Evento debate parcerias entre produtoras de audiovisual nacionais e internacionais

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O Seminário Produção Internacional – Oportunidades, Aprovação e Acompanhamento de Projetos, realizado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), pelo Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizado nesta quinta-feira (11/07), reuniu produtores, produtores executivos, profissionais do cinema e amantes da sétima arte na sede da federação, na Avenida Paulista, em São Paulo.

O evento contou com as presenças do diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, e do chefe de Promoção do Audiovisual do Ministério das Relações Exteriores, José Roberto Rocha Filho.

Um dos principais temas destacados no debate foram os programas de promoção para a produção de conteúdo audiovisual brasileiro no exterior.

André Sturm, diretor-executivo do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP) e presidente do Programa Cinema do Brasil, de exportação de filmes brasileiros, financiado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e pelo Ministério da Cultura (Minc), destacou o assunto.

Segundo Sturm, o objetivo do programa de fomento é aumentar o desempenho do audiovisual brasileiro nos mercados estrangeiros, fornecendo apoio para que produtoras nacionais possam realizar parcerias com empresas internacionais.

O presidente do programa “Brazillian TV Producers”, criado em 2004, Marco Altberg, destacou os benefícios que o projeto traz para a indústria nacional. “O programa promove oportunidades de cooperação, além de promover o audiovisual brasileiro no exterior”, disse.

Outro programa de fomento a produções internacionais foi destacado durante o encontro. De acordo com Leyla Fernandes, presidente do programa “Film Brazil”, a indústria do audiovisual nacional mostra que “é forte e está pronta para trabalhar em qualquer lugar do mundo”.

Segundo ela, em 2012 o programa movimentou mais de US$ 20 milhões em produção e, atualmente, conta com parcerias com países como Estados Unidos, Alemanha, França e Japão, entre outros.

Case de sucesso

Para contar como as produções audiovisuais entre diferentes países podem dar certo, o sócio-diretor da Gullane Filmes, Fabiano Gullane, comentou sua experiência na produção de Amazônia – Planeta verde, longa lançado em junho deste ano.  O filme foi feito por uma produtora brasileira e duas produtoras francesas, sendo orçado em 11 milhões de euros.

Para ele, o aumento no número de coproduções internacionais é um sinal de amadurecimento do mercado interno. “Hoje o Brasil é um agente do cinema internacional”, disse.