Faltam projetos para o Brasil, diz fundador da Totvs no Acelera Startup

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Ernesto Haberkorn, da Totvs, recomenda ter experiência profissional em grandes empresas antes de partir para a criação de um negócio próprio. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Dinheiro não falta no Brasil, o que falta mesmo é projeto, afirmou Ernesto Haberkorn, sócio fundador da Totvs e diretor da TI educacional, nesta quarta-feira (07/05), durante painel do Acelera Startup, evento promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Haberkorn foi o convidado para dar dicas sobre empreendedorismo e gestão para os participantes do evento, que prossegue por mais um dia (08/05) na sede da instituição. E, durante sua exposição, lembrou sua evolução profissional.

“Antes de tudo, você precisa fazer o que gosta. Assim nunca terão problemas”, brincou Haberkorn, no início de sua participação.

O empresário também ressaltou a importância da tecnologia tanto para gestão empresarial como para a criação de novos negócios. “A Tecnologia da Informação (TI) e a tecnologia de software são sinônimos de eficiência e sempre serão aceitos, se funcionarem.”

Sobre a evolução profissional, o empresário ressaltou a necessidade de o empreendedor ter experiência profissional em grandes empresas antes de partir para a criação de um negócio próprio. “Nas empresas, aprendemos a ser corporativos, a cumprir prazos, a tratar orçamentos, a respeitar hierarquia”, explicou.

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Iaconelli: capacidade pessoal do empreendedor é avaliada pelos investidores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Segundo ele, para investir, inovar e empreender são necessários atributos como inteligência, e, principalmente, liderança. Além disso, Haberkorn destacou a importância de saber dividir seus sonhos com outros empreendedores. “Às vezes dividir é multiplicar.”

Em seguida, Maria Rita Spina Bueno, diretora-executiva da Anjos do Brasil, e André Iaconelli, representante da Harvard Angels, falaram sobre a importância dos investidores-anjo para a evolução de um plano de negócios. O investimento-anjo é o investimento efetuado por pessoas físicas com seu capital próprio em empresas nascentes com alto potencial de crescimento,

“Investidores-anjo são muito mais que apenas agentes que colocam capital em um projeto. Um projeto tem que ter valor agregado”, disse Maria Rita.

Segundo Iaconelli, muitas vezes o investidor-anjo não analisa apenas a ideia inovadora, mas, sim, a capacidade pessoal do empreendedor.

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Fabiana Saad, mediadora do painel, André Iaconelli, Maria Rita Spina Bueno e Eduardo Grytz. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp