Sesi-SP faz homenagem ao esportista Edvar Simões

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

O Sesi de São José dos Campos homenageou nesta sexta-feira (22/5), o ex-jogador de basquete José Edvar Simões, único campeão olímpico da cidade. O presidente da entidade, Paulo Skaf, participou da cerimônia que oficializou o atleta como patrono da quadra poliesportivo da escola.

“Eu tenho certa afinidade com o Sesi-SP porque meu pai foi industriário, trabalhou 57 anos na indústria. Então eu convivi muito com esse ambiente. Participava das atividades esportivas”, contou o homenageado.

O superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni, também participou da cerimônia em São José dos Campos. Ele afirmou que a entidade “mostra com isso que valoriza o esporte, o qual tem um papel no contexto social”.

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Edvar Simões entrou para a história como o primeiro e único joseense a conquistar uma medalha olímpica, nos jogos de Tóquio. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Carreira

A história do basquete de São José dos Campos não pode ser contada sem menção ao nome de José Edvar Simões, que nasceu no município em 1943. No currículo do ex-jogador estão importantes conquistas pela seleção brasileira de basquete, como a medalha de bronze nas Olimpíadas de Tóquio, em 1964, a prata no campeonato sul-americano da Argentina, em 1966, o terceiro lugar no mundial de basquete do Uruguai, em 1967, e o vice-campeonato mundial na Iugoslávia, em 1970. Pela seleção brasileira, Edvar marcou 345 pontos em 37 jogos.

Edvar entrou para a história como o primeiro e único joseense a conquistar uma medalha olímpica, nos jogos de Tóquio. Alguns anos antes, porém, o jogador Alberto Marson, do Tênis Clube São José, já havia recebido a medalha de bronze com a seleção brasileira de basquete, nas Olimpíadas de Londres (1948). Contudo, Marson não era natural de São José, o que deixou o título de único joseense medalhista olímpico para Edvar.

No final da década de 1950, a cidade do Vale do Paraíba respirava basquete. Depois de conquistar a medalha olímpica, Alberto Marson se tornou treinador do São José e comandou uma equipe competitiva, que cedeu à seleção brasileira nomes como Waldyr Boccardo e Wilson Bombarda. Foi nessa época que um jovem talentoso começou a se destacar entre esses grandes nomes do basquete, um armador chamado Edvar Simões.

Além de defender o time da cidade, Edvar ainda atuou pelo Corinthians, onde foi campeão da Taça Brasil de 1965, no Trianon de Jacareí e encerrou a carreira de jogador na equipe do Palmeiras. Alguns anos depois, o atleta trocou o garrafão pelo banco da comissão técnica. Sua carreira como treinador foi vitoriosa, com cinco títulos da Taça Brasil: em 1981 pelo Tênis Clube São José e o tetracampeonato pelo Monte Líbano (1984/1985/1986/1987), além de dois campeonatos sul-americanos, também com o Monte Líbano (1985 e 1986).

Formado em educação física pela USP, José Edvar Simões deixou um legado de amor e dedicação ao basquete brasileiro. Casado com Luzia Simões, teve dois filhos, Natália e Edvar Júnior, e é avô de três meninos: João Pedro, Enrico e Eduardo.

Time de robótica do Sesi-SP Birigui recebe prêmio em torneio internacional

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

A equipe Sesi Big Bang, da escola do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) de Birigui, está entre as 10 melhores na classificação geral do FLL World Festival, torneio de robótica disputado em St. Louis, nos Estados Unidos, de 22 a 25 de abril. Os alunos do interior paulista ainda receberam o prêmio de melhor apresentação do projeto de pesquisa. Os campeões na classificação geral foram os libaneses da equipe Fast and Curious.

Estudantes do mundo todo criaram projetos para auxiliar o aprendizado em sala de aula. A equipe Sesi Big Bang desenvolveu um jogo chamado Fagébra, que facilita o raciocínio e o aprendizado das expressões algébricas, e fez a apresentação em inglês para uma banca examinadora formada por educadores internacionais.

Outras equipes do Sesi-SP participarão de mais dois torneios internacionais de robótica. Para o FLL Open African Championship, de 5 a 7 de maio, na África do Sul, os representantes da indústria paulista serão as equipes de Boituva (Sesi Mega Snakes), Bauru (Sesi Fênix), Valinhos (Sesi Turbotubies) e do bairro do Ipiranga, São Paulo (Sesi Robonáticos).

No FLL Asia Pacific Open, que será disputado de 10 a 12 de julho, na Austrália, os times classificados são de Itapetininga (Sesi ItapêRobota) e de São José do Rio Preto (Sesi Robotic Generation).

