24º PRÊMIO FIESP DE MÉRITO AMBIENTAL – DESTAQUE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

A edição 2018 do prêmio promovido pelo Departamento de Desenvolvimento Sustentável – DDS e Comitê de Responsabilidade Social – Cores da Fiesp recebeu 16 cases de sucesso na temática responsabilidade social, onde os finalistas premiados receberam a placa de Destaque Responsabilidade Socioambiental.

Saiba mais sobre os cases vencedores acessando os links abaixo:

Vencedor 

Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo

Transformação de Consumidores em Clientes

 

Destaques Responsabilidade Socioambiental

Cervejaria Ambev

Cervejaria Ambev e a responsabilidade socioambiental: Água AMA, mais que uma água, uma causa

CPFL Energias Renováveis

Programa Raízes: Segurança hídrica no Semiárido do Rio Grande do Norte

Siemens

Projeto Experimento

Tereos Açúcar e Energia Brasil

Risco Zero em Casa

23º PRÊMIO FIESP DE MÉRITO AMBIENTAL – MENÇÕES HONROSAS

 

A edição 2017 do prêmio promovido pelo Departamento de Meio Ambiente da Fiesp recebeu 52 cases. Os finalistas premiados com Menção Honrosa receberam o diploma de Mérito Ambiental.

Saiba mais sobre os cases vencedores das menções honrosas nos links abaixo:

Empresas de médio e grande porte:

Ambev

CP KELCO Brasil

Eaton – Unidade Mogi Mirim

Novelis do Brasil

 

Empresas de micro e pequeno porte:

Commerciale Equipamentos Elétricos

* Eccaplan  Desenvolvimento Sustentável

GEDi – Desenvolvimento e Inovação

SP Pesquisa e Tecnologia

 

Iniciativas Sustentáveis: Ambev – Treinamentos técnicos para todas as áreas

Por Karen Pegorari Silveira

Em 1952, nascia em Nova York, nos Estados Unidos, a primeira universidade corporativa do mundo: Crotonville Hill, o centro de treinamento de uma multinacional de tecnologia e serviços. Pelas salas de aula americanas passaram alunos renomados, presidentes da empresa e executivos muito admirados do mundo.

Universidade corporativa é um tipo de instituição de ensino técnico e superior, em nível de graduação e pós-graduação, vinculada a empresas privadas e públicas. Seu objetivo é oferecer cursos customizados para os colaboradores da organização, reduzir custos com treinamentos externos e obter rapidez na formação da mão de obra.

Muitas empresas também utilizam esta estratégia no Brasil, como é o caso da companhia de bebidas Ambev, que oferece a Universidade Ambev (UA) a funcionários de todos os níveis hierárquicos.

Criada há 20 anos, inicialmente como Universidade Brahma, a UA oferece hoje 42 programas, em módulos presenciais e online, com treinamentos técnicos para todas as áreas funcionais da companhia.

O diferencial da UA é seu modelo de formação, que conta com a participação ativa de líderes de diversos setores ministrando treinamentos, identificando lacunas e elaborando propostas educacionais para suprir as necessidades dos colaboradores em todos os níveis organizacionais. A coordenação da universidade é feita por uma equipe corporativa, que conta com um gerente e um especialista, além de uma equipe do Centro de Serviços Compartilhados formada por um coordenador e quatro analistas de gente e gestão.

Atualmente, a UA é dividida em três eixos temáticos – Liderança e Cultura, Funcional e Método – e os treinamentos abrangem as áreas de vendas, fabril, marketing, logística, administrativo e financeiro.

O eixo Liderança e Cultura promove o perfil do líder e tem como premissa utilizar exemplos de liderança e de funcionários que trabalham dentro das diretrizes da Cultura Ambev, com foco nos pilares Sonho, Gente e Cultura. Além de oferecer dicas práticas, ferramentas e conceitos a respeito dos temas, os programas utilizam ferramentas que ajudam o líder e o funcionário a conhecer e entender seu próprio perfil e, a partir daí, buscar a evolução constante.

