Skaf participa de reunião do setor de alimentos e bebidas com o ministro da Saúde

Agência Indusnet Fiesp

Empresas do setor de alimentos e bebidas, com o apoio da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) e da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcóolicas (Abir), reuniram-se nesta segunda-feira (15 de maio) com o ministro da Saúde, Ricardo Barros. O encontro, na sede da Fiesp, teve a participação do presidente da entidade, Paulo Skaf. O evento teve como objetivo apresentar o Movimento Nacional pela Saúde e Bem-Estar e mostrar o apoio das associações às ações de melhoria da qualidade dos alimentos lideradas pelo Ministério da Saúde.

Na reunião foram apresentadas propostas para um esforço conjunto de melhorar o perfil dos alimentos a fim de gerar impacto coletivo na promoção de hábitos e estilo de vida mais equilibrados, por meio do diálogo permanente e da construção de iniciativas conjuntas entre indústria, governo, sociedade civil e meio acadêmico.

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Paulo Skaf durante reunião na Fiesp com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e indústrias do setor de alimentos e bebidas. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Conservação de alimentos e sustentabilidade em debate em simpósio na Fiesp

Solange Borges, Agência Indusnet Fiesp

Foi realizado, nesta quarta-feira (22/03), na sede da Fiesp, em São Paulo, o I Simpósio Nacional de Eficiência Energética e Sustentabilidade para Conservação de Alimentos. No evento, foi foram debatidos temas como a eficiência energética e a sustentabilidade, principalmente com foco nos setores supermercadista e de alimentação fora do lar.

José Rogelio Medela, diretor adjunto do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, destacou que a discussão “é útil para a indústria, o produtor, o distribuidor e o usuário, a sociedade como um todo”.

O primeiro painel do simpósio tratou das soluções para lojas inteligentes: frio alimentar, ar condicionado e iluminação sob controle, com Alex Pagiato (engenheiro da Danfoss – multinacional dinamarquesa, presente em 20 países, que desenvolve soluções para obtenção de eficiência energética também na área de conservação de alimentos) e apresentação de cases.

Para ele, pequenas ações ajudam na economia de energia, como deixar as resistências ligadas por um período controlado, com programação para quando a loja está fechada. Isso além de dar melhor aproveitamento de entrada de luz natural ou de iluminação por meio de sensores.

Segundo Pagiato, na conta de energia elétrica o maior consumo se dá na climatização: 41,90% do custo. “A refrigeração pode representar 58% da conta quando não há climatização”, disse. “Nos últimos cinco anos, o custo da energia para o varejo subiu mais de 45%, às vezes é mais caro até do que o ponto alugado”.

O executivo ainda deu dicas de automatização para redução de custos. “Balcões antigos podem ter infiltração, comprometendo a conservação de produtos. A temperatura do expositor ou câmara é prioridade. Para isso, podem ser utilizadas válvulas de expansão eletrônica para melhor performance e controles adaptativos de degelos”, explicou.

Lâmpadas de LED são bem-vindas. “Outra dica diz respeito à utilização de lâmpadas de LED, com durabilidade de 50 mil horas, contra a fluorescente, com 2 mil horas de vida útil, poupando manutenção constante”, disse. “O sistema LED também diminui a emissão de CO2 na atmosfera”, explicou. Além do mais, estudos indicam que a luz branca do LED aumenta a sensação de segurança de cliente e dos funcionários.

A discussão sobre novos fluidos refrigerantes – soluções sustentáveis – tendências mundiais – Protocolos de Kyoto e Montreal e Acordo de Kigali no evento ficou a cargo de representante da Arkema, multinacional francesa da área química, especializada em fluidos refrigerantes.

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O simpósio: dicas para supermercadistas e empresários de alimentação fora do lar. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Na sequência, foram apresentadas tendências na conservação de alimentos com qualidade e redução de custos, com experiências  da Europa e dos Estados Unidos. O tema foi apresentado por Sandra Mian, há mais de 20 anos estudando mercados internacionais. Foi debatido ainda o alto rendimento em sistemas de refrigeração com Rafael Lopes (engenheiro da alemã ebm-papst) e a importância do sistema de isolamento com Antônio Borsatti (engenheiro da Armacell do Brasil).

Logística reversa

A logística reversa por uma indústria sustentável foi outro tema debatido. E ficou a cargo de Luiz Ricardo Berezwoski (gerente Nat.Genius). Trata-se de um modelo que repensa as atuais práticas econômicas como um sistema regenerativo, no qual todos os materiais podem ser reaproveitados em outros processos industriais, gerando novos produtos e evitando assim o desperdício, com menos consumo de matérias-primas.

