“Brasil precisa de medidas concretas de integração regional”, diz Rubens Barbosa

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

Os esforços de integração regional na América Latina foram deixados de lado nos últimos 12 anos, de acordo com o embaixador e presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp (Coscex), Rubens Barbosa.

Em reunião do conselho nesta terça-feira (23), Barbosa falou sobre como o país poderia compartilhar seus avanços tecnológicos e conhecimentos técnicos, além de negociar um marco regulatório entre as economias do Cone Sul.

No fim do mês passado, o presidente do Coscex participou de um encontro da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). “O Brasil está tímido na recuperação de uma política para a região. Se houvesse um aumento dos 16% do comércio negociado atualmente, nosso país seria obrigado a ter uma posição de liderança, que não tem hoje”, criticou.

Na União Europeia (UE) o nível de integração intrarregional passa dos 60%. Mesma situação vista na América do Norte, por meio do Nafta, e da Ásia Oriental, ambos com cerca de 50%.

Reunião do Coscex sobre integração regional. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Galeria de Arte Digital do Sesi-SP apresenta maior festival internacional de ‘mídia facade’ da América Latina em novembro

Agência Indusnet Fiesp

A Galeria de Arte Digital Sesi-SP, maior espaço cultural de arte multimídia da América Latina (tem mais de 100 mil lâmpadas de LED instaladas em 3.700 m²), apresenta a 2ª edição do SP_Urban Digital Festival, de 4 a 28 de novembro. A mostra internacional será exibida na plataforma de LED instalada na parte externa do prédio da Fiesp e em estrutura inédita construída na alameda das Flores, ambos na avenida Paulista.

A programação do SP_Urban Digital Festival é composta por animações, obras de arte interativas, vídeos e performances integradas a dispositivos visuais.  Nesta edição, desembarcam em São Paulo os principais artistas mundiais da cena multimídia como James George (EUA), Julian Opie (Inglaterra) e o coletivo internacional United VJs, que atua na Europa e América do Sul.

O projeto que explora a participação do cidadão na atual realidade digital, tem curadoria de Marília Pasculli, da Verve Cultural, e da dinamarquesa, Tanya Toft. Um dos objetivos é atribuir uma nova função social a um dos edifícios mais simbólicos da capital e também a outros espaços públicos da cidade. A mostra questiona como a cultura digital afeta o modo de viver, e ainda como as novas tecnologias permitem diferentes meios de expressão e de participação do cidadão urbano.

>>> Sesi-SP oferece oficinas gratuitas de arte multimídia na capital paulista

Um mirante instalado na alameda das Flores é a grande novidade desta edição. O calçadão que liga a Avenida Paulista à rua São Carlos do Pinhal, vai se tornar um mirante interativo da fachada luminosa do prédio da Fiesp. A travessa será um novo espaço interativo-expositivo com 45 metros de extensão: a pista multimídia Sonic Skate São Paulo. Em cada uma de suas extremidades, haverá um painel de LED. Os skatistas serão privilegiados com uma rampa iluminada e colorida.

Ousado e gigantesco, o festival colocou a cidade de São Paulo na rede mundial de “media facade” Connecting Cities Network, com sede em Berlim.

Numa experiência inédita no Brasil, o SP_Urban Digital Festival estabelece um canal de divulgação cultural como parte integrante da cidade, fundindo arquitetura, arte e tecnologia.

Não perca!!
SP_Urban Digital Festival – 2ª edição
De 4 a 28 de novembro
Locais: Fachada do prédio Fiesp/Sesi-SP (Av. Paulista, 1.313)  e Alameda das Flores (travessa de pedestres entre av. Paulista e rua São Carlos do Pinhal).
Horários:  das 20h às 06h

Para saber a programação completa do Festival, clique aqui.

Veja também:

O que é e tudo que já rolou na Galeria de Arte Digital do Sesi-SP

 

Fiesp promove encontro empresarial Brasil-Hungria para incrementar fluxo de comércio bilateral

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Apesar de o Brasil ser o segundo maior parceiro comercial da Hungria na América Latina – perdendo apenas para o México –, o fluxo bilateral em termos absolutos é pouco expressivo: US$ 417,3 milhões. Em 2011, as exportações húngaras cresceram 55%, já as importações registraram um aumento de 29%.

