Século 21 será de busca permanente por saúde e qualidade de vida, diz diretor do Sesi-SP em debate

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Saúde e qualidade de vida estão na agenda de todas as nações. O século 21 será o século da busca permanente por saúde e qualidade de vida. A opinião é de Ricardo Oliva, diretor de Qualidade de Vida do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), em palestra nesta segunda-feira (15/04) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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A palestra 'Perspectivas e Tendências em Saúde e Qualidade de Vida nas Empresas do Século 21' debateu temas sobre saúde e bem estar. Foto: Mauren Ercolani/Fiesp

“A saúde e o bem estar, no trabalho, são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico. A qualidade de vida é um capital”, disse Oliva durante o evento “Perspectivas e Tendências em Saúde e Qualidade de Vida nas Empresas do Século 21”.

Outros participantes do evento ressalvaram que a qualidade de vida ainda não é vista como capital ou prioridade por algumas principais empresas do Brasil.

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Alberto Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida. Foto: Mauren Ercolani/Fiesp

O médico Alberto Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), falou sobre a defasagem que existe nas empresas brasileiras quando o assunto é bem estar de seus funcionários. “As empresas precisam passar a considerar a saúde de seus funcionários como capital. No Brasil, ainda não vemos isso acontecer. As lideranças ainda não estão sensibilizadas”, disse.

“Sabemos que hoje o trabalho adoece”, afirmou Ana Maria Malik, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), doutora em medicina preventiva pela USP. “A saúde não é prioridade entre as empresas. Nenhuma entende que é investimento. Elas querem manter o funcionário trabalhando a todo custo”, afirmou.

“É necessário rever todo o processo. Toda a cadeia de valor do setor – tudo ainda deve ser mais bem compreendido”, disse o sanitarista Gonzalo Vencina Neto, superintendente corporativo do Hospital Sírio-Libanês.

No fim da reunião, Ricardo Oliva chamou atenção para o fato de a população brasileira passar por um processo de envelhecimento e que há insatisfação com os serviços da saúde no setor pública e privado. “Essas são duas questões importantes para debate, que exigem olhares diferenciados”, encerrou.