Nota oficial: Fiesp e Ciesp esperam que equipe econômica alcance melhor resultado

Nota oficial

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) recebem com satisfação o anúncio dos novos integrantes da equipe econômica do governo federal.

A indústria espera que Joaquim Levy (Ministério da Fazenda) e Nelson Barbosa (Ministério do Planejamento), assim como Alexandre Tombini, que permanece na presidência do Banco Central, conduzam a economia com responsabilidade, visão de futuro e estímulo aos que querem produzir, trabalhar e fazer o País crescer.

“São pessoas sérias, preparadas e esperamos que consigam alcançar o melhor resultado”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

A Fiesp e o Ciesp desejam sucesso ao Brasil e continuarão parceiras na luta pela geração do emprego e pela redução da burocracia, dos impostos e dos entraves à produtividade da indústria.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)

Skaf comenta redução nos juros do cartão: ‘É melhor, mas continua sendo um absurdo’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp. Foto: Junior Ruiz

Paulo Skaf: 'Vai reduzir um absurdo para um absurdo pouco menor'

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, comentou na manhã desta terça-feira (25/09) a movimentação de bancos privados para baixar as taxas de juros dos cartões de crédito, depois de declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que os juros são fator de alto endividamento dos brasileiros.

“Vai reduzir um absurdo para um absurdo pouco menor”, disse Skaf. “Eu sempre me perguntei como é que o governo permitia isso com inflação de 4,5% a 5% ao ano. Finalmente, o governo resolveu reagir. É muito positiva a posição do governo, mas eu considero ainda insuficiente. Seis ou sete por cento ao mês é melhor que catorze, mas continua sendo um absurdo”, completou o presidente da Fiesp e do Ciesp.

Na segunda-feira (24/09), o Bradesco anunciou uma redução de 54% (de 14,9% para 6,9%) na taxa de juros máxima do crédito rotativo para as bandeiras Visa, American Express, ELO e Mastercard. Já a taxa para parcelamentos caiu de 8,9% para 4,9%, na máxima.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, outros bancos, como o HSBC e Santander, estudam a adoção de medidas semelhantes.

Já os bancos estatais, Banco do Brasil e Caixa, cortaram este mês a taxa do rotativo, em até 79% e entre 10% e 40%, respectivamente. Também em setembro, o Itaú lançou um cartão com juro de 5,99% ao mês, com base de cálculo feito a partir de data de cada compra, e não do vencimento da fatura, em situações como atraso ou parcelamento.

Presidente do Banco Central prevê queda da inflação nos próximos meses

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

Alexandre Tombini e Paulo Skaf durante reunião na Fiesp

 

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recebeu, nesta segunda-feira (23), a visita do ministro do Banco Central, Alexandre Tombini. Durante a reunião-almoço, os empresários se queixaram da supervalorização do real, que compromete a competitividade da indústria nacional.

“É a indústria que garante os melhores empregos para população e, também, paga os melhores salários. O Brasil não tem interesse de enfraquecer ou colocar em risco o setor industrial”, analisou o presidente da Fiesp, após o encontro.

Segundo Skaf, o ministro se mostrou bastante otimista com a queda da inflação. Tombini admitiu que a tendência inflacionária para os próximos meses deve ser de baixa. “A inflação está cedendo. Os dados revelam isso. Por isso, com esse cenário, não vejo sentido em aumentar os juros. Teria todo sentido começar a baixar”, afirmou Skaf.

Câmbio

Durante o encontro, Tombini e Skaf discutiram a valorização cambial e o impacto negativo sobre a produção nacional. Para o presidente da Fiesp, a valorização do real em detrimento da desvalorização do yuan (moeda chinesa) contribuirá com um déficit de US$ 100 bilhões na balança comercial de manufaturados, em 2011.

Outra preocupação é com o câmbio especulativo, que compromete a competitividade da indústria nacional. “Sugerimos ao ministro que o capital especulativo tenha um tempo de permanência mínima no Brasil. Isso vai fazer com o especulador pense duas vezes em investir no País”, destacou Skaf.