Soluções sustentáveis e eficientes integradas no frio alimentar foram trazidas ao simpósio por Sidney Mourão (Perfil Refrigeração & Ar Condicionado). Para encerrar, as questões tributárias envolvendo energia e sustentabilidade foram colocadas por Ronaldo Stange e Renan Gallinari, ambos advogados e especialistas em questões tributárias e análises de contas de energia.

O evento representou a segunda parte de uma discussão iniciada com outro simpósio realizado na Fiesp em 08 de março. Para ler sobre essa primeira etapa, só clicar aqui.

 

Apresentações – Simpósio Nacional de Eficiência Energética e Sustentabilidade para Conservação de Alimentos

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Confira as apresentações realizadas durante o I Simpósio Nacional de Eficiência Energética e Sustentabilidade para Conservação de Alimentos que ocorreu dia 22 de março.

O Seminário teve por objetivo mostrar que tanto a Eficiência Energética quanto a Sustentabilidade são fundamentais para a boa prática na conservação de alimentos. Desde a sua colheita / abate / ordenha até a disponibilidade para consumo, passando por todos  os processos industriais. Mais do que a escolha certa,  a adoção destas competências tanto na área supermercadista quanto em locais de alimentação fora do lar tornou-se caminho sem volta: atualmente são transversais na redução de custos e na preservação do meio ambiente.

              Palestrante: Antônio Borsatti, engenheiro Armacell do Brasil

Palestrante: Rafael Lopes, engenheiro da alemã ebm- papst


Palestrante: Felipe Assumpção – Engenheiro da Full Galge Control


Palestrantes: Ronaldo Stange e Renan Gallinari, advogados


Palestrante: Luiz Ricardo Berezwoski – gerente Nat.Genius, Embraco


Palestrante: Sidney Mourão – Perfil Refrigeração & Ar Condicionado

Um terço da produção mundial de alimentos vai para o lixo

Solange Borges, Agência Indusnet Fiesp 

“É preciso deixar de ser energívoro”, alertou José Rogelio Medela, diretor adjunto do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp. A afirmação foi feita na abertura do I Simpósio Nacional de Eficiência Energética e Sustentabilidade para Conservação de Alimentos, realizado no último dia 8 de março, e voltado especificamente ao setor alimentício com ênfase para a eficiência energética e sustentabilidade, fundamentais para as boas práticas na conservação de alimentos. Esses pilares na área supermercadista, e também nos locais que ofertam alimentação fora do lar, são essenciais para a redução do custo e preservação do meio ambiente.

Para Mario Hirose, também diretor adjunto do DMA, os temas tratados no Simpósio são transversais, envolvendo inclusive logística, quando se trata do desperdício ocorrido desde a produção até o transporte do alimento pela percepção que se tem de abundância. “Por isso, devemos perseguir a eficiência. Pois quem paga a conta somos todos nós”, disse.

O primeiro painel ficou a cargo de Rodolfo Pinheiro da Silva, engenheiro e professor Escola Senai Jorge Mahfuz, cuja unidade é vocacionada ao tema com três núcleos, um de energia, outro de eficiência energética e um terceiro dedicado a energias renováveis. “A eficiência energética está baseada no tripé custo de energia (estou contratado energia da forma correta?), consumo (o equipamento utilizado é o mais eficiente?) e uso (o equipamento só funciona realmente quando é preciso?). “De 2013 a 2016 houve acréscimo de 59% no valor da energia com impacto nos negócios”, afirmou.

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O simpósio realizado na Fiesp no último dia 8 de março: mudança de comportamento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ao detalhar a composição de uma conta de luz e as bandeiras tarifárias que são estipuladas pelo governo, Silva explicou como se dão acréscimos pontuais elevando o valor a ser pago. Com programação racional de algumas tarefas industriais, que podem ser realizadas fora do horário de pico, é possível obter economia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define que durante três horas consecutivas diárias, a energia será mais cara em função da demanda, o chamado horário de ponta que, pela AES Eletropaulo é das 17h30 às 20h30. Outro ponto assinalado é a demanda contratada, por exemplo, se o contratado foi 100 kWz e o limite for ultrapassado, a diferença será cobrada em dobro. “Às vezes se paga por uma demanda que não se utilizou e aí é preciso avaliar a demanda contratada versus a utilizada”, explicou.

Nas gôndolas 

Portanto, para o setor alimentício, há diversas formas de economia, desde se utilizar a climatização apenas no momento necessário, o que pode ser resolvido com uma programação mais eficiente de uso e o auxílio de um temporizador. A mesma atenção se deve dar a um projeto de adequação de iluminação de gôndolas e demais prateleiras, pois há lâmpadas mais caras e que consomem menos energia, mas que distorcem a cor do produto, dando-lhe uma aparência envelhecida. Portanto, “se não for atacado o tripé citado, custo de energia, uso e consumo, não se está sendo eficiente”, concluiu.

