Setor de agregados para construção civil prevê forte expansão até 2016

Agência Indusnet Fiesp,

A qualidade de vida tem relação direta com o setor que representa os recursos minerais, pois se traduz na construção de estradas, escolas, casas, hospitais. A opinião é de Fernando Mendes Valverde, da Associação Nacional de Entidades de Produtores de Agregados para Construção Civil (Anepac). A mineração e a sustentabilidade das regiões metropolitanas foram temas debatidos neste segundo dia da XII Semana de Meio Ambiente da Fiesp/Ciesp (8).

A maior parte do PIB do setor se concentra no Sudeste, sendo que São Paulo é responsável por 30 a 35% do consumo, mas há espaço para crescer ainda mais, analisa Valverde. As previsões para este ano são de crescimento de 1%; no ano que vem o mercado deve se expandir em torno de 3% e, de 2010 a 2016, o ritmo pode se acelerar para 29% em função da Copa de 2014, que será realizada no Brasil.

Apesar da forte expansão, atualmente o Brasil tem tímida participação no cenário internacional. Enquanto na Ásia o consumo de agregados alcança 11 bilhões e 300 milhões de toneladas – hoje a China é o maior produtor e consumidor de agregados do mundo – o Brasil soma cifras de apenas 390 toneladas [dados de 2006], apesar de contar com 3.100 empresas e empregar diretamente 68 mil pessoas, em 2009.

Na opinião de Valverde, faltam políticas públicas para o setor e os limites de jazimentos não obedecem aos limites políticos dos municípios. Outros problemas dizem respeito aos inegáveis efeitos da atividade sobre o meio ambiente, aos estigmas do passado, às crescentes restrições ambientais e ao aumento do valor do solo.

Para mitigar os impactos, é necessário o uso racional das reservas, apostar no reúso das águas, no uso de subprodutos, na reciclagem, no monitoramento e na utilização de substitutos (pneus, plásticos, escória de alto forno e resinas).

“O ordenamento territorial é instrumento de políticas públicas, indispensável e vital para a sustentabilidade de mineração nas áreas urbanas”, concluiu Fernando Mendes Valverde, criticando a falta, no Estado de São Paulo, de pasta específica para a mineração, apesar das obras do Rodoanel e da expansão das linhas do Metrô, na região metropolitana.