Principal ganho para o Brasil com acordo entre Mercosul e UE é a saída do isolamento comercial, diz embaixador Rubens Barbosa na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O setor privado apoia a participação do Brasil na proposta de acordo comercial do Mercosul com a União Europeia e a negociação não pode ficar estancada novamente por países que não queiram participar, afirmou o embaixador Rubens Barbosa. Ele acredita que o acordo com o bloco europeu ficou ainda mais importante para a região da América do Sul com o andamento das negociações entre Estados Unidos e os países da União Europeia (UE). A principal vantagem do negócio, segundo Barbosa, seria a saída do Brasil do isolamento comercial.

O embaixador, que é presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), se reuniu com mais de 20 embaixadores da União Europeia na sede da entidade na manhã desta quarta-feira (25/09). O principal objetivo do encontro, que contou ainda com outros membros do Coscex, representantes do governo brasileiro e de países da Europa, foi debater meios de avançar as negociações para a constituição de um acordo de comércio entre a UE e o Mercosul.

Barbosa: reunião com mais de 20 embaixadores da União Europeia na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Barbosa: reunião com mais de 20 embaixadores da União Europeia na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Segundo o embaixador, a entrega das listas de bens, serviços e compras governamentais dos dois lados com vistas a esse acordo está marcada para até o fim do ano.

“Dentro do Mercosul, por conta das diferenças entre os países, vamos ter listas diferentes de produtos, bens e serviços. É normal não haver uma única lista para os cinco países, o importante é que a negociação avance. Nós não queremos que essa negociação fique estancada novamente por países que não queiram participar”, afirmou Barbosa.

Mais integração

Em sua Agenda de Integração Externa, a Fiesp sugere ações na área. Uma das propostas é a viabilização da assinatura de um acordo entre a UE e o Mercosul até o fim de 2014.

De acordo com estudo conduzido pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, em 2012 a liberalização do comércio de bens entre os dois blocos causaria um aumento de até 12% das exportações brasileiras para a Europa.

“A principal vantagem do Brasil nesse acordo é sair do isolamento. Em 12 anos o Brasil negociou apenas três acordos comerciais”, disse o embaixador e presidente do Coscex. “Realmente é a negociação mais importante que o Mercosul está desenvolvendo e ficou ainda mais importante por causa da negociação da UE com os EUA”, completou.

União Europeia e Estados Unidos

Também participou do encontro com empresários na Fiesp a embaixadora Ana Paula Zacarias, chefe da delegação da União Europeia no Brasil. Ela reforçou a importância do acordo da UE com os Estados Unidos.

“Talvez seja o mais ambicioso que tentamos até hoje. As relações entre UE e EUA representam um terço do intercambio mundial de bens e serviços. Se for concluído com sucesso, esse acordo criará a maior zona de livre comércio do mundo” afirmou a embaixadora.

Segundo ela, as negociações, que começaram em junho deste ano, devem durar não mais que dois anos.  A chefe da delegação da UE também reforçou a importância do Brasil como parceiro comercial para o bloco. “A relação entre UE e Brasil é a relação entre a maior economia da América do Sul e a maior economia do mundo”, disse. “Estamos falando de um envolvimento de 700 mi de cidadãos. O futuro dessa relação é importantíssimo para os dois lados”, afirmou.

Ana: importância do Brasil como parceiro comercial para a União Europeia em debate. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ana: importância do Brasil como parceiro comercial para a União Europeia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


De acordo com a embaixadora, em termos de investimento, a UE continua sendo o principal parceiro do Brasil, uma vez que o volume de trocas comerciais triplicou nos últimos dez anos e atinge hoje cerca de 100 bilhões de euros.

Apesar do reconhecido peso do Brasil para a economia europeia e vice-versa, a UE tem um mandato de negociação com o Mercosul como um grupo.  A embaixadora reconheceu o empenho do Brasil e afirmou que a UE sabe o significado da palavra flexibilidade, mas “temos um mandato do nosso lado”.

“Sabemos que existem sensibilidades e também níveis de desenvolvimento diferentes no Mercosul, que não há um modelo de acordo único”, ponderou a chefe da delegação.

Vídeo: Fiesp apoia Unasul no Projeto Anel Óptico Intercontinental da América do Sul

Agência Indusnet Fiesp

O desafio da comunicação digital é um dos tantos que unem os 12 países da América do Sul, continente com riquezas naturais, diversidade cultural e um mercado consumidor em franca expansão.

Como a maioria dos servidores de e-mail, serviços, redes sociais e conteúdos se localizam nos Estados Unidos, cerca de 80% do tráfego regional de dados dos países sul-americanos dependem dos servidores instalados em terras norte-americanas. Como a maioria destes países não possui rede de dados entre si, o volume de informações destinados aos países vizinhos devem obrigatoriamente passar pelos Estados Unidos.

Para superar esse obstáculo, o governo brasileiro propôs a construção do Anel Óptico Intercontinental da América do Sul, um projeto da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) que conta com apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A iniciativa vai interligar, por meio de cabos de fibra óptica, os doze países da região. Com o Anel Óptico, as nações sul-americanas terão uma internet democrática e acessível que aproximará a administração pública dos cidadãos. Melhorará o meio ambiente e o planejamento urbano, fomentará o crescimento social e econômico e trará o verdadeiro intercâmbio dentro do próprio continente. Uma grande obra de grande impacto para o nosso continente.

