Figurinos dão o tom de liberdade e estilo em ‘A Madrinha Embriagada’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Sejam bem-vindos a um mundo de vestidos soltos, com muito brilho e renda, que vestem mulheres que usam batom escuro nos lábios e enfeites na cabeça. Tudo muito feminino e leve. Entre os homens, ternos bem cortados, ao melhor estilo gângster. Criador dos figurinos de “A Madrinha Embriagada”, o estilista Fause Haten é o responsável pelo desfile para os olhos que são as roupas dos anos 1920 usadas pelo elenco do musical, em cartaz no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista, desde agosto, numa iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Mesmo preferindo a moda que se vê nas ruas hoje, Haten se diz orgulhoso do trabalho, principalmente pela boa parceria com o diretor do espetáculo, Miguel Falabella, e pela oportunidade de trabalhar com uma época que ele nunca tinha destacado em nenhuma coleção.

Cena de “A Madrinha Embriagada”: peças leves e femininas, que lembram lingerie. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Cena de “A Madrinha Embriagada”: peças leves e femininas, que lembram lingeries. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

“Nunca tinha trabalhado com os anos 1920 antes”, diz. “Mas gosto do estilo principalmente porque ele marca um momento de liberdade da mulher, com vestidos mais soltos e curtos”, explica.

Passada em 1928, a peça destaca o amor pelos musicais no período. E traz todos os elementos típicos das roupas usadas então, como franjas, braços de fora e modelos que muitas vezes lembram lingeries. “Também gosto dos ternos estilo gânster dos homens”, afirma Haten.

Figurinos masculinos criados por Fause Haten que lembram as roupas dos gângsters. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Figurinos masculinos criados por Fause Haten que lembram as roupas dos gângsters. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

O vestido mágico 

Outro detalhe ligado ao figurino que chama a atenção do público do espetáculo é a hora em que a personagem Jane Valadão, interpretada pela atriz Sara Sarres, tem uma troca de roupas em pleno palco, diante de todos, sem que se perceba como um vestido se transforma em outro. Uma espécie de mágica cujo segredo não se decifra da plateia. E nem é explicado pelo responsável pelo truque, “para não perder a graça”. “Só digo que aquele é um vestido mágico”, brinca o estilista. “O próprio vestido se transforma, se desdobra para virar outra peça”, diz. “Deu trabalho para cortar e ajustar, mas como desenho roupas e sei como elas vão ser construídas, deu certo”.

Vestidos soltos e muitos enfeites de cabelo para marcar os anos 1920 no musical em cartaz no Teatro do Sesi-SP. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Vestidos soltos e muitos enfeites de cabeça para marcar os anos 1920 no musical. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Para Haten, o bom resultado do trabalho está ligado ainda à boa parceria com o diretor de “A Madrinha Embriagada”, Miguel Falabella. “É muito bom trabalhar com o Miguel”, conta. “Temos uma sintonia boa”.

O musical em cartaz no Teatro do Sesi-SP é o segundo trabalho da dupla, já que Haten também assinou os figurinos de “Allo Dolly!”, dirigido por Falabella em 2012. Além disso, Haten cuidou das peças de “O Médico e o Monstro”, em 2010, e de “O Mágico de Oz” e “Romeu e Julieta da Turma da Mônica”, ambos no ano passado.

Haten ajusta peça usada por atriz de "A Madrinha Embriagada": primeira vez no estilo. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Haten ajusta peça usada por atriz do musical: primeira vez no estilo dos anos 1920. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Ingressos gratuitos

Ficou com vontade de ver “A Madrinha Embriagada”? Os ingressos para o espetáculo são disponibilizados de forma inteiramente gratuita e com reserva on-line no site do Sesi-SP pelo link http://www.sesisp.org.br/meu-sesi.

Os ingressos para os próximos meses da temporada serão disponibilizados sempre a partir do dia 20 do mês anterior.

O sistema será utilizado ao longo das 325 apresentações agendadas para a temporada – a última apresentação está programada para  29 de junho de 2014.