelas três Américas, Europa e Ásia”, disse. Uma rede de apoio que envolve 900 pessoas dedicadas ao mercado internacional, 17 unidades de atendimento na área, 43 plataformas de negócios e 109 gerentes especializados.

Entre os serviços disponíveis estão operações de importação e exportação de câmbio, Proex Financeiro, que é na verdade o Programa do Governo Federal de Apoio às Exportações Brasileiras de Bens e Serviços. “Ajudamos as empresas a diversificarem mercados, no recebimento à vista de vendas a prazo, com juros mais baixos, sem tributos nas operações”. Estão disponíveis ainda, de acordo com Costa, linhas de financiamento à importação, cartas de crédito como modalidade de pagamento internacional, consultoria.

“O BB Xangai é o único banco latino-americano com operações na China”, disse.  “Temos conhecimento do mercado local e seus costumes, disponibilizamos um espaço de negócios para empresas brasileiras naquele país”, explicou “Nossos funcionários falam chinês, português e inglês”, afirmou. “Fiquem à vontade para usar o nosso espaço para fazer reuniões em Xangai”, ofereceu Costa aos empresários que vão participar da missão em novembro.

Zhang Guanghua, presidente do Bank of China no Brasil, terceiro maior banco do mundo, foi outro convidado do painel. Ele contou que a instituição chinesa tem mais de cem anos. De origem imperial, em 1912 tornou-se o Banco da China e hoje conta com 1,6 mil agências em 55 países. “Fechamos o último trimestre com mais de US$ 3 trilhões em recursos”, disse. “Além de banco comercial, somos também um banco de investimentos, seguros, leasing”, detalhou. As operações do Bank of China no Brasil começaram em 2009, sendo essa a primeira atuação da instituição financeira na América do Sul. “Temos duas agências no Brasil, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro”, contou.

Zhang Xin, chefe do escritório CCPIT Brasil, espécie de conselho chinês para promoção comercial, reforçou o convite para que os brasileiros vendam para a nação da grande muralha. “Temos quatro escritórios na América Latina, sendo um deles em São Paulo”, disse. “A China é realmente um bom lugar para fazer negócios”.

De acordo com Xin, os trade shows são oportunidades boas de conhecer produtos e fazer contatos, ter acesso às práticas e tecnologias. “Convidamos todos a participarem das nossas feiras de importação”, afirmou. “Incentivamos as empresas chinesas a virem participar de trade shows no Brasil também”. O chefe do CCPIT Brasil colocou o conselho às ordens dos empreendedores nacionais. “Podem nos procurar”, garantiu.

No Dia Nacional da China, conheça cinco destinos para fazer negócios com a segunda maior economia do mundo

Agência Indusnet Fiesp, com informações da Apex-Brasil

A maior economia exportadora do mundo comemora nesta segunda-feira (1º de outubro) o Dia Nacional da China, feriado que marca a fundação da República Popular do país e a primeira vez que a bandeira local foi hasteada. Faltando pouco mais de mês para a missão empresarial que a Fiesp promove à China International Import Expo (CIIE) com 70 empresas brasileiras, em Shanghai, selecionamos as cinco cidades mais atrativas para fazer negócios no país.


Guangzhou

Com população de 109 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,2 trilhão, de acordo com dados de 2016, a província de Guangdong abriga a quinta cidade mais competitiva da China, sua capital Guangzhou. Com 13,5 milhões de cidadãos, figura como um dos principais centros nacionais de comércio, distribuição e logística e comporta o quarto maior porto de contêineres do território chinês, características que a tornaram o maior PIB da província e o terceiro maior da China, com forte influência do setor de serviços. Em 2015, o polo industrial representava apenas 29% do PIB da cidade, mas ainda uma fatia significativa da riqueza local, com destaque para as indústrias de automóveis (inclusive japoneses como Toyota, Honda e Nissan), eletrônicos (Panasonic, Sony, Ericsson) e petroquímicos.