Anel óptico na América do Sul vai reduzir custo da Internet e interligar a região

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

O Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp apresentará o projeto anel óptico, que tem como objetivo a integração física e estratégica para interligar, por meio de cabos de fibra óptica, os 12 países da região.

A execução da obra prevê a utilização de cerca de 4 mil quilômetros de fibras para interconectar os países, com investimento de R$ 235 milhões de reais. Está previsto também o investimento de 12 milhões de reais em equipamentos.

“O investimento é alto e a construção da infraestrutura de suporte aos cabos enfrenta diversos obstáculos, como o relevo acidentado da região”, reconhece o diretor do Deinfra, Carlos Cavalcanti. A conclusão do anel óptico está prevista para 2015.

A interligação permitirá reduzir o custo com a comunicação entre os países sul-americanos, os custos com o tráfego intercontinental e a demanda pelas saídas transoceânicas. O novo formato também deve aumentar a segurança da informação e a soberania dos países-membros, além de fortalecer a integração regional.

Estudos demonstram que o aumento de 10% de banda larga gera em média um aumento de 1,38% do PIB na economia e novos empregos. “A popularização do acesso à internet também favorecerá o desenvolvimento em pesquisas e tecnologia e a troca de informações acadêmicas entre os países”, explica Cavalcanti.

Além disso, as oportunidades de negócios baseados em serviços de banda larga deverão ser multiplicadas, baseadas no desenvolvimento de publicidade, televisão, softwares virtuais, cloud computing e educação à distância.

Projetos de integração da América do Sul são discutidos em evento da Fiesp

Flavia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Criação de políticas claras que garantam o estabelecimento da segurança jurídica dos contratos e dos investimentos públicos e

Ministro João Mendes Pereira destacou os projetos de infraestrutura anunciados pela Unasul

Ministro João Mendes Pereira destacou os projetos de infraestrutura anunciados pela Unasul

privados. Este foi o foco do painel “Regulação para Integração da Infraestrutura Sul-Americana”, no 7º Encontro de Logística e Transporte da Fiesp, realizado nesta terça-feira (22/05), no Hotel Unique, em São Paulo.

O ministro João Mendes Pereira, chefe da Coordenação-Geral de Assuntos Econômicos da América Latina e do Caribe, do Ministério das Relações Exteriores, destacou o pacote de obras anunciados pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que promoverá a integração da infraestrutura da América do Sul. A iniciativa reúne 31 projetos estruturantes, que incluem a construção de pontes, túneis, anéis viários, gaseodutos, hidrovias e ferrovias.

“Os projetos de infraestrutura não podem mais ser concebidos como empreendimentos individuais. A configuração desta agenda ampla, que contempla o equilíbrio econômico, social e ambiental da integração, se consolidou como uma das principais estratégias para o desenvolvimento socioeconômico da América do Sul”, avaliou o ministro.

Segurança jurídica

Vitor Schirato afirmou que os países sul-americanos precisam definir regras claras para o estabelecimento da segurança jurídica

Vitor Schirato afirmou que os países sul-americanos precisam definir regras claras para o estabelecimento da segurança jurídica

De acordo com a advogada especialista em tributação na América do Sul, Maria D’Assunção Costa, a integração regulatória da região depende do estabelecimento de regras comuns, que garantam o estabelecimento da segurança jurídica dos contratos e dos investimentos.

“O pressuposto dos contratos e da segurança jurídica deve ser preservado na estrutura deste marco regulatório. A segurança institucional das agências aumenta a credibilidade e minimiza os riscos políticos”, afirmou.

Neste sentido, o professor de direito e advogado especializado em infraestrutura, Vitor Schirato, alertou que a integração regulatória da América do Sul depende do estabelecimento de um planejamento comum e da definição de políticas públicas e regras compatíveis que garantam um ambiente de segurança jurídica.

Segundo ele, os países precisam definir regras claras sobre os custos e condições de uso de um determinado projeto de infraestrutura que transcende os limites territoriais, reduzindo com isso os riscos de quebra do contrato.

“Hoje não existe um mecanismo que assegure a permanência e a eficácia das normas contratuais ao longo dos anos, tanto no direito nacional quanto no internacional. Se existe a ideia de uma integração regulatória e de infraestrutura, as regras criadas devem ser observadas por todos. Esse é ponto que falta na América do Sul para permitir uma integração regulatória efetiva”, completou Schirato.

Representantes do setor na América Latina lançam associação

O XI Congresso Internacional de Graxaria inova com o lançamento da ALAPR – Associação Latino Americana de Plantas de Rendimento (Graxarias), um projeto que promete movimentar a indústria. Formada por empresas de países da América Latina, como Argentina, Brasil, Paraguai, Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Panamá, com o apoio do Sindicato Nacional dos Coletores e Beneficiadores de Subprodutos de Origem Animal (Sincobesp), a associação traz propostas para atender aos interesses legítimos da Indústria de Reciclagem Animal nos países Latino-Americanos.

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O objetivo é atender ao setor em áreas específicas como biosseguridade, legislação, sustentabilidade e, também, criar um comitê encarregado para acompanhar cada passo dos projetos da ALAPR, além de promover a produção e o consumo de coprodutos de origem animal, estabelecer novos canais de comercialização e incentivar a educação ambiental de forma ativa nos países participantes.

