Mil trabalhadores da indústria fazem caminhada e trekking em Paranapiacaba

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp, de Paranapiacaba

Preguiça de acordar cedo para fazer uma caminhada perto da natureza? Não foi o caso dos participantes do Circuito Sesi-SP de Lazer e Aventura, promovido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Em torno de mil pessoas participaram, na manhã deste domingo (01/06), da etapa Paranapiacaba do projeto, realizada na Vila de mesmo nome, pertencente a Santo André, na Grande São Paulo. A iniciativa teve trekking e trilha ecológica, atraindo famílias e grupos de amigos de todas as idades e perfis.

Ao lado do marido, Claudio Casale, de 41 anos, e das filhas Letícia e Julia, respectivamente de dez e seis anos, a secretária Valquíria Barros, de 42, contou que essa era a segunda vez que os quatro participavam do Circuito Sesi-SP de Lazer e Aventura fazendo a trilha ecológica. “As meninas adoram, vale o esforço”.

Valquíria, Claudio, Julia e Letícia: diversão em família que valeu o esforço de acordar cedinho no domingo.  Foto: Isabela Barros/Fiesp

Valquíria, Claudio, Julia e Letícia: diversão em família que valeu o esforço de acordar cedinho. Foto: Isabela Barros/Fiesp


O analista financeiro Michel Cruz da Silva, de 26 anos, era outro entusiasta da trilha. Tanto que convenceu a família da namorada, Maria Rodrigues Lima, de 24, a participar também. Assim, acompanharam o casal a sogra, Maria Elionete, de 42 anos, o sogro, Juan Pereira Lima, e a cunhada Carolina Rodrigues, de 17. “Passamos o dia num ambiente diferente e o evento é muito bem organizado”, contou Silva, diante do olhar desconfiado do sogro, o único a esboçar, brincando, algum sinal de frio e cansaço. “Mas ele é minoria”, garantiu Maria Elionete.

Prova de que disposição não tem idade, a técnica em nutrição Rose Catarino, de 48 anos, levou as amigas Marisa Sandoval Marques, de 52 anos, e Dionice Giroldo, de 54, e mais cinco pessoas para caminhar vendo a mata de Paranapiacaba. “Participei do Circuito aqui em 2013, também com amigos, e gostei tanto que voltei”, disse.

Também em boa companhia, o técnico de qualidade Dante Brandão, de 38 anos, fez o trekking com os amigos Wilson Binder, de 26, e a amiga Juliana Tagani, de 25. “O Circuito é show de bola”, afirmou Brandão.

A edição do evento em Paranapiacaba:  esporte e lazer para diferentes perfis de participantes. Foto: Isabela Barros/Fiesp

A edição do evento em Paranapiacaba: esporte e lazer para diferentes perfis de participantes. Foto: Isabela Barros/Fiesp


Clima de festa

Mais do que uma competição, de acordo com o diretor de Esporte e Qualidade e Vida do Sesi-SP, Alexandre Pflug, o Circuito Sesi-SP de Lazer e Aventura é “uma festa”. “Valem não só as provas físicas, mas o trabalho em equipe, a participação”, explicou.

E por falar em participação, as ações de qualidade de vida oferecidas pela indústria paulista aos seus trabalhadores só têm crescido. “Em 2013, foram realizadas quatro etapas do circuito”, disse Pflug. “Em 2014, serão seis”. O número de participantes também cresceu, em torno de 20%, em relação ao ano passado.

Além das atividades esportivas em si, o evento ainda ofereceu áreas de lazer, como camas elásticas e espaços de rapel, oficinas de artesanato, espaços de massagem e orientação nutricional, entre outros serviços.

Para compensar o esforço

A trilha ecológica do Circuito em Paranapiacaba, voltada para participantes de todas as idades, foi dividida em duas, de acordo com a disposição para caminhar dos participantes. Assim, uma das rotas foi a “Pontinha/Água Fria”, com percurso de três quilômetros. A outra foi a “Trilha do Mirante”,Tr com 2,5 quilômetros, dos quais um quilômetro de subida. De uma forma ou de outra, a vista do Vale de Cubatão e da Serra do Mar compensava o esforço.

O trekking, por sua vez, é um esporte de regularidade onde os participantes, em equipe, percorrem trilhas em meio à natureza, sempre seguindo uma planilha de orientação. Vence quem passa por todos os chamados pontos de controle da disputa de forma regular, segundo as coordenadas apontadas por uma planilha. No caso de Paranapiacaba, foram dez quilômetros de percurso.

Todos os participantes, das duas modalidades, ganharam medalhas, com troféus para os campeões do trekking.

Neste domingo (01/06), participaram do trekking 31 equipes, sendo a Nullus Modus, com cinco participantes, a vencedora. “É a quarta vez que eu participo do Circuito do Sesi-SP”, disse a gerente de planejamento Valéria Dias, de 42 anos, representante do grupo. O primeiro lugar animou a ela e aos seus companheiros de participarem das próximas edições do evento. “Quero ir para Santa Bárbara do Oeste”, contou.

