Curso da Fiesp e Inmetro ensina a elaborar requisitos de avaliação da conformidade técnica de produtos

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

Apresentar o mecanismo de avaliação da conformidade, contribuindo para a justa concorrência com produtos importados e para o aumento da competitividade da indústria brasileira. Esse é o objetivo do 3º Curso de Elaboração de Requisitos para Avaliação da Conformidade, realizado na terça (05/11) e quarta-feira (06/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento foi uma realização da parceria do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) e do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da entidade com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

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O especialista do Decomtec, Paulo Sergio Pereira da Rocha, e o diretor titular adjunto do Derex, Eduardo Ribeiro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Para o diretor-titular-adjunto do Derex, Eduardo Ribeiro, a iniciativa é de importância fundamental para a área de defesa comercial. “Nem todas as empresas que importam no Brasil têm o cuidado de ver se os produtos importados atendem às exigências técnicas que são obrigatórias”, afirmou Ribeiro.

Ribeiro enfatizou a importância de que as exigências técnicas aplicáveis à indústria brasileira também sejam observadas pelos produtos estrangeiros. “Neste sentido, está tramitando há 10 anos no Congresso Nacional um projeto de lei (PL nº 717/03) que pretende submeter todos os produtos importados pelo Brasil à verificação das exigências técnicas previamente ao seu ingresso no Brasil”, afirmou o diretor.

Na visão do especialista do Decomtec da Fiesp, Paulo Sergio Pereira da Rocha, este curso ressalta a importância da parceria do Inmetro com as associações e sindicatos do setor produtivo para a orientação e o desenvolvimento dos regulamentos técnicos. “O objetivo é a ampliação do rol de produtos sujeitos à avaliação de conformidade e a Fiesp defende esta posição”, disse.

Os dois lados da história

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Ana Valéria de Freitas Silva, do Inmetro, acredita que trabalhar em parceria melhora a solução. Foto: Beto Moussali/Fiesp

Para a gestora de processo de orientação e incentivo da cultura da avaliação de conformidade do Inmetro, Ana Valéria de Freitas Silva, a indústria é um importante ator no processo de regulamentação. “Não adianta o Inmetro regulamentar sem ter como parceiro a indústria, o comércio e o consumidor. Esse produto só vai ter o aprimoramento contínuo implementado se todos esses atores estiverem envolvidos na busca da melhoria da indústria e do produto final consumido no país.” Na visão dela, “compartilhar com a indústria a nossa forma de pensar é envolvê-la no problema e, consequentemente, na solução”.

Ana Valéria ainda destacou a importância da parceria com a Fiesp e dos trabalhos práticos desenvolvidos nas oficinas do curso. “Ter a Fiesp como parceira neste momento, trazendo os sindicatos e montando um grupo de trabalho que envolve diversos setores da indústria, é muito importante”, ressaltou.

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3º Curso de Elaboração de Requisitos para Avaliação da Conformidade. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O pesquisador do Inmetro, Fabio Real, destaca a importância de que a indústria entenda como funciona a regulamentação feita pelo Inmetro, pois isso contribui para que o processo ocorra de modo mais assertivo. Segundo ele, “a regulamentação é fundamental para o negócio deles”, afirmou.

Para o diretor administrativo da Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (Abilux), Marco Poli, a aproximação da Fiesp e do Inmetro é muito interessante. “A Abilux já atua em parceria com o Inmetro, mas essa iniciativa é muito boa porque dissemina o procedimento para complementar as normas, a fim de termos produtos de confiança e qualidade no país”, afirmou.