O lançamento da ALAPR acontece nesta terça-feira (08/05). Em seguida, será dado inicio ao XI Congresso Internacional de Graxaria, no qual palestrantes de diversos países debaterão sobre soluções e benefícios conquistados mundialmente. O evento discutirá os principais assuntos relacionados ao setor de Reciclagem Animal. Dentre eles, as novas perspectivas para as indústrias, insumos e tecnologias para a próxima geração de alimentos para animais, métodos de sustentabilidade para as Graxarias e fatores do mercado que influenciam nos preços de farinha e gordura animal.

Outro momento importante do Congresso é o Fórum Internacional, que reunirá executivos mundiais do mercado para discutir os preços de matérias-primas e concorrência, meio ambiente e aspectos sanitários (regulamentos e fiscalização), custos industriais (vapor, eletricidade, logística U$/km, M-D-O), dados de produção e tendências globais.

Neste encontro, estarão presentes Andy Bennett, representante da Austrália e Nova Zelândia, presidente da Australia Renderers Association (ARA) e diretor-executivo da Talloman; Manfred Gellner, diretor da alemã Saria Bio Indústrias, que trará a experiência europeia; Kent Swisher, vice-presidente da National Renderers Association (NRA), que apresentará dados norte-americanos, e Fernando Mendizabal, presidente da Rendimientos Grasos (Rengra), que destacará o momento atual do México.

Setor

Atualmente, a indústria nacional de reciclagem animal é aliada à manutenção do ambiente limpo. No último ano foram processados cerca de 4,5 milhões de toneladas de subprodutos e a tendência é aumentar, graças ao crescimento da produção de carne, onde os resíduos são tratados e se transformam em produtos de valor agregado superior a R$ 2 bilhões, utilizados na indústria de ração animal, higiene e limpeza, tintas, cosméticos, lubrificante e biodiesel.

Todo este mercado estará reunido nos dias 8 e 9 de maio, no Espaço Frei Caneca, durante a realização da 7ª Feira Internacional das Graxarias (Fenagra) e a 2ª Expo Pet Food que promoverão em paralelo o 11º Congresso Internacional de Graxaria, o IV Congresso e o XI Simpósio de Nutrição de Animais de Estimação. No decorrer do evento, especialistas compartilharão seus conhecimentos com os participantes, promovendo a troca de experiência entre pesquisadores e entidades da agroindústria e nutrição de animais.


Serviço


Evento:
XI Congresso Internacional de Graxaria
Data: 8 e 9 de maio de 2012
Local: Espaço Frei Caneca de Convenções, São Paulo (SP)
Organização: DGV Eventos: (11) 2609 0831 / 2609 0832
Mais informações: (11) 3256 9173 (11) 3237 2860, site:  www.sincobesp.com.br

Evento:
7ª Fenagra e 2ª Expo Pet Food
Data: Dias 8 e 9 de maio de 2012
Local: Espaço Frei Caneca de Convenções, São Paulo (SP)

Mais informações: (11) 2769-7743, site:


http://editorastilo.com.br

Rodada de negócios discute eixos de integração para obras de infraestrutura

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

O setor privado é, sim, capaz de responder à convocação da União de Nações Sul-americanas (Unasul) para investir no pacote de obras que deverá aumentar a integração de infraestrutura do continente. A análise é de Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Carlos Cavalcanti, diretor do Deinfra Fiesp

“Se quisermos tirar os projetos do papel e atrair investimentos para a realização das obras, os governos precisam discutir com o setor privado no sentido de colaborar com o apontamento de soluções para que a carteira de projetos aconteça”, explicou Cavalcanti logo após a rodada de negócios complementar ao Seminário de Infraestrutura da América do Sul-8 e Eixos de Integração, realizado na sede da Fiesp no dia 24 de abril.

Participou da rodada de negócios um total de 75 empresários, número superior às expectativas – inicialmente eram apenas 54 inscritos. Nas reuniões, em caráter mais informal, foram tratados seis eixos de integração com representantes de governos, técnicos da Unasul, do Conselho Sul-americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Corporação Andina de Fomento (CAF).

Na opinião do diretor-titular do Deinfra, o evento serviu como alicerce para impulsionar a participação do setor privado nos aportes de mais de US$ 21 bilhões, volume previsto para o pacote de obras.

O suporte da Fiesp

De acordo com Carlos Cavalcanti, a Fiesp pode oferecer suporte técnico com a atualização permanente dos dados. “O trabalho deu dimensionamento visual dos projetos apresentados durante o seminário”.

Muito elogiado pelos participantes, o livro 8 Eixos de Integração da Infraestrutura da América do Sul, de mais de 300 páginas, ganhou uma versão em vídeo, um instrumento visualmente forte na divulgação dos impactos nas regiões, segundo Cavalcanti.

“Essa publicação estabeleceu um modelo que, a partir de agora, servirá para os governos, para o Cosiplan e para a Unasul atualizarem seus dados. No ponto de vista de prover a informação e criar um ambiente de diálogo com o setor privado, as ações da Fiesp foram um sucesso”, avaliou o diretor.