Com a intenção de melhorar ainda mais esses índices, o secretário de Estado do Ministério da Economia da Hungria, Kristóf Szatmáry, desembarca na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na terça-feira (13/11), às 9h, para promover o Primeiro Encontro Empresarial Brasil-Hungria.

Essa é a segunda vez que a Fiesp promove uma rodada de negócios com a Hungria. Em 2007, na primeira edição do evento, estiveram presentes nove empresas húngaras e doze empresas brasileiras, totalizando vinte reuniões. Os setores envolvidos foram construção, imobiliário, moveleiro, metais leves, plásticos e marcenaria.

Desta vez, esperam-se empresas dos setores de serviços, bebidas não alcóolicas, construção, têxtil, pesquisa e desenvolvimento, T.I., produtos eletroeletrônicos (voltados para a divulgação e propaganda de produtos) e autopeças.

Além de Szatmáry, outros 40 empresários compõem a comitiva. Entre as dezessete empresas húngaras convidadas, destaque para uma fabricante de bebidas energéticas com projetos avançados para instalação de plantas industriais em São Paulo.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), os setores de peles (33%), máquinas e aparelhos mecânicos (16%) e pastas de madeira (11%) totalizaram 60% da pauta de exportações brasileiras à Hungria. Nas importações, o setor de máquinas representou metade das compras brasileiras, seguido pelo de veículos, incluindo tratores (17%).

Ainda durante o Encontro Empresarial, o secretário húngaro irá homenagear o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, com a entrega da Ordem do Mérito Húngara, em reconhecimento por esforços realizados em busca de aproximação e intensificação dos laços comerciais.

Olimpíada do Conhecimento: 84 alunos do Senai-SP participam da fase nacional

Rosângela Gallardo, Agência Indusnet Fiesp

Oitenta e quatro alunos do Senai-SP vão participar da 7º Etapa Nacional da Olimpíada do Conhecimento – São Paulo Skills. A competição, que será realizada no Pavilhão de Exposições do Anhembi, é voltada a estudantes de cursos técnicos e de formação profissional de unidades do Senai e do Senac de todo o Brasil.

O evento é gratuito e aberto à visitação pública de 14 a 17 de novembro, das 9h às 18h. Simultaneamente, será realizada a Worldskills Americas, que reunirá os melhores alunos da América Latina.

A Olimpíada do Conhecimento ocupará 76 mil metros quadrados e reunirá 718 alunos de todo o Brasil. Os estudantes serão testados em 59 ocupações profissionais e os visitantes podem acompanhar, em tempo real, o desenvolvimento de cada tarefa.

Paralelamente à competição será realizado o Inova Senai, no qual serão apresentados projetos e invenções de aplicação industrial, desenvolvidos por estudantes e docentes da instituição de todo o país.

Tradição

Idealizada para promover e incentivar o ensino profissional no País, a Olimpíada do Conhecimento é uma versão do antigo Torneio Nacional de Formação Profissional, criado em 1982.

Durante sua realização são programadas três modalidades de provas – teórica, qualidades pessoais (atitudes e habilidades intelectuais) e prática (24 horas).

Todas as fases são acompanhadas por especialistas, que avaliam o desempenho dos candidatos em cada etapa da elaboração do trabalho. Sai vitorioso o concorrente que obtém melhor pontuação durante o desenvolvimento das tarefas apresentadas. O cenário das atividades reproduz o ambiente real de trabalho, com ferramentas, equipamentos e situações correlatas à área tecnológica avaliada.

As pessoas com deficiências integrarão a disputa, participando em quatro categorias específicas: costura (PCDs surdos); Panificação (PCDs Síndrome de Down); Mecânica de Automóveis – (PCDs Cadeirante); e Tecnologia da Informação – (PCDs – Cegos).

Premiação

A premiação da Olimpíada do Conhecimento contemplará os três melhores colocados de cada uma das ocupações avaliadas e será realizada no dia 18 de novembro (domingo), a partir das 18h, no Ginásio Poliesportivo José Correa, em Barueri.

