Quarenta times da capital e interior competem pela fase nacional do torneio do Sesi-SP

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

As unidades do Sesi de Catumbi, São Caetano do Sul, Vila das Mercês, Ipiranga, Santos, Cubatão, Santana de Paranaíba e Votorantim classificaram suas equipes para a disputa estadual da 3ª edição do Torneio Sesi-SP de Robótica, na segunda-feira (7).

Os nove projetos classificados são: Sesi Megamentes, de Votorantim; Tecnoids, de Santa de Parnaíba; BodyLego, de Cubatão; Wake UP, de São Caetano do Sul; Legobeach, de Santos; e Robonáticos, de Ipiranga. Os projetos Futuristic Mind, de Vila das Mercês; Sesi Slim, de São Caetano do Sul; e Tecnobody, de Catumbi, ocuparam a terceira, segunda e primeira colocação respectivamente.

Na 3ª edição do Torneio Sesi-SP de Robótica, o desafio das equipes participantes é explorar o mundo moderno da Engenharia Biomédica, descobrindo inovações tecnológicas para reparar lesões, superar predisposições genéticas e maximizar o potencial do corpo.

Durante o mês de outubro, 726 alunos com idade entre 11 e 13 anos participaram de oito seletivas regionais realizadas em todo o estado. Os 40 melhores colocados disputam o Campeonato Estadual de Robótica, desde terça-feira (8) no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Nesta quinta-feira (10) novembro sai o resultado das equipes classificadas e a premiação ocorrerá na sexta-feira (11).

Competição

Os alunos competidores construíram e programaram um robô para marcar pontos em disputas de 2,5 minutos num campo temático. Os grupos foram avaliados levando-se em conta quatro requisitos: realização das missões; apresentação do projeto de pesquisa; projeto do robô; e trabalho em equipe. Em relação à pesquisa, os alunos são estimulados a identificar um problema, buscar uma solução inovadora e compartilhar o resultado com a comunidade.

Confira a lista com as equipes classificadas no hotsite de Robótica.

Alunas do Sesi-SP dão charme e ideias para uma vida melhor com tecnologia

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Equipe do Sesi Catumbi. O grupo conquistou primeiro lugar na etapa regional

O Pavilhão de Convenções do Anhembi recebeu 26 equipes de alunos do Sesi-SP que apresentaram nesta segunda-feira (7) seus projetos com tecnologia robótica para prevenir e remediar problemas de saúde. Mas os estandes que mais chamam atenção, pelo menos por conta do visual, são aqueles com toque feminino.

Usando um imenso chapéu cor de rosa estampado com corações, Gabriela Lourenzato Guarda, 13 anos, aluna do Sesi de Catumbi, fala com clareza sobre o projeto de software e chip para desfibriladores desenvolvido pelo seu grupo, composto por cinco meninas e apenas um menino.

“A gente percebeu que os nossos professores da escola estavam sofrendo com muitos problemas de coração, então pensamos como poderíamos desenvolver uma tecnologia para melhorar no diagnóstico de problemas desse tipo”, contou Gabriela, programadora do robô que competiu nesta segunda-feira com os 25 grupos no circuito temático.

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Alunos do Sesi aguardam resultado de uma das etapas de classificação


O grupo de Gabriela desenvolveu o Desfibrilador Tecnobody, projeto que levou dois meses para ficar pronto. A proposta é utilizar o equipamento para enviar com antecedência ao hospital dados do eletrocardiograma feito no momento em que o desfibrilador é usado em vitimas de parada cardíaca. A operação pouparia tempo, uma vez que o hospital receberia as informações do paciente antes mesmo de sua chega à emergência.

Projetos inovadores para saúde

Na 3ª edição do Torneio Sesi-SP de Robótica, o desafio das equipes participantes é explorar o mundo moderno da Engenharia Biomédica, descobrindo inovações tecnológicas para reparar lesões, superar predisposições genéticas e maximizar o potencial do corpo.

A equipe do Sesi de Vila das Mercês idealizou um projeto para facilitar a rotina de pacientes com próteses de metal. O grupo, cuja formação predominante também é de meninas, elaborou o robô Futuristic Mind, um equipamento instalado na porta giratória dos bancos que, com uma luz infravermelha, visualiza de forma exata a pessoa que possui um objeto ameaçador, dispensando suspeitas em portadores de próteses de metal, segundo Gabriela Silva, líder da equipe de seis integrantes, dos quais apenas dois são meninos.

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Juízes avaliam desempenho de alunos durante circuito com robôs


“Pensamos em fazer algo com detector de metais porque o pai de uma das meninas do grupo tem uma prótese de titânio na perna e tem muita dificuldade de entrar em um banco”, explicou a líder sobre a história de Gabriella Borges, 13 anos, construtora de robôs. A equipe de Vila das Mercês preparou a pesquisa, o projeto e o robô do Futuristic Mind em pouco mais de um mês. “Nas últimas três semanas ficamos 10 horas na escola para conseguir fazer o projeto”, lembrou Gabriela Lima, organizadora da equipe.