Próximos passos

Carlos Cavalcanti afirmou que a integração logística da América do Sul é prioridade da Fiesp, e que a entidade continuará atualizando as publicações, além de estabelecer uma curva de desempenho deste pacote de projetos, como resultado de uma metodologia mais focada.

“Nosso interesse é que a agenda seja completamente diferente daqui a cinco anos, e que após esse período, os projetos contratados e em realização sejam substituídos por outros”, explicou.

Paulo Skaf: ‘A hora e a vez da América do Sul’

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Às vésperas do Seminário de Infraestrutura da América do Sul-8 Eixos de Integração, evento que acontece nesta terça-feira (24/04) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o jornal Valor Econômico publicou ontem (23/04) um artigo do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, sobre o assunto – a integração do continente por meio de um pacote de obras que irão reforçar a infraestrutura dos 12 países que participam do programa. Confira.

Os números atestam o sucesso da vinculação do crescimento econômico à distribuição de renda, promovendo inclusão social, com resultados efetivos na eliminação da pobreza extrema e no bem-estar de seus 400 milhões de cidadãos. Com um território de 1,8 milhão de quilômetros quadrados, a América do Sul ocupa 42% do continente americano e, em 2010, respondeu por 5,9% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e por 17,4% do PIB das Américas.

Leia o artigo publicado no jornal.

Leia mais:

– Autoridades de 12 países debatem na Fiesp a integração da infraestrutura da América do Sul
– Embaixador: defender indústria nacional é prioridade e papel da infraestrutura é essencial
– Integração da América do Sul prevê mais de US$ 21 bi em investimentos em obras
– Seminário da Fiesp debaterá integração da infraestrutura da América do Sul
– Soberania dos países será respeitada, diz secretária-geral da Unasul
– Rodada de negócios discute eixos de integração para obras de infraestrutura

Compor estrutura financeira é desafio para integrar infraestrutura, diz Unasul

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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O vice-presidente da Fiesp, Ricardo Lerner, e a secretária-geral da Unasul, Maria Emma Mejía

É preciso elaborar uma estrutura de financiamento para que saiam do papel os projetos que visam integrar a infraestrutura da América do Sul. O alerta é de Maria Emma Mejía, secretária-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

“Temos um enorme desafio, juntamente com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), bancos de investimentos e o setor privado para pensar como vamos estruturar financeiramente, como vamos dar as garantias regulatórias por meio de nossos governos”, afirmou Mejía durante a abertura do Seminário de Infraestrutura da América do Sul – 8 Eixos de Integração, em evento realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de são Paulo (Fiesp).

O pacote de obras inclui pontes, túneis, anéis viários, linhas de transmissão, dragagem de rios, gasodutos, hidrovias, rodovias e ferrovias. A estimativa é que a realização das obras, desmembradas em 88 projetos individuais, demande um investimento que ultrapassa US$ 21 bilhões. Esses projetos foram definidos no final de 2011, em Brasília, em reunião do Conselho de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan) da Unasul.

Integração entre cidadãos

De acordo com Cecílio Pérez Bordón, ministro de Obras Públicas e Comunicação do Paraguai e presidente pro tempore do Cosiplan, é fundamental no processo de integração estrutural a garantia que todos os habitantes da região estejam realmente integrados dentro de um ambiente de bem-estar desejado.

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Cecílio Pérez Bordón, ministro de Obras Públicas e Comunicação do Paraguai e presidente pro tempore do Cosiplan

“Para que em 2022 tenhamos essa integração sonhada, acreditamos que o mais importante é a união de esforços dos organismos públicos e privados”, acrescentou Bordón.

Ricardo Lerner, vice-presidente e diretor-titular do Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp, afirmou que cabe aos empresários caminharem para concretizar os projetos de infraestrutura integrada na região. “[E assim] tirar milhares de cidadãos brasileiros e sul-americanos da pobreza”.




Autoridades de 12 países debatem na Fiesp a integração da infraestrutura da América do Sul

O bem-estar da população e o pacote de obras de infraestrutura que promova a integração e o desenvolvimento socioeconômico dos países sul-americanos. Estes são os grandes desafios do continente de acordo com o diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Cavalcanti, em sua apresentação na abertura do Seminário de Infraestrutura da América do Sul – 8 Eixos de Integração, nesta terça-feira (24/03), no Teatro do Sesi São Paulo, na capital paulista.

Participaram do evento a secretária geral da União das Nações Sul-americanas (Unasul), Maria Emma Mejía, e o presidente pro temporedo Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan da Unasul), o ministro Cecilio Pérez Bordón.

“Chegou a hora de encararmos as nossas carências de infraestrutura regional. Não exclusivamente sobre o ponto de vista das agendas nacionais. Precisamos interligar países e regiões fronteiriças, dar eficiência ao transporte de carga e conforto para o transporto de passageiros. Unificar o continente e aproximar, ainda mais, nossos povos. Este é o nosso desafio”, sublinhou o diretor do Deinfra/Fiesp.

Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra/Fiesp,  na abertura do Seminário da Unasul

Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra/Fiesp, na abertura do Seminário da Unasul

Segundo Cavalcanti, a realização deste seminário é uma excelente oportunidade para que os 12 países que integram a Unasul possam apresentar, de forma efetiva, sua agenda de projetos para mudar a cara do continente.

