Espetáculo “Os Miseráveis” é apresentado no teatro do Sesi-SP por alunos com Síndrome de Down

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

O clássico Os Miseráveis, do romancista francês Victor Hugo (1802-1885), narra uma história muito complexa, repleta de reviravoltas, tramas paralelas, ideais políticos e sociais e muitas transformações. Além disso, os personagens não lineares tornam-se um grande desafio para qualquer intérprete de teatro.

Uma adaptação desse espetáculo foi apresentada pelos alunos com Síndrome de Down do Grupo ADID de teatro, na noite desta segunda-feira (1/6), no Teatro do Sesi-SP, sob direção de Leonardo Cortez. A montagem é resultado da parceria entre o Sesi-SP e a Associação para o Desenvolvimento Integral do Down (ADID).

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Leonardo Cortez: "Como diretor, tento propor desafios que estejam ao alcance deles, mas que ao mesmo tempo não os subestime". Foto: Everton Amaro/Fiesp

Com muita personalidade, os atores conquistaram e emocionaram o público, que foram testemunhas de um exercício de dedicação dos intérpretes, que cantaram, dançaram e declamaram poesia durante a peça.

Para o diretor Leonardo Cortez, o grupo está sempre em busca de aprimoramento, o que faz com que a apresentação seja um teatro muito vivo e espontâneo. “Não é um teatro burocrático, morto, que se repete. Mas sim um teatro que busca sempre a superação, e é aí que reside a força do grupo”, disse Cortez.

Atuando desde os 15 anos, Flavia Donatelli, hoje com 41 anos, faz parte do elenco interpretando a personagem Fantine. Mesmo não estando muito bem de saúde e precisando usar um tubo de oxigênio durante a apresentação, Flavia não deixou de participar do espetáculo. “O teatro é muito importante para mim. Aqui eu encontro meus amigos e faço algo que gosto muito”, afirmou.

Particularidades

Professor da ADID há quase 20 anos, Leonardo Cortez explicou que todas as peças do grupo precisam ser adaptadas, com algumas particularidades, já que a equipe é muito grande. “É preciso criar novos personagens e enredos paralelos, para que todos tenham a possibilidade de fazer um papel importante, que tenha um desenvolvimento dentro da peça também”, comentou.

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Alunos do Grupo ADID em apresentação no teatro do Sesi-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Outra característica marcante do grupo é sua heterogeneidade: alguns alunos têm muita desenvoltura para falar e interpretar, enquanto outros encontram mais dificuldades. No entanto, estão sempre entusiasmados e com muita vontade de superar esses desafios. “Como diretor, tento propor desafios que estejam ao alcance deles, mas que ao mesmo tempo não os subestime”, frisou Cortez.

Experiência Pedagógica

Os alunos são muito dedicados e comprometidos com o seu trabalho, buscando sempre se desenvolver em relação à apresentação anterior. Mesmo cometendo alguns erros, a peça é recheada de emoção, com ansiedade para acertar. “Do ponto de vista técnico e artístico, eles não são atores profissionais, mas do ponto de vista da paixão pelo teatro, pelo ofício, eles têm muito a ensinar”, afirmou o diretor.

Como experiência pedagógica, o teatro auxilia os alunos no desenvolvimento da expressividade e da criatividade, ampliando seu universo cultural. “Por meio do teatro eles têm contato com histórias, grandes autores, dramas e dilemas do ser humano”, afirma Cortez.

Para aqueles já acostumados com a obra original, a adaptação soou bem particular. Foram criados novos personagens, dramas inéditos, amores improváveis e um final feliz, diferente do que é apresentado no livro de Victor Hugo. E, segundo os alunos, é exatamente isso o que eles procuram: superar os desafios e buscar a felicidade.

A apresentação do espetáculo deu início à turnê do grupo no estado, que vai passar por mais cinco unidades do Sesi-SP até dezembro: Rio Claro (6/8), Sorocaba (10/9), São José dos Campos (8/10), Itapetininga (19/11) e Campinas – Amoreiras (6/12).

Sinopse

Na França do século 19, o ex-condenado Jean Val Jean luta para reconstruir a sua vida e é perseguido incansavelmente pelo seu algoz, o inspetor Javert. O Grupo ADID de Teatro, formado exclusivamente por alunos de teatro com Síndrome de Down, apresenta sua versão dessa narrativa de origem francesa, de forte cunho social, que conta com elementos de trama policial. Publicado pela primeira vez em 1862, o romance se transformou em um grande sucesso, percorrendo o mundo e ganhando traduções para diversas línguas.

“O valor de uma empresa está nas pessoas”, afirma palestrante em evento do NJE do Ciesp

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Gestão significa cuidar. E é necessário cuidar das pessoas, em primeiro lugar, inclusive no âmbito empresarial. O valor de uma empresa está nas pessoas, sejam as que operam máquinas, as que cuidam de processos ou atuam em qualquer outra função. Com esses conceitos o administrador e empresário Luiz Trivelatto deu início à apresentação “Gestão de mudanças que geram valor”, na palestra mensal do Núcleo dos Jovens Empreendedores do Ciesp (NJE-Ciesp), nesta quinta-feira (21/5).

“Precisamos pensar em algo que gera valor, que parte de algo que não existe, ou que estava ali e ninguém percebeu. A gestão de mudanças resgata esses valores”, afirmou. Trivelatto explicou que gestão de mudanças é o gerenciamento dos impactos das transformações nas pessoas, mas que existem muitos entraves para que isso aconteça de forma eficaz.

“Uma plataforma de TI que não funciona ou a dificuldade de uma empresa em negociar contratos corretamente, por exemplo, não são motivos para que mudanças não aconteçam. As mudanças não acontecem devido à resistência dos funcionários e da cultura empresarial a que estamos acostumados”, justificou.

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Luiz Trivelatto: “Ferramentas não resolvem problemas, apenas potencializam soluções, pois os problemas estão nos indivíduos”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ele explica que frequentemente é muito difícil operar mudanças em empresas porque estamos acostumados com a ideia de que ferramentas são suficientes para a resolução de problemas. “Ferramentas não resolvem problemas, apenas potencializam soluções, pois os problemas estão nos indivíduos”, destacou o empresário.

Para isso, segundo ele, é necessário entender com quais tipos de mudanças estamos lidando (administrativa, organizacional, modelo de negócios, inovações, entre outras) e quem são os clientes envolvidos nesses processos. Os clientes podem ser internos, que são os funcionários, intermediários e externos, e um depende do outro. Trivelatto evidenciou que as mudanças dependem muito dos funcionários. “Os funcionários não podem se sentir desestimulados e precisam confiar na empresa. Com pessoas engajadas, as coisas funcionam muito melhor”, disse.

De acordo com o palestrante, as empresas precisam ter metas claras, mostrando para os funcionários o objetivo que eles precisam alcançar. “As pessoas precisam ver o resultado, mesmo que seja uma parcela dele, para não ficarem desmotivadas.” Ele afirmou ainda que é ideal enxergar o que foi feito, recompensando o esforço de todos os envolvidos, e não destacar somente as falhas.

