Ambiente digital melhora algumas performances tributárias, mas sistema ainda é complexo, avalia Helcio Honda

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A implementação do modelo digital para Declaração de Imposto de Renda, há pelo menos 15 anos, foi um divisor de águas para a prática tributária do país, disse nesta terça-feira (06/11) o diretor-titular do Departamento Jurídico (Dejur) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Helcio Honda.

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Helcio Honda, diretor-titular do Dejur da Fiesp: as empresas gastam em média 2.600 horas/ano só para cumprir obrigações tributárias. Foto: Julia Moraes

Ele, no entanto, tem ressalvas ao sistema tributário.

“O sistema tributário ainda é muito complexo, no cumprimento das suas obrigações, por culpa da política tributária brasileira, medidas provisórias, muitos atos. O Brasil é campeão mundial no cumprimento de obrigação tributária”, analisou o titular do Dejur ao participar do 4º Encontro do Novo Advogado Paulista, realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da entidade.

Segundo Honda, as empresas gastam em média 2.600 horas/ano só para cumprir obrigações tributárias. “Elas pagam e, para dizer que pagaram, ainda enfrentam uma grande complexidade. Precisamos ainda trabalhar nisso. Sem falar que o número de normas tributárias é um absurdo”, criticou.

Apesar dos desafios, Honda destacou como aspecto positivo da digitalização da prática tributária a agilidade no cruzamento de informações. O maior ganho que o ambiente digital proporciona, de acordo com o diretor da Fiesp, são os empecilhos à sonegação, “que é ruim para o Brasil, para competitividade.”