Durante o seminário, empresários e representantes de órgãos governamentais da América do Sul discutiram alternativas para ampliar a competitividade dos países da região. Com destaque para a apresentação da agenda de investimentos proposta pelo Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan), da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que prevê oportunidade de negócios para empresários da região na construção de 31 projetos estruturantes como pontes, túneis, anéis viários, linhas de transmissão, drenagens de rios, gasodutos, hidrovias, rodovias e ferrovias. A estimativa é que a realização dessas obras demande um investimento que pode ultrapassar US$ 21 bilhões.

Além do Brasil, integram a Unasul os seguintes países: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname Uruguai e Venezuela.

Veja aqui a proposta apresentada pela Cosiplan.

Seminário da Fiesp debaterá integração da infraestrutura da América do Sul

Com o objetivo de aproximar os governos da América do Sul, bancos de fomento, empresas de construção, concessionárias e investidores de toda a região, a Fiesp realiza nesta terça-feira (24/04), em sua sede, em São Paulo, o Seminário de Infraestrutura da América do Sul-8 Eixos de Integração.

A intenção é debater a construção de um novo modelo de infraestrutura nos setores de transportes, energia e comunicações da América do Sul, de acordo com a Agenda de Projetos Prioritários de Integração (API) do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan), da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Tem presenças confirmadas no seminário o presidente pro tempore do Conselho de Infraestrutura e Planejamento da Unasul (Cosiplan), ministro Cecilio Pérez Bordón; a secretária-geral da Unasul, María Emma Mejía; e a ministra de Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil, Miriam Belchior. Também estão convidados para o evento empresários de diversos setores.

Confira aqui a programação.

Serviço

Seminário de Infraestrutura na América do Sul – 8 Eixos de Integração

Data/horário: 24 de abril de 2012, terça-feira, das 9h às 12h

Local: sede da Fiesp – Av. Paulista, 1313, capital

Integração da América do Sul prevê mais de US$ 21 bi em investimentos em obras

Agência Indusnet Fiesp

Visando ampliar a competitividade dos países da região, o pacote de obras da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) para promover a integração da infraestrutura da América do Sul tem um total de 31 projetos estruturantes, que incluem oportunidades como pontes, túneis, anéis viários, linhas de transmissão, dragagem de rios, gasodutos, hidrovias, rodovias e ferrovias. A estimativa é que a realização dessas obras demande um investimento que ultrapassa US$ 21 bilhões.

Esses 31 projetos, desmembrados em 88 projetos individuais, foram definidos no final de 2011, em Brasília, em reunião do Conselho de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan) da Unasul.

Num primeiro momento, estima-se que sejam construídos 2,4 km de pontes; 14 km de túneis; 57 km de anéis viários; 360 km de linhas de transmissão; 379 km de dragagem de rios; 1.500 km de gasodutos; 3.490 km de hidrovias; 5.142 km de rodovias; e 9.739 km de ferrovias.

Sede do Seminário de Infraestrutura da América do Sul-8 Eixos de Integração, nesta terça-feira (24/04), em São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) participou do encontro, atendendo a convite do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. O objetivo da Fiesp é conhecer as obras necessárias para informar o setor privado sobre as oportunidades de negócios.

Com cerca de 400 milhões de habitantes, a América do Sul cresceu 5,3% – mais que a média mundial, 3,9% – no período de 2002 a 2010. A renda per capita média da região superou os US$ 10 mil, em PPA, mais alta que no Oriente Médio.

No entanto, os investimentos em infraestrutura tiveram uma queda percentual. Enquanto no período de 1980 a 1985 os investimentos nessa área representavam 4% do Produto Interno Bruto (PIB), nos anos de 2007 e 2008 esse valor caiu para 2,3%.

Confira aqui a programação

América do Sul investirá US$ 21 bilhões para integrar países da Região

O Fórum Empresarial para Integração da Infraestrutura na América do Sul nos setores de transporte, energia e comunicações é a primeira oportunidade prática para que investidores e representantes de governos dos países sul-americanos possam discutir, em conjunto, a agenda de projetos prioritários de integração para a Região.

No final de 2011, em uma reunião em Brasília, a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) definiu os projetos prioritários para promover a integração física da América do Sul e ampliar a competitividade dos países da Região.

Atendendo a convite do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) participou do encontro e tomou conhecimento das obras necessárias, com o objetivo de informar o setor privado sobre oportunidades de negócios.

O Fórum Empresarial para Integração da Infraestrutura na América do Sul, que se realizará em São Paulo, nos dias 24 e 25 de abril, tem como proposta divulgar e estimular a participação de investidores e concessionários na implantação dos 31 projetos da Agenda de Projetos Prioritários de Integração (API), do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan), da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Para garantir a viabilidade dos projetos, o Cosiplan mantém cooperação institucional com agências de desenvolvimento regionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Corporação Andina de Fomento (CAF) e o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata). Além dos empresários, também estão sendo convidados para o encontro autoridades governamentais de 12 países da América do Sul (com exceção apenas da Guiana Francesa).

Participarão do fórum o presidente Pro Tempore do Cosiplan, ministro Cecilio Pérez Bordón; a secretária-geral da Unasul, María Emma Mejía; a ministra de Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil, Miriam Belchior; o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio de Aguiar Patriota, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Confira aqui a programação.

Serviço 

Fórum Empresarial: Oportunidades e Desafios para a Integração da Infraestrutura na América do Sul

Datas: 24 e 25 de abril de 2012, terça e quarta-feira.