Trivelatto, que é coordenador do NJE Sul, apresentou um método com 12 passos sobre como implantar ideias empreendedoras para posicionar uma empresa no mercado. Veja a seguir:

12 passos para gestão de mudanças:

1- Identificar quem é o agente de mudanças.

2- Analisar os recursos disponíveis.

3- Observar a capacidade de troca.

4- Criar uma equipe líder.

5- Conhecer Missão, Visão e Valores da empresa.

6- Organizar tarefas e pessoas.

7- Motivar os funcionários.

8- Levantar as competências de implantação

9- Mensurar realizações de curto e longo prazo.

10- Consolidar os resultados.

11- Promover uma mudança cultural.

12- Proporcionar à empresa um crescimento sustentável.

Ciesp e Antaq assinam termo de cooperação e criam o primeiro de Comitê de Usuários de Portos no Brasil

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) assinaram nesta quinta-feira (21/5) um termo de cooperação. Entre as ações previstas pelo documento, consta a criação do primeiro Comitê de Usuários de Portos do Brasil.

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, afirmou que essa parceria deverá ser estendida também à federação, devido a relevância do assunto.

“Precisamos ampliar o trabalho da Antaq, que é tão importante para a competitividade brasileira e também para as empresas”.

Mário Povia, diretor-geral da Antaq, reforçou a importância estratégica para a Agência com o acordo de cooperação, que tem como objetivo estabelecer formas de parcerias e projetos de ação conjunta na área portuária.

“Com esse acordo, pretendemos estabelecer promoção de estudos, compartilhar informações estratégicas sobre o setor, criar um canal de diálogo permanente entre a Agência e os usuários do setor portuário, visando fomentar uma aliança estratégica que reúna ações pendentes ao aumento da eficiência e a redução de custos portuários”, destacou Povia.

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Acordo com Antaq vai estabelecer projetos de ação conjunta na área portuária. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


O diretor comentou sobre temas prioritários no âmbito da Antaq, como a desburocratização, a redução de custos portuários, investimentos em infraestrutura e previsibilidade de custos. De acordo com ele, existe muita burocracia na área dos portos organizados, e isso inviabiliza as operações de cabotagem, tão necessárias para o desenvolvimento da logística brasileira.

“A questão da redução dos custos portuários não se resolve com regulação econômica e controle de preços, mas sim com a provisão e oferta de infraestrutura. A partir da redução desses custos, poderemos ter mais competitividade”, reforçou Povia.

Diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) do Ciesp, Julio Diaz frisou a importância da parceria entre Antaq e Ciesp, principalmente em relação à competitividade. “Estamos cientes de que a busca pela competitividade vem pela desburocratização, redução de custos e eficiência na área portuária, e sabemos o quanto isso atrapalha o desenvolvimento dos nossos negócios internacionais”, afirmou Diaz.

Paulo Skaf reiterou ainda que as entidades, Ciesp e Fiesp, estão à disposição para enfrentar desafios junto à Antaq. “Com esse acordo, reforçamos a ideia de que precisamos transformar o Brasil em um país mais competitivo, aumentando a excelência e a qualidade, com custos competitivos”, avaliou o presidente das entidades. 

Conselho da Fiesp debate a privacidade como conquista da liberdade e os limites da transparência

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

A questão da transparência política é dever do Estado, mas não diz respeito à vida pública. E a transparência é uma das formas para diferenciarmos uma sociedade livre de uma autoritária, avaliou Eugênio Bucci, jornalista e professor da Universidade de São Paulo (USP), durante encontro com o Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta segunda-feira (18/5).

O encontro foi baseado no livro “O Estado de Narciso – A comunicação pública a serviço da vaidade particular”, de autoria de Bucci.

Segundo o professor, em um regime totalitário, o cidadão não consegue visualizar o nível de investimentos e o trâmite das decisões dentro do governo. Neste caso, o público não é público e o Estado é “opaco”. “Nos regimes totalitários a transparência não existe. A qualquer momento a autoridade invade o lado pessoal de cada cidadão”, disse.

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Professor Eugêncio Bucci durante reunião do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Sobre a linha tênue entre transparência e privacidade, Bucci afirmou que a privacidade deve ser entendida como uma conquista da liberdade, e que devemos tomar cuidado quando falamos de transparência.

“A transparência não é boa em todo lugar. Ela é ideal para um Estado de direito, no âmbito público, mas não pode ser imposta à vida pessoal. A transparência deve garantir a privacidade dos cidadãos”, explicou.

Para ele, a liberdade se materializa na privacidade, que se constrói como um valor para proteger o cidadão contra o poder. Ou seja, a população deveria pensar a liberdade a partir de sua privacidade de checar, verificar e contestar as falas do poder.

“O poder na democracia depende da oposição, para que ele seja de fato virtuoso, para que corresponda à liberdade das pessoas, não colocando a sociedade a seu serviço”, avaliou.

Neste sentido, a imprensa desempenha um papel notável e insubstituível para pensar contra o poder ou de apresentar dúvidas em relação ao discurso oficial que é apresentado, defendeu Bucci.

“Não há democracia sem imprensa livre”, afirmou Bucci. “A imprensa, entre outras coisas, serve para levantar discursos contra o poder, serve para questionar e contestar”.

O professor da USP esclareceu, no entanto, que a imprensa não é um tribunal, e que seu compromisso é baseado em elaborar uma verdade provisória que vai tomando forma com o tempo. “A imprensa não tem o direito de julgar ninguém”, concluiu.

Reúso pode ser tão eficiente quanto o tratamento convencional de água, afirma diretor da Fiesp

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

A crise hídrica em diversos estados brasileiros abriu espaço para o incentivo a utilização de água de reúso e os esgotos podem ser os “novos mananciais” nesse tempo de escassez, afirmou nesta quarta-feira (13/5) João Jorge da Costa, diretor da Divisão de Saneamento Básico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Costa mediou os debates do Workshop Água de Reúso, organizado pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp. Segundo ele, o reúso de água é tão convincente de sua eficácia quanto o próprio tratamento convencional de água.

“Podemos considerar que nossos esgotos são os novos mananciais, ou seja, o reúso da água pode influenciar e modificar a nossa definição de sistema de esgoto”, comentou. Para ele, o sistema de reúso de água é uma alternativa confiável, e tem sido muito necessária principalmente em regiões de muita escassez.

O professor doutor da Universidade de São Paulo (USP), José Carlos Mierzwa, que trabalha com reúso da água na área industrial há mais de 20 anos, afirma que atualmente há muitas opções tecnológicas que permitem que o processo seja feito de maneira satisfatória. Mierzwa falou sobre a escassez de água na região metropolitana de São Paulo e apresentou o reúso como uma opção para a redução dos impactos dessa crise.