Na sequência, o foco do debate foi a tendência para a conservação de alimentos com qualidade e redução de custos – Panorama Europeu e Americano com Sandra Mian, doutora em engenharia de alimentos, especialista na conservação de alimentos no que diz respeito à tecnologia do frio, autora de estudos sobre tendências mundiais – Canadá, Europa, Brasil –, e há mais de 20 anos estudando mercados internacionais.

O primeiro alerta da especialista foi sobre o impacto causado ao planeta pela alimentação e o paradoxo registrado: 868 milhões de pessoas estão desnutridas, no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e 1,5 bilhão sofre com excesso de peso. Por ano, morrem 36 milhões por falta de comida e 29 milhões por excesso. E “e se hoje estamos consumindo 1,5 planeta Terra, em 2050 deveremos consumir três”, afirmou.

Segundo a especialista, “há um forte custo ambiental, além do humanitário. O que se desperdiça por dia é 2 mil kilocalorias/dia, ou seja, o que daria para se alimentar outra pessoa. Em termos de desperdício, a perda de alimentos também envolve o desperdício de 60 m3 de água e 832m2 de terra arável. Ou seja, 1/3 da produção vai para o lixo: 45% das raízes, tubérculos, legumes, frutas e verduras se perdem, 35% dos pescados e frutos do mar, 20% de todas as carnes, 30% dos cereais, 20% dos grãos e lácteos. Os grandes problemas? Transporte, distribuição e processamento, etapas que envolvem fortemente refrigeração, em sua avaliação.

Novos comportamentos 

Mian também sinalizou questões comportamentais. Há uma tendência positiva protagonizada pelas novas gerações. Em termos históricos, temos a geração silenciosa, nascida entre a I e II Guerras Mundiais; os baby boomers (1946-1964), pós-guerra; X ou yuppies (1965-1976); geração Y ou millennials (1980-1990), sendo sucedida pela geração Z.

Os millennials têm preocupação com o desperdício relacionado aos alimentos e à água. São influenciados e influenciam família e amigos quanto aos hábitos de consumo, buscando opções mais saudáveis, atentos às informações nutricionais, pois querem saber a origem e o processamento do alimento e muitos deles se referem a si mesmos como foodies. São multiculturais e globais, ativos nas redes sociais para compartilhar histórias sobre alimentação, e preferem comidas feitas em casa, não são fãs de micro-ondas, e quanto mais fresco o alimento, melhor. Esse comportamento levou ao aumento do consumo de frutas, verduras e legumes no Canadá, por exemplo.

Essa geração está mais predisposta a pagar a mais por uma comida mais natural e orgânica, minimamente processada e bem fresca, o que leva mais uma vez à importância da refrigeração. Nesse sentido, comida também é experiência, o que gera impacto no marketing experiencial. E crescem muitos hábitos vegetarianos e veganos para essa geração millennials. O maior crescimento se dá no Brasil de acordo com Mian, porque a alimentação precisa ser saudável não somente para si, mas para todo o planeta e, em termos éticos, inclusive para os animais.

Para finalizar, Mian sinalizou a importância de uma etiqueta “limpa”, em função da presença de aditivos e conservantes, e de se manter o foco em tecnologia de ponta. Uma das saídas encontradas no Canadá foi o contrato estabelecido entre consumidores e produtores, uma cadeia curta que permite a quem produz trabalhar com qualidade e, quem recebe a produção, ter a certeza de estar adquirindo um produto saudável.

Um terceiro painel tratou da automação em supermercados com Felipe Assumpção (engenheiro da Full Galge Control). E, para encerrar, como gerenciar a energia na conservação de alimentos por Alexander Dabkiewicz (gerente da ACS) com foco nos processos e sistemas, além da apresentação de cases de supermercados.

Saúde, agilidade e sabor: indústria de alimentos avança com o uso de castanhas e nozes em seus produtos

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A indústria de alimentos nunca usou tantas castanhas e nozes no preparo dos seus produtos. Uma opção que já estimula e tende a estimular ainda mais a produção desses itens no Brasil. Para debater o tema, foi realizado painel sobre o assunto, na  tarde desta segunda-feira (29/08), no V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas. O evento foi realizado na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), na capital paulista.

No caso da fabricante de pães Wickbold, os chamados nuts entram principalmente em linhas como aquelas 100% integrais, que levam ingredientes como castanha de caju, do Pará e até noz pecan. “Queremos oferecer produtos saborosos, mas que tragam algum benefício para os consumidores”, explicou a gerente de Suprimentos da empresa, Márcia Lopes.

A castanha de caju é, entre os nuts, o item mais usado pela Wickbold. A empresa tem seis unidades fabris no Brasil, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Para acompanhar o fornecimento de matéria-prima, a fabricante tem um projeto com comunidades extrativistas na Amazônia, batizado de Projeto Xingu. A ideia é negociar diretamente com esses fornecedores, que também passam a conhecer o trabalho de fabricação dos pães. “Queremos fazer esse trabalho de base com a cadeia produtiva, ajudar essa cadeia a prosperar”.

Para o moderador do debate, o diretor da Tradal Adrian Franciscono, a experiência da WickBold mostra que até empresas tradicionais conseguem evoluir propondo novos produtos a partir das castanhas. “Com um pouco de imaginação a gente consegue apresentar novidades”, afirmou.

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O debate com representantes da indústria de alimentos: ser criativo com castanhas e nozes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ao natural

Também consumidora das castanhas e nozes em seus produtos, a Mãe Terra, de 1979, se denomina a primeira empresa de produtos naturais do Brasil, com uma linha com 120 itens. “Trabalhamos num mercado que cresce 40% ao ano no país”, disse Marcela Scavone, gerente de Suprimentos da Mãe Terra. “Não usamos conservantes, aromas e corantes artificiais, mesmo sendo uma indústria”.

Segundo Marcela, o desafio é produzir alimentos para pronto consumo que sejam 100% naturais, com biscoitos e salgados feitos com alimentos orgânicos. E os mixes de nuts e frutas secas, por exemplo. “Não estamos falando de ser ou não natureba, mas de um negócio mesmo”, afirmou. “Espero muito que esse encontro na Fiesp cresça a cada ano”.

Saudável e rápido

Representante da Mintel, empresa de pesquisa de mercado, Naira Sato apontou tendências para a indústria de alimentos que envolvem os nuts.

Segundo ela, tudo passa pelo conceito de vida conveniente e agilidade, mas sem deixar de valorizar o fator saúde. “Cerca de 38% dos brasileiros dizem que cozinhar toma muito tempo”, explicou. “Por isso é interessante investir nos chamados ‘atalhos da cozinha’, como kits que permitem fazer refeições a partir de itens pré-prontos, deixando a preparação mais rápida”, disse. “No caso das castanhas e nozes,  pode ser usado um mix de salada com nuts, por exemplo”.

Também ganham força os lanches ou snacks para usar uma expressão do inglês. “São opções para comer em trânsito, de consumo fácil e rápido. Melhor ainda se trouxerem sensação de saciedade e forem saudáveis”, disse Naira. “Mais uma vez, a noção de velocidade aliada à saúde”.

Segundo ela, 83% dos consumidores brasileiros acham que vale a pena gastar mais com alimentos saudáveis. “Os fabricantes estão trabalhando para entregar produtos menos artificiais”, explicou. “A indústria precisa apresentar soluções”.

E por falar em soluções, de acordo com o vice-presidente do Ciesp e diretor de Nozes e Castanhas do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), José Eduardo Camargo, a federação estuda fechar parcerias com órgãos internacionais para ações de estímulo à produção dos nuts no Brasil e na América do Sul.


Especialistas do Senai-SP apresentam soluções para a indústria de alimentos

Isabela Barros

Criatividade é o que não falta. Basta pedir e os especialistas em alimentos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) estão a postos, na cozinha ou no laboratório, para desenvolver soluções para a indústria de alimentos. Pode ser cachaça doce, salgados com teor de sódio reduzido, cafés livres de impurezas, bebidas para curar ressaca, por exemplo. As unidades da instituição na capital, em Campinas e em Marília estão acostumadas a encarar esses e outros desafios.

“As empresas chegam até nós, se reúnem com a nossa equipe de atendimento às empresas e apresentam as suas necessidades”, explica a coordenadora técnica da Escola Senai Horácio Augusto da Silveira, em São Paulo, Cristiana Ambiel. “Podem ser demandas de desenvolvimento de novos produtos ou de melhorias de processos, entre outras”.

Segundo ela, mais de dez indústrias procuram a unidade todos os meses com pedidos variados. Entre esses está o estudo para a redução do sódio nos alimentos. “Fizemos testes para trocar o sal ou cloreto de sódio por um novo ingrediente”, conta.

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Pesquisadores da Escola Senai Horácio Augusto da Silveira, em São Paulo: cursos técnico e superior em alimentos. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Outra tarefa é a avaliação dos cafés aprovados para receber o Selo de Pureza da Associação Brasileira de Café (Abic). “Fazemos essas análises há quatro anos, avaliando amostras de café de todo o Brasil”, diz Cristiana.

A Escola Senai Horácio Augusto da Silveira oferece cursos técnicos e de nível superior em alimentos.

Para curar a ressaca

Também especializada na área, a Escola Senai Professor Dr. Euryclides Jesus Zerbini, em Campinas, é outra a atender a indústria alimentícia. De acordo com a coordenadora de Atividades Pedagógicas da unidade, Eniceli Rodrigues Moraes, são oferecidas assessorias “de produto e de processo produtivo” para os empresários.

Dessa forma, os técnicos e alunos da escola já desenvolveram itens como uma bebida para curar a ressaca e uma cachaça doce, essa última voltada para o público feminino. “A cachaça doce tinha uma base de mel e limão, com teor alcóolico reduzido, lembrando uma caipirinha”, explica. “Já a bebida para a ressaca tinha ingredientes pensados para aliviar a dor de estômago e a dor de cabeça no dia seguinte à bebedeira”.

Segundo Eniceli, outra demanda muito comum envolve estudos para o aumento de vida dos produtos nas prateleiras dos supermercados. “O nosso trabalho é oferecer soluções tecnológicas para empresas e identificar onde elas estão acertando ou errando”.

Colágeno no pão de queijo

Erros e acertos, aliás, fazem parte da rotina da Escola Senai “José Polizotto”, em Marília. Lá, são comuns pedidos de inclusão de ingredientes novos ou a redução de alguns itens nos alimentos. “Estamos testando, por exemplo, a aplicação de colágeno em alguns produtos, como pão de queijo e biscoitos”, explica o coordenador de Atividades Técnicas da unidade, Ricardo Alessandro Boscolo.

De acordo com Boscolo, os alunos da escola estão sempre envolvidos com essas inovações. “Esse trabalho junto às empresas é ótimo para quem estuda aqui”, afirma. “Os empresários nos conhecem e, na hora de contratar, sempre lembram dos nossos estudantes”.


Gostoso, saudável e leve, sorvete de extrato de arroz garante primeiro lugar em Alimentos no Inova Senai

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Tatiane Michele Bonavita é educadora física, Thayse Cristine Fernandes Nunes é bióloga e Paula Fernanda da Silva Irenti é fisioterapeuta. Em comum, a idade, 29 anos, e o desejo de fazer chegar ao consumidor uma opção diferente de sorvete, mais saudável e que pode ser consumida por quem tem intolerância à lactose. Tudo isso com muito sabor, claro.

Ex-alunas da escola Senai de Barra Funda, na capital paulista, Tatiane, Thayse e Paula criaram, ao lado de Killian Colombo Maciel, o gelado comestível simbiótico elaborado com extrato de arroz. Ou seja, um sorvete sabor chocolate preparado com o leite do grão em vez do leite de vaca.  A ideia se destacou e venceu a edição 2013 do Inova Senai na categoria Alimentos. A premiação foi realizada em setembro, no Anhembi, durante a São Paulo Skills, maior competição do ensino profissionalizante do estado.

Detalhe do sorvete de extrato de arroz sabor chocolate. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O sorvete de extrato de arroz sabor chocolate: opção para intolerantes à lactose. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“A ideia é não caracterizar esse sorvete como um remédio ou uma alternativa para intolerantes à lactose, mas sim como uma opção saudável de alimento”, conta Thayse.  “A gente tentou chegar o mais próximo possível do sabor de um sorvete comum”, explica.

E parece ter chegado. O gelado comestível tem a textura de um sorvete à base de leite de vaca, mas o sabor do chocolate nessa versão, por exemplo, é mais encorpado, com massa de cor mais escura.  O grupo optou pelo sabor chocolate por essa ser uma “preferência nacional”. “Pesquisamos e descobrimos que 70% do público brasileiro prefere o sabor chocolate”, afirma Tatiane.

A educadora física explica que a substituição do leite de vaca pelo extrato de arroz aumentou a eficiência do gelado na garantia de saúde e do bem estar. “A ideia era criar um alimento funcional também. A gente optou pelo leite de arroz por ele ser rico em cálcio e fibras”, diz. “Além disso, a gente adicionou fibra de milho, aumentando o valor de fibra do sorvete e reduzindo o teor de gordura”, diz Tatiane.

Segundo a orientadora do grupo, a professora de alimentos no Senai Bárbara Mesquita, se comercializado, o sorvete com extrato de arroz faria parte da “categoria premium” de gelados. “Até porque o sabor dele é diferente dos tradicionais de chocolate, tem mais fibras e menos gordura”.

A equipe responsável pelo sorvete na escola do Senai-SP da Barra Funda. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A equipe responsável pelo sorvete na escola do Senai-SP da Barra Funda. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A loja de doces

Apesar de terem outras profissões, as meninas do sorvete de arroz também possuem formação em Técnico de Alimentos pelo Senai. Isso como forma de agregar valor à carreira.

A fisioterapeuta Paula, por exemplo, decidiu não seguir na área depois da experiência com manipulação de alimentos. Influenciada pela mãe, uma doceira que estava prestes a abrir sua loja, a mais tímida integrante do grupo resolveu ficar com o negócio da família e ser empreendedora.

