Iniciativas Sustentáveis: Boehringer – Inovação no ambiente de trabalho

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Por Karen Pegorari Silveira

A Organização Mundial da Saúde (OMS) dimensiona a saúde, o bem-estar e a segurança no trabalho como aspectos de fundamental importância na produtividade, competitividade e sustentabilidade das organizações. Para eles, a adesão aos princípios dos ambientes de trabalho saudáveis evita afastamentos e incapacidades para o trabalho, minimiza os custos com saúde e os custos associados com a alta rotatividade, e aumenta a produtividade a longo prazo.

Levando em consideração este conceito, a farmacêutica Boehringer Ingelheim, há 128 anos no mercado, se comprometeu a promover o bem estar de seus funcionários colocando em prática uma dinâmica de trabalho diferente: no ambiente físico do escritório que mantêm em São Paulo não há diferenciação hierárquica de layout, o que proporciona às equipes de diversas áreas melhor integração, mais eficiência no cumprimento de tarefas em equipe e proximidade.

Nesse escritório também existe uma área de 50 metros quadrados para a pausa do café. É um lounge com piso feito de PET reciclado que simula madeira, jardins suspensos que filtram o gás carbônico e ajudam a resfriar o ambiente, pufes e poltronas, TVs de LCD que transmitem comunicados internos, rede Wi-Fi e computadores com acesso livre à internet. Há ainda um espaço de massagem, que oferece o serviço por um valor que é debitado em folha de pagamentos e também uma biblioteca com acervo de mais de 1000 títulos patrocinada por uma livraria.

Além disso, cada colaborador administra o próprio tempo conforme suas responsabilidades, com equipes multidisciplinares organizadas por projeto e orientadas para a entrega de resultados. Nesse escritório também não há mesas fixas, e o número de funcionários é maior do que o de estações de trabalho, o que incentiva o home office uma vez por semana. Desde 2009, a empresa incentiva a trabalhar de casa um dia por semana, amparados por tecnologias de comunicação de ponta.

A empresa também apoia a conscientização do uso do carro e do transporte público. Quando seus funcionários optam por utilizar a bicicleta, existe um local onde todos podem guardar a sua, além de um vestiário exclusivo para os ciclistas. Na fábrica, em Itapecerica da Serra (SP), também existe um local exclusivo para bicicletas e vestiários.

Segundo Odilon Medeiros, especialista em Psicologia Organizacional, em artigo escrito no site da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), com o home office, o colaborador fica livre do trânsito caótico e de todos os problemas decorrentes dos deslocamentos, está mais perto da família, foca na produtividade, economiza tempo com as conversas informais com os colegas, apresenta melhoria da qualidade de vida, poder de decisão para escolher melhor horário para desenvolver suas atividades, entre outras vantagens.

De acordo com informações da assessoria de imprensa, a Boehringer Ingelheim tem conhecimento de que o ambiente influencia diretamente na produtividade dos colaboradores. Com o surgimento de novas necessidades, a companhia percebeu que era o momento de reestruturar e ampliar seu escritório, oferecendo espaços flexíveis para propiciar aos colaboradores a integração durante o trabalho. Na área atual de space office, o conceito do trabalho sem divisórias pede um ambiente mais tranquilo para a concentração sem interrupções. Por isso, foram criadas áreas que permitem a interação e desenvolvimento de projetos sem que o grupo fique isolado em uma sala de reunião, permitindo assim, um ambiente de trabalho que favoreça o pensamento e a ação empreendedora, a expansão contínua de conhecimento, treinamento e aprendizado pela prática e pela discussão aberta.

E foi graças a essa filosofia que a companhia ganhou uma posição entre a 10 melhores indústrias do país pelo fator valorização no desenvolvimento profissional e qualidade de vida. A Boehringer foi também apontada oito vezes consecutivas como uma das 100 melhores empresas para trabalhar no Brasil, pelo Great Place to Work Institute. E é a primeira colocada entre as indústrias.

Sobre a Boehringer Ingelheim

O Grupo é uma das 20 principais farmacêuticas do mundo. Com sede em Ingelheim, na Alemanha, a companhia opera globalmente com 142 afiliadas e com um quadro de mais de 47.400 funcionários. Em 2013, a Boehringer Ingelheim obteve vendas líquidas de cerca de 14,1 bilhões de euros e investiu 19,5% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento.