O professor também indagou sobre as possíveis causas da crise hídrica, relacionando a falta d´água ao uso indevido, aumento populacional, saneamento básico adequado e também problemas de gestão.  “Não podemos pensar na questão da água somente como quantidade, mas também sobre a qualidade e em como gerir essa situação”, disse.

Segundo Mierzwa, “a prática de reúso pode complementar as ações de combate à crise hídrica”. O professor aposta no potencial tecnológico a favor da solução de problemas, afirmando que é necessário ter “as inovações tecnológicas como aliadas”.

Reúso potável

A cidade de Campinas está localizada na bacia do PCJ, região que também enfrenta crise hídrica e, de acordo com Renata Gasperi, engenheira coordenadora da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Campinas (Sanasa), foi percebida a necessidade da utilização de tecnologias modernas, que buscam maior redução de poluentes para o processo hídrico, como o reúso da água.

Renata afirmou que a Sanasa realiza, frequentemente, monitoramentos da água de reúso. “São parâmetros que servem para monitorar a integridade dos processos, garantindo a qualidade da água”, disse.

Segundo a palestrante, o reúso potável da água não é novidade e já existe em muitos locais, de forma indireta e não planejada. “A água de reúso que produzimos é uma fonte de água também, e hoje, mais do que nunca, é necessária”, disse. “Temos experiência de que a água produzida tem uma grande estabilidade em termos de alta qualidade, e sabemos também que para fazer o reúso potável, precisamos garantir a segurança dessa água, a segurança dessa produção”, concluiu Renata Gaspieri.

“Fazer cinema no Brasil é uma grande aventura”, afirma Matheus Nachtergaele

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

A vertente de filmes belos, poéticos e sensíveis do cinema nacional ainda é desconhecida por grande parte do público brasileiro. A produção de filmes no Brasil tem crescido e se aprimorado nos últimos anos, mas ainda enfrenta uma concorrência desleal com os títulos estrangeiros. A avaliação é do ator Matheus Nachtergaele, que compareceu ao Teatro do Sesi-SP na noite desta terça-feira (5/5) para a 11ª edição do Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema.

“Fazer cinema no Brasil ainda é, em 90% dos casos, uma grande aventura, com pouco retorno de bilheteria, na verdade”, comentou Nachtergaele.

Vencedor na categoria de melhor ator com o filme “Trinta”, Matheus Nachtergaele explicou que entende a importância de filmes considerados mais “comerciais”, que consolida grande parte da indústria cinematográfica brasileira, mas lamentou o fato de que o público brasileiro não conhece os grandes filmes nacionais.

“É importante que exista uma quantidade boa de filmes que as pessoas vejam, para que o cinema exista, para que as equipes e os artistas sobrevivam, e para que uma indústria se forme, mas o belo cinema nosso não é muito visto. Mas, felizmente, é homenageado em eventos como este”, afirmou o ator.

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Matheus Nachtergaele: "Prêmios são um carinho que o cinema brasileiro acaba recebendo". Foto Everton Amaro/Fiesp

Prêmios que celebram o cinema, como o da Fiesp/Sesi-SP, relembram as produções marcantes que foram realizadas durante o ano anterior, e, para Nachtergaele, isso é uma forma importante de reconhecimento.

“Além de chamarem a atenção para belos trabalhos que o público deve ver, os prêmios são um carinho que o cinema brasileiro, tão judiado, acaba recebendo”, disse.

Diversidade no mercado cinematográfico

André Sturm, presidente do Sindicato da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo (SIAESP) e curador do 11ª edição do Prêmio da Fiesp e do Sesi-SP, comentou sobre o desenvolvimento da indústria cinematográfica no Brasil, que, de acordo com ele, teve um aumento de 50 para 120 produções por ano.

“Vivemos um momento positivo para o cinema nacional, com uma série de mecanismos de apoio, de produção, a lei que criou espaço para o audiovisual brasileiro nos canais de TV a cabo, e isso causa uma revolução muito importante para a nossa produção”, explicou o curador.

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Andre Sturm durante 11o Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Sturm criticou a maneira como as salas de cinema no Brasil têm sido ocupadas. Apesar de novas regras estabelecidas pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) para o uso limitado de salas para o mesmo filme, alguns lançamentos, principalmente norte-americanos, ainda ocupam boa parte da programação dos cinemas.

“Depois do esforço, chegamos ao acordo de limitar o número de salas em um mesmo complexo, mas no primeiro grande lançamento, não cumpriram”, disse Sturm se referindo a uma franquia norte-americana. Segundo ele, apenas 3 filmes ocuparam 85% das salas de cinema no país em 2014.

André Sturm defendeu a importância da diversidade de produções cinematográficas no mercado brasileiro e afirmou a necessidade de impor limites a uma ocupação abusiva de filmes estrangeiros.

“Não é só a indústria do cinema que sai prejudicada, não são apenas os produtores e os distribuidores do cinema que saem prejudicados, mas, principalmente, os cidadãos brasileiros”, concluiu Sturm.

Tecnologia digital muda rapidamente e dificulta a prevenção de crimes cibernéticos

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

É necessário reconhecer que a tecnologia muda com uma velocidade muito rápida, o que prejudica a prevenção desse tipo de delito, afirmou o coordenador do Departamento de Propriedade Intelectual do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Daniel Ackerman ao participar de encontro na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta terça-feira (31/3).

Durante o Congresso Nacional de Segurança Cibernética, Ackerman e outros especialistas do setor debateram sobre o aparelhamento legal que apoia o combate ao terrorismo cibernético.

Para Ackerman, o acesso cada vez mais facilitado à smartphones e tabletes contribuiu para a intensificação dos crimes cibernéticos.

“Com a melhoria dos dispositivos móveis e de sua capacidade de armazenamento, inclusive de dados pessoais, junto ao barateamento desses dispositivos, as ferramentas digitais estão espalhadas por toda parte”, disse o representante norte-americano.

De acordo com o coordenador, essas mudanças implicam em um maior tráfego da internet via conexão móvel, uma vez que pessoas conectadas por mais tempo fazem compras online, se comunicam, utilizam serviços bancários e acessam dados pessoais, ficando mais vulneráveis a ataques cibernéticos.

“Isso também pode constituir uma ameaça às empresas em que essas pessoas trabalham, porque muitas vezes usamos os dispositivos para o trabalho, e podem levar conteúdo malicioso”, afirmou Ackerman.

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Daniel Ackerman, coordenador do Departamento de Propriedade Intelectual da Justiça dos Estados Unidos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para o especialista, o ideal é tentar alcançar a taxa de velocidade em que a tecnologia se transforma, e, para isso, a lei precisa ser reformulada.

“Nos EUA, a principal lei que usamos a respeito de delitos cibernéticos foi decretada há quase 20 anos, ou seja, está mais do que ultrapassada”, comentou.

Ackerman acredita que modificações constantes às leis penais junto com um trabalho de educação da população podem ser um dos caminhos para diminuir o número de crimes cibernéticos. Além disso, parcerias com o setor privado é um fator essencial para combater os delitos cibernéticos.