Local: sede da Fiesp, Av. Paulista, 1313, São Paulo, Brasil

Integração da Infraestrutura na América do Sul é discutida na Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Projetos de infraestrutura que interliguem os países sul-americanos já estão em andamento, afirmou ministro João Mendes Pereira, coordenador-geral econômico da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, durante reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, nesta terça-feira (9).

A ideia de interligação física entre os países vem sendo discutida há dez anos pela Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA), porém, segundo o ministro, sem muitos avanços. “O fórum forneceu um bom diagnóstico e criou uma cartela de projetos necessários e viáveis, mas não foi capaz de oferecer mecanismos efetivos para viabilidade financeira dos projetos”.

Pereira destacou a atuação recente do Conselho de Infraestrutura e Planejamento da Unasul  (com a participação de ministros dos setores de Infraestrutura e Minas e Energia dos países membros), que tem chamado a atenção dos presidentes das nações para busca de soluções conjuntas e provocado uma benéfica mudança de foco. “Ao invés de pensarmos em construir corredores para a exportação, estamos agora pensando em projetos que provoquem o desenvolvimento sustentável de todos os países envolvidos”.

Participação nacional

Entre os projetos que terão participação brasileira, o ministro destacou: o Guiana-Suriname-Venezuela, o corredor ferroviário biocenânico Brasil-Paraguai-Argentina-Chile, o corredor rodoviário Brasil Bolívia e Chile e o corredor interoceânico Brasil Peru.

Com a pavimentação de estrada Lethern-Linden, na integração Guiana-Suriname-Venezuela, o trajeto para exportação diminuiria de 1.800 km a 500 km. Para a região também estão previstos projetos de aproveitamento hidrelétrica, construção de portos, melhoria na estrada Boa Vista-Caracas e intercâmbio de energia, o que traria novo dinamismo na economia da região, inclusive para o Norte do Brasil.

O corredor ferroviário Brasil-Paraguai-Argentina-Chile é um dos projetos que trará o desenvolvimento do agrobusiness de todos os países, mas tem como maior desafio o alto investimento (cerca de US$ 2 bilhões) demandado no trecho paraguaio.

O embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex Fiesp, relembrou a importância dessa união sul-americana. “É comum ouvirmos críticas ao Mercosul no aspecto comercial, mas, paralelamente, estamos avançando de uma forma estratégica por meio desse programa, que vai além do aspecto comercial, pois tem uma preocupação com o desenvolvimento sustentável e melhorias para as populações locais”.

Barbosa enfatizou que só poderemos enfrentar o medo da “invasão chinesa”, que tem intensificado investimentos na América do Sul, por meio do aumento da nossa competitividade, o que exige a solução de uma série de problemas que enfrentamos internamente.

Câmbio e competitividade

A reunião do Coscex contou também com a participação da professora Vera Thorstensen, diretora do Centro de Comércio Global e do Investimento da FGV-SP. A especialista apresentou um estudo sobre o câmbio praticado por vários países, inclusive pelas grandes potências como Estados Unidos e China, que coloca o Brasil numa posição extremamente desfavorável. Os conselheiros ficaram de analisar o documento, que servirá de apoio ao governo brasileiro para enfrentar a briga nas rodadas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

É preciso melhorar planejamento estratégico na integração sul-americana, diz Teitelbaum

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Joal Teitelbaum, do Comitê Rotas de Integração da América do Sul, debate logística intermodal na América Latina

Joal Teitelbaum, presidente do Comitê Rotas de Integração da América do Sul, destacou nesta quarta-feira (15) que está faltando qualidade de pensamentos no planejamento estratégico para a integração sul-americana na infraestrutura de transportes.

Teitelbaum participou do segundo e último dia do 6º Encontro de Logística e Transportes promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “É preciso pensar. Nós estamos, neste momento, necessitando daquilo que é mais importante no planejamento estratégico: a qualidade de pensar”, disse o presidente do Comitê durante mesa de debate sobre logística intermodal na América Latina.

Ele insistiu em um planejamento estratégico compartilhado entre o governo e o setor privado, uma vez que empresas e investidores em infraestrutura precisam de regras transparentes enquanto as agências reguladoras estatais devem cumprir efetivamente o papel de regulação, como acontece no sistema logístico da Inglaterra.

América Latina em último

Teitelbaum citou um estudo comparativo do World Economic Forum (WEF) sobre infraestrutura física no mundo, que mostrou a região sul-americana em penúltimo lugar na logística de rodovias, aeroportos, portos e energia e em última colocação no ranking mundial de ferrovias. “Nós não encaramos isso somente como uma carência, mas como o maior desafio que enfrentaremos na América do Sul.”

Vinte anos do Mercosul é tema de debate na Fiesp

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

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Embaixador Antônio José Ferreira Simões, durante a reunião do Coscex

Os avanços e desafios enfrentados pelo Mercado Comum do Sul (Mercosul) nos últimos 20 anos e as perspectivas de crescimento do bloco para o futuro foram o foco da palestra ministrada nesta terça-feira (12) pelo subsecretário geral da América do Sul, Central e do Caribe, embaixador Antônio José Ferreira Simões, durante a reunião Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, na sede da federação.