Valéria em primeiro lugar no pódio do trekking em Paranapiacaba: em Santa Bárbara do Oeste tem mais.  Foto: Isabela Barros/Fiesp

Valéria em primeiro lugar no pódio do trekking em Paranapiacaba: em Santa Bárbara do Oeste tem mais. Foto: Isabela Barros/Fiesp


A próxima etapa do Circuito Sesi-SP de Lazer e Aventura a que Valéria se referiu será em Santa Bárbara do Oeste, no dia 20 de julho. Para saber mais, só clicar aqui.


Em Aparecida, 400 jovens serão atendidos pelo Programa Atleta do Futuro do Sesi-SP

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp, de Aparecida

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Bruna e sua mãe, Nilda: expectativas com o Programa Atleta do Futuro. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Maquiada, com cabelo preso em coque e ensaiando os últimos passos para a apresentação de ginástica rítmica que faria em seguida, a estudante Bruna Fernanda Dutra de Oliveira, de 14 anos, era só alegria ao lado da mãe, a dona de casa Nilda Dutra de Oliveira, de 42 anos.

As duas esperavam, ansiosas, na manhã desta quinta-feira (27/02), pela cerimônia de assinatura do convênio para o desenvolvimento de formação esportiva do Programa Atleta do Futuro (PAF), do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) em Aparecida, município a 168 km da capital onde vivem.

Afinal, Bruna é uma das 400 promessas do esporte que serão atendidas neste primeiro momento pela iniciativa na cidade. O evento contou com a presença do presidente do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

“Faço ginástica rítmica desde os seis anos”, contou Bruna. “Isso com o apoio da Prefeitura. Agora, com a participação do Sesi-SP, teremos muito mais estrutura para treinar. Quero seguir carreira”.

Para Nilda, a participação da filha no PAF é motivo de orgulho. “Quero que ela vá longe, sei como a minha filha tem futuro”, contou.

Os 400 estudantes atendidos pelo PAF em Aparecida vão se dividir entre modalidades como ginástica artística, vôlei, natação e futebol. Segundo Skaf, o programa é uma grande oportunidade para que crianças e jovens pratiquem esportes gratuitamente e desenvolvam valores que levarão para a vida toda.

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Na foto, entre outros, a jogadora de vôlei do Sesi-SP, Dani Lins; o diretor de Esporte e Qualidade de Vida do Sesi-SP, Alexandre Plufg; o prefeito de Aparecida, Márcio Siqueira; e o presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf (ambos segurando o convênio). Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Esporte é educação, é saúde”, afirmou Skaf. “Vamos começar com 400 atletas, mas podemos ampliar esse número se for preciso”.

Entre os presentes à cerimônia, o prefeito de Aparecida, Antônio Márcio de Siqueira, e o diretor de Esportes e Qualidade de Vida do Sesi-SP, Alexandre Pflug. Juntos com Skaf, eles assinaram o convênio do PAF.

Firmada no Centro Esportivo Municipal Maria Filippo, no bairro da Vila Mariana, em Aparecida, a parceria para o PAF contou com a presença ainda de oito atletas da equipe feminina de vôlei do Sesi-SP: Dani Lins, Bárbara, Ju Costa, Thais, Simone, Mariana, Marina e Joana. Também acompanham o evento 12 atletas do time juvenil masculino de vôlei. Na ocasião, os estudantes puderam conversar com os atletas e até fazer perguntas.

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Dani Lins em Aparecida: “Queremos que vocês estejam nos nossos lugares daqui a alguns anos”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Espero que vocês possam aproveitar muito. Queremos que vocês estejam nos nossos lugares daqui a alguns anos”, afirmou Dani Lins. “Comecei tarde, com 16 anos. Em primeiro lugar vem o estudo, a educação e o conhecimento”, explicou Ju Costa. “É preciso ter muita honestidade, persistência e trabalho para se dar bem no esporte”.

Além da prática esportiva, os alunos do PAF recebem orientação em temas transversais como saúde, trabalho e consumo, meio ambiente e pluralidade cultural, entre outros. Os instrutores trabalham para difundir valores como ética, superação, autoestima e socialização, com o intuito de ajudar o aluno a se desenvolver de modo pleno.

O programa

Presente em mais de 180 municípios, o Programa Sesi-SP Atleta do Futuro contempla aproximadamente 74 mil participantes entre 6 e 17 anos e as atividades estão organizadas em três fases, adequadas para cada faixa etária.

Na fase que compreende crianças entre seis e oito anos, os instrutores trabalham para promover qualidade de vida, integração e socialização por meio de jogos e brincadeiras lúdicas. A partir dos oito anos, os participantes iniciam a prática esportiva, conhecendo as diversas modalidades e suas diferenças. Então, dos 11 aos 17 anos, os alunos optam por uma modalidade e realizam treinos específicos. Nesta fase, os atletas podem representar a equipe do Sesi-SP em competições estaduais e nacionais.