“Os criminosos sabem que é mais fácil conseguir o que querem enganando o usuário comum e não as empresas, que em geral estão preparadas e prevenidas para esse tipo de crime”, alertou.

Combate no mundo

O mundo todo está atrasado na prevenção de crimes cibernéticos, e não somente o Brasil, afirmou Renato Opice Blum, vice- chair do Comitê de Privacidade, Comércio Eletrônico e Proteção de Dados da ABA (American Bar Association), e presidente do Conselho de Tecnologia da Informação da Fecomércio.

“Do ponto de vista de colaboração, não temos tratados internacionais efetivos, que favoreçam o compartilhamento de informações, no menor tempo possível”, disse Blum. Para ele, a investigação de um crime cibernético depende muito do tempo, “o que define o sucesso ou o fracasso da operação”.

Até 2020, segundo o palestrante, o Brasil terá cerca de 20 bilhões de dispositivos conectados, o que favorece o cenário dos delitos online. Blum criticou a legislação brasileira, que não está sendo capaz de conter a alta quantidade de crimes.

“A pena máxima para esses crimes no Brasil é de apenas um ano, o que gera a sensação abstrata para o criminoso de que nada vai levar à sua identificação e punição”.

Infraestrutura

Ana Luiza Vieira Valadares Ribeiro, presidente da Associação Brasileira de Direito da Tecnologia da Informação e das Comunicações, defendeu a elaboração de políticas nacionais e o envolvimento do Estado na segurança cibernética.  Segundo ela, é importante o fortalecimento da infraestrutura em relação aos crimes cibernéticos e da responsabilidade do governo de agir e punir esse tipo de delito.

“O governo deve fazer um plano de infraestrutura crítica de telecomunicações. Essas ações não podem ficar a cargo apenas da parceria privada”, disse Ana Luiza. “É essencial que o governo esteja tentando se capacitar e conseguir parcerias internacionais, tendo em vista um planejamento futuro para certa autonomia brasileira, no que diz respeito à infraestrutura”, continuou.

Crise hídrica pode impulsionar políticas públicas, diz especialista na Fiesp

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Responsável por uma bacia hidrográfica na Austrália, Marlos de Souza compartilhou sua experiência com os participantes do Seminário de Segurança Hídrica, realizado na Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), nesta terça-feira (24/3). Segundo ele, o intenso período de seca daquele país fomentou soluções criativas e eficientes para o abastecimento.

No encontro, o diretor da Sustainable Limits Adjustment Policy and Planning Division, agência criada para garantir segurança hídrica na Austrália, falou sobre a gestão de recursos hídricos em fases de escassez.

Segundo ele, a água na Austrália é extremamente valorada, e isso é uma questão cultural, já que no Brasil não havia até então uma preocupação muito grande.

“A água é um bem econômico e deve ser tratada como tal”, disse. Souza evidenciou a importância do gerenciamento dos recursos hídricos, afirmando que sem isso “não há desenvolvimento”.

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Marlos Souza, diretor de agência para abastecimento na Austrália. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


A Austrália passou por um período de seca muito grave, que ficou conhecida como a seca do milênio, que foi de 1997 até 2009 e, segundo Souza, foi possível enxergar nessa crise uma oportunidade para trazer a população, junto ao governo, para um gerenciamento hídrico.

“A forma como as pessoas entendiam os recursos hídricos mudou porque se sentiram responsáveis para gerenciar esses recursos. Além disso, por ‘enxergarem dinheiro na água’, essa consciência tornou-se ainda maior”, comentou.

Os processos de planejamento nas bacias hidrográficas em longo prazo são formulados todo ano e comparados com os anteriores, sempre em busca de melhorias, de acordo com Souza.

“A modelagem matemática faz parte do processo de gerenciamento. A água nas bacias australianas é sempre monitorada”.

Ele destacou ainda que outro ponto importante na gestão de águas da Austrália é a total transparência do governo e estados com a população, que têm acesso à quantidade de água em seus reservatórios, o que gera confiança da população em seu governo e desperta a consciência de cada um.

“Em 12 anos de seca, nunca faltou água, porque existe um planejamento a médio e longo prazo. O processo educativo do estado atingiu cada cidadão”, disse.

Souza esclareceu ainda que existe na Austrália uma regulamentação governamental que trabalha o plano de gerenciamento do uso de água nas indústrias, avaliando o uso do recurso, identificando ineficiências e oportunidades de redução de consumo.

“Há o desenvolvimento de um plano de ação para implementar atividades de conservação da água, no qual é exigido 10% de economia de água por ano a ser apresentada ao governo”, informou.

Seminário na Fiesp discute soluções para superar a crise hídrica

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

O Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) realiza nesta terça-feira (24/3) o Seminário de Segurança Hídrica na sede das entidades, para avaliar a crise hídrica no estado de São Paulo.

Segundo o direto titular do DMA, Nelson Pereira dos Reis, o assunto dos recursos hídricos pauta as discussões da Fiesp e do Ciesp desde 2005.

“Diante desse cenário, a indústria intensificou os seus esforços para elaboração e viabilização de planos de contingência de água”, afirmou Reis.

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Nelson Pereira dos Reis, diretor de Meio Ambiente da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Na abertura do seminário, foram discutidas ações necessárias em uma visão de curto, médio e longo prazo. Participaram representantes de diversas áreas. E na avaliação do diretor do DMA, essa diversidade é importante para o momento de crise, no qual todos os setores devem se unir e desenvolver ações conjuntas para reduzir os impactos causados pela atual situação de escassez.

Segundo Reis, com o trabalho intenso de uso eficiente da água que tem sido feito, a indústria reduz cada vez mais a sua demanda e também os impactos provenientes da atual crise.

Para Carlos Augusto Gadelha, secretário do Desenvolvimento da Produção do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a questão da água é um tema importante para uma agenda estratégica de desenvolvimento, e já faz parte da política industrial brasileira.

“Com novos conceitos e abordagens, além de uma nova responsabilidade da política industrial, o desenvolvimento da qualidade, eficiência e sustentabilidade são essenciais para alavancar a competitividade da indústria”, comentou Gadelha.

Também presente no debate, o gerente-geral de Articulação e Comunicação da Agência Nacional de Águas (ANA), Antonio Felix Domingues, afirmou que a ANA está trabalhando em um projeto de médio a longo prazo para um plano de segurança hídrica.

“Com uma visão integrada na segurança hídrica, teremos planejamento do longo prazo de medidas estruturantes que possam resolver ou mitigar esse risco que estamos correndo. No futuro voltaremos a ter problemas, por isso precisamos prevenir”.

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Rafael Cervone, vice-presidente do Ciesp. Foto: Ayrton Vignola/FIesp


Problema de gestão

Rafael Cervone Netto, primeiro vice-presidente do Ciesp, ressaltou que além da escassez de chuvas, há uma crise de gestão de recursos e falta de planejamento.