Novos talentos

Segundo Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Senai-SP e do Sesi-SP, a Olimpíada é um celeiro de novos talentos e importante instrumento de incentivo à capacitação profissional no país. “O mercado reconhece e contribui para a realização deste torneio, tanto que há forte participação da classe industrial, seja patrocinando, apoiando ou visitando o evento”.

Skaf explica que, para os alunos, conquistar uma medalha na competição equivale a obter um selo de excelência profissional. “Assim como ocorre nas competições esportivas, os estudantes são observados. Aqueles que obtêm melhor desempenho são disputados pelo mercado.”

Na avaliação de Walter Vicioni, diretor regional do Senai-SP e Superintendente do Sesi-SP, a Olimpíada do Conhecimento é um momento especial de exposição da educação profissional oferecida pela entidade. “Os estudantes são desafiados a superar seus limites, os docentes têm a oportunidade de realizar trocas técnico-pedagógicas e os empresários podem buscar jovens profissionais com grande diferencial competitivo.”

Na última edição da Etapa Nacional, realizada no Rio de Janeiro, no ano passado, São Paulo foi o grande vitorioso, conquistando 33 medalhas, sendo 18 de ouro, sete de prata e oito de bronze.

Torneio internacional

A conquista deste pódio abre portas para a participação na olimpíada internacional, o WorldSkills Competitions 2013 / IVTO International Vocational Training Organization (www.worldskills.com), que será realizado em 2013, na Alemanha.

Promovido há aproximadamente 50 anos, esse torneio ocorre a cada dois anos com o objetivo de fomentar o intercâmbio entre estudantes ou jovens profissionais de várias regiões do mundo, que buscam o aprimoramento profissional por meio da troca de experiências e do contato com novas competências.

Mas antes de chegar a essa etapa, os alunos passam por uma maratona de treinamentos, que visa reforçar a execução de exercícios teóricos com alto grau de dificuldade e domínio das tarefas práticas. Complementa a preparação, o acompanhamento nutricional, físico e psicológico de cada participante.

Confira as modalidades competitivas da Olimpíada do Conhecimento São Paulo

Serviço
Olimpíada do Conhecimento – Fase Nacional

Abertura
Data: 12 de novembro de 2012 – segunda-feira
Horário: 15h
Local: Ginásio Poliesportivo José Correa, Barueri, São Paulo

Visitação:
Data: 14 a 17 de novembro
Horário: das 9h às 18h
Entrada franca
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1209, São Paulo, SP

Premiação:
Data: 18 de novembro de 2012 – domingo
Horário: a partir das 18h
Local: Ginásio Poliesportivo José Correa, em Barueri, SP

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Brasil é o segundo país do mundo em que mais investimos, diz Mariano Rajoy

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Em seu pronunciamento na visita à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quinta (21/06), o presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, lembrou que é intensa a relação comercial entre seu país e reforçou a necessidade de estreitar esses laços.

Mariano Rajoy, presidente do governo da Espanha, reforça necessidade de seu país estreitar laços com o Brasil

“O investimento da Espanha no Brasil é quase a metade (47%) dos nossos investimentos na América Latina, o que o torna o segundo país do mundo em que mais investimos”, afirmou Rajoy, em discurso ao lado do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Rajoy aproveitou o encontro para comentar a crise na Zona do Euro, que vem afetando duramente o seu país, além da Grécia, Itália e Portugal. Segundo ele, a avaliação das agências financeiras sobre a real situação bancária da Espanha provou que as estimativas do governo estavam corretas e que as medidas tomadas até agora foram necessárias.

O chefe do executivo afirmou que a auditoria da Oliver Wyman avaliou que para retomar a economia espanhola, em um cenário-base, os bancos precisam entre 16 e 25 bilhões de euro. Para uma situação mais crítica, seria preciso entre 51 de 62 bilhões de euro. Já a alemã Roland Berger calculou que os bancos precisam entre 25,6 e 51,8 bilhões de euro para se recuperarem.

Apesar dos números apresentados, o chefe de governo está confiante na recuperação econômica de seu país e assegurou que a Espanha ainda é um bom lugar para investir. “Apesar da nossa atual conjuntura, somos uma porta de entrada para o mercado da União Europeia”, sustentou Rajoy.