Por se tratar de programa de formação esportiva com metodologia própria do Sesi-SP, as aulas esportivas são complementadas por intensa programação nos finais de semana com a participação da família. Todos os profissionais envolvidos passam por capacitações e os alunos têm acesso a todos os materiais necessários para a prática de diferentes modalidades de esporte.

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PAF em Aparecida terá modalidades como ginástica artística, vôlei, natação e futebol. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

>> 400 alunos em sete modalidades esportivas serão atendidos pelo Programa Atleta do Futuro, do Sesi-SP, em Cachoeira Paulista

>> Programa Atleta do Futuro do Sesi-SP chega a Lorena para atender 260 crianças e jovens


No polo aquático, Sesi-SP fica com vice-campeonato inédito na Liga Nacional

Agência Indusnet Fiesp

Na final da VI Liga Nacional de Polo Aquático, o time masculino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) fez uma ótima partida na tarde de sábado (14/12) diante do Fluminense, mas não conseguiu superar a maior experiência da equipe carioca, que venceu o jogo por 13 a 9, com parciais de 3-2, 4-3, 2-2

Com o resultado, o Sesi-SP ficou com o vice-campeonato, melhor participação de sua equipe desde que começou a participar da Liga Nacional. O presidente do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, entregou o troféu e as medalhas de prata aos atletas e comissão técnica. O Fluminense, com 15 vitórias em mesmo número de jogos, conquistou o tricampeonato da competição.

O jogo foi marcado pelo duelo entre dois craques: Tony Azevedo (Sesi-SP) e Felipe Perrone (Fluminense). O carioca, que participou de duas edições dos Jogos Olímpios pela seleção da Espanha, marcou cinco gols e desequilibrou na decisão. Já Azevedo fez quatro gols.

Na análise de Azevedo, principal reforço do Sesi-SP para a temporada, a equipe fez três quartos incríveis, mas não é fácil enfrentar um time com a experiência do Fluminense. “Acho que, com poucos mais anos, o Sesi-SP pode ser uma superpotência no polo aquático.”

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Tony Azevedo (8) marcou quatro gols no jogo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O técnico da equipe, André Avallone, disse que o Sesi-SP perdeu para o melhor time do campeonato. “Realmente o Fluminense é muito superior. Um time de estrelas. Nós, um time jovem, mais a experiência do Tony”, avaliou, acrescentando que depois da expulsão do capitão, Rudá, o time deu uma caída.

Ao final da partida, Paulo Skaf cumprimentou o time pelo resultado. “Segundo lugar é muito bom. O Fluminense jogou bem. Estou muito orgulhoso do nosso time polo aquático”, afirmou o presidente, depois de observar que a entrada do Sesi-SO deu um outro panorama para o polo aquático no Brasil. “Hoje temos quase 1000 jovens praticando polo aquático e há poucos anos não tínhamos nenhum. Isso só nos nossos alunos.”

De acordo com o diretor de Esporte e Qualidade de Vida do Sesi-SP, Alexandre Plufg, a campanha foi excelente. “São mais de 10 anos que as finais ficam no eixo entre Fluminense e Pinheiros. Dessa vez a equipe do Sesi-SP conseguiu quebrar esse paradigma e fazer uma final. Jogaram muito bem. O jogo foi equilibrado até o terceiro quarto”, comentou, observado a dificuldade de enfrentar um Fluminense repleto de jogadores de nível internacional. “Nosso time é 100% com garotos categoria de base. Só o Tony que veio para complementar o time nessa temporada. E o time foi muito guerreiro. O esporte é assim. Tem dia que você ganha e tem dia que você perde. Mas o importante é o exemplo que eles vão dar para a garotada.”

Grummy, um dos destaques do Sesi-SP, disse acreditar que a campanha foi muito boa. “A gente veio numa crescente na competição. Fizemos bons jogos e, às vezes, por falta de experiência, deu uma ‘abaixadinha’ no nível. Hoje foi no detalhe. Demos um bom exemplo para a criançada. Agora é continuar trabalhando para se Deus quiser melhorar ainda mais essa campanha.”

Segundo Azevedo, ver um jogo como esse incentiva as crianças e os jovens. “Isso é muito importante para as crianças: ídolos”, resumiu, acrescentando que a estrutura do Sesi-SP é similar à que estava acostumado a ver na Europa, onde jogou muitos anos.

Marcaram pelo Sesi-SP Tony Azevedo (4), Rudá Franco (2), Gabriel Salgado (1), Antonio Inserra (1) e Gustavo “Grummy” Guimarães (1). Pelo Fluminense, assinalaram gols Felipe Perrone (5) Kiko Perrone (3), Bernardo Gomes (2), Josip Vrilic (1), Ádria Delgado (1) e Bernardo Braga (1).