“É um problema do país todo, e nesses momentos precisamos nos reinventar, aproveitar a oportunidade para nos unirmos”, disse. “Estamos trabalhando em muitos planos de contingência da indústria, mas a falta de previsibilidade prejudica muito a economia”, acrescentou ao se referir à falta de planos do Governo a médio e longo prazo.

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Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Guia

Ainda na abertura do seminário foi lançado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) o guia Gerenciamento de Riscos Hídricos no Brasil e o Setor Empresarial: Desafios e Oportunidades.

“A escassez que estamos passando é um novo marco principalmente no sudeste, onde se concentram as indústrias e existia a cultura da abundância. Esse é um dado novo que precisamos trabalhar”, afirmou Marina Grossi, presidente do CEBDS.

Autoridades e empresários do Peru vem à Fiesp discutir investimento brasileiro

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Empresários e autoridades peruanas buscaram nesta quarta-feira (18/3) meios de ampliar os investimentos brasileiros no Peru. Em encontro na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), um dos representantes do país andino pediu aos empresários do Brasil que “continuem investindo” na economia peruana.

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Delegação peruana em encontro na Fiesp sobre oportunidades de investimento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O presidente da associação inPeru, José Antonio Blanco, deu informações sobre a atividade econômica daquele país, que cresce a um ritmo de 6 por cento ao ano, com a inflação média anual de 5,2 por cento. De acordo com Blanco a entrada de empresas brasileiras no país cresceu nos últimos anos.

“Valorizamos o incentivo do investimento público e privado, nacional e estrangeiro. E, por isso, pedimos que o Brasil continue investindo no Peru”, afirmou Blanco durante o seminário Oportunidades de Investimentos no Peru, organizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp.

Antonio Fernando Bessa, diretor titular adjunto do Derex, reforçou a relação harmoniosa entre o Brasil e o Peru. “Estamos muito otimistas para que hoje seja um novo marco para maior integração entre os dois países”.

Giancarlo Gasha Tamashiro, vice-ministro da Economia do Ministério de Economia e Finanças do Peru, afirmou que o Peru é um país totalmente integrado ao mundo, devido aos seus acordos econômicos e de livre comércio.

Como prova de que o cenário econômico no Peru é favorável, Tamashiro apresentou dados sobre o país, como população, renda Per Capita e PIB, além de projetos econômicos e de infraestrutura. Em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB) do Peru cresceu 2,4 por cento, apesar do ano ter sido de crise para grande parte dos países.

O Cônsul Geral do Peru no Brasil, Arturo Jarama, citou brevemente um panorama histórico, político e econômico sobre a trajetória que resultou na boa relação entre os dois países.

‘Não há o que se protestar contra a arbitragem’, afirma executivo em seminário na Fiesp

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

A arbitragem na perspectiva prática do usuário e as evoluções recentes na modalidade foram temas debatidos no II Seminário Internacional de Arbitragem: Internacionalização da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem, realizado nesta terça-feira (27/05), na sede da Federação e  do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O painel sobre o assunto, o último do dia, contou com a participação de advogados especializados no tema, com coordenação de Carlos Alberto Carmona, professor doutor da Universidade de São Paulo (USP) e sócio do escritório Marques Rosado Toledo César & Carmona Advogados.

Segundo Elias Marques Medeiros Neto, diretor jurídico da Cosan, empresa com atuação em áreas como energia e infraestrutura, a taxa de congestionamentos e o número de casos não solucionados em primeira instância no Poder Judiciário têm crescido a cada ano. Assim, a importância da arbitragem se dá na busca por uma alternativa ao problema. “A arbitragem é um facilitador, tendo em vista a dificuldade do judiciário”, afirmou Medeiros.

De acordo com ele, a prática incentiva a conciliação, conta com julgadores bem preparados e é respeitada no país. “A arbitragem vem como uma alternativa para situações de casos complexos, não facilmente apreciados pelo poder judiciário”, explicou.

Custos elevados

Diretor jurídico da Louis Dreyfus Commodities, Pablo Machado abordou a situação da arbitragem no Brasil hoje, o que os empresários buscam com essa prática e seu uso no comércio internacional de commodities.

Segundo ele, a arbitragem é utilizada, na maioria das vezes, para a solução de disputas societárias e contratos comerciais de alto valor, visando minimizar prejuízos.

Machado: olução de disputas societárias e contratos comerciais de alto valor. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Machado: olução de disputas societárias e contratos comerciais de alto valor. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para Machado, apesar de a arbitragem trazer vantagens claras, como o tempo mais curto na resolução de problemas, ainda é muito elitista, devido aos custos elevados. “A arbitrariedade ainda é restrita a casos complexos e grandes, que demandam especialistas”, disse. “Por isso os preços são tão elevados”, explicou. Como solução, o palestrante afirmou que dar espaço para a arbitrariedade em casos mais simples demandaria novos perfis de profissionais, diminuindo o preço.

Federici: custos em alta. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Federici: custos em alta. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Já Roberto Federici, diretor jurídico da NeoEnergia, apresentou casos práticos na área. “Hoje, não há o que se protestar contra a arbitragem, ela é necessária”, afirmou. “É como protestar contra a globalização”, disse. O palestrante fez críticas às câmaras de arbitragem: “O tempo é algo que tem se alongado em relação aos primeiros procedimentos arbitrários. O custo também tem crescido muito, em muitos casos não justificadamente”, explicou.

Ainda assim, Federici afirmou que os pontos positivos relacionados à arbitragem são maiores que os negativos. E que isso faz parte do amadurecimento da prátia no Brasil.

Representante do BNDES apresenta papel do banco como financiador de projetos

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

O papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na atividade empreendedora. Este foi o tema da palestra apresentada por Fernando Richie, representante do banco estatal, na programação da tarde desta quinta-feira (08/05) do Acelera Startup, evento realizado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Rieche destacoua importância do BNDES como incentivador do desenvolvimento das empresas. “O banco realiza a maior parte de suas operações voltadas para as micro, pequenas e médias empresas”, ressaltou.

Além das ações do banco estatal na área de investimentos privados, também foi apresentado ao público o foco da instituição em empreendedorismo, inovação e investimentos a longo prazo.

De acordo com Rieche, o BNDES apoia a inovação por meio de participação acionária em todos os estágios. “Buscamos fomentar a economia e apoiar as empresas de diferentes formas”, disse o palestrante, falando na sequência de operações de capital semente, venture capital e private equity. “Nosso objetivo é melhorar as empresas, para assim reduzir as lacunas de mercado.”

O representante do BNDES também falou das ações do banco na área de responsabilidade social. “Um retorno satisfatório não é só financeiro, mas é também aquele se preocupa com a sociedade”, finalizou.

Oportunidades para castanhas, nozes e frutas secas apresentadas na Fiesp

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Saúde, alimentos nutritivos, tendências de mercado e preocupação com a alimentação foram temas discutidos no III Encontro Internacional de Castanhas, Nozes e Frutas Secas, realizado nesta segunda-feira (28/04) na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp). O evento teve como objetivo aproximar os profissionais da cadeia produtiva do setor e apresentar informações, pesquisas, dados e tendências de consumo no Brasil e no mundo.