O presidente do governo da Espanha lembrou, ainda, que a agenda de reformas econômicas em curso na Espanha é necessária para cumprir os gastos públicos nesse momento de turbulência. “Este é o caminho para “tornar a economia competitiva novamente.”

Ao final da reunião com empresários, o presidente do governo da Espanha recebeu a condecoração da Ordem do Mérito Industrial São Paulo.

 

 


 

Complementariedade energética favorece interconexão na América Latina

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Eduardo Nery, consultor da Energy Choice

As matérias-primas para produção de energia elétrica se complementam na América Latina, o que representa uma grande oportunidade de diversificação da matriz regional com integração entre os países. Esta foi a conclusão do painel Energia Renovável e Integração: Potencial da América Latina, apresentado por Eduardo Nery, consultor da Energy Choice, no 12º Encontro Internacional de Energia.

O especialista destacou a condição privilegiada da América Latina por seu potencial de geração de energia (particularmente as de fontes renováveis), por sua diversificação, complementaridade e distribuição geográfica. E afirmou que a  “região tem condição de ser autônoma”, porém a integração entre os países é decisiva para criar uma competitividade mais saudável. “Temos o compromisso histórico de desenvolver nossa matriz da maneira mais limpa possível em relação ao que os países ricos fizeram no passado”, destacou.

Nery exemplificou as vantagens naturais do território latino-americano, como a incidência de raios solares, ventos, cursos d’água, cultivos para biomassa, ocorrências de gás e petróleo e reservas de urânio. “Não há grandes superposições, principalmente entre as fontes eólicas e solares. E isso é um ponto extremamente importante a ser explorado, já que favorece enormemente a integração regional”, ressaltou.

Protagonismo

O Brasil, por sua dimensão, está estrategicamente posicionado, não só do ponto de vista geográfico como da oferta de diferentes fontes renováveis e também não-renováveis, avaliou o consultor.

Entre as riquezas naturais brasileiras, Nery destacou os cursos de rios em grandes bacias na Amazônia, enormes áreas de silvicultura que resulta na biomassa, elevada produção de biodiesel, produção de etanol das maiores do mundo, ventos no sul e no nordeste e incidências de fortes raios solares no norte e no nordeste do País – fatores críticos de sucesso em geração energética.

Somam-se a isso as recentes descobertas de petróleo e gás no pré-sal das bacias de Campos, Santos e do Espírito Santo, além das crescentes descobertas de jazidas de urânio, que colocam o Brasil como sexta reserva mundial do mineral.

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Acompanhe a cobertura do 12º Encontro Internacional de Energia

Interconexão energética avança e reduz desigualdades na América Latina

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Norberto Medeiros, presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Mundial de Energia

“Em uma coisa nós todos concordamos: a disponibilidade de energia a preços adequados é um pré-requisito para o desenvolvimento econômico e prosperidade”. Com estas palavras, Norberto Medeiros, presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Mundial de Energia, definiu a importância de se desenvolver o intercâmbio energético mundial e salientou a importância das interconexões regionais neste processo na América Latina.

O tema foi debatido no painel Avanços na Integração Eletroenergética, durante o 12º Encontro Internacional de Energia e II Seminário Internacional de Interconexões, promovido pela Fiesp e a Comissão de Integração Energética Regional (CIER).

José Vicente Camargo, coordenador internacional de Geração e Transmissão do CIER

O coordenador internacional de Geração e Transmissão do CIER, José Vicente Camargo apresentou um balanço dos projetos e dos sistemas já implantados de interconexão na AméricaLatina. “Agora, com a entrada em operação da linha Guatemala–México e a próxima interconexão Panamá–Colômbia, que se conclui até 2014 – além da iniciativa do corredor andino  para o Pacífico – praticamente teremos um corredor eletroenergético que vai do México até o Chile”.

Segundo o especialista, de 2005 a 2010, a capacidade latino americana de interconexão de energia cresceu dez vezes, passando de 500 MW de capacidade para 5 mil MW.

