Fiesp debate perspectivas para o setor de gás natural

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp promoveu na tarde desta segunda-feira (31/10) um seminário para debater as perspectivas para o setor de gás natural no Brasil, na sede da entidade. Carlos Cavalcanti, diretor titular do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra), ressaltou, durante a abertura do evento, que o objetivo do encontro é colocar agentes do setor privado num diálogo franco e estreito com o setor público. “Queremos aproveitar todo o processo de reestruturação da Petrobras para contribuir para uma nova política de gás no Brasil, mais centrada em participação privada e com debate direto com consumidores aqui representados pela Fiesp”, disse.

Matheus Batista Bodnar, coordenador geral de acompanhamento, desenvolvimento de mercado e produção do Ministério e Minas e Energia (MME), apresentou as diretrizes estratégicas do projeto “Gás para Crescer” do governo. Segundo Bodnar, as premissas básicas para o desenvolvimento dessas diretrizes são: adoção de boas práticas internacionais, atração de investimentos, aumento da competição, diversidade de agentes, maior dinamismo e acesso à informação, participação dos agentes do setor e respeito aos contratos assinados. “A iniciativa tem como objetivo colher contribuições de agentes de vários setores, como associações representativas, governos estaduais e empresas para propor medidas concretas de aprimoramento da estrutura normativa do setor de gás, tendo em vista a redução da participação da Petrobras nesse setor”, afirmou o coordenador. A agenda prevê que em novembro as propostas de políticas e diretrizes do projeto sejam submetidas às instâncias competentes.

O núcleo de trabalho do projeto é formado por representantes do MME, da Agencia Nacional de Petróleo (ANP) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O MME está focado na gestão independente integrada do sistema de transporte e instalações de estocagem, na política de comercialização do gás natural da parcela da União nos contratos de partilha, nos desafios tributários e no apoio às negociações para contratação de gás boliviano e/ou outras alternativas. A agência, no entanto, tem as suas atividades focadas na competição da oferta do gás natural, indicando opções que poderão levar à ampliação da oferta no país, e à EPE está reservada a tarefa de estudar o compartilhamento de infraestruturas essenciais, estimular a harmonização entre as regulações estadual e federal, incentivar o desenvolvimento da demanda por gás natural e harmonização entre o setor elétrico e o de gás natural.

Com relação aos aprimoramentos regulatórios para o mercado de gás natural, Marco Antonio Barbosa Fidelis, especialista em regulação do petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural da ANP, disse que a agência vem realizando o processo de consolidação do marco regulatório por meio de normas com caráter técnico e respeito aos contratos vigentes, buscando a eficiência e o incentivo à concorrência nas atividades potencialmente concorrenciais da cadeia. Segundo Fidelis, o processo de desinvestimento da Petrobras em curso traz a oportunidade de entrada de novos agentes no mercado. “Há a necessidade da transição entre a estrutura atual e uma indústria com um mercado concorrencial, além de transição para introdução da concorrência na comercialização e uma mudança para um acesso ao transporte mais adequado à concorrência na comercialização”, ressaltou.

Marco Tavares, sócio da Gas Energy, falou sobre cinco ações prioritárias que podem ser implementadas rapidamente: realizar leilões de cessão de capacidade firme nos gasodutos existentes pela ANP, ter acesso negociado com acompanhamento da ANP dos gasodutos de escoamento, ter um fornecedor de última instância (back up), elaborar um sistema de informações online de capacidades reais, fluxos instantâneos, contratos padrão de transporte firme e interrompível, e a ANP promover acordo de regulação com Estados em que não exista estrutura regulatória adequada à nova legislação e ao novo momento do gás no Brasil.

Incentivos para expansão

Augusto Salomon, presidente da Abegas, acredita que para o potencial do setor de gás se materializar, é fundamental construir ambiente que favoreça investimentos na cadeia como um todo. “É necessário ter princípios para atrair investimentos, possuir sólido marco regulatório do setor, ter transparência nas condições e relações comerciais entre os elos da cadeia, priorizar decisões economicamente eficientes e com benefícios para o setor e sociedade, além de criar um ambiente regulatório e econômico estável e previsível, permitindo projeções confiáveis, e oportunidades e acessos não discriminatórios entre os investidores”, afirmou.

O encontro também contou com a presença de José Mauro Ferreira Coelho, diretor de petróleo, gás e biocombustíveis da EPE, e Lucien Belmonte, diretor adjunto da divisão de energia do Deinfra.