José Eduardo Camargo, presidente da Associação Brasileira De Noz Macadâmia (ABM) e vice-presidente do Ciesp destacou o momento que o Brasil está vivendo, que seria uma prova do desenvolvimento do país. “Nosso potencial está crescendo muito, a ponto de os produtores brasileiros não terem condições de atender o mercado dado o crescimento de 15% de um ano para o outro”, afirmou Camargo.

Camargo: “Nosso potencial está crescendo muito”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Camargo: “Nosso potencial está crescendo muito”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O presidente do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), Moacyr Saraiva Fernandes, falou sobre a importância das castanhas, nozes e frutas secas para a saúde, já que esses são alimentos altamente nutritivos. “Quando falamos em nozes e castanhas, estamos falando de saúde e alimentação benéfica. Consumir esses alimentos é consumir saúde”, explicou. Fernandes apontou ainda que, mesmo com esse crescimento de mercado, a maior parte dos produtos que consumimos ainda é importada.

Indústria de cosméticos

O uso de determinados alimentos na indústria de cosméticos foi a pauta discutida por Inocência Manoel, da Inoar Cosméticos. Inocência citou a tendência do agronegócio em usar a macadâmia, que, segundo ela, pode ser considerada a mais “nobre das castanhas e nozes”. Isso por conta dos benefícios da macadâmia para o organismo e para os cabelos.

Em relação ao agronegócio no Brasil, Cesário Ramalho da Silva, produtor rural e membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Cosag), apontou que o agronegócio representa 30% do PIB brasileiro. “O agronegócio no Brasil é formado pelo pequeno, médio e grande proprietário. Existe espaço para todos”, disse.

Indústria de alimentos

Claiton Afonso Wallauer, da empresa Pecanita, do Rio Grande do Sul, abordou a tendência do mercado de buscar alimentos mais saudáveis para lanches e refeições completas. Um cenário no qual as frutas secas entram como opção de alimentos funcionais. “Alimentos que produzem efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais básicas, têm sido cada vez mais procurados pela população”, afirmou.

O III Encontro Internacional de Castanhas, Nozes e Frutas Secas: possibilidades no agronegócio e na indústria de cosméticos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O III Encontro Internacional de Castanhas, Nozes e Frutas Secas: possibilidades no agronegócio e na indústria de cosméticos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Wallauer apresentou estudos que mostram os benefícios das nozes e das frutas secas, como a redução significativa de doenças ligadas ao coração,  com queda de 30% no número de  infartos, derrames e mortes. O palestrante também reforçou a tendência de aumento do consumo de produtos mais saudáveis.

Avaliação diagnóstica no futebol é tema de debate em evento no Teatro do Sesi-SP

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Parte da agenda do VI Curso Internacional de Futebol Brasil-Inglaterra, evento que aconteceu ao longo desta segunda-feira (14/04) no Teatro do Sesi-SP, a mesa redonda “Avaliação diagnóstica no futebol e futsal” recebeu três palestrantes: Luis Fernando de Barros (Santos Futebol Clube), Paulo Zogaib (Sesi-SP e Sociedade Esportiva Palmeiras) e Nabil Ghorayeb (Dante Pazzanese e Hcor).

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Luis Fernando de Barros, fisiologista do Santos FC. Foto: Everton Amaro/FIESP

Luis Fernando de Barros comentou sobre a sua experiência como fisiologista no Santos Futebol Clube.  Segundo ele, há uma exigência cada vez maior em relação ao desempenho dos jogadores, e o calendário de partidas é muito “apertado”, ou seja, as partidas são realizadas em um curto espaço de tempo. “Com esse calendário complicado, as partidas ficam muito próximas umas das outras, o que não nos permite ter tempo de treinar adequadamente os atletas, aumentando assim o número de lesões”, explicou.

O especialista afirmou que duas partidas na mesma semana aumentam as chances de que lesões aconteçam com os jogadores: “Falta tempo para treinamento, preparação e recuperação dos atletas”.

Barros apresentou vários tipos de avaliações e exames, como resistência aeróbica, velocidade, agilidade, força, hidratação e sudorese, dosagem de CK (creatina quinase) e exercícios funcionais. Com o objetivo de otimizar a capacidade de cada jogador, o fisiologista disse que é necessária uma avaliação diagnóstica adequada e individualizada para os jogadores.

Calendário de jogos dificulta recuperação de atletas

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Paulo Zogaib, médico do Palmeiras. Foto: Everton Amaro/FIESP

Paulo Zogaib, médico do Palmeiras, falou sobre o futebol como forma de esporte democrático: “O perfil, biotipo e idade dos jogadores podem variar bastante. O futebol é um esporte misto, que permite características variadas dos jogadores”, afirmou. Zogaib apresentou comparações de perfis de jogadores de várias partes do mundo, como altura, peso, idade e desempenho. O resultado mostrou números equilibrados e parecidos.

O médico apresentou estudos e pesquisas realizados, e o programa de treinamento do time, que é baseado nas características individuais de cada jogador. Zogaib não deixou de comentar sobre o difícil calendário de jogos, sobre a grande exigência metabólica em relação aos jogadores e a falta de tempo para treinamento e recuperação dos atletas, o que favorece o alto índice de lesões. Ele comentou ainda sobre a ideia de se fazer um diagnóstico, conhecendo o estado atual do atleta e usar essas informações como parâmetro para desenvolvimento.

Morte súbita no esporte

Sobre o assunto de morte súbita no esporte, o responsável pela discussão deste tema foi o Prof. Dr. Nabil Ghorayeb, cardiologista e médico de esporte. Ghorayeb apresentou casos reais, dados, estudos e pesquisas sobre mortes súbitas no esporte e no futebol. “Apenas em 2014, já são oito casos de mortes súbitas de atletas brasileiros que morreram no esporte”, afirmou. Segundo ele, há uma estimativa de crescimento de 2% a 4% no ano, e não existem registros oficiais de federações esportivas, por exemplo, pois não querem que essas mortes sejam divulgadas.

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Nabil Ghorayeb, cardiologista e médico de esporte. Foto: Everton Amaro/FIESP

Ghorayeb trouxe para a discussão as possíveis causas da morte súbita no futebol, análises críticas e as dificuldades encontradas para que se possa descobrir a causa dessas mortes. Ele criticou a falta de credibilidade de exames que poderiam evitar mortes, o atendimento precário e a falta de conhecimento, de uma forma geral.

“Atividades físicas e esportes, por si só, não causam mortes. Excessos, abusos e doenças pré-existentes, sim”, afirmou o médico. Ghorayeb afirmou que é preciso incentivar a população a fazer exercícios físicos e a cuidar de sua saúde. “Esporte é para quem pode, e não para quem quer. É preciso estar atento e se cuidar”, alertou.

Após as apresentações dos palestrantes, o painel foi aberto para perguntas e discussões.

