Tecnologia para segurança pública é destaque na Inglaterra e no Mato Grosso do Sul

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Dando continuidade à agenda do Congresso Internacional de Segurança Pública 2014, evento realizado pelo Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que prossegue até quarta-feira (21/05) na sede da instituição, especialistas em segurança pública de Londres, Inglaterra, e do Mato Grosso do Sul, detalharam suas atuações visando a prevenção e queda no número de crimes.

Matthew Wlliam Andrews, oficial da Unidade de Controle de Tumultos e da Unidade de Apoio Territorial da Polícia Metropolitana de Londres, falou sobre sua positiva experiência em integrar imagens de alta qualidade.  “Trabalhamos com a integração e o emprego de tecnologia na gestão da segurança londrina”, afirmou.

Andrews, sargento da polícia inglesa, explicou que foi criada anos atrás uma gigantesca estrutura subterrânea na capital inglesa. “Optamos pela criação de uma ligação entre nossa central de banco de dados e as unidades espalhadas pela cidade”, explicou.

Andrews: ligação entre a central de banco de dados e as unidades espalhadas pela cidade. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Andrews: ligação entre a central de banco de dados e as unidades espalhadas pela cidade. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo ele, a polícia trabalha com um total de mais de 20 mil câmeras de alta definição espalhadas pela cidade. “Monitoramos todos as manifestações populacionais, com o armazenamento de imagens em alta resolução, que são estocadas por até sete anos em nossos arquivos”.

No Mato Grosso do Sul

Em seguida, o delegado André Matsushita Gonçalves, superintendente de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, destacou as recentes ações realizadas no estado.

“Segurança de qualidade trabalha sob o binômio capacidade humana mais tecnologia”, disse. “Criamos procedimentos integrados e padronizados, com atuação conjunta de todos os organismos, tanto na fase policial, quanto na fase processual”, adicionou.

De acordo com Gonçalves, a sincronização das bases através de painéis gerenciais, com gráficos analíticos, relatórios e mapas, resultou em maior eficácia por parte da polícia local, reduzindo em 8% o número de crimes no Mato Grosso do Sul.