Durante os torneios, as equipes são avaliadas com base em três requisitos: projeto de pesquisa (inovação, apresentação e processo de pesquisa), projeto do robô (design do robô, programação e estratégia e inovação) e core values (inspiração e trabalho em equipe).

Competidores do Senai-SP intensificam preparação para WorldSkills 2015

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

A cidade de São Paulo deve receber em agosto estudantes de todos os continentes para a 43ª edição da WorldSkills Competition, organizada no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Para garantir uma vaga definitiva para a maior competição de educação profissionalizante do mundo, 26 alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) pré-classificados para o torneio se preparam para a última seletiva, disputada de abril a maio deste ano.

A capital paulista será a primeira cidade da América Latina a sediar a competição internacional. A expectativa é de que o número de participantes supere o da edição anterior, que foi em Leipzig, Alemanha, há dois anos. Na ocasião, o torneio reuniu mais de mil competidores de 53 países, que disputaram medalhas em 46 ocupações. Das 12 medalhas conquistadas pela delegação brasileira, sete foram do Senai-SP.

O competidor Felipe Augusto Gutierra, da Escola Senai “Roberto Simonsen”, no Brás, é um dos alunos que enfrentam uma rotina intensa de treinos. “Tenho treinado mais de oito horas por dia, mas sei que isso é necessário para corrigir a rota e chegar pronto para a seletiva”, conta o estudante, que está inscrito na modalidade de Polimecânica.

Felipe entende que competir no Brasil dará mais confiança. “Em relação às tarefas que temos de cumprir durante a prova, a pressão é a mesma. Mas saber que você está no seu país cria um ambiente positivo”, afirma.

Outro ponto a favor é o fato de ter como treinador o campeão mundial Richard Souza da Silva. Ex-aluno da mesma escola, Richard venceu a última edição da WorldSkills, na Alemanha, na mesma modalidade de Felipe.

“Aprendi que o torneio se ganha em casa, em cada etapa do treinamento”, conta o treinador.

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Rafael Vico durante competição da Olimpíada do Conhecimento. Foto: Divulgação/Fiesp


Na modalidade Fresagem CNC, o aluno Rafael Vico é outro competidor com boas chances de medalha. Seu treinador, Henrique Santana, foi campeão mundial na edição 2013 da WorldSkills.

“O Henrique me ensinou muito sobre estratégia de usinagem. Também aprendi que um campeão nasce da atenção que se dá aos detalhes”, revela Rafael, da Escola Senai “Roberto Mange”, de Campinas.

Sobre sua modalidade, o aluno afirma que a maior dificuldade está na fase de ajustes técnicos. “Primeiro, recebemos o desenho da peça, depois planejamos a forma de realizar o trabalho. A máquina se encarrega da produção, mas para que o processo seja executado sem falhas é necessário calibrar corretamente as medidas. Essa é a parte mais difícil de todo o processo, mas devido aos treinos já progredi bastante nesse quesito”, explica.

Além das provas individuais, a WorldSkills também tem modalidades coletivas, como a Manufatura Integrada. A equipe do Senai-SP pré-classificada para essa prova é de Pompeia, no interior de São Paulo. O grupo formado por Alex Yonekubo, Fabiana Bonacina e Guilherme Campanez está trabalhando bastante para ratificar sua participação na WorldSkills. Segundo o técnico do trio, Rodrigo Giroto, os alunos treinam até 12 horas por dia e estão cada vez mais entrosados.

“Eles estão bastante focados no objetivo de garantir a vaga. É uma prova difícil, porque é necessário aplicar o conhecimento de diversas áreas, mas esse time está muito preparado.”

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Alunos de Pompeia pré-classificados para o WorldSkills. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Realizada a cada dois anos, a WorldSkills Competition é a maior competição de educação profissional do mundo. Os competidores participam de provas que simulam situações reais que ocorrem em 50 ocupações da indústria e do setor de serviços. Durante o teste, eles precisam comprovar habilidades técnicas para executar as tarefas dentro de parâmetros internacionais especificados pela organização do torneio.

