Vice-presidente do Uruguai quer aumentar o número de empresas brasileiras em seu país

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O Uruguai pode ser uma base importante de crescimento das nações vizinhas, com todas as condições de abrigar centros de serviços compartilhados e centros de distribuição e fornecimento de mercadorias. A conclusão é do vice-presidente daquele país, Danilo Astori, que participou, na manhã desta terça-feira (29/04), do seminário “Uruguai – Plataforma de Expansão Regional”, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. Desde o início deixando claro que os brasileiros são “sócios fundamentais” dos uruguaios, Astori veio com a missão de apresentar as possibilidades de investimento na terra da seleção celeste.

Os serviços, aliás, respondem hoje por 60% do Produto Interno Bruto (PIB) uruguaio. “Temos que trabalhar para aumentar a presença de empresas regionais, principalmente brasileiras, no Uruguai”, afirmou Astori. Segundo ele, a exportação de serviços vem sendo crescente em seu país, com destaque para as áreas de “tecnologia da informação e serviços financeiros”.

Além dessa vocação, Astori destacou como atrativos para os empresários brasileiros “a localização estratégica para receber centros de distribuição”, devido à proximidade com o Brasil, e a “segurança e qualidade de vida” observadas por lá. “Temos uma boa rede rodoviária e fluvial, além de conectividade aérea com toda a América do Sul, Europa, México e países árabes”, explicou.

Astori:  destaque para as áreas de “tecnologia da informação e serviços financeiros” no Uruguai. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Astori: destaque para as áreas de tecnologia da informação e serviços financeiros. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Em termos de bons indicadores sociais, o vice-presidente uruguaio citou números como o primeiro lugar no índice de democracia na América do Sul, segundo levantamento da revista The Economist e no ranking de países com baixo nível de corrupção na região, conforme dados da Transparência Internacional. Além disso, 70% dos uruguaios têm computador e 87% dos estudantes frequentam universidades públicas.

A economia também vai bem, obrigado. “A taxa média de crescimento do PIB do Uruguai cresceu, em média, 5,6% entre 2005 e 2013”, disse Astori. “Em 2013, esse aumento foi de 4,5%”.

Os uruguaios vendem seus produtos e serviços para 140 países em todo o mundo.

Acordo de cooperação

Astori lembrou que o Brasil e seu país firmaram um acordo para aprofundar as suas relações comerciais em julho de 2013. Por meio da medida, foi criada a Comissão de Comércio Bilateral Uruguai-Brasil. “Além disso, a Lei de Investimentos 16.906 trata estrangeiros e locais em igualdade de condições para investir”, explicou.

Há ainda a desoneração do Imposto de Renda, com reembolso entre 20% e 100% do montante investido. “O Uruguai tem portos e aeroportos livres”, disse.

Outro ponto destacado por Astori para o fortalecimento do comércio regional foi a necessidade de firmar um acordo do Mercosul com a Europa. “O Mercosul passa por muitas dificuldades e um acordo com a Europa pode ajudar na recuperação dos níveis de liberalização do comércio perdidas nos últimos anos”, explicou. “Essa deve ser uma das nossas prioridades”.

Coração

Muito solícito e à vontade na Fiesp, o vice-presidente do Uruguai disse que o “dinamismo da indústria” é um ponto a ser destacado na economia brasileira. “A indústria é o coração dessa fortaleza econômica que é o Brasil”.

Representante da casa no seminário, o segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, também destacou a necessidade de estreitar os laços com os vizinhos. “Precisamos resgatar a competitividade das nossas economias e ampliar a globalização dos nossos produtos”, disse. “Temos condições de avançar muito mais”.

Ometto: “Precisamos resgatar a competitividade das nossas economias”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ometto: “Precisamos resgatar a competitividade das nossas economias”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação, Antonio Bessa, também participou do evento. Assim como o embaixador do Uruguai no Brasil, Carlos Amorim.

Tratados como reis

Outros convidados foram os empresários com empresas instaladas em território uruguaio Gabriel Rosman, presidente da Tata Consultancy Services Iberoamérica, de serviços de consulta de dados, e Renato Ferreira, presidente da brasileira Lobraus, de logística.

“É fácil trabalhar num país pequeno e com o governo que o Uruguai tem”, disse Rosman.