O VI Curso Internacional de Futebol Brasil-Inglaterra aconteceu em São Paulo, no dia 14 de abril, no Teatro do Sesi-SP, e também do dia 15 a 18 de abril, na Escola de Educação Física e Esporte da USP .

O evento é resultado de uma parceria do Sesi-SP com a Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP) e com a Universidade de Worcester, da Inglaterra.

Irandhir Santos vence pela segunda vez o 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema

Juan Saavedra e Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Ele foi o Diogo Fraga de “Tropa de Elite 2” (2010), filme mais visto da história do cinema brasileiro. E o Clodoaldo de “O Som ao Redor” (2012), melhor produção no Festival de Gramado daquele ano. Aos 35 anos, o ator Irandhir Santos – apaixonado confesso pelo teatro – não escondeu o amor pela sétima arte ao ser convidado para receber o 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema.

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O ator pernambucano Irandhir Santos ganhou o 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema na categoria melhor ator com seu trabalho em "Tatuagem". Foto: Everton Amaro/Fiesp

“Há sete anos o cinema me roubou e eu me deixei levar. Estou cada vez mais apaixonado”, admitiu o ator ainda no palco, segundos depois de receber o reconhecimento – iniciativa que tem realização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) em conjunto com o Sindicato da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp).

É o segundo Fiesp/Sesi-SP de Cinema desse pernambucano de 35 anos – na edição de 2013 ele ganhara com seu Zizo em “A Febre do rato”.

Em 2014, foi a vez de “Tatuagem”, filme em que interpreta Clécio Wanderley, líder de uma trupe teatral que se apaixona pelo soldado Arlindo Araújo em pleno regime militar.

Não por acaso, Irandhir fez questão de lembrar os 50 anos do 1º de abril de 1964. “Data do golpe civil-militar”, ressaltou.

“Para mim, ‘Tatuagem’ é um gesto de resistência afetiva, um gesto de resistência radical. São filmes como esse que eu torço para que aqueles que lutam diariamente se atrevam e se alimentem para ter forças e lutar para uma sociedade nova, que eu acredito”, concluiu, homenageando o diretor Hilton Lacerda.

Formado em Artes Cênicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Irandhir acumula atuações em mais de 15 filmes e cerca de 20 prêmios em aproximadamente dez anos de carreira.

Um dos destaques é a atuação em “Olhos Azuis” (2009), do diretor José Joffily. Seu papel como Nonato, um professor brasileiro humilhado por um agente de imigração nos Estados Unidos, valeu ao ator um total de sete premiações, inclusive a de melhor ator no Festival de Cinema Brasileiro de Miami.

Críticas à distribuição

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Irandhir Santos: "Há sete anos o cinema me roubou e eu me deixei levar. Estou cada vez mais apaixonado". Foto: Everton Amaro/Fiesp

Pouco antes da cerimônia, ao conversar com a reportagem, Irandhir disse estar feliz com mais uma indicação.

“Para mim, que tenho uma trajetória com filmes de baixo orçamento, esse tipo de indicação a prêmios especiais, como o da Fiesp e do Sesi-SP, só ajudam ainda mais o filme a ser visto, pois, no fim das contas, é isso que nós queremos com o nosso projeto, com o nosso filme: que ele seja visto. E esse prêmio coopera muito para isso”.

O ator elogiou a diversidade de produções da indústria de cinema brasileira.

“Nosso cinema vem despontando com força de produção muito grande. Temos grandes filmes sendo feitos. E isso é muito bom em relação à profissão. Porém temos muitos defeitos que devem ser revistos e avaliados”, afirmou, criticando as dificuldades para exibição dos filmes.

“Acho que precisa ser repensada essa política de distribuição dos nossos filmes, para que ele [cinema brasileiro] tome força, principalmente na educação do nosso povo. Para que possa ser algo cotidiano, das pessoas irem ao cinema assistir produções nacionais.”

Baixo índice de saneamento básico nas cidades brasileiras é debatido em seminário

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

O segundo painel do seminário “Água, Saúde, Enchentes e Escassez”, realizado nesta terça-feira (18/03) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), debateu temas como saneamento básico e reuso da água.

Eduardo San Martin, diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp e do Ciesp, foi o moderador das apresentações. “A água tem de ser priorizada por aqueles que têm responsabilidade sobre ela. Todos nós somos responsáveis”, iniciou San Martin.

Saneamento básico

Participante do debate, Edison Carlos, presidente do Trata Brasil, destacou que o saneamento básico é a infraestrutura fundamental que uma cidade precisa ter. “Nenhuma cidade deveria existir antes de ter água e esgoto tratados”, afirmou. O Trata Brasil trabalha para disseminar informações sobre os problemas e as oportunidades da água, saneamento básico e saúde.

Segundo ele, o Brasil perde muita água tratada (cerca de 40%), mais da metade da população não tem coleta de esgoto, apenas 38% do esgoto é tratado e cerca de 36 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água tratada.

Carlos: mais da metade da população brasileira não tem coleta de esgoto. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Carlos: mais da metade da população brasileira não tem coleta de esgoto. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Pesquisas realizadas pela Agência Nacional da Agua (ANA) mostram que o Brasil necessita de um investimento de R$ 70 bilhões para proteger os recursos de água do país, evitando escassez e outros problemas graves.

O presidente da Trata Brasil também afirmou que o brasileiro está “acostumado” com esses problemas frequentes e acaba cobrando muito pouco os deveres das autoridades em relação a isso. “Ao todo, 75% das pessoas nunca cobraram nenhuma ação para a melhoria da situação de saneamento básico aqui no Brasil”, disse.

Reuso da água

O especialista em qualidade de água e presidente do Centro Internacional de Referência em Reuso da Água da Universidade de São Paulo – (Cirra/USP), Ivanildo Hespanhol abordou a sustentabilidade do sistema de água de São Paulo.

De acordo com ele, para avaliar a sustentabilidade do sistema de abastecimento de água, temos pelo menos dois parâmetros: robustez, para atender uma demanda crescente, e a resiliência, que é a capacidade de um sistema se recuperar após um impacto negativo. “A robustez do nosso sistema é insuficiente, e a nossa resiliência é zero”, criticou.

Hespanhol destacou temas que dizem respeito à água potável e ao reuso. E apresentou estudos, pesquisas e sistemas sobre a tratabilidade do recurso hídrico, tecnologias modernas para o reuso da água e tratamento de esgotos. “Estamos em uma fase de mudança de tecnologia”, afirmou.

Ainda segundo o palestrante, o “cenário poluidor moderno” é composto por poluentes emergentes: os químicos e os biológicos, e as companhias de saneamento devem mudar o sistema de tratamento vigente, aconselhou. “Nosso sistema e estações de tratamento não removem esses poluentes. A água sem tratamento adequado gera doenças diversas e problemas graves de saúde”, disse. Ivanildo ainda criticou as normas da Vigilância Sanitária Brasileira que, de acordo com ele, são normas que “não representativas da sociedade brasileira”.