Seminário na Fiesp teve como tema as perspectivas do setor de gás natural. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Brasil precisa de uma nova política de médio e longo prazo para setor de petróleo e gás

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Flávio Rodrigues, coordenador de relações externas do Instituto Brasileiro de Petróleo, Flávio Rodrigues, coordenador de relações externas do Instituto Brasileiro de Petróleo. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

Especialistas da cadeia do petróleo e gás discutiram na manhã desta terça-feira (20/05), durante a Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o posicionamento do Brasil na geopolítica do petróleo e do gás para os próximos 10 a 15 anos.

No painel, o coordenador de relações externas do Instituto Brasileiro de Petróleo, Flávio Rodrigues, afirmou que o Brasil deve se mexer se quiser aproveitar nos próximos 15 anos o papel de relevância que tem assumido no setor de petróleo e gás no mercado internacional.

“O Brasil precisa de uma nova política de médio e longo prazo para o setor, principalmente pelo ressurgimento de novos atores de relevância como o México. Decisões têm de ser tomadas agora.”

Na avaliação da diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, o Brasil deve expandir a produção de gás natural pelos próximos 10 anos, mas não ao passo que fazem os Estados Unidos em sua produção.

Magda Chambriard, diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Foto: Alberto Rocha/Fiesp

“Os Estados Unidos têm condições de atuar mais rapidamente na produção porque em 150 anos eles perfuraram cerca de cinco milhões de poços. Isso faz com que eles tenham um tremendo conhecimento dos seus recursos petrolíferos”, afirmou Chambriard.

“Não temos gás suficiente hoje. Estamos confortáveis? Não. Vamos ter? Vamos”, prosseguiu Magda ao participar do evento.

Segundo ela, graças ao pré-sal, a produção de gás natural do Brasil vai evoluir significativamente na próxima década.

“Vamos ter gás natural por terra para consumo no Brasil, mas prioritariamente, nos próximos anos, esse gás virá dos projetos no pré-sal. Enquanto isso, vamos buscar gás em terra, mas prioritariamente o gás convencional”, confirmou Chambriard.

Segundo ela, há uma potencial demanda no provável déficit de gasolina em diversas regiões do Brasil a partir de 2022.

“Salvo São Paulo, todas as outras regiões vão precisar de gasolina que poderá vir, por exemplo, do gás natural”, disse a diretora-geral da ANP. “Tenho certeza que a questão decisiva para atendimento desse mercado certamente vai ser a inserção tecnológica”, completou.

Energia elétrica

Ieda Gomes, diretora da Energix Strategy. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

Na avaliação de Ieda Gomes, diretora da Energix Strategy, a oferta de gás também pode ser estimulada pelos potenciais backups térmicos que deverão se configurar a partir da nova matriz de energia.

“A gente precisa de backup? Precisa. Vai ser térmico? Vai. Se for a gás natural, nossa oferta precisa crescer. Cerca de 50% da produção brasileira não chega ao mercado”, ponderou, no entanto, a diretora.

De acordo com o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, falta uma política de incentivo à produção de gás mais expressiva.

Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

“O governo é muito tímido nas políticas de incentivo. Estamos muito bem estruturados, mas precisamos de mudança na política energética”, defendeu.

Ieda Gomes, da Energix, também acrescentou que não vê um empenho vigoroso do Ministério de Minas e Energia para incentivar a produção de gás natural na matriz energética.

“Não vejo colocada de maneira muito forte a intenção do ministério em incentivar o gás”, alertou.

L.E.T.S.
A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico. O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

 

Consolidar canal exportador de petróleo é o grande desafio do Brasil, diz diretor da ANP

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Helder Queiroz, diretor da ANP. Foto de Arquivo

O Brasil conseguiu colocar petróleo no mercado internacional, condição desconhecida até 2006. E a nova posição de exportador requer um aprendizado de novas práticas comerciais, avalia o diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Helder Queiroz.

Segundo Queiroz, o incremento na produção de shale gas (gás de xisto) fez com o que os Estados Unidos diminuíssem sua importação do mercado internacional. Neste cenário, o petróleo do Brasil enfrenta o desafio de concorrer com os fornecedores, agora menos importantes, do mercado norte-americano. E ainda construir o seu próprio mercado para escoar sua produção petróleo.

“Ano passado a gente teve uma exportação líquida de 300 mil barris, isso demonstra que o país já está colocando petróleo no mercado internacional. É um aprendizado novo”, afirmou Queiroz.