Vestido com a camisa da celeste como prova da sua admiração, Ferreira contou que já teve empresas “em várias partes do mundo”, mas que nunca foi tão bem tratado como na nação vizinha. “Todos os impostos aqui são federais”, disse. “Somos tratados como reis”.

O seminário “Uruguai – Plataforma de Expansão Regional” na Fiesp: integração. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O seminário “Uruguai – Plataforma de Expansão Regional” na Fiesp: integração. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em visita à Fiesp, senadores da Califórnia buscam informações sobre investimento em ferrovias

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu, na tarde desta quinta-feira (21/11), três senadores democratas da Califórnia. No encontro, os representantes norte-americanos perguntam sobre investimentos em infraestrutura de transportes, sobretudo em ferrovias.

O diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Antonio Bessa, explicou como é feito o escoamento da produção brasileira, principalmente das commodities, até os portos.

“Pelo menos 60% de tudo que é transportado no país vai por caminhão. Apenas 24% é transportado por ferrovias e isso é muito ruim. Se pensar na produção de soja ou milho, os maiores produtores estão na região central do país”, argumentou Bessa.

Os senadores da California em visita à Fiesp nesta quinta-feira (21/11). Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Os senadores da California em visita à Fiesp nesta quinta-feira (21/11). Foto: Beto Moussalli/Fiesp


O senador norte-americano Mark De Saulnier afirmou que “a falta de infraestrutura das rodovias impacta muito São Paulo”.

O democrata também perguntou sobre a maneira como são feitos os investimentos. “São feitos por meio de parcerias público privadas”, respondeu Bessa. “Há a tendência de o governo oferecer oportunidades para incrementar nossa malha ferroviária pelos próximos 25 anos”, acrescentou.

Também participaram do encontro os senadores, também democratas, Cathleen Galgiani e Ted W. Lieu. A diretora de Relações Internacionais do Senado da Califórnia, Ezilda Samoville, foi outra convidada que acompanhou a reunião.

Fiesp recebe empresários da República Tcheca e discute oportunidades de negócios

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu, nesta segunda-feira (17/11), um grupo de pelo menos 50 empresários e autoridades da República Tcheca para discutir oportunidades de negócios entre a nação europeia e o Brasil em setores como o de construção.

Liderado pelo presidente do Senado da República Tcheca, Milan Stech, o grupo se reuniu com o diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Antônio Bessa.  Também participaram do encontro representantes da indústria de vidros e revestimentos, artefatos de ferro e construção.

Durante a reunião, Bessa reforçou o empenho do Brasil frente às negociações do Mercosul para se chegar a um acordo de comércio com a União Europeia (UE). Ele ainda acrescentou que a vinda de empresários da República Tcheca significa “um grande passo” no estreitamento das relações comerciais entre os dois países.

“Vemos com muita felicidade que a República Tcheca tem muitas complementariedades com o Brasil”, afirmou.

Do lado tcheco, Stech identificou parcerias para o desenvolvimento de infraestrutura e logística como uma das complementariedades sugeridas por Bessa.

Stech, à esquerda, e Bessa: mais parceria e cooperação entre o Brasil e a República Tcheca. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Stech, à esquerda, e Bessa: mais parcerias entre o Brasil e a República Tcheca. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“O nosso objetivo aqui é contribuir para o aprofundamento das relações comerciais do Brasil com a República Tcheca. Podemos oferecer tecnologia e know how para obras de infraestrutura no seu país”, afirmou o presidente do Senado tcheco.

Outro item da pauta de Stech foi investimento. O senador acredita que este é um aspecto que precisa “melhorar” na relação entre os países.  “Gostaríamos muito de melhorar essa situação e queremos cooperar”, acrescentou.

A missão empresarial tcheca no Brasil terminará em 23 de novembro. Também participam das rodadas no país o vice-ministro da Indústria e do Comércio da República Tcheca, Milan Hovorka, e o presidente da Câmara Econômica da República Tcheca, Petr Kuzel.


Fiesp recebe delegação da região de Estíria, na Áustria

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Nesta quinta-feira (24/10), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu uma delegação do Estado da Estíria, na Áustria, para falar sobre oportunidades de investimentos e negócios com São Paulo. O grupo foi liderado pelo secretário de Economia, Europa e Cultura do estado, Christian Buchman. A coordenação do encontro foi feita por Antonio Bessa, diretor-titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp.

