Sem isonomia tributária, setor da saúde não crescerá, afirma senadora durante visita à Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A senadora Ana Amélia,  do Rio Grande do Sul, foi recebida nesta sexta-feira (06/12) pelo coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (BioBrasil) e do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaúde) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Ruy Baumer.

Entre os assuntos discutidos durante o encontro, a necessidade da desoneração tributária para o produto médico-hospitalar brasileiro.

A senadora é uma das congressistas que apoia a criação de um ambiente de isonomia tributária para os produtos médico-hospitalares feitos no Brasil. Atualmente, artigos  importados não pagam tributos quando comprados pelo governo ou por hospitais sem fins lucrativos, enquanto o produto nacional não é isento de tarifas.

No atual modelo, o importado é 19% mais barato que o similar brasileiro.  A proposta da senadora é de também zerar os tributos para o produto nacional, tornando a indústria nacional mais competitiva.

Incentivo ao empreendedor

De acordo com a senadora, o atual modelo é contraditório e estimula o crescimento econômico dos países estrangeiros, ao invés de beneficiar a indústria nacional. A redução da carga tributária estimularia o empreendedor a ampliar a produção, segundo ela.

“Com a desoneração fiscal para o setor, mais empregos seriam gerados e distribuir-se-ia melhor a renda, além de ampliar receita e arrecadação”, afirmou. “Com a carga exagerada, como é a atual, criamos uma atmosfera informal não positiva, estimulando a sonegação e o desvio. Algo bastante nocivo para a economia”, disse a senadora.

Amélia: “Com a desoneração fiscal para o setor, mais empregos seriam gerados e distribuir-se-ia melhor a renda, além de ampliar receita e arrecadação”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Amélia: “Com a desoneração fiscal, mais empregos seriam gerados”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Segundo Amélia, há atualmente um forte trabalho no Senado para atender a “demanda legítima do setor”. “O setor de saúde quer isonomia, quer a igualdade de tratamento”, explicou. “O correto seria que o produto brasileiro também fosse isento de cobranças”, ressaltou.

Segundo a senadora, a atual política desestimula a indústria brasileira, limitando a agregação de valor e a geração de inovação e emprego. “No momento, o governo tem uma resistência gigantesca de fazer qualquer tipo de desoneração, devido a dificuldades financeiras”, concluiu.