Preços das Principais Commodities do Agronegócio


Imagem relacionada a matéria - Id: 1540251401O informativo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) traz os preços nacionais e internacionais de commodities como soja, milho, trigo, boi gordo, bezerro, algodão, açúcar cristal, café arábica, cacau, entre outros, bem como informações de câmbio.

Para ter mais informações acesse a última versão.

Os outros informativos periódicos produzidos pela Fiesp são: IPCA Alimentação e Bebidas (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), Balança Comercial do Agronegócio, Safra Brasileira de Grãos, Safra Mundial de Soja e Safra Mundial de Milho.

 


Benefícios do algodão colorido são debatidos pelo Comtextil na Fiesp

Representantes do setor de vestuário participaram nesta terça-feira (24/10) de reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil (Comtextil) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que debateu os benefícios do uso do algodão colorido no vestuário. Desenvolvida em 1995 na Paraíba pela Embrapa, sua produção ainda é muito pequena e concentrada na região – são 120 famílias envolvidas no plantio. Mas de acordo com Geni Rodio Ribeiro, consultora de moda, produto e mercado, o produto já começa a ganhar visibilidade entre grandes varejistas, com alguma plantação também em andamento no interior do estado de São Paulo.

“Nossa expectativa para 2018 é ter 2 mil famílias envolvidas. Estamos trabalhando e buscando inovação no uso do algodão para que tenhamos um produto de maior valor agregado. No início era muito ruim, mal feito. Hoje trabalhamos a qualidade do produto, com design”, explicou Geni.

A semente desenvolvida pela Embrapa para o algodão colorido permite apenas a colheita da fibra na cor safira, próxima ao bege. Mas Geni lembra que já está em teste o desenvolvimento da semente para a cor azul. “O algodão colorido é uma referência da cadeia produtiva sustentável, com ele é possível gerar 87% de economia de água, já que não há necessidade de tingimento. Esse produto é muito usado em malharia e agora também em tecelagem”, completa.

Para fomentar esse produto fazer com que ele rompa os eixos do Nordeste, Geni argumenta que é preciso muito investimento e desenvolvimento de tecnologia. “Queremos trazer a produção para o Sudeste”, finaliza.


Preparação para a mudança é mensagem de apresentação no Comtextil sobre conferência anual da ITMF

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Francisco Ferraroli fez apresentação nesta terça-feira (17/11) em reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário da Fiesp (Comtextil), do qual é coordenador adjunto, sobre a conferência anual da ITMF (sigla em inglês de Federação Internacional de Produtores Têxteis). Realizada em San Francisco (EUA) de 10 a 12 de setembro, teve como tema Produção inteligente e responsável da matéria-prima até o consumidor final.

Ferraroli destacou apresentação sobre o novo consumidor, feita durante a ITMF pela Cotton USA, entidade que promove mundialmente o algodão norte-americano e produtos manufaturados com ele. A Cotton mostrou números para 2030, como US$ 2,6 trilhões gastos em vestuário, 4,5 bilhões de pessoas online e 1 em cada 5 pessoas no mundo com mais de 60 anos de idade.

Na Europa e no Japão a Internet é muito menos usada que nos EUA e na China para comparar preços, escolher estilos e ler críticas, o que é um desafio para a indústria. Ferraroli falou sobre a tendência à adequação por parte dos fabricantes e cadeias produtivas. Novas estratégias de vendas, por exemplo com entrega grátis e devolução também grátis, estão entre as armas.

Como curiosidade, citou a Patagonia, para a qual a sustentabilidade é valor chave. A empresa criou serviço móvel para reparos de roupas da marca, evitando o desperdício. Só que graças a iniciativas como essa, com o apelo da sustentabilidade, a Patagonia vem crescendo fortemente, o que cria um dilema para a empresa.

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Reunião do Comtextil com apresentação sobre o Congresso ITMF 2015. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Outro ponto destacado é a diferença no comportamento da chamada Geração Y (nascidos entre a década de 1980 e meados da década de 1990) em relação à média da população. Por exemplo, 48% dos homens da Geração Y gostam de comprar roupas, contra 38% dos homens em geral. 47%, contra 34%, gostam de estar na moda, e 61%, contra 47%, preferem comprar novos estilos.