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Bessa apresentou dados sobre a economia brasileira e paulista e também falou sobre o sistema Fiesp, destacando as ações educacionais do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). Erminio Lucci, do Investe São Paulo, também trouxe informações sobre o Estado de São Paulo.

“A Estíria tem pessoas motivadas, com nível de formação elevada, o que resulta em equipes altamente inovadoras”, afirmou Buchman. “Estamos em constante desenvolvimento de novos produtos e serviços, levando isso para os mercados globais”, afirmou Buchman.

Também participaram do encontro a embaixadora da Áustria no Brasil, Marianne Feldmann, o cônsul-comercial da Áustria, Ingomar Lochschmidt e o presidente da associação industrial da Estíria, Jochen Pildner-Steinburg.

A reunião do Derex nesta quinta-feira (24/10), na Fiesp, com a delegação da Áustria. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A reunião do Derex nesta quinta-feira (24/10), com a delegação da Áustria. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ministro do Cazaquistão visita a Fiesp para apresentar oportunidades de investimento

Ariett Gouveia e Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu, nesta quinta-feira (03/10), o ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão, Erlan A. Idrissov. Ele participou um encontro para falar sobre as oportunidades de investimento em seu país, apresentando projetos nas indústrias de maquinário, química e petroquímica e agribusiness.

A abertura do evento foi feita pelo vice-presidente da Fiesp, Elias Miguel Haddad. “Desejo que esse dia 3 de outubro seja um marco importante no desenvolvimento das nossas relações”, afirmou, destacando os dados econômicos do Cazaquistão.

“O volume de negócios entre o Brasil e o Cazaquistão é modesto, mas vem crescendo. Temos uma enorme oportunidade de relacionamento comercial, não só no crescimento de volume, mas também na diversificação de produtos”, disse Haddad. “Por isso a importância desse encontro“, concluiu.

Haddad: volume de negócios ainda modesto, mas crescente com o Cazaquistão. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Haddad: volume de negócios ainda modesto, mas crescente com o Cazaquistão. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Para o ministro do Cazaquistão, a parceria com países estrangeiros é fundamental para os planos de crescimento do país. “A principal prioridade no Cazaquistão hoje é o desenvolvimento tecnológico”, disse Idrissov. “Nós somos um povo com muitos sonhos e um desses sonhos é, em 2050, estar entre os países mais desenvolvidos do mundo, economicamente, politicamente e institucionalmente.”

Segundo ele, para atingir seu maior objetivo, a principal ação é o investimentos nas pessoas. “Educação tem sido o nosso grande foco hoje. Tudo depende das pessoas: instituições, empresas, governo. Por isso o Cazaquistão tem feito um grande esforço na área de educação e treinamento profissional.”

Idrissov: foco na educação profissional e nas parcerias comerciais com países como o Brasil. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Idrissov: foco na educação e no mercado externo para desenvolver ainda mais o país. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Idrissov encerrou ressaltando os potenciais do Cazaquistão. “Conseguimos crescer muito desde a independência do nosso país e temos orgulho das nossas conquistas”, declarou. “Temos boas relações com nossos vizinhos, China, Rússia e a Índia. Nossa política é estável, temos planos claros e sabemos o que temos que fazer e de que forma. E estamos de portas abertas para fazer negócios com o Brasil”.

Renascimento da Rota da Seda

Em seguida, falou Kairat Karmanov, vice-presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos do Cazaquistão, sobre as oportunidades de investimentos no país asiático.

“O Cazaquistão está entre as dez economias que mais crescem no mundo”, disse Karmanov.  “É um portão de entrada para o mercado asiático, de posição geográfica estratégica. Um país rico em recursos naturais e possibilidades”, completou.

Segundo ele, a mão de obra é qualificada e barata. “Nossa taxa de analfabetismo é de 0,4%”.  Além disso, conforme Karmanov, a educação superior do país se encontra, atualmente, “em pleno desenvolvimento, com a criação de universidades e institutos”.

Outros pontos de destaque, de acordo Karmanov, são a capacidade petrolífera da região e a construção de uma nova ferrovia ligando a China e a Europa. “É o renascimento da Rota da Seda, a ligação entre o Ocidente e o Oriente”, disse.

Também participaram do encontro Antonio Bessa, diretor-titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, e o representante do Ministério das Relações Exteriores brasileiro, Adil da Rocha Viana.