Alunos de SP pré-classificados

Felipe Augusto Gutierra – Polimecânica – Brás

Danilo Rodrigues Oliveira – Cabeamento Estruturado de Redes – Santo Amaro

Thayná Silva Martins – Cabeamento Estruturado de Redes – Santo Amaro

Alex Massayuki Yonekubo – Manufatura Integrada – Pompeia-SP

Fabiana Bonacina – Manufatura Integrada – Pompeia-SP

Guilherme Henrique Attis Campanez – Manufatura Integrada – Pompeia-SP

Leandro Ericles Frozino Rumaqueli – Desenho Mecânico em CAD – Araraquara-SP

Rafael Eduardo de Jesus Vico – Fresagem CNC – Campinas-SP

Patrick Herman A. da Conceição Ens – Soluções empresarias Software – Santo Amaro

Thiago Augusto Blanco da Costa – Aplicação de Revestimentos Cerâmicos – Bauru-SP

Matheus de Sousa Arruda – Funilaria Automotiva – Ipiranga

Giovanni Kenji Shiroma – Web Design – Santo Amaro

Diego Soares de Oliveira – Movelaria – Votuporanga-SP

Rafael Nascimento Grangeiro – Marcenaria de Estruturas – Pres. Prudente-SP

Luiz Felipe de Moraes de Souza – Carpintaria de Telhados – Rio Claro-SP

Abner Colombati Pereira – Confeitaria – Barra Funda

Luis Carlos Sanches Machado Junior – Tecnologia Automotiva – Bauru-SP

Lucas Pescinelli Luquianhuk – Pintura Automotiva – Bauru-SP

Gabriel Florêncio Alves – Gestão de Sistemas de Redes em TI – Santo Amaro

Carlos Eduardo Camargo de Araújo Silva – Design Gráfico – Santo Amaro
Mailson Valério de Oliveira – Engenharia de Moldes para Polímeros – Brás

Renan Ferreira Giarola Guimarães – Engenharia de Moldes para Polímeros – Osasco-SP

Guilherme Lima Leite – Modelagem de Protótipos – Sorocaba-SP

Daniel de Oliveira Gomes – Caldeiraria – Diadema-SP

Iracema de Arruda Vilalva – Panificação – Marília-SP

Felipe Silva de Oliveira – Manutenção Mecânica – Tatuapé

Sete times de robótica do Sesi-SP são confirmados em três torneios internacionais

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

Medalhas no peito e troféus nas mãos. Foi assim que 56 alunos do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) de sete municípios chegaram à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quinta-feira (9/4). Eles fazem parte das equipes melhores classificadas na etapa nacional do First Lego League (FLL), torneio de robótica para estudantes do ensino fundamental, disputado no mês passado em Brasília.

Os alunos foram homenageados pelo presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, em encontro que também reuniu o superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, professores da entidade e familiares dos estudantes. Além do reconhecimento pelo desempenho no torneio, Skaf confirmou a participação de todos os times em torneios internacionais.

Campeões da etapa nacional da competição, os alunos de Birigui devem disputar o FLL World Festival, de 22 a 25 de abril, no Estados Unidos. A equipe de Boituva, terceiro lugar no torneio disputado em Brasília, estará em Johanesburgo, África do Sul, de 5 a 7 de maio, para o FLL Open African Championship.

Também seguirão para o continente africano os alunos de Valinhos, de Bauru e do bairro do Ipiranga, em São Paulo. As equipes de Itapetininga e de São José do Rio Preto foram confirmadas no FLL Asia Pacific Open, de 10 a 12 julho, em Sydney, Austrália.

“Hoje aprendi muito ouvindo vocês. Então, por merecimento, anuncio que todos terão a chance de competir nos torneios do exterior”, anunciou Skaf.

Além do primeiro e terceiro lugares conquistados por Birigui e Boituva, o Sesi-SP garantiu da quarta à sétima colocação, além do nono lugar, com as equipes de Itapetininga, Ipiranga, São José do Rio Preto, Valinhos e Bauru, respectivamente.

O superintendente Walter Vicioni ressaltou a importância do programa de robótica da entidade ao afirmar que se trata de uma ferramenta pedagógica que auxilia na formação plena do aluno.

“A robótica é um meio de fixarmos conceitos de sala de aula e formar cidadãos que contribuirão para a construção de um novo Brasil”, afirmou.

Desenvolvimento do aluno

Segundo a aluna Caroline Garcia, de Birigui, o resultado obtido pela equipe é fruto de muito trabalho. “Dedicamos muito tempo para alcançar o objetivo, que era a vaga para o torneio internacional. Agora, queremos representar bem nossa cidade e o Sesi-SP”, disse entusiasmada.

Mais importante que a competição em si, o aluno Gabriel Rodrigues, de Boituva, reconheceu o papel transformador do programa de robótica do SESI-SP. “Antes de entrar para o time, era um aluno complicado. O trabalho em equipe, o envolvimento com a pesquisa e com a construção do robô me deram maior senso de responsabilidade e hoje sou uma pessoa melhor.”

Para Skaf, a robótica oferece, além de conhecimento, oportunidades de desenvolvimento ao aluno. “Saber que um jovem tímido começou a falar bem em público, que outro com dificuldades com tarefas se tornou um cidadão consciente de suas responsabilidades e que esse grupo passou a ser um exemplo para os demais colegas é motivo de comemoração”, disse.