Shenzen

Também da província de Guangdong, Shenzen é conhecida como um importante centro de inovação e tecnologia chinês, eleito o mais competitivo em 2016 e com o PIB per capita mais alto da província. A população de 11,4 milhões de pessoas compõe um dos centros nacionais de comércio, distribuição e logística do país, com o segundo porto da China em movimentação de contêineres. É sede de importantes instituições financeiras nacionais como o China Merchants Bank e o Ping An Insurance, enquanto o polo industrial, 39% do PIB, é sustentado pelas áreas de Telecomunicações, Computadores e Eletrônica, com marcas como ZTE e Huawei.

Chongqing

Um dos quatro municípios diretamente ligados ao governo central chinês, Chongqing registrou crescimento de 10,7% nos três primeiros trimestres de 2016, quatro pontos percentuais acima na média nacional. Mesmo com 30% de seu território composto por áreas rurais, a cidade soma 30 milhões de habitantes, com 60,9% da população concentrada na área urbana. O desenvolvimento da cidade criada em 1997 representou um grande avanço para a expansão econômica das regiões central e ocidental da China. Até 2020, são esperados investimentos significativos no setor de infraestrutura.

Wuhan

Capital da província de Hubei, o município de Wuhan abriga 10,6 milhões de pessoas. A cidade conta com um dos portos fluviais mais importantes da China, além de cruzamentos das artérias de tráfego norte-sul e leste-oeste (quatro troncos ferroviários e seis vias rápidas nacionais). Base da indústria tradicional do país, os setores mais pujantes fabricam automóveis, equipamentos siderúrgicos, eletrônicos, petroquímicos, materiais de construção, biofármacos, têxteis e vestuário. A cidade ainda é sede da terceira maior produtora de ferro e aço da China, a Wuhan Iron and Steel Group.

Shanghai

Um dos quatro municípios autônomos da China, Shanghai somava PIB de US$ 411 bilhões e uma população de 25 milhões de habitantes em 2016. Principal porto de contêineres da China e o mais movimentado do mundo, a cidade foi a primeira zona piloto de livre-comércio do país e é sede de grandes siderúrgicas como Grupo Baosteel e Fosun Group, além de atrair importantes produtores de etileno, plásticos, microcomputadores e equipamentos e informação e comunicação.

Clique aqui para ouvir comentários de José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, sobre a China.

Seminário sobre mercado chinês aborda panorama atual e ambiente de negócios na China

Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp

O atual cenário macroeconômico chinês e suas perspectivas para os anos de 2020 e 2030. Este foi o tema da palestra proferida nesta terça-feira (06/11) por Marcos Caramuru de Paiva, sócio e gestor da Kemu Consultoria em Xangai, durante o seminário “Mercado Foco China”, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Marcos Caramuru de Paiva, da Kemu Consultoria em Xangai. Foto: Everton Amaro

Ao abordar o período de crise mundial, Paiva chamou atenção para a necessidade da China em realizar reformas tanto políticas, quanto econômicas. “A crise acelera a necessidade de reformas”, afirmou.

Em sua análise, a China é um país pobre, mas bem gerido, o que fará com que continue crescendo a uma taxa de pelo menos 6%, nos próximos dez anos. Para que este crescimento seja efetivo, entretanto, algumas transformações no cenário socioeconômico chinês são altamente recomendadas, como melhorias na competitividade do sistema financeiro, sofisticação do mercado de capitais, aceitação da mobilidade geográfica da população e mudanças na lógica fiscal do país, apontou.

A China do futuro

Em relação às aplicações financeiras, Paiva salientou que os investidores devem enxergar a China com uma visão do futuro. “Quem olhar a China, tem que olhar a China de dez anos adiante. Até 2020, ela será um país importador de bens, exportador de capitais e, possivelmente, gerará inovação numa proporção maior do que gera hoje”, explicou.

As perspectivas, segundo ele, são de que, entre 2020 e 2030, o país oferecerá condições de negócios muito mais vantajosos àqueles que desejarem realizar seus investimentos ali. “Além de se tornar um ambiente propício para as operações de joint-ventures”, destacou.

As regras do mercado financeiro chinês também terão sofrido algumas mudanças, pontou o especialista, as quais culminarão numa maior seletividade de investimentos externos, sendo priorizados aqueles que levarem mais inovação e aporte econômico ao país.