Para ele, existe uma percepção negativa do consumo de água reciclada e falta de confiança na segurança de sistemas avançados de tratamento e de certificação da qualidade da água. “O reuso de água ainda é incipiente no Brasil, mas deve crescer em um futuro próximo, por necessidade”, previu.

Direito previsto na Constituição

José Eduardo Ismael Lutti, 1º Promotor de Justiça de Meio Ambiente da Capital, afirmou que a Constituição Federal Brasileira preza, como um de seus princípios, um meio ambiente ecologicamente equilibrado. “Isso dá sustentação para uma vida sadia. De forma muito clara, sem saneamento básico, nós temos uma poluição hídrica assustadora”, disse.

Lutti afirmou que São Paulo tem um dos piores sistemas de gestão de recursos hídricos, com “legislações rígidas” e “péssimos gestores”. Segundo ele, o dinheiro público é mal investido, a população está desinformada e as fontes de informação oficiais não são confiáveis. “Precisamos ter um sistema de controle e regulação que seja satisfatório”.

O promotor disse que a mudança depende da própria sociedade, que deve cobrar do governo e dos gestores responsáveis respostas e soluções para tantos problemas apresentados: “A sociedade precisa se levantar e exigir um tratamento mais adequado, informações reais e uma gestão mais profissional do recurso hídrico”, finalizou.

Jorge Gerdau: solução para 60% dos problemas do Brasil está em questões como educação, logística e tributos

Agência Indusnet Fiesp, com reportagem de Amanda Viana, da Agência Ciesp de Notícias

Pelo menos 60% dos problemas do Brasil podem ser resolvidos se o país encontrar solução para três questões que afetam a competitividade do país: a qualidade da educação, os gargalos logísticos e a revisão do sistema tributário, afirmou o presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, em palestra na noite de quarta-feira (17/10) para mais de 300 empreendedores na sede do Centro e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp e Fiesp).

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Gerdau: educação básica é a chave para resultados positivos. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Afirmando que a produtividade de um país vem de baixo para cima, e não o contrário, Gerdau disse que o Brasil possui cerca de 40% de analfabetos funcionais. Um reflexo da “insuficiência no campo educacional, devido a uma gestão pública ineficiente”, apontou o empresário em evento realizado pelo Núcleo de Jovens Empreendedores do Ciesp (NJE/Ciesp).

“A educação básica é a chave para resultados positivos. O conhecimento tem de estar dominado na gestão de processo para que se obtenha bons rendimentos. Sem educação, não funciona”, afirmou Gerdau, integrante do Conselho Estratégico da Fiesp, que expressou sua satisfação em estar presente na “casa que representa o que há de mais importante no empresariado brasileiro”.

O empresário dedicou sua apresentação a abordar problemas de gestão, governança, “analfabetismo gerencial” e competitividade que, em sua visão, assolam o país.

“Eu acredito que, sem busca por uma maior eficiência gerencial no setor público, nós não vamos conseguir ser vitoriosos no país. E isto é um trabalho de longo prazo”, afirmou.

Todo sucesso gerencial, acrescentou, acontece quando “há domínio de processos, garantindo produtividade e eficiência”. Segundo Jorge Gerdau, o conceito mais importante desses processos é a “governança”, que, para ele, é a definição de estratégia. “Quanto melhor planejar, melhor será a execução, com eficiência plena.”

O desafio do país, de acordo com Gerdau, é o de conseguir criar um círculo virtuoso, que começa com a geração de emprego, crescimento econômico, investimento e poupança. “Se nós não trabalharmos neste círculo virtuoso, não sairemos do lugar”, disse. “A produtividade de um país tem de estar em todos os níveis”, completou o empresário.

Gerenciamento e liderança

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Gerdau: gerenciamento é o fator decisivo de produção, trazendo vantagem competitiva para os negócios. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O passo básico para ter sucesso nos empreendimentos, segundo Gerdau, resume-se a aplicar boas práticas de liderança, conhecimento e tecnologia de gestão de processos.

Citando o escritor, professor e consultor  Peter Drucker, Gerdau assinalou que o gerenciamento é o fator decisivo de produção, trazendo vantagem competitiva para os negócios. “Se a sociedade civil e os empresários – que sabem o significado de gestão e governança – não se mobilizarem, não seremos capazes de sair desta encruzilhada que o país está vivendo”, ressaltou.

Gerdau chamou ainda a atenção para o tema liderança, afirmando que um bom líder é aquele que alcança suas metas com um time, realizando seu trabalho de maneira correta.

Para concluir, o empresário finalizou a palestra com um pedido: “É necessário que cuidemos do Brasil, pois temos um país que é uma maravilha; mas não estamos tendo cuidado o suficiente com ele”, alertou.

O evento contou com a presença do presidente emérito da Fiesp e do Ciesp, Carlos Eduardo Moreira Ferreira; do diretor titular do NJE/Ciesp, Tom Coelho; e de Sylvio Gomide, diretor do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp.

Diretores da Fiesp e do Ciesp recebem a comitiva da cidade de Lobito (Angola)

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp 

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Amaro Segunda Ricardo, prefeito da cidade de Lobito, Angola, durante missão empresarial na sede da Fiesp/Ciesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Diretores da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) receberam, na tarde desta terça-feira (16/04), na sede das entidades, uma comitiva da cidade de Lobito (Angola) liderada pelo prefeito Amaro Segunda Ricardo.

A missão, comandada pelo secretário da Indústria de Paulínia, Jairo Júnior, foi o primeiro encontro com o objetivo de estreitar relações e identificar possíveis investimentos e acordos para novos negócios entre os dois países. Na ocasião, o prefeito apresentou as oportunidades de crescimento econômico de Lobito, cuja população é de 800 mil habitantes.

O diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp (Decomtec) e membro do Comitê de Petróleo e Gás Natural da Fiesp/Ciesp (Competro), Eduardo Berkovitz Ferreira, apresentou o Comitê, evidenciando as grandes oportunidades de negócios e investimentos que o setor de Petróleo e Gás tem proporcionado às empresas brasileiras.

Berkovitz afirmou ainda que pesquisas apontam que o setor (P&G) representará, até 2020, cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Foram apresentados também, projetos das entidades que buscam fomentar o desenvolvimento industrial e comercial, como o NAGI-PG, as Rodadas de Negócios e as Missões Internacionais.

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Comitiva da cidade de Lobito, Angola. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“Lobito possui um porto de águas profundas e investimentos estão sendo feitos nessa área”, destacou o prefeito ao ressaltar que a cidade angolana tem características muito semelhantes a várias regiões do Brasil, como a baixada santista – por estar situada na faixa litorânea do país.

“Esta é uma casa [Fiesp/Ciesp] que representa a indústria do estado de São Paulo e a indústria brasileira, e que se preocupa com o desenvolvimento, e se importa com a vida do ser humano, com o bem-estar da população”, concluiu Júlio Diaz, diretor de Infraestrutura do Ciesp e da Divisão de Energia da Fiesp, e coordenador adjunto do Competro.