Atitude e atualização são fundamentais para quem quer conquistar o mercado, afirma André Ganzelevitch

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Como desenvolver e manter uma sobrevivência saudável e independente da micro e pequena indústria? Para falar sobre a “musculatura comercial” destas empresas, André Ganzelevitch, consultor da AG Consultoria, participou nesta quinta-feira (18/10) do seminário A Indústria Frente à Necessidade e Conhecer seu Mercado, realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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O consultor André Ganzelevitch, da AG Consultoria, durante o Seminário do Decomtec/Fiesp. Foto: Everton Amaro

Ganzelevitch começou fazendo uma pergunta aos empresários da plateia: “Quem fez exercício físico hoje pela manhã?”. Diante de poucos braços erguidos, disparou: “Precisamos aprender a malhar um pouco mais!”.

Ao falar em musculatura comercial, o consultor frisou que a questão é importante no preparo da empresa para o desenvolvimento e domínio do próprio mercado.

“Temos o hábito de comparar a pessoa física com a jurídica, nós consultores somos uma espécie de ‘médico’ da pessoa jurídica”, afirmou Ganzelevitch, literalmente vestindo a camisa de sua empresa. Segundo o consultor,  esta particularidade faz parte dos componentes básicos para a ação no aspecto comercial.

“Vestir a camisa da empresa ou ao menos usar o crachá durante visitas a grandes companhias é uma oportunidade de identificar sua marca, ostente-a com orgulho. Não adianta só usá-la internamente”, disparou.

André Ganzelevitch apontou detalhes aos quais as micro e pequenas indústrias devem estar atentas: cadastro, recursos de apoio e tarefas ativas. “As empresas devem sempre atualizar seus cadastros e acompanhá-los. Se elas estiverem sem esta característica, impedirão o desenvolvimento de uma rotina regular e constante; cairão na obsolescência”, sentenciou.

No caso de serviços, segundo o consultor, é preciso aprender a perceber se o serviço oferecido é apresentado ao cliente com nitidez. “É um risco quando não se entende isso com clareza e a empresa corre o risco de entregar mais do que o combinado; portanto, delimitar o serviço é particularmente interessante”.

Tecnologia competitiva

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540228194André Ganzelevitch alegou que as vendas ocorrem em função do que a empresa faz. “Se não soubermos que coisas são essas, vendas não ocorrem”, exclamou o consultor, que citou o aplicativo Inteligência de Mercado da Indústria – lançado pelo Decomtec/Fiesp durante o seminário – como uma ferramenta importante para as micro e pequenas indústrias.

“O aplicativo da Fiesp oferece às industrias uma grande riqueza de informação e sem custo. Mas não adianta ter informação se não trabalhar regularmente”, ressaltou.

E adicionou: “Como disse o presidente [da Fiesp] Paulo Skaf, podemos e devemos crescer e desenvolver a competitividade, não só na questão tecnológica ou de acesso a crédito, mas na questão de atitude. O mercado esta aí e sempre será de quem é mais rápido e presente”.

Ao concluir, o consultor da AG Consultoria enfatizou que as ações, se organizadas de maneira disciplinada, resultarão em pedidos dos clientes. E mandou um último recado: “Quando voltarem para vossas empresas, entrem com olhos de primeira vez”.