Quanto ao mercado, completou Paiva, a expectativa é de que a China estabeleça uma relação mais intensa com o restante do mundo, principalmente com os países do sudeste asiático: “Ela abrirá cada vez mais sua conta de capital e apreciará sua moeda, atraindo, assim, mais investimentos de portfólio”.

Ambiente de negócios

Ao abordar as principais características do ambiente de negócio com o dragão asiático, o gestor explicou que, para os chineses, o país apresenta alguns fatores que os levam a aplicar seu capital em outras regiões (Europa, EUA, América Latina e África). Entre eles, salários mais elevados, leis trabalhistas e regras mais rígidas e a análise e o equilíbrio dos riscos de investimentos, segundo os próprios investidores.

Ele frisou ainda, apesar do protecionismo da China em relação a alguns de seus setores produtivos, não há grandes dificuldades para a realização de negócios dentro o país. Mas ressaltou a necessidade de o empresário estrangeiro ficar atento a alguns costumes locais e diferenças culturais que facilitam o sucesso do empreendimento na China, como a valorização do contato pessoal em detrimento dos contratos e a lentidão nas decisões perante a rapidez na implementação de acordos e medidas.

“Não se conquista a China; é preciso chegar aos segmentos da China falando a língua de cada um deles”, concluiu.

Negócio com chineses é 60% pautado por relacionamento, segundo escritório de advocacia especializado

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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José Ricardo dos Santos Luz Júnior: 'Demora para fechar negócio com chineses desestimula o empresário'. Foto: Everton Amaro

Parceiros comerciais chineses são muito ágeis em desfazer negócio. No entanto, para celebrar um acordo, é necessário tempo e dedicação em um relacionamento interpessoal, destacou nesta terça-feira (06/11) o consultor José Ricardo dos Santos Luz Júnior, sócio da Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados.

“Detalhes são imprescindíveis para celebrar o negócio: são 60% relacionamento e 40% contrato”, disse Luz Júnior, ao participar do seminário Mercado Foco China, realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O objetivo do encontro é explorar estratégias e soluções para empresas brasileiras que desejam exportar para a China, ou ampliar a sua presença naquele mercado. Um dos obstáculos para fechar negócio com chineses, na avaliação do advogado, é a demora, que acaba desestimulando o empresário.

“Por que muito dos contratos celebrados entre chineses e brasileiros não são respeitados? Quando a gente leva em consideração o custo para prestação judicial e o tempo disso, muitos empresários brasileiros se sentem frustrados, porque é inviável”, afirmou José Ricardo Luz Júnior.

Brasil disputa mercado chinês com Japão, Vietnã e Coreia do Sul, afirma coordenador da Apex-Brasil

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Marcos Lélis, da Apex-Brasil, analisa o mercado chinês em seminário na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

Acompanhado por países vizinhos, o Japão tornou-se um dos principais fornecedores de mercadorias para a China na última década.

Entre 2001 e 2011, 22,4% das exportações japonesas destinaram-se ao mercado chinês e apenas 0,8% foram exportados para os Estados Unidos, informou nesta terça-feira (06/10) o coordenador da Inteligência Comercial e Competitiva da Apex-Brasil, Marcos Lélis, ao participar do seminário “Mercado Foco China”, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na década anterior, entre 1990 e 2000, acontecia o inverso, já que 22,7% das mercadorias japonesas eram destinadas aos EUA, segundo números apresentados por Lélis, para quem, no que diz respeito à concorrência comercial, o foco da preocupação sobre a China deve ser ampliado aos países vizinhos, os quais vêm abocanhando fatias significativas do mercado chinês – principal destino das exportações brasileiras.

“A nossa concorrência não é só a China. Porque, quando a gente for vender sapato lá, vamos concorrer com o sapato do Vietnã. Quando for vender uma máquina lá, a gente provavelmente vai concorrer com uma máquina japonesa”, salientou o coordenador da Apex-Brasil.

De acordo com Lélis, a China compra 43% das exportações da Coreia do Sul, 35% das mercadorias exportadas pelo Japão e 20% dos produtos exportados pela Índia. O mercado chinês continua sendo o principal destino das exportações brasileiras, com uma fatia de 58% comercializada naquele país.

