Especialista em segurança empresarial explica conceitos de contrainteligência na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em seminário na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o consultor Marcelo Pimentel apresentou na tarde desta terça-feira (29/04) estratégias de contrainteligência.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539633680

Deseg Fiesp realiza evento sobre segurança, em parceria com o Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

O tema é um dos ramos da atividade de inteligência empresarial que protege a organização de espionagem, sabotagem e outras ações, para empresários do segmento no evento organizado pelo Departamento de Segurança da entidade em parceria com o Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp).

“É importante pensar em medidas de segurança orgânica com funcionalidade, verificar se as medidas não atrapalham o andamento da empresa”, afirmou o consultor Pimentel.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539633680

O especialista Marcelo Pimentel fala sobre contrainteligência. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Segundo ele, a segurança orgânica de uma empresa envolve desde medidas de prevenção a eventuais casos de sabotagem, espionagem e outras ameaças à corporação. Já a segurança ativa se encarrega de solucionar uma crise gerada por algum tipo de ataque.

“Se a ameaça se torna cada vez mais sofisticada, eu tenho que aprimorar as medidas de segurança da minha empresa”, alertou o consultor.

Pimentel chamou de ações hostis ataques como sabotagem, terrorismo, espionagem, propaganda adversa e desinformação, contrárias aos interesses da organização. Segundo ele, uma maneira de prevenir esse tipo de ação na empresa é a retenção estratégica de informação por meio de treinamento com funcionários que lidam diretamente com o público.

“Monte uma cartilha na sua empresa e distribua para as pessoas da recepção, que atendem PABX, para o departamento de comunicação, setores que lidam diretamente com o público. Isso ajuda a controlar o fluxo dessas informações de maneira a não expor sua empresa”, sugeriu.

Terrorismo

Embora o Brasil não possua uma lei específica contra o terrorismo, Pimentel disse ser necessária a adoção de uma legislação para esse caso, uma vez que, em sua avaliação, essa ameaça é cada vez mais explícita.

“Teremos grandes eventos com visibilidade global que atraem a atenção e também atraem o interesse de grupos terroristas. Essa ameaça pode acontecer num futuro muito próximo aqui no nosso país”, disse.