O eixo Funcional procura desenvolver e aprimorar o conhecimento técnico em todas as funções da companhia, tendo como base melhorias no desempenho operacional, comercial, produtivo e em áreas de suporte. Já o eixo Método está focado em disseminar as práticas e ferramentas de gestão por meio da visão sistêmica do negócio.

Os cursos são presenciais ou realizados por meio de ferramentas como e-learning (UA on-line) e televisão corporativa (TV AmBev), transmitida via satélite, que tem as funções de veículo de comunicação e de transmissão de conhecimento para todas as unidades da empresa. Em 2014 a empresa iniciou um projeto piloto com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) que contempla cursos profissionalizantes de 180 horas, mais de 1450 funcionários se formarão em 21 unidades da cervejaria.

Por ano, a instituição capacita mais de 1450 mil técnicos e só em 2015 o investimento foi de R$ 40 milhões, com treinamento de mais de 5.600 mil pessoas. Em 2016, a meta é atingir até 1600 colaboradores.

A gerente de desenvolvimento de gente e engajamento, Fabíola Higashi Overrath, diz que o investimento em gente é contínuo. “Ele integra todos os programas de treinamento e aprendizagem da companhia e atinge todos os níveis hierárquicos. Todo esse trabalho fez com que fôssemos reconhecidos pela Fundação Instituto de Administração (FIA) como uma empresa ‘fábrica de líderes’”, diz.

Sobre a Ambev

Nascida no ano 2000, com a fusão das centenárias cervejarias Brahma e Antarctica, a Companhia de Bebidas das Américas foi sucedida pela Ambev. Hoje opera em 16 países das Américas e está entre as maiores cervejarias globais. Sua marca de cerveja Skol é a 3ª mais consumida no mundo e seu refrigerante Guaraná Antarctica é líder histórico no mercado brasileiro do segmento de guaraná.

Perfil Exportador Paulista

O Perfil Exportador Paulista (PEP) é um relatório anual que oferece uma perspectiva mais detalhada das exportações do Estado, por meio de uma abertura setorial e também regional.  O estudo classifica os produtos conforme seu nível de intensidade tecnológica e tem por objetivo contribuir para a elaboração de políticas públicas, que aumentem a competitividade do comércio exterior paulista. As informações foram cedidas pelo Departamento de Estatística e Apoio à Exportação (Deaex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). A elaboração da análise é do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ambev quer reduzir consumo de energia em 10% até 2017

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A fabricante de bebidas Ambev recebeu uma menção honrosa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), durante a 9ª edição do Prêmio Fiesp de Reúso da Água, em março, pelo trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos para a redução do consumo de água. A companhia reduziu o índice de consumo de 3,80 para 2,75 litros usados na produção de cada litro de cerveja em sua unidade em Jaguariúna, São Paulo, o que equivale a mais de 1,17 milhão de metros cúbicos.

A companhia ainda pretende, entre outras metas, reduzir a emissão de gases de efeito estufa e o consumo de energia em até 10% até 2017.

Para o gerente de meio ambiente da Ambev em Jaguariúna, Leandro Serra, a bem sucedida redução do consumo é um exemplo “de que como é possível fazer mais com menos”. Segundo ele, a produção de bebidas do local quase dobrou nos últimos cinco anos sem alteração na quantidade de água captada para isso.

Serra recebeu o troféu pela menção honrosa no prêmio da Fiesp do diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da federação, Nelson Pereira dos Reis.

Reis, à esquerda, e Serra: reconhecimento na 9ª edição do Prêmio Fiesp de Reúso da Água. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Reis, à esquerda, e Serra: reconhecimento no Prêmio Fiesp de Reúso da Água. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Veja abaixo entrevista com Leandro Serra sobre o projeto da empresa e sobre o reconhecimento no prêmio da Fiesp:

A unidade de Jaguariúna, inscrita no prêmio da Fiesp, conseguiu reduzir o consumo de água para 2,89 hectolitros para cada hectolitro de bebida produzido. A meta para 2013 era chegar a 2,75 hectolitros segundo o mesmo parâmetro.  Esse objetivo foi alcançado?