Durante o encontro com empresários de diversos segmentos da indústria, Simões destacou o grande volume de exportações brasileiras a países que participam do bloco, com destaque para manufaturados, cujas vendas registraram crescimento de 70%, passando de US$ 13 bilhões, em 2006, para US$ 21 bilhões, em 2010.

“No Mercosul, o crescimento é silencioso, mas os problemas são ruidosos”, afirmou o embaixador. De acordo com Simões, os empresários paulistas são grandes entusiastas do bloco. No último ano, o estado apresentou um superávit de US$ 5,5 bilhões, fruto das exportações para Argentina.

Os empresários, porém, reclamaram das medidas restritivas impostas pelo governo argentino aos produtos brasileiros, especialmente sobre os eletroeletrônicos. Eles ressaltaram também a ausência de garantia do Mercosul para investimentos em outros países, com destaque para Venezuela.

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Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex

Na avaliação do embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex e ex-coordenador da seção nacional do Mercosul, o acordo comercial vive um momento de crise institucional, no qual os países liderados pelo Brasil passaram a valorizar negociações políticas e sociais em detrimento dos projetos econômicos e comerciais.

“Hoje não vejo vontade política de nenhum país em avançar no Mercosul comercial”, pontuou Barbosa. Para o embaixador, falta visão estratégica por parte do governo brasileiro e demais mandatários do bloco: “A motivação para promover a liberalização comercial foi deixada de lado”, analisou.

Brasil quer investir no Mercosul e nos países da região

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

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Embaixador Antonio José Ferreira Simões. Foto: Kênia Hernandes

Equacionar diferenças comerciais e políticas é o principal desafio para concretizar a integração da América do Sul. O diagnóstico foi apontado pelo embaixador brasileiro, Antonio José Ferreira Simões, subsecretário-geral do Ministério das Relações Exteriores (MRE) para a região, que participou nesta terça-feira (14) da reunião do Conselho de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp.

O diplomata apresentou a cronologia do processo de integração da América do Sul, destacando a participação brasileira desde os primeiros passos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em 1960, até a formação do Mercosul, em 1991.

“A ideia era eliminar barreiras tarifárias e criar um ‘mercadão’ para viabilizar a industrialização da região”, explicou. Entretanto, a divergência entre os países que queriam uma integração “profunda” e aqueles que não queriam impediu o processo de aproximação, na visão do embaixador.

Mesmo assim, Simões lembrou que em 1970, o Brasil respondia por 30% do PIB da América do Sul e a previsão é que este ano feche em 52% do PIB da região. Além disso, o intercâmbio comercial no bloco era de 5 bilhões de dólares em 1991 e deverá superar os 40 bilhões de dólares neste ano.

“Com exceção da Bolívia, todos os países da América do Sul representam renda líquida para o Brasil, com os quais temos superávits expressivos”, salientou.

Fortalecimento

O embaixador defendeu que o fortalecimento da economia e a internacionalização das empresas brasileiras têm contribuído com a integração. “Hoje temos o processo econômico empurrando o processo político”.

A política externa brasileira tem atuado em duas vertentes: a pragmática, na qual o governo atende a necessidade de acompanhar as direções do comércio; e a solidária, em que o governo acompanha os investimentos da iniciativa privada.

Problemas

À frente do processo de integração do bloco sul-americano, Simões disse que o Mercosul “vive uma situação muito difícil” com a dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) e com a falta de um código aduaneiro comum. A questão foi endossada pelos membros do Coscex.

Segurança jurídica é outra preocupação que tem dificultado o processo de aproximação. Da mesma maneira, estão os serviços, que os sócios deveriam ter prioridade e atualmente são comprados de países extra-bloco.

Em relação aos investimentos, Simões acredita que é preciso criar um acordo de proteção aos aportes da iniciativa privada. O mesmo deveria valer para compras governamentais.

Institucionalização

“A área institucional tem ideia de dar um choque no Mercosul”, comentou. Segundo o diplomata, é necessário criar uma instituição que represente o consenso dos quatro países membros (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). “É preciso ter uma visão única do bloco”, reiterou.

Outro fator que atrapalha o desenvolvimento do grupo é a instabilidade de temas importantes que precisam ser tratados de maneira linear, influenciada pela rotatividade da presidência do Mercosul.

A política externa brasileira também vê com bons olhos a entrada de outros países da região no bloco. É o caso da Venezuela (que já foi aceita pelo Brasil e aguarda aprovação do Paraguai), da Colômbia e do Peru.

Os avanços na integração energética da América do Sul são temas de debate

Agência Indusnet Fiesp,

Planejamento estratégico e investimentos nas matrizes energéticas dos países sul-americanos foram os temas discutidos no painel Integração Energética da América do Sul, durante o 11º Encontro Internacional de Energia Fiesp/Ciesp, realizado nesta segunda-feira (9), em São Paulo.

Carlos Arturo Flórez Piedrahita, secretário executivo da Organización Latinoamericana de Energía (Olade) lade, apresentou um balanço da produção energética dos países sul-americanos, é de 4.520.578 mil barris equivalentes de petróleo (kbep)/ano, sendo as principais fontes de energia o petróleo e derivados (53%), biomassa (15%), gás natural (14%), hidráulica (9%), carvão e derivado (8%) e nuclear (1%), com possibilidades de crescimento nos próximos anos.

