O Homem de La Mancha: temporada atraiu 121,1 mil pessoas em 276 apresentações

Isabela Barros

A ficha ainda não caiu. Também pudera: soberano dos palcos do Teatro do Sesi-SP entre os dias 03 de setembro de 2014 e 28 de junho de 2015 como o protagonista de O Homem de La Mancha, Cleto Baccic tem tão viva a presença do musical em sua carreira que diz não estar com saudade. Para ele, “tudo ainda está tão forte” que ele se sente “de folga, com espetáculo amanhã”. Ao todo, foram 276 apresentações, com um público total de 121.135  pessoas. Uma temporada que vai deixar saudosos elenco, organizadores e público.

“São muitas as lembranças”, diz Baccic. “A mais importante delas é ter visto o Teatro do Sesi-SP lotado todos os dias”.

Eleito o melhor ator pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 2014, o intérprete de Miguel de Cervantes/D.Quixote cita a cena com o duque, na qual Cervantes fala sobre as suas experiências, como uma de suas prediletas. “Era quando ele contava o quanto já viveu e sofreu por seus ideais”.

Baccic: emoção pelo teatro lotado todos os dias. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

O Homem de La Mancha foi mais uma iniciativa do projeto Teatro Musical, de formação de atores e público, promovido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

De acordo com a gerente de operações culturais da instituição, Alexandra Miamoto, a montagem foi especial, entre outros motivos, por ter sido a adaptação de um texto famoso feita segundo a realidade brasileira por Miguel Falabella.

Tanto que recebeu, além do prêmio de Baccic, o título de Melhor Musical também pela APCA, Melhor Espetáculo pelos críticos da Folha de S. Paulo e o Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Espetáculo de Teatro Musical. As três condecorações foram em 2014.

Depois de assistir a peça “mais de 30 vezes”, Alexandra elege a cena em que o protagonista canta a música tema, “O Sonho Impossível”, como a sua predileta. “Para mim, a cena representava o auge da qualidade técnica e estética daquela produção”, conta.

Entre as reações de carinho do público, ela cita o fato de que a primeira pessoa a chegar na fila para a última apresentação, em 28 de junho, levou um colchão para garantir a sua vaga. Isso aconteceu às 3h30.