Apex aponta mercados não tradicionais como oportunidade de negócios para exportadores brasileiros

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Ana Repezza, gerente geral da Apex, durante reunião do Coscex/Fiesp. Foto: Everton Amaro

Ana Repezza, gerente geral de negócios da Apex, durante reunião do Coscex/Fiesp. Foto: Everton Amaro

O crescimento das exportações para os mercados não tradicionais – formados pelos países da América Latina, Oriente Médio, África, China e Índia – pode ser uma excelente oportunidade de negócios para empresários brasileiros, na avaliação da gerente geral de negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Ana Repezza.

Segundo ela, com as restrições dos produtos brasileiros nos mercados tradicionais – Estados Unidos e países da Europa –, a Apex adotou uma estratégia de explorar os mercados não tradicionais, que possibilitam o aumento do volume de vendas dos exportadores nacionais.

“Nós temos tido um sucesso muito grande com a chegada das empresas brasileiras [nos mercados não tradicionais], porque eles são pouco explorados e permitem que as nossas empresas entrem com uma posição mais competitiva”, disse Ana Repezza, durante a reunião mensal do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada nesta terça-feira (18/09).

A gerente geral Apex-Brasil deixou claro, porém, que Apex não abandonou os mercados tradicionais, que, no seu entendimento, têm um forte poder de compra. “Estamos buscando estratégias de diluir o risco com novas oportunidades”, explicou.

De acordo com Ana Repezza, atualmente o Brasil conta com 22 mil empresas exportadoras, dentre as quais 13 mil são atendidas pela Apex. Em 2011, informou, a instituição teve participação de 21,24% no índice de exportações indústrias do país – resultado dos 977 eventos realizados pela instituição que beneficiaram 81 setores produtivos. “Nós temos um desafio muito forte de sensibilizar os empresários para as oportunidades do mercado internacional”, enfatizou a gerente geral.

Parcerias comerciais com o Paraguai

Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex da Fiesp. Foto: Everton Amaro

Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex da Fiesp. Foto: Everton Amaro

O presidente do Coscex/Fiesp, embaixador Rubens Barbosa, aproveitou a oportunidade para relatar aos conselheiros sua visita ao Paraguai, onde conversou com empresários locais e concluiu que o país vizinho pode ser “um excelente parceiro comercial do Brasil”.

Algumas das vantagens apontadas pelo embaixador são os incentivos fiscais e “impostos baixíssimos” oferecidos pelo país. “Se fizermos isso, estaremos beneficiando a economia brasileira e ajudando um parceiro pequeno que, por uma série de questões políticas e ideológicas, sofreu uma violência muito grande”, salientou, referindo-se aos últimos conflitos políticos que desencadearam o impeachment do presidente Fernando Lugo.

Barbosa defendeu, por exemplo, a criação do corredor ferroviário interoceânico entre a cidade de Paranaguá (Brasil) até o município de Antofagasta (Chile): “Para o Paraguai é importante porque abre mais um canal para o Pacífico e Atlântico”, afirmou.

Opinião compartilhada pelo diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto: “Nos precisamos enxergar o Paraguai como um instrumento da competitividade da indústria brasileira”, disse.

Fabricantes de alimentos para animais discutem futuro do setor

Agência Indusnet Fiesp 

“O Brasil tem capacidade para ser o centro mundial de produção de alimentos para animais”. A frase foi proferida na segunda-feira (21), na abertura do III International Pet Meeting, por José Ricardo Roriz, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Apesar do olhar positivo, Roriz destaca que ainda há entraves para o crescimento do setor, que tem faturamento anual na casa dos R$ 10 bilhões. “O próximo presidente terá de realizar as reformas estruturais, como a trabalhista e a tributária”, afirmou Roriz, que também citou o alto custo do crédito como um importante impeditivo.

No evento, que é promovido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (Anfalpet) e que se estende até a quarta-feira (23), há mostra de produtos e serviços do setor, com 20 expositores.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) também marca presença. Além disso, nos três dias haverá diversos fóruns temáticos: negócios, fashion, técnico, científico e veterinário.