O diretor da ANP vai participar do painel Pré-Sal: A Nova Era do Petróleo no Brasil durante o 14º Encontro Internacional de Energia, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Este ano, especialistas, autoridades e empresários vão discutir a segurança energética do País. O evento será realizado nos dias 5 e 6 de agosto, no Hotel Unique, na capital paulista.

Queiroz acredita que parte dos US$ 400 bilhões em investimentos previstos até 2020 sejam destinados principalmente para a indústria naval, embora não tenham especificado nenhum valor. “A retomada da indústria naval talvez seja a face mais visível desse processo”.

Ele reconhece, no entanto, que o país ainda precisa avançar em instalações de infraestrutura e mão de obra qualificada para bancar esse crescimento do mercado energético brasileiro.

“Existem gargalos a serem superados, como a capacitação de recursos humanos, mas a riqueza do pré-sal chegou num momento em que o pais está relativamente maduro”, complementa.

A ANP estima que as reservas recuperáveis no prospecto de Libra devem ficar entre 8 e 12 bilhões de barris. A maior descoberta de petróleo na Bacia de Santos vai ser leiloada em outubro deste ano.

Petróleo x Biocombustível

Queiroz avalia que “ainda falta muito” para o biocombustível brasileiro alcançar uma condição de mercado no cenário internacional como a do petróleo. E a participação do setor sucroalcooleiro no mercado externo vai depender da demanda mundial por combustíveis.

“O etanol e o biodiesel têm uma produção tal que é marginal com a produção mundial de diesel e gasolina. E você tem uma comercialização que ainda é muito bilateral, ou seja, são os dois principais produtores, Brasil e Estados Unidos, que comercializam entre si”, conclui.

 

Exploração de gás não convencional será discutida em evento da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A produção de gás não convencional está prestes a ser explorada no Brasil. Mas o País está preparado para isso? Essa é uma das questões  a serem discutidas no 14º Encontro Internacional de Energia, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nos dias 5 e 6 de agosto, no hotel Unique, na capital paulista.

A modalidade  já é explorada nos Estados Unidos, obtendo sucesso com o aumento de produção, que barateou fortemente o preço do gás natural, atraindo investimentos, gerando empregos e ajudando o país a sair da crise em que estava desde 2008. No Brasil, o gás está prestes a ser explorada. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) marcou para os dias 30 e 31 de outubro de 2013 o primeiro leilão de gás xisto.

“Queremos avaliar qual o papel do gás não convencional na oferta mundial de gás natural, entender como foi a trajetória dos Estados Unidos para exploração, analisar perspectivas pra o Brasil e avaliar se o País terá uma virada de jogo com aconteceu com os americanos”, afirmou Carlos Cavalcanti, Diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

Tendo ou não sucesso na exploração de gás não convencional, para a iniciativa ser viável o Brasil terá que definir um conjunto de regras e políticas que fomentem a atividade no seu início, como a criação de um marco regulatório específico e legislação própria.

Serviço 
14º Encontro Internacional de Energia
Data: 5 e 6 DE AGOSTO – das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jd Paulista – São Paulo

Exploração do petróleo no Brasil será debatida em evento da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vai debater, nos dias 5 e 6 de agosto, o momento atual do pré-sal brasileiro no seu 14º Encontro Internacional de Energia,  a ser realizado no Hotel Unique, na capital paulista. Com o painel “Pré-sal: a nova era do petróleo no Brasil”, a entidade vai discutir o Programa de Investimentos da Petrobras, o desenvolvimento dos campos descobertos e a exploração e produção do petróleo, entre outros temas.

“A extração de petróleo da camada pré-sal abre um mar de oportunidades para o setor industrial, que está preparado para aproveitá-las. A indústria de base paulista já é a maior fornecedora da Petrobras e das empresas contratadas por ela”, afirma Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

A chegada do primeiro leilão do pré-sal, previsto para outubro, no Campo de Libra na Bacia de Santos, promete um investimento na ordem de US$ 200 bilhões a US$ 300 bilhões. A previsão é de que a área gere uma produção de 1 milhão de barris por dia. Segundo a Agência Nacional o Petróleo (ANP), o Campo de Libra tem condições de começar a produzir em 2018.

“O pré-sal vai proporcionar impacto econômico e social, além de ser uma grande oportunidade para a indústria no País, que precisa estar preparada para atender esse crescimento de demanda e tecnologicamente pronta para vencer os desafios do petróleo explorado”, ressalta Cavalcanti.