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‘Manter o ambiente de trabalho seguro e saudável não é mais uma opção, é um valor’

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Segurança e saúde do trabalhador foi um dos temas do Fórum Sou Capaz, realizado na manhã desta segunda-feira (31/03), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), sendo organizado pela federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Grácia Fragalá, executiva da área de Segurança e Saúde do Trabalho do Grupo Telefônica, e Eduardo Arantes, gerente de qualidade de vida do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) participaram do painel sobre o tema.

Grácia falou sobre os problemas das áreas de segurança e saúde da empresas e também sobre as contribuições que podem dar na questão da inclusão e reabilitação.  Entre as principais dificuldades dessas áreas, segundo a executiva, estão a centralização no cumprimento da legislação, a falta de integração com as outras áreas, o foco excessivo no controle e não na gestão, a realização de ações pontuais e fragmentadas, a falta de avaliação sistemática e de divulgação do resultado do trabalho e a atuação desintegrada do contexto do negócio.

“Há várias formas de romper com isso”, afirmou Grácia, que apresentou o modelo da Organização Mundial de Saúde para ambiente de trabalho saudável, que é o que tem utilizado na Telefônica. “Gosto desse modelo porque trata quatro pilares interessantes e essenciais para o dia a dia: ambiente físico, ambiente psicossocial, recursos para saúde, envolvimento da empresa para a comunidade. Ou seja, todos os elementos para que a gente consiga evoluir.”

Grácia: ambiente físico, ambiente psicossocial, recursos para saúde, envolvimento da empresa para a comunidade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Grácia: ambiente físico, ambiente psicossocial, recursos para saúde, envolvimento da empresa para a comunidade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para a executiva, os departamentos de segurança e saúde do trabalho precisam focar no ser humano para contribuir com a empresa e com a sociedade. “Manter ambientes de trabalho seguros e saudáveis não é mais uma opção, é um valor”, disse. “E isso precisa estar integrado aos processos de gestão para que a empresa seja mais competitiva e saudável e, assim, construir uma sociedade mais justa e solidária, expressão de um Brasil moderno e igualitário.”

Questão de escolha

Já o gerente de qualidade de vida do Sesi-SP falou sobre a sua mudança de foco ao assumir o cargo. “Para estar aqui hoje, tive que fazer escolhas. Sou médico de formação e tive que trocar o estetoscópio pela gravata, o bisturi pela caneta, a farmácia pela feira”, explicou. “Mas a troca mais difícil foi trocar a doença pela saúde. O médico que trata a doença se sente mais poderoso do que aquele que promove a saúde. E promoção da saúde é o que o Sesi-SP faz.”

Depois de apresentar um caso clínico hipotético e tentar encaminhá-lo com a ajuda da plateia, Arantes falou sobre o trabalho do Sesi-SP na reabilitação profissional. “É difícil falar em reabilitação porque ela quer dizer que falhamos em alguma coisa, como instituição como empresa ou como pessoa”, afirmou.

“Se nós não fizermos atividade física, não nos alimentarmos bem, não pararmos de fumar, nem reduzir o estresse, isso vai causar prejuízos”, disse. “Da mesma forma, se não tivermos uma condição de trabalho boa, pode ser que isso resulte em alguma alteração na saúde. E se nada for feito para corrigir isso, causa a necessidade de reabilitação e o afastamento do trabalho.”

Arantes: "Se não tivermos uma condição de trabalho boa, pode ser que isso resulte em alguma alteração na saúde". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Arantes: "Se não tivermos uma condição de trabalho boa, pode ser que isso resulte em alguma alteração na saúde". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Arantes apresentou o trabalho realizado nos centros de reabilitação do Sesi-SP (Vila Leopoldina, Ipiranga e Santo André) e explicou o fluxo de atendimento. “O trabalho não é feito apenas com o reabilitado. O objetivo principal dos nossos centros é desenvolver uma cultura de promoção de segurança, saúde e qualidade de vida.”

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.