Fiesp sedia 17º Congresso da Radiodifusão e recebe governador Geraldo Alckmin

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Congresso de Radiodifusão na Fiesp. Paulo Skaf e Geraldo Alckmin. Foto: Junior Ruiz

Ao lado de Paulo Skaf, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin manifesta apoio a reivindicações do setor

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, esteve nesta terça-feira (25/09) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) durante a abertura do 17º Congresso da Radiodifusão do Estado de São Paulo, evento que tem a realização da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp).

Alckmin – recebido pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf – manifestou apoio a duas reivindicações do setor: a destinação dos canais 5 e 6 da TV VHF para o AM brasileiro, com a finalidade de que as emissoras AMs sejam sintonizadas em FM, e a flexibilização do horário de veiculação do programa Voz do Brasil. “[É] Medida de alto interesse público. Vai beneficiar a população”, disse o governador sobre a proposta que possibilita ao AM ter a qualidade do FM.

Com relação à Voz do Brasil, Alckmin afirmou que com o advento das redes sociais há outras possibilidades de prestação de contas. “Essa flexibilização de horário vai trazer um enorme benefício porque o rádio é muito rápido no sentido de prestar serviço à população”, completou o governador, destacando a capilaridade do veículo e seu papel na integração nacional.

Aesp

Rodrigo Neves, presidente da Aesp, disse que, uma vez aprovado o projeto de lei 595/03, que prevê a flexibilização do horário de veiculação da Voz do Brasil, o programa terá início entre 19h e 22h. “A Aesp fez um grande movimento junto a artistas e deputados federais por São Paulo. Dos 70 deputados da bancada paulistas, 62 declararam apoio à flexibilização”, informou.

Congresso da Radiodifusão. Rodrigo Neves. Foto: Helcio Nagamine

Rodrigo Neves, presidente da Aesp

O presidente da Aesp defendeu ainda a adoção dos canais 5 e 6 da TV VHF para o AM brasileiro. Neves explicou que as ondas médias (AM), com o passar do tempo e o crescimento das cidades, acabaram prejudicadas pelo aumento do ruído elétrico gerado por redes de alta tensão, motores, lâmpadas e eletrodomésticos, entre outros.

“Isso fez com que houvesse uma migração de audiência o AM para o FM por causa da qualidade do som, principalmente pelos mais jovens.”

De acordo com o representante do setor, em julho deste ano a Aesp entregou ao secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, um relatório comprovando a viabilidade técnica e espectral para que as emissoras AMs sejam sintonizadas em Frequência Modulada (FM).

“Constatamos que aqui no Brasil há seis rádios com essa extensão – é a rádio em que você ouve a televisão. E é exatamente esse espaço que queremos ocupar. Nossa grande reivindicação, Dr. Genildo [Lins, que representou o ministro Paulo Bernardo no evento], ao governo e ao Ministério das Comunicações, é a imediata adoção dos canais 5 e 6 para o AM”, disse Neves, ao entregar a Lins um ofício endereçado ao ministro Paulo Bernardo.

Abra e Abert

Johnny Saad, presidente da Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra) e presidente do Grupo Bandeirantes de Rádio e Televisão, sugeriu que o governo acelere a flexibilização do horário de veiculação da Voz do Brasil mediante edição de medida provisória.

Sobre a migração do AM para o FM, Saad comentou ainda que é preciso muito cuidado no processo de transição. “Talvez, a gente possa ver que tipo de apoio possa dar a essa indústria [de aparelhos de rádio]. Queremos que as rádios sejam fabricadas aqui”, afirmou Saad, propondo desonerações para o segmento industrial.

Daniel Slaviero, presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert) e diretor institucional do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), lembrou que a rádio já passou por outros desafios na história e que soube reinventar-se e ganhar competitividade: “O conteúdo [na rádio] tem credibilidade e proximidade com o ouvinte.”