Leandro Serra – Sim! Com muito orgulho fechamos o ano de 2013 com 2,75 litros de água utilizados para cada litro de bebida produzido. Podemos dizer que a nossa unidade é um exemplo de como é possível fazer mais com menos. Nos últimos cinco anos, a produção da fábrica praticamente dobrou e a quantidade de água captada não sofreu alteração. Conseguimos estes resultados graças à eficiência de se encontrar técnicas para consumir menos água na linha operacional.

Que outros resultados a unidade de Jaguariúna alcançou com a redução do consumo de água?

Leandro Serra – O maior benefício é deixar uma maior quantidade de água disponível nas fontes de captação para outros usos. Um dos resultados que conseguimos com as práticas que adotamos é que, ao acompanhar de perto os índices de consumo de água na produção, estabelecemos entre as unidades um benchmark por etapa do processo.  Ou seja, as melhores práticas podem ser multiplicadas entre as fábricas e ainda utilizadas como especificações nas plantas inauguradas ou ampliadas.

Certamente há uma redução no custo de produção com esse consumo menor de água. A Ambev consegue repassar essa redução de custo ao consumidor?

Leandro Serra – Para que consigamos alcançar melhores índices de ecoeficiência, investimos constantemente em pesquisas e equipamentos. Avaliamos que este investimento em processos produtivos sustentáveis é uma prática que traz retorno à empresa, à sociedade e ao meio ambiente.

A Ambev traçou metas ambientais para 2017 e uma delas é reduzir o consumo interno de água para um índice de 3,2 litros de água para cada litro de bebida envasado. Houve alguma mudança nas ambições da empresa?

Leandro Serra – Há mais de 20 anos trabalhamos com o Sistema de Gestão Ambiental (SGA), no qual todas as nossas unidades fabris são incentivadas a monitora e estimular a evolução contínua dos índices de ecoeficiência da companhia. É por meio dele que conseguimos e estabelecemos as metas ambientais e as boas práticas entre as unidades.

Para 2017, continuamos com as mesmas metas anunciadas no Dia Mundial do Meio Ambiente no ano passado. Além do objetivo de alcançar o índice de 3,2 litros de água para cada litro de bebida envasado em todas as unidades da Ambev e do grupo Anheuser Busch InBev, temos também como meta trabalhar em parceria com stakeholders locais para melhorar a gestão da água em regiões-chave de cultivo de cevada; participar junto com parceiros locais de medidas de proteção de mananciais em todos os locais estratégicos onde temos instalações fabris em sete países, incluindo o Brasil; reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 10%; reduzir o consumo de energia em 10% e reduzir em 100 mil toneladas os materiais usados para as embalagens.

A companhia tem algum outro projeto específico para a preservação ambiental?

Leandro Serra – Desde 2010, decidimos levar esse empenho em prol do meio ambiente também para fora de nossos muros. Envolvemos a sociedade, por exemplo, na questão do uso racional da água e também da reciclagem. Para isso lançamos o Movimento CYAN e o Ambev Recicla.

O Movimento CYAN já conta com importantes desdobramentos como o Projeto Bacias. A iniciativa é um trabalho de preservação e recuperação de bacias hidrográficas brasileiras. O primeiro local de atuação foi a Bacia Corumbá-Paranoá, no Distrito Federal. Agora o projeto se faz presente aqui em São Paulo, em Jaguariúna, na Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Por meio dele conseguimos engajar a comunidade ribeirinha na luta pela preservação dos rios.

Já o Ambev Recicla contribui para o desenvolvimento de cooperativas modelo em diversos estados do país por meio de melhorias na gestão e doação de equipamentos, além de ter lançado a garrafa PET 100% reciclada.

Humanidade 2012: lideranças empresariais debatem caminhos para uma nova economia

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

No primeiro dia de programação do “Seminário Lideranças Empresariais”, nesta quinta-feira (20/06), no Rio, executivos de três grandes corporações debateram desafios e possíveis contribuições do setor empresarial para o equilíbrio entre os pilares social, ambiental e econômico no desenvolvimento sustentável.

Empresários discutem alternativas sustentáveis para a economia

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); Eduardo Gouvêa, presidente da Firjan; e Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, participaram do evento.

Leia a seguir o resumo do painel:

Ricardo Antonio Mello Castanheira (CCR) – O vice-presidente de relações institucionais da CCR, uma das maiores empresas de concessão de infraestrutura do mundo em transporte, aeroportos, metrô, barcas, que administra 2.800 quilômetros de rodovias, disse que para prestar serviços de qualidade aos usuários é preciso pensar no equilíbrio entre os três modais de sustentabilidade.

“O que temos feito para transitar nessa economia verde são os mais de 80 programas nas áreas sociais e ambientais, com uma infraestrutura que pode ajudar evitando desperdício de recursos”, apontou o executivo da CCR.

Castanheira destacou ainda o desenvolvimento de asfalto ecológico, feito a partir de pneus usados, opção que, segundo ele, torna a rodovia mais segura e confortável aos usuários.

“A cada quilômetro pavimentado com asfalto ecológico, tira-se mil pneus usados de circulação. Cerca de 15% das rodovias administradas pela CCR são feitas com esse asfalto ecológico”, revelou.

O vice-presidente de Relações Institucionais da CCR incluiu também os programas de educação de trânsito e de saúde do caminhoneiro, além da inspeção veicular na cidade de São Paulo – “responsável pela baixa de 7% da emissão de carbono na capital paulista, segundo pesquisa realizada pela USP [Universidade de São Paulo]”, informou.

Jorge Soto (Braskem) – O diretor de sustentabilidade da Braskem informou que a indústria química está presente em 95% dos produtos e até dos serviços utilizados. “Estamos constantemente buscando algo novo para favorecer a sociedade, e as questões sociais e ambientais estão sendo cada vez mais lembradas.”

Soto apresentou ainda como exemplo concreto da Braskem o desenvolvimento de um polímero feito a partir de etanol de cana de açúcar, utilizado na produção de plásticos.

O diretor da Braskem alertou que é preciso ter consumidores conscientes no ato de comprar. “Mas também deve haver informação suficiente”, ressalvou.

Os consumidores do futuro, segundo ele, devem tomar privilegiar basear decisões de compra nas informações mais do que no preço. “Daqui a 20 anos, espero que o Brasil tenha capacidade de se tornar uma potência da economia verde.”

Milton Seligman (Ambev) – Segundo o vice-presidente de relações corporativas da multinacional de bebidas, desde 1994 o sistema de gestão ambiental está implantado em toda a companhia, o que apresentou resultados objetivos e concretos no aproveitamento de resíduos sólidos de 98,3%.

Seligman destacou a redução de 35% da emissão de CO2 nos últimos cinco anos. Já no mais importante insumo de produção da companhia, a água, houve redução de 33% de uso nos últimos dez anos. “Temos uma dependência de água na faixa de 92% em relação aos produtos fabricados, portanto, não há ninguém mais interessado na manutenção de volumes disponíveis deste recurso natural em qualidade e quantidade do que a Ambev.”

A forte reinserção das embalagens retornáveis também foi mencionada como ação ambiental que não pode ser feita apenas pelas companhias. “É preciso um esforço anticíclico, do descartável ao retornável”, disse o vice-presidente de relações corporativas da Ambev.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma iniciativa é resultado de uma realização conjunta da Fiesp Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, até 22 de junho, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O objetivo é realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável.

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