Camargo demonstrou 12 estudos de intercâmbio energético entre países da America Latina, até 2015. Alguns deles envolvem a interconexão do Brasil com países como Peru e Bolívia. Atualmente, o país se conecta com apenas três países: Paraguai, Argentina e Uruguai.

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Acompanhe a cobertura do 12º Encontro de Energia

Nova Zelândia tira o foco da Europa e mira projetos na América Latina

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

Tim Grosser, ministro de Comércio da Nova Zelândia. Foto: Vitor Salgado

No segundo dia de reuniões com dirigentes da Fiesp e empresários brasileiros, o ministro de Comércio da Nova Zelândia, Tim Grosser, disse nesta quarta-feira (27) que a América Latina, principalmente o Brasil, entrou para os planos de ampliação econômica de seu país.

Grosser enfatizou que seus planos para o Brasil estão focados em tecnologia na agricultura, com mira no aumento da demanda mundial por alimentos.

“Nos próximos anos, cerca de 90 milhões de pessoas emergirão para a classe média e, consequentemente, aumentará a demanda por alimentos. O Brasil é um dos poucos países do mundo capazes de suprir esta necessidade. O mundo precisará aumentar sua produção de alimentos em 70% até 2020”, destacou o ministro, no encontro empresarial Brasil-Nova Zelândia.

“Nossa prioridade hoje deixou de ser os países da Europa e miramos nas boas perspectivas que a América Latina oferece, em especial o Brasil”, acrescentou.

Grosser disse ainda que país nenhum do mundo pode ignorar o fato de o Brasil ter conseguido tirar 30 milhões de brasileiros da linha da pobreza. E ressaltou, com entusiasmo, a presença da Petrobras na exploração de hidrocarbonetos, em águas profundas ao norte da Nova Zelândia: “Foi uma surpresa para mim, quando soube que meu país tem uma grande reserva de hidrocarbonetos”.

Comércio

A corrente de comércio Brasil-Nova Zelândia registrou um crescimento médio de 18,9% ao ano de 2004 até 2008. As exportações brasileiras para o parceiro apresentaram queda de 50,9% de 2008 para 2009, o que refletiu no saldo comercial, fechando negativo em US$ 12,4 milhões o primeiro desde 2004.

Mário Marconini, diretor de Negociações Internacionais da Fiesp. Foto: Vitor Salgado

Segundo dados de 2009 do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior do Brasil, os principais produtos exportados pelo Brasil para a Nova Zelândia são: café, produtos hortícolas e instrumentos mecânicos, que representam 10,9%, 10,4%, e 9,1% do total, respectivamente. Caldeiras e máquinas e materiais elétricos concentram 47,6% dos produtos importados do parceiro pelo Brasil em 2009.

Para o diretor de Negociações Internacionais da Fiesp, Mário Marconini, o comércio entre os dois países ainda é muito baixo. No ano passado, o saldo não chegou a US$ 100 milhões, com vantagem para os neozelandeses, que registraram um superávit de US$ 12,4 milhões em cima do Brasil.

Marconini defendeu um acordo de livre comércio entre o Mercosul, Nova Zelândia e Austrália, como forma de explorar, segundo ele, o promissor mercado da Oceania.

“Os acordos brasileiros vêm se mostrando mais políticos do que econômicos. Defendo um acordo com Nova Zelândia e Austrália por serem países orientados por regras”, finalizou Marconini.

“O Brasil tem o dever de ajudar países parceiros e vizinhos”, diz Lula

Agência Indusnet Fiesp,

Luiz Inácio Lula da Silva,presidente da República

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta segunda-feira (9) o fortalecimento da economia dos países latino-americanos. Disse ainda, que o Brasil, por manter uma política econômica estável, tem o dever de ajudar os parceiros e outras nações bem menos favorecidas.

“Em uma política comercial correta deve haver equilíbrio. O Brasil só ficará mais rico se os seus vizinhos tiverem uma economia mais desenvolvida. Quanto mais um país da América Latina crescer, mais o Brasil cresce […] O País não tem que ter medo de ver seus parceiros fortalecidos”, afirmou o presidente durante encontro empresarial Brasil-El Salvador, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Para exemplificar sua declaração, Lula citou a relação comercial com o Paraguai. Ele defendeu o financiamento pelo Brasil de uma linha de transmissão de energia que beneficiará a capital paraguaia, Assunção. De acordo com Lula, esta é a melhor forma de convencer o povo paraguaio de que o acordo de Itaipu é justo para os dois lados.

