Fiesp recebe representantes de confederações empresariais da Espanha

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Aproveitando a realização do Fórum de Investimentos e Cooperação Empresarial Empresarial Brasil Espanha, evento que acontece entre os dias 25 e 27 de novembro no hotel Tivoli, em São Paulo, representantes das principais entidades empresariais do país ibérico visitaram na manhã desta terça-feira (26/11) a sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

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Fernando Salazar Palma, Narciso Casado Martín, Jesus Terciado, Thomaz Zanotto, Raquel Garcia Rubio, Antonio Bessa e Vladimir Guilhamat. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O grupo foi liderado por Jesus Terciado, presidente da Confederação Espanhola da Pequena e Média Empresa (Cepyme) e vice-presidente de Confederação de Organizações Empresariais (CEOE), e Narciso Casado Martín, do Gabinete de Presidência e Relações Institucionais da CEOE. Ambos foram acompanhados por Fernando Salazar Palma, conselheiro-chefe do Escritório Econômico e Comercial em Brasília – Embaixada da Espanha no Brasil, e Raquel Garcia Rubio, do escritório da Embaixada em São Paulo.

Eles foram recebidos por Antonio Bessa, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, diretor titular adjunto do Derex, e Vladimir Guilhamat, diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior do Ciesp.

As instituições empresariais acertaram criar um canal de diálogo para promover a troca de informações, principal demanda feita pelo grupo espanhol.

O encontro

No começo do encontro, Jesús Terciado disse que a Cepyme e a CEOE estão tentando desenvolver um trabalho, sobretudo em países considerados prioritários, para promover a troca de informações sobre temas como empregos, oportunidades, licitações, entre outros.

“Seria fantástico ter um relacionamento com a Fiesp”, sugeriu., acrescentando que por falta de informações muitas empresas espanholas ficam sem saber como buscar um sócio para empreendimentos. “Podemos juntos complementar esse trabalho.”

“Que a relação possa ser mais direta e fluida”, assinalou Narciso Casado Martín, explicando que a CEOE representa todas as empresas do país em território nacional. “Queremos um interlocutor direto”, completou.

Thomaz Zanotto disse que a Fiesp poderia criar umcanal para atendimento de demandas específicas de interesse comum de diversas empresas e até mesmo organizar encontros e rodadas de negócios bilaterais. “Eu compreendo que para as pequenas empresas é muito difícil [ingressar no mercado brasileiro]”, disse Zanotto ao comentar sobre algumas dificuldades sistêmicas do país. “Brasil tem muita burocracia e um sistema fiscal demoníaco.”

Como exemplo de pequenas empresas que conseguiram superar as dificuldades, Zanotto mencionou empreendimentos espanhóis especializados que formam cadeia produtiva de aviônicos em São José dos Campos, cidade que abriga a Embraer.