Paqueras e maquiagens

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Equipe Futuristic Mind do Sesi Vila das Mercês, no primeiro dia de competição

A equipe do Sesi de Catumbi conta com Giovanna Soler Affonso (12 anos), como líder, Giovanna Folha Carlomagno (12), como programadora, Lorena Lourenzato Guarda (12) e Gabriela Yuta (13), como construtores, e Gabriela Forte Veríssimo (12), como organizadora.

O coro feminino ainda é engrossado pela técnica Cintia Khalil Ortiz e pela mentora Adriana Lupion. Ao todo são sete mulheres para se comunicarem com Gabriel Yuta, o único menino da turma.

“Foi legal trabalhar com elas, menos quando ficavam falando sobre meninos. Aí era difícil. Mas quero trabalhar de novo com elas”, desabafou Yuta sobre suas colegas de equipe e alunas do Sesi.

Cintia Khalil Ortiz, professora e técnica responsável pela equipe, confere à Yuta o mérito de equilíbrio do grupo: “O bom é que ele é uma pessoa maravilhosa, ele é calmo. Além de ele ser o único menino, ele é o apaziguador da equipe”.

Enquanto isso, na equipe de Vila das Mercês, os meninos Kalel Adolfo (13 anos), programador, e Pedro Matos (12), líder do grupo, esquecem da calma quando estão esperando as quatro meninas terminarem de se maquiar. Dentro do estande todo preto, decorado com luzes neon, cartazes e CDs em forma de tapete, Pedro reclamava da demora das meninas em aprontar o cabelo: “Eu passei a tinta rapidinho no meu cabelo. Elas ficaram horas se arrumando. Precisei bater na porta pra saírem”.

Meninos e meninas disputam nesta última etapa regional nove vagas na classificação para a competição estadual que começa nesta terça-feira (8). Confira a lista com as equipes classificadas no hotsite de Robótica.

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Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Nesta segunda-feira (7), 26 equipes da região da Baixada Santista, Capital e do grande ABC disputarão as últimas nove vagas da etapa estadual da 3º edição do Torneio Sesi-SP de Robótica. O evento se propõe a estimular a criatividade e o raciocínio lógico dos estudantes da instituição.

Durante o mês de outubro, 726 alunos com idade entre 11 e 13 anos participaram de oito seletivas regionais realizadas em todo o estado. Os 40 melhores colocados disputarão o Campeonato Estadual de Robótica, entre os dias 8 e 9 de novembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

De acordo com Walter Vicioni, superintendente operacional do Sesi-SP, o torneio incentiva os estudantes a aprimorarem os seus conhecimentos nas áreas de ciência e tecnologia e, posteriormente, fortalece esse aprendizado nas oficinas e laboratórios do Senai-SP. “Em nosso modelo educacional, a partir do segundo ano do Ensino Médio do Sesi-SP, o aluno pode fazer, gratuitamente, um curso técnico do Senai-SP, aprofundando seu conhecimento tecnológico.”

Competição

Nesta temporada, o desafio das equipes participantes (Body Forward) é explorar o mundo moderno da Engenharia Biomédica, descobrindo maneiras inovadoras para reparar lesões, superar predisposições genéticas e maximizar o potencial do corpo.

Baseados neste conceito, os competidores deverão construir e programar um robô para marcar pontos em disputas de 2,5 minutos num campo temático. Desta forma, os alunos são estimulados a identificar um problema local, buscar soluções inovadoras e compartilhar o resultado de suas descobertas com a comunidade.

Os grupos serão avaliados levando-se em conta quatro requisitos: realização das missões; apresentação do projeto de pesquisa; projeto do robô; e trabalho em equipe. Em relação à pesquisa, os alunos são estimulados a identificar um problema, buscar uma solução inovadora e compartilhar o resultado com a comunidade.

Alunos do Sesi-SP conquistam medalhas na 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

Fabricia Morais, Agência Indusnet Fiesp

Alunos do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) da cidade de Bauru foram laureados na 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil, promovida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

As equipes que representaram a instituição receberam duas medalhas – uma prata e outra de bronze. A cerimônia de premiação foi realizada no último dia 24, no Museu Exploratório de Ciências, em Campinas.

O objetivo da competição é avaliar o conhecimento dos estudantes sobre a história do Brasil, por meio de tarefas que envolvem análise de documentos históricos, mapas e imagens.

Voltada a alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e as três séries do Ensino Médio, a olimpíada recebeu 43 mil estudantes de escolas públicas e particulares de todas as regiões do país.

Cinco provas

As equipes, compostas por três alunos e um professor orientador, mostraram todo seu conhecimento no tema durante as cinco provas eliminatórias. Ao final, apenas 300 grupos, totalizando 1,2 mil competidores, foram classificados.

Dentre as escolas finalistas, 75 receberam medalhas (35 bronzes, 25 pratas e 15 ouros). As outras 225 instituições foram contempladas com menção honrosa e certificado de participação.

Além da medalha, os colégios com melhor classificação ganharam livros para seu acervo e a assinatura anual da Revista de História da Biblioteca Nacional.

A primeira edição da Olimpíada, realizada no ano passado, recebeu mais de 15 mil inscrições e reuniu cerca de dois mil estudantes na fase final.