“Os países da América do Sul não fazem bom proveito de suas matrizes energéticas”, afirmou o Piedrahita. As soluções apontadas pelo especialista são a criação de benefícios fiscais para as indústrias do setor e a realização de acordos bilaterais entre os países da região.

O desenvolvimento de projetos conjuntos entre Brasil e Bolívia foi o tema apresentado por Carlos Alberto França, ministro conselheiro da Embaixada do Brasil na Bolívia.

O programa prevê a construção de hidroelétricas – partes delas localizadas na fronteira com o Brasil –, que possibilitará a utilização de todo o potencial energético do país, de 40 gigawatts (GW), do qual apenas 1% é utilizado no momento. “O desenvolvimento energético na Bolívia gerará um excedente de gás natural que poderá ser exportado para outros mercados, como o Brasil”, explicou França.

Sinval Zaidan Gama, Superintendente de Operações no Exterior das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras), destacou que a América do Sul é a única região do mundo autossuficiente em recursos energéticos.

Segundo ele, para que esse potencial seja utilizado de forma adequada, é necessário que os governos regionais elaborem planos de ações que auxiliem o desenvolvimento do setor, proporcionando a simetria do mercado. “Se os investimentos corretos no setor de energia tivessem sido feitos, a conta de luz dos países da América Latina teriam uma economia de 1 milhão de dólares”, observou.


Cenário internacional
Na palestra sobre o crescimento do setor energético brasileiro, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Adilson de Oliveira, lembrou que a riqueza das bacias hidrografias, a produção de energia renovável e as reservas de pré-sal garantem ao País um papel destaque no cenário internacional. E sugeriu: “O dinheiro arrecadado com a venda de recursos energéticos para outros países do mundo poderia ser revertido em projetos de melhorias sociais”.

Uma forma de facilitar essas negociações, na avaliação do especialista, é estabelecendo regras claras para o valor da venda e o cumprimento total das cláusulas contratuais. “Os países precisam elaborar um documento institucional que garanta ao investidor o cumprimento integral do contrato de serviço independente do campo político”, concluiu.

Chile é ponte de negócios para produtos brasileiros atingirem o mundo, diz especialista

As empresas brasileiras podem se beneficiar dos 20 acordos comerciais que o Chile mantém com 56 países da Ásia, América Latina, União Europeia e os Estados Unidos.

Foi o que informou o gerente de Comércio Exterior da Sociedade de Fomento Industrial (Sofofa), Hugo Baierlein, em reunião nesta quarta-feira (9), na sede da Fiesp.

“A rede de acordos configura uma plataforma comercial eficiente para atingir mercados diversos com cerca de 4 bilhões de consumidores”, explicou Baierlein.

O seminário chamado “Chile: sua plataforma de investimentos na América Latina” reuniu empresários interessados em fazer negócios com o país vizinho, além de convidar brasileiros a utilizarem o Chile como ponte para exportarem seus produtos a terceiros países.

Em julho passado, a presidente chilena Michele Bachelet encontrou-se com o presidente Lula, na Fiesp, e aproveitou para afirmar sua vontade de estreitar relações com o mercado brasileiro, lembrando que ambos países têm enfrentado bem a crise.

“Áreas do nosso intercâmbio comercial vão recuperar o ritmo expansivo dos últimos anos. As economias do Brasil e do Chile vão sair fortalecidas da crise, mais fortes do que a de muitos países”, afirmou Bachelet na ocasião.


Balança comercial

Em 2008, a corrente de comércio entre Brasil e Chile foi de US$ 8,9 bilhões. Sendo a exportação brasileira de US$ 8,9 bilhões e a importação de US$ 4,1 bilhões, tornando o Brasil superavitário em US$ 629 milhões.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil se manteve superavitário em US$ 43 milhões. Nesse período exportou US$ 231 milhões e importou US$ 187 milhões do Chile.

Encontro Brasil-Argentina organizado pela Fiesp fortalece América do Sul, destaca Lula

Agência Indusnet Fiesp,

Impressionado com a comitiva de quase 500 empresários argentinos presentes no Encontro Empresarial Brasil-Argentina, realizado na sede da Fiesp, nesta sexta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da entidade na articulação diplomático-comercial para a integração econômica sul-americana.

“Certamente, desde que a Fiesp foi fundada, nunca conseguimos fazer uma reunião com essa quantidade de empresários argentinos e brasileiros”, ressaltou Lula, após pedir para sua equipe de fotógrafos registrarem o auditório do Teatro do Sesi lotado.

“Hoje, eu tenho a enorme satisfação em participar desse Encontro Empresarial ao lado da presidenta Cristina Kirchner. Esse encontro confirma que nossos empresários estão engajados na parceria que o governo brasileiro e o argentino estão consolidando: uma aliança que [identifica que] o sucesso mútuo é fundamental para nós mesmos e para o mundo”, afirmou.

Lula acrescentou que a presença de executivos brasileiros e argentinos, cerca de 1.200 no total, demonstrava a “força que nós [Brasil e Argentina] temos enquanto nações, enquanto Mercosul, enquanto América do Sul”.

A missão empresarial argentina contou com a participação de 487 empresários. Somente na rodada de negócios ocorrida na quinta-feira (19) foram realizadas 540 reuniões comerciais, com representantes de 167 empresas argentinas e 150 companhias brasileiras.