A Geração Y é menos avessa a gastar em roupas o dinheiro que estiver sobrando e tem maior proporção de compradores leais a marcas que fornecem informação útil. Também os latinos são mais propensos a comprar e mais leais que a média.

Outro tema foi o do conforto ativo. É cada vez maior a influência no dia a dia da roupa esportiva, que incorpora sensações agradáveis. Casual wear e active war crescem. Suas vendas devem aumentar 33% nos EUA, 30% na Europa e 40% na América Latina até 2020.

O levantamento da Cotton mostra que o algodão é preferido por conforto, versatilidade, respirabilidade, durabilidade em relação ao tecido sintético, mas não há recursos naturais para suprir a crescente demanda pelo tecido.

O tema do tecido sintético versus algodão voltou à discussão mais tarde. Elias Miguel Haddad, coordenador do Comtextil, defendeu o conforto do tecido misto algodão-poliéster. Ferraroli argumentou que a discussão sobre o que é melhor não tem cabimento – a indústria tem que achar o que atende ao público.

O novo consumidor traz oportunidade para o algodão, mas é preciso estabelecer relacionamento próximo com novos consumidores, distanciar-se dos velhos modelos de negócios e partir para a personalização, encontrar soluções para ampliar base de consumidores.

A segunda apresentação da ITMF comentada por Ferraroli foi a feita por Michael Dart, coautor de As Novas Regras do Varejo (editora Figurati). Depois de explicar as ondas do varejo (grosso modo, 1850 – poder do produtor; 1950 – poder do marketing; 1980 – poder do consumidor; 2011 – poder pela experiência), disse que o consumidor está no comando. Isso exige esforço enorme e grande dificuldade para fazer algo que chame a atenção. A grande questão é: o que querem os novos consumidores?

Algumas respostas:

1-   Mudar de precisar de coisas para exigir experiências.

2-   Sair do que serve para o personalizado.

3-   Da plutocracia (coisas para poucos) para a democracia, mas com qualidade.

4-   Do novo para o novo, já. Levantamento mostra que 30% do que se compra é influenciado pelo que se vê no celular. A informação é instantânea

5-   Do individual para o comunitário.

6-   Da tecnologia voltada ao trabalho para a tecnologia voltada à vida, ao bem-estar.

“Temos”, disse Ferraroli, “que nos preparar para 2020. O mundo não vai esperar o Brasil.”

A apresentação de Dart destacou a chamada quarta onda, da tecnologia/poder da experiência, típica da chamada Era Jobs (referência a Steve Jobs, que revolucionou o mercado com a Apple). Dart cita como novas regras do varejo a conectividade neurológica, que é atrair e conquistar a mente do consumidor, além de apelar a seus cinco sentidos. Será necessário antever o que os consumidores querem, como a Zara, “com a mão no pulso do consumidor” para reagir cada vez mais rapidamente.

Para Dart, haverá três segmentos competitivos no varejo. Um baseado na distribuição e comodidade, com players como Amazon.com, Walmart, Kohl’s, e a novíssima JET (que cobra taxa de adesão e depois vende a preço de custo).

O segundo segmento é o omni-channel, cujos participantes terão que se voltar ao celular e se preparar para novas opções de entrega e compra. Por fim, o varejo de produtos em que o preço é o grande fator.

Nos próximos anos, a previsão de Dart é que terão desaparecido 50% de todas as marcas e varejistas. Para Ferraroli, a questão é quais conseguirão fazer a virada?

Os consumidores, disse, estão cada vez mais informados, com acesso mais rápido, capazes de ir buscar na hora o que querem. Querer uma nova roupa de festa mudou para querer uma nova roupa depois de aparecer na foto do dia…

Uma equação ainda não resolvida, segundo Ferraroli, é a aspiração à sustentabilidade das novas gerações e o fast fashion.

Millenium e fast fashion – como se resolve a equação? Não há resposta ainda, de acordo com Ferraroli.

Lembrou que cada vez mais vai haver influência maior da possibilidade de alugar coisas, em vez de vender. Utensílios domésticos e ferramentas, por exemplo.

“Isso vai mexer conosco. Precisaremos encontrar quem nos ajude a encontrar resposta para isso.”

Elias Miguel Haddad elogiou a apresentação de Ferraroli. “A grande lição que tirei hoje é que temos que estar abertos a experiências”, disse Haddad. Lembrou que a Kodak inventou, mas não soube explorar, a câmera digital. “Não soube se adaptar à mudança.” Outro exemplo que usou foi da Sears, que era a maior varejista dos EUA, vendia por catálogo e não soube se adaptar.

Fiesp lamenta resistência dos EUA à decisão da OMC e apoia retaliação no caso do algodão

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) do governo federal divulgou, nesta segunda-feira (8), lista de 102 produtos provenientes dos Estados Unidos que sofrerão aumento na alíquota de importação, em decorrência da retaliação no contencioso dos subsídios ao algodão.

Caso uma solução não seja obtida nos próximos 30 dias, o Brasil aplicará, pela primeira vez, medida retaliatória contra as importações de um terceiro país, conforme autorizado pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) acompanhou o caso com atenção e lamenta que o governo dos Estados Unidos não tenha cumprido, até o momento, as decisões da OMC.

A retaliação é o único instrumento legítimo e disponível legalmente para contrapor práticas desleais de comércio, que prejudicam os produtores de algodão do Brasil e de outros países.

A Fiesp entende que as prioridades do caso são:

  • (i) A implementação integral das decisões por parte dos Estados Unidos;
  • (ii) A defesa dos interesses do setor cotonicultor brasileiro.

No entanto, os programas de subsídios domésticos (pagamentos contracíclicos e empréstimos de mercado) dependem de alteração da Lei Agrícola norte-americana, que somente ocorrerá em 2012.

Neste intervalo, a Federação sugere, como solução adequada para se evitar a retaliação, o oferecimento de compensação temporária significativa ao setor cotonicultor e a outros setores brasileiros condicionados ao compromisso de implementação integral.

A Fiesp prestará apoio aos setores industriais afetados pela retaliação e atuará junto aos governos do Brasil e dos Estados Unidos com o objetivo de obter uma solução negociada.

Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, “está nas mãos do governo americano realizar um gesto que demonstre compromisso com as regras internacionais de comércio”.

Retaliações contra Estados Unidos no caso do algodão

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) acompanhou, com atenção, o anúncio do relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC), que autorizou o Brasil a adotar medidas retaliatórias contra os Estados Unidos no contencioso sobre os subsídios ao algodão.

A entidade lamenta que os Estados Unidos não tenham acatado as decisões anteriores da OMC que condenaram as políticas norte-americanas ao setor.

A Fiesp entende que a adoção de retaliações é uma consequência natural do não cumprimento de tais decisões por parte dos Estados Unidos, na medida em que constitui o último recurso legal do País no exercício de seus direitos.

A entidade, ainda assim, espera que o governo dos Estados Unidos se adeque às determinações da OMC e evite a deterioração da excelente relação comercial entre os dois países.

A adoção de eventuais medidas retaliatórias deve ser amplamente discutida com o setor empresarial, uma vez que este será o principal impactado por uma decisão a respeito.

A Fiesp entende que a quebra de direitos de propriedade intelectual deve ser avaliada de maneira cuidadosa, levando-se em consideração os impactos sobre a estabilidade das regras para os investimentos.

A Fiesp está em processo de avaliação do montante e condições de retaliação, com o objetivo de debater com os setores envolvidos e, na sequência, encaminhar posição ao governo brasileiro.

Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, “lembramos que o objetivo principal é conseguir que os Estados Unidos respeitem seus compromissos com as regras internacionais, acatando as determinações da OMC. A retaliação é apenas um instrumento para fazer valer o bom senso no comércio internacional”.