“Minha mãe trabalha há 30 anos com doces. E quando eu estava me formando na faculdade ela montou uma loja. Comecei a ajudar na loja e a fazer algumas coisas com chocolate”, lembra.

Fispal Tecnologia tem o apoio da Fiesp em São Paulo

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A 29ª Feira Internacional de Embalagens, Processos e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas (Fispal Tecnologia), maior evento do setor em toda a América Latina, será realizada entre os próximos dias 25 e 28 de junho, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. A feira ocupará uma área de 80 mil m² e tem apoio institucional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A nova edição da Fispal vai ser realizada com um aumento de 30% em sua área de exposição e de 10% no número de marcas expositoras desde 2010. O setor de embalagens registrou, ao final de dezembro de 2012, um crescimento de 1,6%, em parte por conta de medidas como a desoneração tributária e a ampliação do crédito.

Serviço

Fispal Tecnologia – 29ª Feira Internacional de Embalagens, Processos e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas
Data: de 25 a 28 de junho de 2013
Horário: das 13h às 21h
Local: Pavilhão do Anhembi, Av. Olavo Fontoura 1.209, Santana, São Paulo

Ex-presidente da Embrapa: país precisa levar mecanização agrícola também aos deixados de lado

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Ex-presidente da Embrapa Eliseu Alves em reunião do Cosag na Fiesp

O Brasil modernizou sua agricultura, mas ainda não conseguiu descentralizar a renda bruta. Pelo contrário, esta se mostra extremamente concentrada. A avaliação é de Eliseu Roberto de Andrade Alves, um dos fundadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“Também não conseguimos manter a população no meio rural. E ainda temos grande parte do problema da agricultura familiar por resolver”, afirmou o ex-presidente da empresa, ao participar na segunda-feira (13/08) da 50ª reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Para Alves, um sinal de saúde do agronegócio brasileiro é a migração rural urbana. A agricultura, segundo ele, pode ser feita por poucos produtores e muita tecnologia, como é o caso da Europa, por exemplo, que optou por uma agricultura baseada em ciência e poucos empregos diretos.

De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentadas pelo fundador da Embrapa, a população rural caiu de 41,6% nos anos 1970 para 29,8% em meados de 2010. “Eu acho que o Brasil está caminhando para isso e já fez uma grande parte da travessia.”

Na avaliação de Eliseu Alves, o aspecto mais positivo da modernização agrícola é a queda expressiva do preço dos alimentos. “O preço da cesta básica reduziu substancialmente. E para quem é o maior benefício? É para os consumidores mais pobres, que gastam a maior parte do orçamento doméstico na compra de alimentos”, afirmou ele, mostrando dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que demonstram uma baixa anual de 2,02% do preço da cesta básica entre 1977 e 2007 e uma forte queda de 62,8% no período.

“Houve uma enorme distribuição de renda que nenhuma política pública fez. Inclusive, todos esses programas do governo de transferência de renda estão funcionando muito bem exatamente porque a agricultura brasileira tem sustentado preços decrescentes dos alimentos”, avaliou.

Concentração de renda

Eliseu Alves alertou que se nada for feito para descentralizar a renda bruta no meio rural, essa população vai continuar optando migrar para as grandes cidades brasileiras. O pesquisador sugeriu como alternativa o acesso mais facilitado à tecnologia por parte dos pequenos produtores.

“Nós não conseguiremos aumentar a renda agrícola se [o país] não modernizar a agricultura. Com tecnologia rudimentar, não há como aumentar a renda da agricultura familiar”, afirmou.

Levantamentos do IBGE revelam que, em 2010, a maior parte (47,8%) da população concentrava-se na área rural.
“Já imaginou se esses 47% de repente aportassem aqui em São Paulo?”, questionou o ex-presidente da Embrapa. “São 17 milhões de pessoas. É importante – tendo a consciência de que essa é uma medida paliativa – a gente ter uma política para tentar mecanizar a agricultura dos que são mais deixados de lado”, concluiu.

Nota Oficial: Fiesp apoia decisão do Senado em aprovar desoneração de impostos da cesta básica

Nota Oficial Fiesp:

O Senado aprovou sem alterações, nesta terça-feira (07/08), Medida Provisória 563/12 que prevê desoneração de impostos de diversos produtos da indústria brasileira, entre eles os alimentos que compõem a cesta básica nacional. De acordo com o documento, produtos como açúcar, biscoitos, café, carne bovina, de frango e suína, margarina, óleo de soja, pães, arroz, feijão, macarrão, farinhas, leite, tomate, batata e banana, ficam isentos da cobrança do PIS, Cofins e IPI.