Mauricio Funes, presidente de El Salvador

O presidente também voltou a defender a produção do etanol além das fronteiras brasileiras como alternativa econômica para El Salvador. Para Lula, a produção do combustível em terras salvadorenhas facilitaria a entrada do biocombustível no mercado norte-americano sem pagar tarifa.

Senai-SP participa da 2ª ExpoPrint Latin America

Agência Indusnet Fiesp,

Até esta terça-feira (29), acontece no Transamerica Expo Center, em São Paulo, a 2ª ExpoPrint Latin América, considerada o maior evento gráfico da América Latina. A feira está aberta à visitação das 13h às 20h. Para participar é necessário se credenciar pelo site: http://www.expoprint.com.br.

Profissionais de quatro unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) que atuam na área gráfica estão à disposição para atender o público nas questões relacionadas às necessidades do setor, aumento da competitividade, qualificação profissional e orientação sobre cursos que atendem à demanda do mercado.

O cronograma de atividades da entidade inclui palestras que abordarão as seguintes temáticas: gestão ambiental, design como vantagem competitiva na indústria gráfica, padronização de processo de máquinas impressoras rotativas Offset, orientação profissional e segurança trabalho.

ExpoPrint Latin América
Criada pela Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Industria Gráfica (Afeigraf), a

ExpoPrint é uma feira de negócios voltada ao mercado gráfico brasileiro e latino-americano.

A finalidade é unir tecnologia a soluções eficientes, aproximar clientes e fornecedores, acompanhar o desenvolvimento tecnológico de equipamentos e matéria prima.


Serviço
2ª ExpoPrint Latin America
Data: De 23 a 29 de junho de 2010
Horário: Segunda a sexta-feira, das 13h às 20h; sábado e domingo, das 10h às 17h
Local: Transamerica Expo Center
Endereço: Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo
Localização estande: Avenida R – Estande R11
Escolas participantes: Escola Senai Theobaldo de Nigris, Senai Fundação Zerrenner, Senai José Ephim Mindlin e Senai João Martins Coube

Chile é ponte de negócios para produtos brasileiros atingirem o mundo, diz especialista

As empresas brasileiras podem se beneficiar dos 20 acordos comerciais que o Chile mantém com 56 países da Ásia, América Latina, União Europeia e os Estados Unidos.

Foi o que informou o gerente de Comércio Exterior da Sociedade de Fomento Industrial (Sofofa), Hugo Baierlein, em reunião nesta quarta-feira (9), na sede da Fiesp.

“A rede de acordos configura uma plataforma comercial eficiente para atingir mercados diversos com cerca de 4 bilhões de consumidores”, explicou Baierlein.

O seminário chamado “Chile: sua plataforma de investimentos na América Latina” reuniu empresários interessados em fazer negócios com o país vizinho, além de convidar brasileiros a utilizarem o Chile como ponte para exportarem seus produtos a terceiros países.

Em julho passado, a presidente chilena Michele Bachelet encontrou-se com o presidente Lula, na Fiesp, e aproveitou para afirmar sua vontade de estreitar relações com o mercado brasileiro, lembrando que ambos países têm enfrentado bem a crise.

“Áreas do nosso intercâmbio comercial vão recuperar o ritmo expansivo dos últimos anos. As economias do Brasil e do Chile vão sair fortalecidas da crise, mais fortes do que a de muitos países”, afirmou Bachelet na ocasião.


Balança comercial

Em 2008, a corrente de comércio entre Brasil e Chile foi de US$ 8,9 bilhões. Sendo a exportação brasileira de US$ 8,9 bilhões e a importação de US$ 4,1 bilhões, tornando o Brasil superavitário em US$ 629 milhões.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil se manteve superavitário em US$ 43 milhões. Nesse período exportou US$ 231 milhões e importou US$ 187 milhões do Chile.