Serviço
14º Encontro Internacional de Energia
Datas: 5 e 6 DE AGOSTO – das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jd Paulista – São Paulo

Cosag/Fiesp espera cenário melhor em 2013 com mais etanol na composição da gasolina

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Além de palestras de convidados como Alexandre Mendonça de Barros , diretor da MB Agro, André Pessoa , diretor da Agroconsult, e Plínio Nastari, presidente da Datagro, a reunião de segunda-feira (10/12) do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp teve outra finalidade: a de avaliar o desempenho do setor em 2012 e as perspectivas para 2013.

Reunião Cosag/Fiesp. João Almeida Sampaio. Foto: Everton Amaro

João de Almeida Sampaio Filho, presidente do Cosag/Fiesp. Foto: Everton Amaro

Entre as principais expectativas está o provável aumento da mistura de etanol anidro à gasolina no próximo ano e o impacto positivo da medida na produção açúcar de etanol.

“Para açúcar e etanol, a gente espera que o governo adote algumas medidas em relação ao aumento da adição de etanol anidro na gasolina e, por que não, aumento do preço da gasolina. Isso é importante para o país”, afirmou o presidente do Cosag, João de Almeida Sampaio Filho. “A gente espera que, com isso ocorrendo, um melhor ano para açúcar e etanol”, completou.

Em outubro deste ano, o diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Helder Queiroz, confirmou para 1º de junho de 2013 a data prevista pelo governo para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina, com o prazo podendo ser antecipado caso haja oferta de etanol suficiente para atender à demanda. A mistura pode sair dos atuais 20% e retornar para o patamar de 25%.

Em sua primeira reunião, Competro apresenta objetivo e estudos

Agência Indusnet Fiesp

Na primeira reunião dos membros do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria de Petróleo e Gás (Competro) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), na manhã desta quinta-feira (27/09), o presidente das entidades, Paulo Skaf, ressaltou a importância do Comitê e citou as oportunidades que as novas descobertas do pré-sal trazem e que a indústria deve se aproveitar disso.

Presidente da Fiesp, ao centro, prestigia a primeira reunião do Competro realizada na manhã desta quinta-feira (27/09)

Os membros do comitê, coordenado por José Ricardo Roriz Coelho, também vice-presidente da entidade e diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, reuniram-se com autoridades empresariais e lideranças do setor de petróleo e gás e expuseram os objetivos do comitê, falaram sobre Política de Conteúdo Local da Petrobras e apresentaram as alterações no Programa Paulista de Incentivo à Indústria do Petróleo (Decreto Estadual 58.388/2012).

Entre outros convidados, a reunião contou com presença do diretor regional do Senai-SP e superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, e de representantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Técnicos da ANP esclarecem na Fiesp novas normas para cadastro de plantas de etanol

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Ometto, durante seminário da ANP

Vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Ometto, durante seminário da ANP. Foto: Everton Amaro

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sediou na manhã desta quarta-feira (19/09) uma reunião de trabalho entre técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a fim de esclarecer quais são os próximos passos para atender à norma de regularização do setor de biocombustíveis prevista pela Resolução 26, sancionada pela ANP em 31 de agosto deste ano.

“Essa reunião é realmente para tirar dúvidas do novo sistema de cadastro de capacidade das empresas produtoras de etanol porque, para regular a comercialização, eles [ANP] precisam de dados da produção dessas empresas”, explicou João Guilherme Sabino Ometto, segundo vice-presidente da Fiesp.

A produção brasileira de etanol amarga uma estagnação, dada a crise que o setor enfrenta com usinas endividadas. Cenário este bem diferente do conferido em 2008, quando a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar atingiu 648,85 milhões de toneladas e projeções apontavam para um volume triplicado até 2020, graças à demanda pelo biocombustível com o crescimento da frota flex a partir de 2003.

Ometto considera que resoluções como as da ANP, que normatizam a produção, podem ajudar o setor a se recuperar da crise que, segundo ele, é estimulada, em parte, pelo controle do governo sobre os preços da gasolina, no qual “o etanol sai prejudicado”.

Resolução 26

Para Guilherme Shinohara, técnico da ANP, as normas previstas pelas Disposições Transitórias, no Artigo 19 da resolução, são, num primeiro momento, as mais importantes de serem cumpridas pelos produtores, já que dizem respeito ao cadastro de capacidade de produção das empresas do setor.

Segundo o documento, as plantas têm um prazo de 90 dias desde a data de publicação da Resolução para apresentar informações, como a capacidade máxima de produção e listagem dos tanques de armazenamento de etanol. Caso não apresentem, a usina pode ser “impedida de comercializar sua produção de etanol combustível”.

Clique aqui para saber mais sobre a Resolução 26.