Em defesa da desoneração a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) reafirma que um país líder em produção de alimentos não pode aceitar que a maior parte da sua população seja prejudicada por cargas de impostos desproporcionais sobre produtos tão essenciais. Além disso, estudos atualizados pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da entidade apontam que, se sancionada, a medida irá proporcionar um acréscimo de R$22,8 bilhões no valor de produção de todos os setores industriais do país, além de agregar R$ 10,9 bilhões (ou 0,4%) ao PIB nacional.

“Garantir que famílias desfavorecidas tenham acesso efetivo a alimentação diversificada e de qualidade, em quantidade suficiente, é o pilar para que uma nação possa se desenvolver com sustentabilidade”, defende Paulo Skaf, presidente da entidade. “Esta foi uma atitude lúcida do Senado e esperamos que a presidente Dilma Rousseff sancione a medida, que irá beneficiar não só o setor de alimentos e toda a cadeia produtiva do Brasil, mas principalmente as famílias brasileiras.”

A Fiesp alerta sobre o peso dos tributos na alimentação dos brasileiros desde 2008, quando Skaf entregou ao então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, estudos comprovando que famílias com ganhos inferiores a dois salários mínimos por mês destinam 30% de seu rendimento na compra de alimentos, enquanto famílias que ganham mais de 25 salários mínimos gastam apenas 12,7% de seu orçamento com a alimentação.

A desoneração do PIS, Cofins e IPI foi formulada como Projeto de Lei 3.154/2012 – de autoria dos deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) Paulo Teixeira Jilmar Tatto, Amauri Teixeira, Assis Carvalho, Cláudio Puty, José Guimarães, Pedro Eugênio, Pepe Vargas e Ricardo Berzoini – e incorporada integralmente como emenda proposta pelo deputado Bruno Araújo (PSDB) à MP563/12, a qual segue agora para sanção presidencial.

Brazil Automation ISA 2012 acontece de 6 a 8 de novembro em SP

Agência Indusnet Fiesp

Apresentar tendências tecnológicas e os mais expressivos lançamentos do mercado mundial no setor de automação. Este é o objetivo do Brazil Automation ISA 2012 – 16º Congresso Internacional e Exposição de Automação, Sistemas e Instrumentação, que acontece de 6 a 8 de novembro no Expo Center Norte, São Paulo.

Consagrado entre os profissionais da área como o mais amplo fórum de debates sobre o estado da arte da tecnologia e, ainda, como a maior vitrine de produtos e soluções das Américas, o evento é uma realização da Associação Sul-Americana de Automação – ISA Distrito 4, coligada à ISA – International Society of Automation, principal organização mundial do setor de automação, que reúne cerca de 30 mil membros em mais de 50 países.

Há 16 anos funciona como ambiente para negócios entre empresas e profissionais interessados em estreitar relações e firmar parceiras comerciais em diferentes segmentos industriais, com ênfase para os setores de óleo e gás, químico e petroquímico, papel e celulose, mineração, metalurgia e siderurgia, alimentos, bebidas e embalagens, açúcar e etanol, saneamento, farmacêutico, manufatura, predial, dentre outros.

Nesta edição, além das novidades para o setor de automação, o Brazil Automation ISA 2012 irá proporcionar capacitação técnica e uma ampla integração entre usuários, fabricantes, distribuidores, pesquisadores, estudantes, prestadores de serviços e demais profissionais.

A expectativa dos organizadores é a de que o evento conte com a participação de 150 conferencistas no Congresso, 130 expositores e receba 16 mil visitantes. Mais informações no site: http://www.brazilautomation.com.br

Serviço
Brazil Automation ISA 2012 – 16º Congresso Internacional e Exposição de Automação, Sistemas e Instrumentação
Data: 6 a 8 de novembro de 2012
Local: Expo Center Norte – Pavilhões Branco 7 e 8, São Paulo, SP
Contatos: tel. (11) 5053-7400, e-mail: isa2012@isadistrito4.org.br

Segurança Alimentar: O Desafio de Abastecer o Mundo com Sustentabilidade

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539626627Documento elaborado pelo Departamento de Agronegócio da FIESP apresenta informações sobre o desafio de alimentar o mundo com sustentabilidade.

Nesse sentido, destaca-se as principais tecnologias utilizadas no Brasil, que proporcionam o aumento da produtividade no agronegócio, permitindo ao país ser atualmente um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Para visualizar ou baixar a apresentação, acesse o menu ao lado.

Presidente da Fiesp participa da abertura da Fipan 2011

Daniela Morisson, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, participou nesta terça-feira (19) da abertura da Fipan 2011, a quinta maior feira do setor de panificação e varejo independente de alimentos do mundo. O evento expõe tendências e novas tecnologias do setor, e reúne cerca de 300 expositores e mais de 400 marcas no Expo Center Norte.

Em visita ao estande do Senai-SP, que promove cursos técnicos na área de alimentos, Skaf falou sobre o investimento da entidade em qualificação de mão de obra. “Nós investimos 25 milhões de reais nos últimos quatro anos. Hoje, 23 escolas atendem à área de panificação. Só no ano passado, foram 10 mil matrículas”.

Skaf destacou, ainda, um dos desafios a serem enfrentados pelo setor: “Queremos que a faixa do Simples Nacional seja ampliada, para que micro e pequenas empresas possam usufruir das vantagens fiscais do regime”.

Nova Zelândia tira o foco da Europa e mira projetos na América Latina

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

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Tim Grosser, ministro de Comércio da Nova Zelândia. Foto: Vitor Salgado

No segundo dia de reuniões com dirigentes da Fiesp e empresários brasileiros, o ministro de Comércio da Nova Zelândia, Tim Grosser, disse nesta quarta-feira (27) que a América Latina, principalmente o Brasil, entrou para os planos de ampliação econômica de seu país.

Grosser enfatizou que seus planos para o Brasil estão focados em tecnologia na agricultura, com mira no aumento da demanda mundial por alimentos.

“Nos próximos anos, cerca de 90 milhões de pessoas emergirão para a classe média e, consequentemente, aumentará a demanda por alimentos. O Brasil é um dos poucos países do mundo capazes de suprir esta necessidade. O mundo precisará aumentar sua produção de alimentos em 70% até 2020”, destacou o ministro, no encontro empresarial Brasil-Nova Zelândia.

“Nossa prioridade hoje deixou de ser os países da Europa e miramos nas boas perspectivas que a América Latina oferece, em especial o Brasil”, acrescentou.

Grosser disse ainda que país nenhum do mundo pode ignorar o fato de o Brasil ter conseguido tirar 30 milhões de brasileiros da linha da pobreza. E ressaltou, com entusiasmo, a presença da Petrobras na exploração de hidrocarbonetos, em águas profundas ao norte da Nova Zelândia: “Foi uma surpresa para mim, quando soube que meu país tem uma grande reserva de hidrocarbonetos”.

Comércio

A corrente de comércio Brasil-Nova Zelândia registrou um crescimento médio de 18,9% ao ano de 2004 até 2008. As exportações brasileiras para o parceiro apresentaram queda de 50,9% de 2008 para 2009, o que refletiu no saldo comercial, fechando negativo em US$ 12,4 milhões o primeiro desde 2004.

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Mário Marconini, diretor de Negociações Internacionais da Fiesp. Foto: Vitor Salgado

Segundo dados de 2009 do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior do Brasil, os principais produtos exportados pelo Brasil para a Nova Zelândia são: café, produtos hortícolas e instrumentos mecânicos, que representam 10,9%, 10,4%, e 9,1% do total, respectivamente. Caldeiras e máquinas e materiais elétricos concentram 47,6% dos produtos importados do parceiro pelo Brasil em 2009.

Para o diretor de Negociações Internacionais da Fiesp, Mário Marconini, o comércio entre os dois países ainda é muito baixo. No ano passado, o saldo não chegou a US$ 100 milhões, com vantagem para os neozelandeses, que registraram um superávit de US$ 12,4 milhões em cima do Brasil.

Marconini defendeu um acordo de livre comércio entre o Mercosul, Nova Zelândia e Austrália, como forma de explorar, segundo ele, o promissor mercado da Oceania.

“Os acordos brasileiros vêm se mostrando mais políticos do que econômicos. Defendo um acordo com Nova Zelândia e Austrália por serem países orientados por regras”, finalizou Marconini.

Indústrias de alimentos se reúnem em junho no Teatro do Sesi para discutir futuro do setor

Como assegurar ao Brasil o papel de um dos mais importantes

players

mundiais na produção e abastecimento de alimentos para uma população que, em 2050, será de 9 bilhões de pessoas?

A resposta para esta questão será buscada durante o 1º Fórum RPCA 2009 – Responsabilidade Produtiva na Cadeia Alimentícia, que acontece no dia 30 de junho de 2009, das 8h30 às 17h30, no Teatro do Sesi (Av. Paulista, 1313), em São Paulo.

Organizado pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) com apoio da Fiesp, o evento tem como objetivo principal aprofundar e desenvolver, junto à comunidade empresarial, os conteúdos debatidos durante o World Economic Forum – Latin America 2009 – versão regional do Fórum de Davos que foi realizada em abril deste ano, no Rio de Janeiro.

São esperados 450 congressistas, entre empresários e profissionais do segmento industrial alimentício, comunidade científica, universidades, institutos de pesquisa, órgãos de governo, lideranças empresariais e políticas, entidades de classe e formadores de opinião em geral.